Candidatos da CDU à Assembleia da República em Campo Maior

Candidatos da CDU à Assembleia da República em Campo Maior
Podem contar com a CDU para "preservar e valorizar as tradições populares e a cultura popular do distrito de Portalegre. Como por exemplo o Jardim Florido e as Festas do Povo de Campo Maior."

segunda-feira, 25 de novembro de 2013

O 25 de Novembro e a Ratificação da Constituição

O caminho da destruição

das conquistas de Abril


O 25 de Novembro de 1975 criou condições para o avanço e a aceleração dos planos contra-revolucionários.

A reacção concentrou então a sua linha de acção na continuação da intriga e divisão das forças democráticas e da desestabilização militar, política, económica e social com vista a impedir a aprovação e a ratificação da Constituição da República. Só não conseguiram este objectivo porque o Presidente da República, general Costa Gomes, cuja urgente demissão pretendiam forçar, foi à própria Assembleia assistir à aprovação da Constituição e aí mesmo procedeu à sua ratificação (2.4.1976).

Encerrando no plano jurídico o período revolucionário, a Constituição elaborada e aprovada em 1976 pela Assembleia Constituinte eleita por sufrágio universal em 1975, institucionalizou e inscreveu como irreversíveis as grandes conquistas democráticas. Passou a haver uma nova legitimidade: a legitimidade constitucional.

Surge então uma nova contradição que marca a vida política nacional desde então. Aqueles mesmos que aprovaram a Constituição empreenderam, uma vez no governo, uma política de destruição e liquidação das grandes conquistas democráticas.

As primeiras eleições para a Assembleia da República (25.4.1976) tiveram resultados um tanto inesperados. O PPD perdeu 200 000 votos. O PS perdeu 260 000 votos. O PCP aumentou 70 000 e passou de 30 para 40 deputados. PCP e PS em conjunto obtiveram a maioria na Assembleia da República (147 lugares no total de 263). Havia condições institucionais para procurar uma solução contra o avanço da reacção mas o PS, no prosseguimento da acção anterior, uma vez mais se aliou à direita. Após as eleições presidenciais (27.6.76) nas quais o PCP sofreu um revés dá-se a formação do governo do PS sozinho (23.7.76), governo minoritário apoiado pela direita, que marca o lançamento da ofensiva sistemática contra as conquistas de Abril. O Governo do PS tendo como Primeiro Ministro Mário Soares, declarou inicialmente no seu programa defender as conquistas da revolução. As orientações e as medidas tomadas foram em sentido contrário. Com o governo PS sozinho começa o que classificámos na altura a política de recuperação capitalista, agrária e imperialista, ou seja o desencadeamento do processo contra-revolucionário violando abertamente a Constituição e a legalidade democrática.

Sucessivos governos (do PS, do PS/CDS, de iniciativa presidencial, do PS/PSD, do PSD/CDS, do PSD) prosseguiram a ofensiva contra-revolucionária tendo como objectivo estratégico a destruição das grandes conquistas da revolução de Abril (nacionalizações, reforma agrária, controle de gestão e outros direitos dos trabalhadores, poder local democrático e outras) e a restauração do capitalismo monopolista. Esse processo desenvolve-se há já 18 anos, não está terminado e é o governo do PSD de Cavaco Silva que se propõe terminá-lo.

O facto de que as grandes conquistas democráticas foram realizadas num curto espaço de tempo (1974/1975) e de que a sua destruição já leva 18 anos sem estar terminada significa que elas correspondiam a necessidades objectivas e a aspirações profundas de vastíssimos sectores da população e representaram progressos notáveis no reconhecimento de direitos e na melhoria das condições de vida do povo português.

terça-feira, 5 de novembro de 2013

Comício Comemorativo do centenário de Álvaro Cunhal (Saída de Campo Maior)

 

 

Comício Comemorativo do centenário de Álvaro Cunhal

Lisboa, 15:00

Comício Comemorativo do centenário de Álvaro Cunhal, pelas 15h00, no Campo Pequeno, em Lisboa.
 
Sai um autocarro de Campo Maior pelas 8:30 do Jardim Municipal (Junto ao Ciclo).


Vida, pensamento e luta: exemplo que se projecta na actualidade e no futuro 

quinta-feira, 31 de outubro de 2013

Comunicado à população sobre as Eleições Autárquicas de 29 de Setembro de 2013


COMUNICADO À POPULUÇÃO DE CAMPO MAIOR

 
A Comissão Concelhia de Campo Maior do PCP analisou a campanha e os resultados eleitorais das Eleições autárquicas de 29 de Setembro:
Mais presidências de Câmaras e freguesias, mais eleitos, mais mandatos e mais percentagem são os resultados da CDU a nível nacional. Com excepção de presidências de Câmara foi também assim no distrito.
Os resultados que no cômputo geral condenaram as políticas desenvolvidas pelos partidos que assinaram o “pacto de agressão“ (PS, PSD E CDS) não têm correspondência ao nível do nosso concelho ao que não é alheio o poder económico aliado ao poder político que aqui, pressiona, confunde e manipula deliberadamente e sem escrúpulos para atingir os seus fins. Apesar de tudo a CDU mantem o eleito na Assembleia Municipal.
Ao contrário da força política dominante que utilizaram arbitrariamente todos os meios do poder que gerem, foi a CDU que fez a diferença falando a verdade ao povo, fazendo uma campanha modesta e séria, dignificando a actividade política como é seu timbre.
Já sabemos que os que se mostraram demagogicamente tão activos e defensores da população nesta batalha eleitoral (PS e MPT) nada farão contra a ofensiva deste governo e da troika que se abate contra os trabalhadores e as populações, nomeadamente contra o poder local, a destruição dos serviços públicos que estão na calha, tais como saúde, ensino, serviços sociais, emprego, salários, privatizações dos CTT, das águas, encerramento de serviços de finanças etc.
Ao contrário, podem os campomaiorenses estar certos que o PCP e seus aliados na CDU, tal como sempre, estaremos todos os dias na linha da frente contra esta política de desastre nacional, por uma política patriótica e de esquerda que prossiga as conquistas de Abril. Assim foi já no dia 19 de Outubro na Marcha marcada pela CGTP/IN contra a exploração e empobrecimento.
A Comissão Concelhia do PCP saúda os activistas da CDU pelo empenho, dedicação e firmeza demonstrada na campanha eleitoral, com grande dignidade na defesa da verdade, denunciando embustes e fazendo propostas para a melhoria das condições de vida dos campomaiorenses. Saudamos igualmente, os homens, mulheres e jovens que confiaram o seu voto nesta força que tem como lema que muito nos orgulha ” Trabalho, Honestidade Competência”
 
Campo Maior Outubro 201

segunda-feira, 21 de outubro de 2013

Centenas de milhares marcharam em Lisboa e Porto exigindo a demissão do Governo PSD/CDS

 


Intervenção de Jerónimo de Sousa, Secretário-Geral do PCP
 
Centenas de milhares de trabalhadores numa poderosa afirmação de dignidade, de coragem e determinação na defesa dos direitos. Uma empolgante afirmação de resistência perante a tentativa ilegítima de cercear liberdades fundamentais em que, à provocação do governo, os trabalhadores impuseram com a travessia da ponte 25 de Abril e o exercício dos direitos democráticos, uma nova e importante derrota ao governo. Uma grande demonstração de unidade e combatividade e força por Abril, pela Constituição e pela soberania.
 
Em Lisboa, no Porto e nas regiões autónomas uma imensa corrente de protesto e de indignação encheu as ruas para afirmar a exigência da demissão do governo, da derrota do Pacto de Agressão e da política de direita da construção de uma política ao serviço dos trabalhadores, do povo e da pátria.
 
Sábado 19 de Outubro de 2013
 
 


sexta-feira, 18 de outubro de 2013

19 de Outubro - Marcha Contra o Empobrecimento - LX - CGTP-IN

 
As Uniões de Sindicatos da CGTP-IN estão a organizar transportes para os trabalhadores participarem nas marchas de 19 de Outubro. Veja os horários e percursos, contacte e inscreva-se na União Sindical do seu distrito. Veja aqui.
 
CGTP-IN

quarta-feira, 16 de outubro de 2013

Resumo da Assembleia Municipal de 16 de Setembro de 2013

UMA SESSÃO E UM MANDATO DE GRANDE DIGNIDADE POR PARTE DA CDU
  
"Tudo o que nasce torto, tarde ou nunca se endireita" é um velho provérbio popular e que se pode aplicar perfeitamente, a este atribulado mandato que agora termina. Na verdade, quando o eleito da CDU chegou aos Paços do Concelho pelas 18,30 h do dia 16 de Setembro (com a pontualidade e a assiduidade que sempre o caracterizou, diga-se a propósito que não faltou a uma única reunião, durante os 4 anos de mandato, numa clara demonstração de respeito pelo Poder Local Democrático). Foi confrontado com a surpreendente decisão do Sr.Presidente da Assembleia Municipal ter suspendido esta última sessão, sem nada que o justificasse a não ser, uma tentativa de boicotar o funcionamento deste importante órgão autárquico, na sua derradeira reunião e nas vésperas da abertura oficial da campanha(os eleitos e candidatos do PS já há muito que a faziam com o dinheiro dos nossos impostos, via Câmara Municipal)) para o acto eleitoral do dia 29 de Setembro. No entanto e como o regimento prevê esta situação e como havia quorum (1 membro da CDU, 8 do PS e 2 do Grupo "A Nossa Terra") foi eleita uma nova mesa e onde o deputado da CDU ocupou o lugar de 1º.secretário. Depois de lido o expediente pelo presidente da mesa, intervieram 3 dos munícipes presentes, entrando-se de seguida no período Antes da Ordem do Dia, onde o representante da CDU, depois de cumprimentar a Assembleia, o Executivo e o Público presente, recordou o triste e lamentável episódio do voto em branco para a eleição da mesa da Assembleia Municipal no dia 29 de Outubro de 2009, reprovando quem "desenhou" e depois quem levou à prática tão ignóbil acto, traindo os seus companheiros de bancada e pondo em causa a honestidade e a lealdade dos restantes membros da Assembleia Municipal.

Destacou depois o respeito que sempre teve para com este órgão autárquico e para com os seus eleitos, reconhecendo também que sempre se sentiu respeitado por todos eles, ficando fora de todas as quezílias ocorridas entre os outros dois grupos parlamentares e que no fundo são da mesma área política e portanto, também responsáveis pela situação que se vive no País e particularmente em Campo Maior.

De seguida e sempre com o pensamento nos VALORES DE ABRIL, em respeito pelo programa apresentado pela CDU nas eleições autárquicas de 2009, pelos Campomaiorenses que nesse programa votaram e o elegeram e uma vez que é altura de prestar contas a esses eleitores a quem queremos dizer, responsavelmente, o que fizemos ao seu voto; lembrou as posições assumidas ao longo do mandato, em defesa dum melhor funcionamento do nosso Centro de Saúde e do Serviço Nacional de Saúde e manifestou a sua oposição à redução do horário do Centro; em defesa duma Escola Pública de qualidade, sobretudo quando tentaram encerrar o Ensino Básico em Degolados; manifestando-se contra a extinção de freguesias e a Lei de Finanças Locais aprovada pelo governo; a exploração do abastecimento de água à população do nosso concelho ter sido concedido a privados (a água é um bem público e essencial à nossa vida) com os consequentes prejuízos para os Campomaiorenses e para o Município; o ruinoso negócio das piscinas da Fonte Nova; a continuada insegurança que se vive na nossa terra; a não resolução e agravamento do problema do Mártir Santo; a constante e acelerada degradação do nosso centro histórico, pelo que propôs a criação de um gabinete técnico para se proceder ao levantamento dos prédios em mau estado de conservação; a realização da 1ª.Assembleia Municipal na histórica aldeia de Ouguela, as saudações a datas tão importantes da nossa História como são o 25 de Abril, o 5 de Outubro (que este governo de extrema direita deixou de considerar feriado) ou o 1º. de Maio, para além de em várias ocasiões, sempre com o pensamento nos VALORES DE ABRIL, ter manifestado a sua preocupação pelo crescente desemprego, pelos salários e reformas de miséria, pelos jovens que não têm perspectivas de futuro e sobretudo por muitas famílias que estão a passar por momentos difíceis e que em vez de se lhe procurar dar uma vida com dignidade, lhe vão dando caridade em nome da solidariedade.

Na ordem do dia foi aprovada por maioria uma moção de repúdio pela tentativa de suspensão desta Assembleia, foram aprovadas as atas das sessões ordinárias de 30/04/13 e de 26/06/2013 e o acordo de colaboração de actividades de enriquecimento curricular e o respectivo procedimento concursal para o recrutamento de 10 técnicos para essas actividades. Com as intervenções finais do público, de 4 dos munícipes presentes e dos cordiais cumprimentos de despedida entre todos os autarcas presentes, chegámos ao final do mandato, onde procurámos defender os interesses de Campo Maior e dos seus residentes, pois os eleitos da CDU, estão nos órgãos autárquicos para servirem e não para se servir, com Trabalho, Honestidade e Competência.