Candidatos da CDU à Assembleia da República em Campo Maior
Podem contar com a CDU para "preservar e valorizar as tradições populares e a cultura popular do distrito de Portalegre. Como por exemplo o Jardim Florido e as Festas do Povo de Campo Maior."
Viemos com o peso do passado e da semente
Esperar tantos anos torna tudo mais urgente
e a sede de uma espera só se estanca na torrente
e a sede de uma espera só se estanca na torrente
Vivemos tantos anos a falar pela calada
Só se pode querer tudo quando não se teve nada
Só quer a vida cheia quem teve a vida parada
Só quer a vida cheia quem teve a vida parada
Só há liberdade a sério quando houver
A paz, o pão
habitação
saúde, educação
Só há liberdade a sério quando houver
Liberdade de mudar e decidir
quando pertencer ao povo o que o povo produzir
quando pertencer ao povo o que o povo produzir
Intervenção de Bernardidno Soares (Líder parlamentar do PCP), em resposta às intervenções de Carlos Zorrinho (Líder parlamentar do PS) sobre as intermitências do PS na política.
Sra. Presidente,
Sr. Deputado Carlos Zorrinho,
De facto, há coisas que nos surpreendem, apesar de tudo ainda nos surpreendem.
É que quem agora ouvisse este debate, ficava com a ideia que só havia um partido que não tinha nada a ver com o memorando da Troika. Era o Partido Socialista! Foi precisamente aquele que o assinou!
Ó Sr. Deputado Carlos Zorrinho, os senhores governaram, governaram na prática, governaram na prática com o PSD e em parte com o CDS, os senhores aprovaram os orçamentos de estado com o PSD!, Os senhores aprovaram o PEC 1, o PEC 2 e o PEC 3 com o PSD!, E depois criam num PEC 4 que tinha as privatizações, que tinha o aumento do IVA, que tinha o corte nas prestações sociais, que tinha a diminuição de trabalhadores na administração pública, queriam que nós (PCP) o aprovássemos? Ó Sr. Deputado! Isso seria desdizer aquilo com que nos comprometemos com a população e com os portugueses! Mas para isso já cá está o Partido Socialista! Não precisa que nós o façamos.
Eu queria dizer ao Sr. Deputado que nós, nisso tenho de o acompanhar, vimos com uma consternação profunda a mensagem do Primeiro Ministro. Porque é uma mensagem que se afirma determinado, em que ele se afirma determinado em prosseguir um rumo absolutamente desastroso para o país. Mas que não é um engano! É a vontade de privilegiar os mais poderosos deste país! É a vontade de lapidar o património público! É a vontade destruir direitos das populações e dos trabalhadores! É a vontade de destruir o Poder Local Democrático! Isso não é um acaso! Não é um engano! É uma vontade que o Primeiro Ministro e o Governo PSD/CDS-PP têem e que querem prosseguir! E é por isso que aquela espécie de tentativa de corrigir a mão, no Facebook, depois se choca pela sua insensibilidade e pelo seu cinismo político! Porque se trata de um choradinho que não tem nada a ver com a política do Governo. Porque as dificuldades de que ali se falam são consequência da política do Governo, e isso é que é fundamental neste momento. E Sr. Deputado, eu queria dizer uma coisa muito concreta: É que nós precisamos de sair desta situação. Mas precisamos que este governo saia rapidamente! E O Sr. deputado deu aqui uma ligeira nuance em relação à posição do Partido Socialista habitual! Até agora diziam "eleições em 2015" "estamos preparados para 2015" o que queria dizer até lá o Governo pode fazer o que quiser! Agora disso, Sr. Deputado, é uma nuance, eleições em 2015 ou quando o povo português quiser. e o PS o que é que quer? Sr. Deputado Carlos Zorrinho?
Nós dizemos: Nós queremos que o Governo seja demitido, e que sejam convocadas eleições o mais depressa possível. E eu pergunto se o Partido Socialista nos acompanha nessa reivindicação? E mais Sr. Deputado, o Sr. Deputado falou aqui contra algumas privatizações, falou sobre alguns pormenores da privatização da "ANA", mas o Partido Socialista é favorável à privatização da "ANA"!
E portanto, eu acho que o Partido Socialista tem mais ou menos a posição pelo que vai ficar conhecido nesta fase da sua história como o partido do "Assim não"!
"Somos a favor das privatizações" "mas assim não";
"Somos a favor da reorganização do território" "mas aasim não";
"Somos a favor do cumprimento do memorando" "mas assim não";
Ó Sr. Deputado, nós precisamos do PS na oposição, mas assim não!!
No período antes da ordem do dia, entre outras intervenções (incluído a de Fernando Carmosino da CDU) o eleito da CDU Campo Maior (António João Gonçalves) leu a seguinte declaração:
DECLARAÇÃO
Era uma vez… um menino chamado
Pedro, que de repente, e depois de alguns empurrões, chega a líder do PSD e,
nessa qualidade começa a fazer campanha para convencer o povo Português que com
ele em Primeiro-Ministro tudo seria diferente em Portugal e para os portugueses,
para melhor. Para isso e já em campanha eleitoral diz por ex. que se o PSD
ganhar as eleições legislativas em Junho de 2011, não haverá mais aumentos de
impostos, a carga fiscal é suficiente, que não roubará os subsídios de férias e
de natal aos pensionistas e funcionários públicos, que a política de
privatizações não será vender os nossos ativos ao desbarato, o que seria
criminoso, que não haverá liberalização dos despedimentos nem agravamento do
código do trabalho, que já basta de austeridade e que não se pode cortar
cegamente e que aqueles que sofriam (na altura) e não se sabiam nem podiam
defender encontrariam sempre nele e no futuro governo PSD um aliado amigo! Eis
que o PSD ganha as eleições com maioria relativa, o antes menino Pedro passa pela fase de pai e
cidadão e, torna-se Primeiro-Ministro
de Portugal e através de um acordo de coligação com o CDS-PP, forma Governo e apoiado na
Assembleia da República por uma maioria de Deputados da direita mais radical,
desde o 25 de Abril de 1974, e a um ritmo alucinante começam a pôr em prática o
pacto de agressão da Troika Internacional (também subscrito na altura pelo PS, apoiado no que aos trabalhadores diz
respeito, pela UGT) e tudo o que tinha repetidamente prometido na última campanha eleitoral faz
tábua rasa e sai tudo ao contrário. Aumenta impostos (por ex. o IVA), vende ao
desbarato alguns dos ativos (por ex. Pavilhão Atlântico que custou ao erário
público 55 milhões de euros é vendido por 21 milhões ao Sr. Luís Montez, genro
do atual Presidente da República), altera gravosamente as leis laborais, a
austeridade sobe para níveis altíssimos (custe o que custar), rouba os subsídios
de férias e de natal aos pensionistas (entre os quais eu me incluo) e aos
funcionários públicos, está em marcha um furioso ataque ao poder local
democrático e a prometida aliança com os mais fracos e ofendidos é sim feita
com os mais poderosos, isto é, com banqueiros e a alta finança. A corrupção e a
pobreza sobem assustadoramente. O País de progresso e desenvolvimento que as
portas que Abril abriu, começa a ser desmantelado peça a peça. Agora apresentam
e aprovam um O.E. para 2013 que é uma autentica traição ao País e à grande
maioria dos Portugueses que irá atirar, ser for posto em prática, ainda mais,
milhares de famílias para a fome e para a miséria e, mais cedo que tarde esta
maioria submissa aos interesses do grande capital nacional e internacional terá
que prestar contas aqueles que os elegeram para os defender e dar-lhe uma vida
digna. A juntar a todas estas
medidas, os sucessivos ataques ao interior contemplados em especial nos
sucessivos O.E. que apenas contribuem para mais desertificação, e pioria das
condições de vida para a grande maioria das populações, sendo neste momento o
único Distrito do País que não tem qualquer ligação ferroviária de passageiros.
Contando infelizmente com o apoio dos que foram eleitos para os defender na
Assembleia da República e nada disso fizeram, em especial neste último
Orçamento. A política tem que ser, custe o que custar, uma atividade
nobre onde a ética e a honra têm que estar em primeiro plano e não serem tão
mal tratadas por esta gente que não têm respeito pelo povo, pelo País e nem
sequer pela Constituição da República e, é por isso que largas camadas da população
exigem que este Governo se demita ou que seja demitido pelo Sr. P.R., porque se
continuar em funções vai a curto prazo, tornar Portugal num País do terceiro
mundo e sem futuro.
Portalegre, 18 de
Dezembro de 2012
Após se insurgirem dois elementos da bancada do PSD em relação à linguagem contida na declaração. O membro da Assembleia Intermunicipal pela CDU de Campo Maior respondeu que bastante mais grave do que as verdadeiras declarações proferidas são os insultos que este governo e em particular o Primeiro-Ministro fazem ao povo. Referiu igualmente que sentia muito mais chocado com milhares de crianças em Portugal a passar fome, milhares de jovens a abandonar o ensino superior por não terem dinheiro para pagar as propinas e milhares de idosos com reformas de miséria com a drástica decisão de optarem pela compra dos vitais medicamentos e não menos vital alimentação. O incomodo foi bastante notório, em toda a bancada que apoia o governo, durante as intervenções de António João Gonçalves.
Período da ordem do dia
A destacar durante o período da ordem do dia foi aprovação do Orçamento e o Plano de Actividades para 2013 por unanimidade.
CDU nas Autarquias - Trabalho - Honestidade - Competência
CDU nas Autarquias - Trabalho - Honestidade - Competência
A Coordenadora da CDU Campo Maior convida a todos a assistir e participar na Sessão Ordinária Pública da Assembleia Municipal de Campo Maior. A realizar no edifício dos Paços do Concelho dia 20 de Dezembro de 2012 (Quinta) pelas 18h00.
Com a seguinte Ordem de Trabalhos:
1) - Apreciação das informações do Senhor Presidente da Câmara, acerca da actividade do Município e da situação financeira do mesmo, nos termos da alínea e) do nº 1 do artigo 53º da lei 169/99 de 18 de Setembro, alterada pela lei 5-A/2002 de 11 de Janeiro;
2) - Apreciação e votação da Ata da Sessão ordinária de 21/09/2012;
3) - Apreciação do Oficio do Agrupamento de Escolas de Campo Maior, remetendo um CD com o projecto educativo, regulamento interno, regulamento dos cursos profissionais, regulamento de formação em contexto de trabalho, regulamento prova de aptidão profissional, código de conduta, plano de actividades, resultados escolares 2008/2012 e resultados escolares – estratégias;
4) – Apreciação da proposta do Presidente da Câmara referente à manutenção de atribuição aos titulares de cargos de direcção intermédia de 2º grau(chefes de divisão) de despesas de representação;
5) – Apreciação de informação número 40/2012/DAF, referente à aquisição de prestação de serviços de comunicação de móveis;
6) – Apreciação dos documentos provisionais para o ano 2013 – Orçamento, Grandes Opções do Plano e Mapa de Pessoal;
7) – Apreciação da proposta do Presidente da Câmara, referente à adequação da estrutura orgânica do Município de Campo Maior;
8) – Apreciação da informação número 48/2012 do Chefe de Divisão Administrativa e Financeira, referente à cessão de posição contratual de prestação de serviços – seguros do segmento não vida;
9) – Apreciação da informação número 13/2012 dos serviços de aprovisionamento, referente ao concurso público número 1/ 2012 – contrato de fornecimento de 130,000 litros de gasóleo rodoviário;
10) – Apreciação da informação número 15/2012 dos serviços de aprovisionamento, referente à autorização prévia no âmbito das lei dos compromissos e pagamentos em atraso (LCPA);
A presença dos campomaiorenses é fundamental em democracia.
A CDU Campo Maior convida toda a população a participar na Reunião Plenária Ordinária da Assembleia Intermunicipal do Alto Alentejo dia 18 de Dezembro de 2012 pelas 21:00 no Centro de Congressos da Câmara Municipal de Portalegre.
Tendo como ordem de trabalho os seguintes pontos:
1 - Período antes da ordem do dia;
2 - Discussão e votação da ata da reunião ordinária 12 de Outubro de 2012;
3 - Apresentação das atividades desenvolvidas pela CIMAA, nos termos da alínea e) do artigo 16ºdos seus estatutos;
4 - Aprovação de revisão à Norma de Controlo Interno (NCI);
5 - Discussão e votação do Plano de Atividades para o ano de 2013;
6 - Discussão e votação do Orçamento para o ano de 2013
A presença da população é fundamental em democracia para criticar, propor, aprovar ou discordar das decisões dos seus representantes políticos.
Toda a informação referente a este importante órgão aqui.
Reúne no próximo sábado, dia 15 de Setembro, em
Setúbal, o Conselho Nacional do Partido Ecologista “Os Verdes”, órgão máximo do
PEV entre congressos. Nesta reunião estará em debate a situação eco-política
nacional, a situação nas regiões e a preparação da agenda do partido para os
próximos tempos.
“Os Verdes” convidam os senhores e senhoras
jornalistas para uma conferência de imprensa, onde darão conta das conclusões
desta reunião, que se realizará pelas 17.30h de sábado, 15 de Dezembro, no Hotel
Laitau, em Setúbal.
No mesmo dia, 15 de Dezembro, celebra-se ainda
o 30º aniversário do Partido Ecologista “Os Verdes”, que será assinalado em
sessão comemorativa que decorrerá na Sociedade Musical e Recreativa União
Setubalense (Av. Luisa Todi, 233/7), a partir das 21.30h. No âmbito desta
celebração, que contará com um apontamento musical a cargo da banda Green Tree,
será ainda feito o lançamento do livro “30 Anos de Lutas Ecologistas”.
O Partido Ecologista “Os Verdes” convida todos
os senhores e senhoras jornalistas a participar nesta comemoração.
Programa – 15 de Dezembro
Reunião do Conselho Nacional do PEV (Hotel
Laitau)
17.30h – Conferência de imprensa (Hotel Laitau-
Av. General Daniel de Sousa, 89)
21.30h – Sessão comemorativa do 30º aniversário
do Partido Ecologista “Os Verdes” e lançamento do livro “30 Anos de Lutas
Ecologistas” (Sociedade Musical e Recreativa União Setubalense)
No próximo sábado, dia 15, em Lisboa, tem lugar a segunda manifestação nacional que a CGTP-IN decidiu realizar, para dar seguimento aos objectivos que uniram milhões de trabalhadores na última greve geral. Tal como no Porto, dia 8, o alvo mais próximo é o Orçamento do Estado, e a exigência mais lata é o combate à exploração e ao empobrecimento, a par da reclamação de uma nova política.
A concentração de trabalhadores dos distritos de Leiria, Santarém, Castelo Branco, Lisboa, Setúbal, Portalegre, Évora, Beja e Faro está marcada para as 15 horas, em Alcântara. A manifestação seguirá para junto da residência oficial do Presidente da República, em Belém.
8 de Dezembro de 2012 - Porto
No sábado, dia 8, a manifestação da CGTP-IN no Porto, contra o Orçamento do Estado para 2013, contra a exploração e pela mudança de política, evidenciou a determinação de quem resiste e luta, mas também deixou claro que as posições do movimento sindical unitário merecem crescente simpatia da população.