Candidatos da CDU à Assembleia da República em Campo Maior

Candidatos da CDU à Assembleia da República em Campo Maior
Podem contar com a CDU para "preservar e valorizar as tradições populares e a cultura popular do distrito de Portalegre. Como por exemplo o Jardim Florido e as Festas do Povo de Campo Maior."

segunda-feira, 17 de dezembro de 2012

Reunião Ordinária da CIMAA - 18 Dezembro 2012

 
 
A CDU Campo Maior convida toda a população a participar na Reunião Plenária Ordinária da Assembleia Intermunicipal do Alto Alentejo dia 18 de Dezembro de 2012 pelas 21:00 no Centro de Congressos da Câmara Municipal de Portalegre.
 
Tendo como ordem de trabalho os seguintes pontos:
 
1 - Período antes da ordem do dia;
2 - Discussão e votação da ata da reunião ordinária 12 de Outubro de 2012;
3 - Apresentação das atividades desenvolvidas pela CIMAA, nos termos da alínea e) do artigo 16ºdos seus estatutos;
4 - Aprovação de revisão à Norma de Controlo Interno (NCI);
5 - Discussão e votação do Plano de Atividades para o ano de 2013;
6 - Discussão e votação do Orçamento para o ano de 2013
 
A presença da população é fundamental em democracia para criticar, propor, aprovar ou discordar das decisões dos seus representantes políticos.
 
Toda a informação referente a este importante órgão aqui.

sábado, 15 de dezembro de 2012

15 de Dezembro - Setúbal - Conselho Nacional de “Os Verdes” e comemoração do 30º aniversário do PEV

 
Reúne no próximo sábado, dia 15 de Setembro, em Setúbal, o Conselho Nacional do Partido Ecologista “Os Verdes”, órgão máximo do PEV entre congressos. Nesta reunião estará em debate a situação eco-política nacional, a situação nas regiões e a preparação da agenda do partido para os próximos tempos.
 
“Os Verdes” convidam os senhores e senhoras jornalistas para uma conferência de imprensa, onde darão conta das conclusões desta reunião, que se realizará pelas 17.30h de sábado, 15 de Dezembro, no Hotel Laitau, em Setúbal.
 
No mesmo dia, 15 de Dezembro, celebra-se ainda o 30º aniversário do Partido Ecologista “Os Verdes”, que será assinalado em sessão comemorativa que decorrerá na Sociedade Musical e Recreativa União Setubalense (Av. Luisa Todi, 233/7), a partir das 21.30h. No âmbito desta celebração, que contará com um apontamento musical a cargo da banda Green Tree, será ainda feito o lançamento do livro “30 Anos de Lutas Ecologistas”.
 
O Partido Ecologista “Os Verdes” convida todos os senhores e senhoras jornalistas a participar nesta comemoração.
 
Programa – 15 de Dezembro
 
 
Reunião do Conselho Nacional do PEV (Hotel Laitau)
 
17.30h – Conferência de imprensa (Hotel Laitau- Av. General Daniel de Sousa, 89)
 
21.30h – Sessão comemorativa do 30º aniversário do Partido Ecologista “Os Verdes” e lançamento do livro “30 Anos de Lutas Ecologistas” (Sociedade Musical e Recreativa União Setubalense)
 
O Partido Ecologista “Os Verdes”
 
O Gabinete de Imprensa de “Os Verdes”
 
Lisboa, 13 de dezembro de 2012
 
 
Mensagem original publicada no blog ecolojovem.blogspot

sexta-feira, 14 de dezembro de 2012

Grande Manifestação da CGTP-IN - 15 Dezembro - Lisboa

 15 de Dezembro de 2012 - lisboa
 
 No próximo sábado, dia 15, em Lisboa, tem lugar a segunda manifestação nacional que a CGTP-IN decidiu realizar, para dar seguimento aos objectivos que uniram milhões de trabalhadores na última greve geral. Tal como no Porto, dia 8, o alvo mais próximo é o Orçamento do Estado, e a exigência mais lata é o combate à exploração e ao empobrecimento, a par da reclamação de uma nova política.
 
A concentração de trabalhadores dos distritos de Leiria, Santarém, Castelo Branco, Lisboa, Setúbal, Portalegre, Évora, Beja e Faro está marcada para as 15 horas, em Alcântara. A manifestação seguirá para junto da residência oficial do Presidente da República, em Belém.

 
8 de Dezembro de 2012 - Porto
 
No sábado, dia 8, a manifestação da CGTP-IN no Porto, contra o Orçamento do Estado para 2013, contra a exploração e pela mudança de política, evidenciou a determinação de quem resiste e luta, mas também deixou claro que as posições do movimento sindical unitário merecem crescente simpatia da população.
 
Toda a reportagem aqui.
 

segunda-feira, 10 de dezembro de 2012

“É preciso avisar toda a gente”. O PCP tinha e teve razão! Agostinho Lopes

 
 Vídeo e texto intergral da intervenção do Deputado Agostinho Lopes.
 
A primeira e importante ilação que podemos e devemos tirar da profunda crise que o país vive, é que o PCP tinha e teve razão. A «cassete» do PCP falava verdade. Usando, uma adequada frase feita, o PCP previu e preveniu.
 
Nós avisámos e lutámos contra a política de direita de sucessivos governos PS, PSD e CDS-PP que, ao longo de 37 anos, conduziram o país ao desastre.
 
E “é preciso avisar toda a gente”. E na presente batalha política e ideológica, combater a amnésia, o esquecimento, o silêncio, as deturpações, sobre as causas da crise, sobre as responsabilidades e os responsáveis da crise.
 
É mesmo uma questão central da resposta à crise, saber como chegámos até à crise! Para que velharias ideológicas não prevaleçam sobre as respostas necessárias. Para que as receitas políticas e económicas que aqui nos conduziram não sejam vendidas, em dose reforçada, como solução para a crise. Para que os coveiros do país não apareçam agora travestidos de salvadores!
 
“É preciso avisar toda a gente”. O PCP tinha e teve razão!
 
Tinha e teve razão quando se opôs ao processo de recuperação capitalista e latifundista. Tinha e teve razão quando se opôs ao processo de privatização e liberalização e quando combateu a reconstituição renovada e reforçada dos grupos monopolistas. Tinha e teve razão quando se opôs ao processo de integração capitalista europeu, da CEE à União Europeia, de Maastricht ao Euro, de Nice ao Tratado de Lisboa.
 
Tinha e teve razão quando, de forma insistente e persistente, se opôs a políticas nacionais e comunitárias de liquidação das nossas pescas, da nossa agricultura, da nossa indústria, à predação do nosso subsolo. Tinha e teve razão quando se opôs à expansão desenfreada das áreas comerciais dos grupos da grande distribuição.
 
Tinha e teve razão quando se opôs aos processos de financeirização da economia. Tinha e teve razão quando se opôs a uma gestão orçamental conforme as imposições do Pacto de Estabilidade. Tinha e teve razão quando combateu o assalto ao comando de empresas e sectores estratégicos pelo capital multinacional.
 
E tinha e teve razão quando se opôs aos PEC do governo PS, e quando, a 5 de Abril de 2011, avançou com a proposta de renegociação da dívida junto dos nossos credores. Tinha e teve razão na sua oposição ao Pacto de Agressão da Troika e à violenta ofensiva levada a cabo pelo actual governo.
O PCP tinha, teve e tem razão quando afirma e sublinha que não há alternativa sem ruptura com as políticas que nos conduziram ao desastre!
 
A crise teve algumas virtudes. Converteu o Presidente da República, que recentemente condenou Cavaco Silva primeiro-ministro, responsável pelos (e transcrevo) «estigmas que nos afastaram do mar, da agricultura e até da indústria (...)»
 
Converteram-se os rendidos à «Nova Economia» e a uma economia «desmaterializada» (não fazia sentido produzir ferro e ácido sulfúrico). Agora, no programa do governo PSD/CDS, a reindustrialização do país! Farsantes duas vezes! «Esquecem-se» de quem e como desindustrializou o país, para agora quererem reindustrializá-lo! E simultaneamente, desmantelam da CIMPOR, a maior empresa industrial portuguesa!
 
Descobriram que os monopólios cobram rendas ditas excessivas, na energia eléctrica, no gás natural, nos combustíveis, etc.! Houve quem descobrisse, que esses monopólios dos chamados bens não transaccionáveis, abocanharam, dos sectores produtivos, micro, pequenas e médias empresas, dos consumidores, um valor equivalente a 15% do PIB (24 mil milhões euros), durante duas décadas! De facto, descobriram o que está descoberto, os monopólios impõem preços de monopólio!
 
Descobriram que os monopólios subvertem a dita «livre concorrência» e que abusando de posições dominantes e da dependência económica das PME, capturam elevadas margens das cadeias de valor, esmagando as margens e rendimentos de produtores agrícolas e industriais.
 
E até houve os que descobriram a «dívida externa» e a gravidade para o país da dependência dos mercados financeiros! Alguns dos mesmos que hoje se interrogam, metafisicamente, sobre a razoabilidade para a economia portuguesa da adesão ao Euro!
 
Os que «combateram» as posições do PCP sobre o Euro! Os que hoje fazem por esquecer o que disse e propôs o PCP sobre a moeda única. Os que viam o Euro como o guarda-chuva do país contra a especulação financeira! E a protecção do país, numa crise decorrente da falta de meios de pagamento por desequilíbrios externos profundos. Por definição, no Euro, não havia crises dessas!
 
Afirmámos no nosso anterior XVIIIº Congresso:
«Os que hoje (estávamos em Dezembro de 2008, 1º ano da crise do subprime) enfatizam a importância do euro na resistência do País à crise não estão apenas a falar cedo demais. Deveriam explicar que sustentabilidade e acréscimo de produtividade e competitividade, trouxe o euro à economia portuguesa. Ou, pelo menos, interrogarem-se sobre como vai o País pagar a sua gigantesca dívida externa – quase 150 milhões de euros (100% do PIB). Porque se há coisa segura e certa é que os credores, mais tarde ou mais cedo, vão cobrá-la!».
 
E não demoraram muito a fazê-lo...
 
De forma esquemática. A crise do subprime/especulação imobiliária (EUA), depois a crise estrutural do capitalismo, depois a crise (dos desequilíbrios estruturais) da Zona Euro, nomeadamente os défices acumulados pelas diferenças de competitividade, cuja expressão mais significativa são elevadíssimas dívidas externas, atingiram. As “crises”, envolveram Portugal, revelando, relevando, potenciando as fragilidades/debilidades da nossa economia. E facilitaram, convocaram o ataque concertado dos seus credores, na espiral da especulação das taxas de juro dos financiamentos de que o Estado Português precisava e da dívida já contraída.
 
As respostas da Troika (FMI/CE/BCE), têm um objectivo claro. Como se salvam os credores? Como se salvam os grandes bancos europeus e internacionais, os fundos de investimento e os especuladores, as economias do Centro e Norte da Europa, a começar pela Alemanha?
 
Os ditos Programas de Assistência Económica e Financeira/Programas de Ajustamento, são a forma de o fazerem, transferindo os custos dos desequilíbrios, os possíveis prejuízos da especulação, as potenciais perdas para cima dos países «intervencionados». Tudo sob uma brutal chantagem. Ou aceitam ou vão à falência, ficando sem meios para assegurar o funcionamento do Estado. Ou a ameaça da expulsão do euro! Quem quer falar de solidariedade europeia, de coesão europeia, “vendidas” ao longo dos últimos anos, por tanta gente…
 
O Orçamento do Estado para 2013 é apenas um novo e brutal passo na continuidade, em progressão geométrica das opções que foram tomadas por PS, PSD e CDS desde 2010. Em que à aplicação de uma dose de austeridade se segue uma dose reforçada de austeridade, no círculo vicioso e sem saída em que a política de direita encerrou o Estado.
 
Dos PEC 1, 2, 3 e 4, ao pedido de intervenção externa da Troika, da subscrição do Pacto de Agressão ao Orçamento do Estado de 2012, a que se seguiram novas medidas recessivas e penalizadoras da economia, desembocamos agora neste Orçamento do Estado para 2013! Filme que tem em curso novos episódios, como o da refundação do Estado, versus corte de 4 mil milhões de euros na segurança social, saúde, educação e despedimentos de trabalhadores da administração pública!
 
E não respondem à crise, não rompem o círculo, porque não respondem às causas profundas das dívidas e défices acumulados... Antes os agudizam, porque não respondem à questão essencial do necessário crescimento económico, da criação de riqueza!..
 
Há uma alternativa à política de direita conduzida há décadas por PS, PSD e CDS.
 
Uma política patriótica e de esquerda, que baseada na Constituição da República, rompe com a política de direita, o domínio monopolista e a integração capitalista europeia.
 
Uma política alternativa, que, rejeitando o Pacto de Agressão, assume como orientações a imediata renegociação da dívida pública, a alteração radical da política fiscal, o combate aos défices estruturais, um programa de estímulo ao investimento público e à modernização das forças produtivas. Uma política que em convergência com outros países vítimas da especulação e ingerência, luta pela dissolução da União Económica e Monetária.
 
Queremos que o País se liberte das imposições da UEM, de que o euro é instrumento. Uma abordagem, que não subestima a natureza do poder político sob o qual poderá acontecer a saída do euro e as condições em que a saída se processará. Mas há duas ilusões a evitar. A de que é possível uma política alternativa à que está em curso, com a manutenção no euro e mais federalismo. A ideia de que tudo se resolve com a saída pura e simples do euro, qualquer que seja a forma como se sai e as condições de saída.
 
Um governo patriótico e de esquerda, deve preparar o país para qualquer reconfiguração da Zona Euro - nomeadamente a saída da UEM/euro por decisão própria ou da crise da UE - salvaguardando os interesses de Portugal.
 
A crise do euro, da zona euro, do EU é a crise do capitalismo. E com a crise, colapsam também, as suas bases, teses e axiomas ideológicas, roídas por contradições e fugas para a frente.
 
O “risco” era/é a justificação moral e suporte “teórico” do lucro. O “lucro”, na economia burguesa, era a compensação do risco do capital/investimento do capitalista/accionista. A crise pôs em causa o axioma, com a gigantesca “socialização” dos riscos/perdas da banca e seguros e grandes grupos industriais (GM). Depois da SARL, limitando os riscos, pondo a salvo as fortunas pessoais/familiares, procedeu-se agora à “legalização” da indemnização por dinheiros públicos, dos prejuízos das grandes empresas privadas, com as justificações “Grande demais para falir” ou do “risco sistémico”.
 
Na Europa, a banca obteve mais de 3 Biliões de euros públicos. Em Portugal muitos milhares de milhões de euros na salvação do BPN, BPP, BCP, etc
 
A criação de empresas, com o capital social simbólico de um euro ou o propagandeado “empreendedorismo” são versões do mesmo fenómeno. Com a grande crise do capitalismo, o capitalista chegou ao paraíso: receber lucro sem arriscar capital! Mas fica também mais justificada a superação revolucionária do capitalismo, para que não sejam uns, a apropriar-se dos lucros e os contribuintes, os Estados, a pagar os erros de gestão, a especulação, os roubos…
 
Ganham mais força os revolucionários, os comunistas, para lutarem pela democracia avançada, pelo socialismo.
 
Agostinho Lopes - Deputado do PCP

terça-feira, 4 de dezembro de 2012

Resumo do XIX Congresso do PCP segundo Portalegre

Intervenção de Sérgio Farinha - Membro do Executivo da DORPOR
 
 
O XIX Congresso do PCP, realização de máxima importância para o Partido Comunista Português, teve início prático uma semana antes e fim uma semana depois da data marcada para as intervenções e votações. Realizado com o generoso trabalho de militância dos membros, simpatizantes e apoiantes do partido (muitos deles a aproveitar o seu tempo de férias para dar apoio), contou com a fundamental colaboração das entidades apoiantes do evento. A elas agradecemos todo o apoio dado.
 
De destacar a grande participação dos 1219 delegados, a presença de mais de 60 partidos estrangeiros, as mais de 100 intervenções, a excelente presença de membros, militantes, convidados, apoiantes, simpatizantes, da juventude e presença do povo em geral que inundou a sala de fraterno calor humano. A maioritária votação de apoio ao novo Comité Central, a aprovação do todos os órgãos do partido por unanimidade assim como a unânime reeleição de Jerónimo de Sousa para Secretário Geral.
 
Deste congresso o Partido Comunista Português saiu mais forte, mais unido, mas sobretudo mais capaz de dar resposta aos problemas de Portugal e do seu povo.
 
 
A Organização Regional de Portalegre fez-se representar por 25 delegados e em número semelhante de suplentes/convidados ao XIX Congresso do Partido Comunista Português que se realizou nos dias 30 de Novembro, 1 e 2 de Dezembro de 2012 em Almada.
 
O distrito manteve os três membros no Comité Central.
 
Campo Maior foi representado por um delegado.
 
Toda a informação sobre o XIX Congresso do PCP aqui.
 
Intervenção de Sérgio Farinha - Membro do Executivo da DORPOR:
"Camaradas
No trabalho preparatório, na Organização Regional de Portalegre, mereceram aceitação unânime as propostas submetidas à apreciação da organização do Partido.
Chegado o XIX Congresso, saudamos os delegados e convidados, confiantes de que o PCP se fortaleceu e está mais preparado para combater a política de direita, de modo a derrotar o pacto de agressão e contribuir para a política e o governo patrióticos e de esquerda, de que Portugal e os portugueses necessitam.
O distrito de Portalegre é uma região cada vez mais pobre, envelhecida, abandonada pelo poder central, marcada pelo desinvestimento central, pela deslocalização e degradação dos serviços públicos, pelo encerramento de empresas, pela destruição da agricultura, da indústria agro-alimentar e demais produção industrial autóctone, pela liquidação do pequeno comércio, com reflexos directos no aumento do desemprego.
Os efeitos negativos da política de direita no sector agrícola, no País, no Alentejo e no distrito de Portalegre, como foi a destruição da reforma agrária; o estrangulamento das pequenas e médias explorações agrícolas e a agricultura familiar, têm contribuído para a concentração e o abandono das terras, enquanto os grandes proprietários recebem milhões de euros para não produzir.
O sector industrial da cortiça, têxteis e rochas ornamentais, que tinham algum peso no distrito e davam trabalho a milhares de trabalhadores, foram gradualmente arruinados pelas políticas do PS, PSD e CDS, levando ao seu encerramento.
No sector público, a ofensiva iniciada em 1993, pelo Gov. PSD de Cavaco Silva, foi continuada pelos sucessivos (des)governos, fazendo o distrito perder poder político e decisório, ficar mais isolado, mais dependente, e as populações mais abandonadas e desprotegidas.
Portalegre é o único distrito sem ligação directa à rede de autoestradas; apenas servido pela ferrovia de mercadorias; e a rede de transportes rodoviários é desajustada às necessidades das populações e à deslocação de pessoas e bens.
No distrito, os comunistas lutam, reivindicam, e fazem propostas de políticas que enfrentem os problemas do interior e que promovam o desenvolvimento das potencialidades existentes.
Quanto à organização do Partido, temos vindo a sofrer uma redução do corpo de funcionários e mesmo enfrentando dificuldades e nem sempre conseguindo avançar como seria necessário e desejável, demos alguns passos no reforço orgânico.
A nossa organização acompanha o envelhecimento que atinge o distrito, mas existem potencialidades para o recrutamento entre os jovens.
Nos últimos 4 anos, aderiram ao PCP, 71 novos camaradas, realizaram-se 10 Assembleias da Organização, responsabilizaram-se 30 novos camaradas, e promovemos 3 acções de formação ideológica.
Os efeitos da política de direita conduzida contra os trabalhadores, tem reflexos negativos na situação financeira do Partido.
Existem aspectos que temos de continuar a melhorar:
- o recebimento da quotização, e ter mais camaradas nesta tarefa.
- melhorar a discussão e a compreensão de que os cargos públicos são do Partido, e de que o princípio de não ser prejudicado nem beneficiado é um dever estatutário e como tal deve ser encarado e cumprido.
- o aumento da receita e a redução de despesas é fundamental para melhorar o trabalho orgânico e político do Partido.
Estamos convictos de que as conclusões do nosso Congresso darão força à organização para:
- reforçar a intervenção e a organização nas empresas e locais de trabalho;
- recrutar e responsabilizar mais camaradas pelas tarefas partidárias;
- melhorar a atenção prestada à formação politico-ideológica dos militantes e à difusão da imprensa do Partido;
- continuar o contacto com os militantes e o esclarecimento da ligação com o Partido.
- continuar a trabalhar pelo reforço da intervenção do Partido no Poder Local, contribuindo para um bom resultado eleitoral no distrito, na região e no país;
Só uma organização forte tem capacidade para responder às necessidades do nosso povo.
Só um povo consciente consegue transformar a sociedade e construir um País melhor.
 
Viva o XIX Congresso do PCP
Viva o Partido Comunista Português"

quinta-feira, 29 de novembro de 2012

XIX Congresso do PCP - Almada - 30.Nov., 1 e 2 Dez.



O XIX Congresso do Partido Comunista Português - «Democracia e Socialismo, os valores de Abril no futuro de Portugal», nos dias 30 de Novembro, 1 e 2 de Dezembro, no Complexo Municipal dos Desportos «Cidade de Almada», na Alameda Guerra Junqueiro, no Feijó (Almada).
 
Campo Maior será representado por um delegado.
 

Ordem de Trabalhos

Proposta
 
1. Discussão e aprovação da proposta de Resolução Política
Discussão e aprovação da proposta de alteração ao Programa do Partido, e das alterações aos Estatutos decorrentes das alteração ao Programa
 
2. Eleição do Comité Central

domingo, 25 de novembro de 2012

mora, novembro 25 fj - a camponesa MRP

 
 
a camponsesa - Manuel Ribeiro de Pavia
Mora
Novembro 25

1.
fogueiras
nas ruas

a espera
angustiante

...
a derrota
nas mãos
e não poder
agir

esperar
ainda
uma vez
mais

quanto
tempo
.
 
2.
25
de Novembro
a traição
ao tempo

a demora
da efectiva
mudança

...
a que
os tempos
irão colocar
exigir

e com
juros de
(de)Mora
.
 
3.
Mora
os teus soldados
de Novembro
regressando
a Tancos

chefes
maiores
de uma cólera
...
amordaçada
.
4.
Mora
e esta raiva
não menor
de agora

hordas
de cães
contra
as tuas gentes
...

os polvos
da terra
roubando
as tuas terras

Mora
com que sábio
carinho
as trataste

com que encanto
nelas cresceste
e te fizeste
maior
.
5.
grandes
as tuas assembleias
Mora

as UCPs
em peso

outro povo

...
o retintamente
melhor
de Mora

os que
as dificuldades
da vida
mais
escureceram

melhor
cristal
humano
talharam
.
6.
as tuas mulheres
operárias
dos campos

quantos rostos
cisgados
em cansaço

sorrisos
...
maduros
nesses
olhos
.
 
7.
assembleias
vestidas
de confiança

prenhes
de vivacidade
e alegria

pura beleza
...
pura força
de viver
.
 
8.
grandes
as tuas assembleias

qualquer
que fosse a hora

qualquer
que fosse o local

...
elas aí estavam
Mora

que rumor
de raiva
.
 
9.
Mora
que rumor
de raiva
surda
te irrompe
de dentro

ah a raiva
incontida
...

ah como
cantarás
os cânticos
da vitória

com que voz
rouca

que louca
alegria

te sairá
da voz

da tua voz
mais
profunda
mora
.
10.
sempre
às tuas ordens
Mora

e às suas
ordens
professor

amigo xitas
...

presidente
hoje
e sempre

o teu eterno
sorriso
pisco

um copo
de humanidade

levantemos
uma vez mais
as taças
.

11.
não mais
deixaremos
de estar
aqui

uns
com os outros
.
as lutas
...
que travámos
fizeram de nós
definitivamente
outros seres

bem melhores
do que antes
éramos
.

12.
obrigado
Mora
obrigado
ás tuas gentes

foi praticamente
aqui
que comecei
a ser gente
...
.
fj
25 nov.75
tinha acabado de fazer 20 anos a 11 de novembro
era revolucionário a tempo inteiro.
estava tuberculoso de sem horas lutar
e mal comer sem poiso
certo
.
mas assim me fiz eu.
amei aqueles tempos
e todas as todas mulheres
mora.
obrigado
.
fj
 
poema de Filipe Chinita, desenho de Manuel Ribeiro de Pavia