Candidatos da CDU à Assembleia da República em Campo Maior

Candidatos da CDU à Assembleia da República em Campo Maior
Podem contar com a CDU para "preservar e valorizar as tradições populares e a cultura popular do distrito de Portalegre. Como por exemplo o Jardim Florido e as Festas do Povo de Campo Maior."

segunda-feira, 16 de fevereiro de 2015

13.º Encontro Nacional do Ensino Secundário (JCP)



A JCP de Campo Maior prepara o encontro

13.º Encontro Nacional do Ensino Secundário

«Pela escola de Abril:lutar e resistir»

A JCP vai realizar, no dia 21 de Fevereiro, no Barreiro, o 13.º Encontro Nacional do Ensino Secundário (ENES), um grande momento de discussão, reflexão e fortalecimento da Organização do Ensino Secundário da JCP, que conta com a presença de Jerónimo de Sousa, Secretário-geral do PCP. Ao Avante!, Miguel Violante, da Comissão Política, e Maria Almeida, da Direcção Nacional, sublinharam que só com a luta é possível conquistar uma Escola Pública, gratuita e democrática para todos.

Sob o lema «Pela escola de Abril: lutar e resistir», o ENES, que tem lugar na Sociedade de Instrução e Recreio Barreirense «Os Penicheiros», contará com a participação de estudantes comunistas do Ensino Secundário e Básico de todo o País, mas também de muitos jovens que, mesmo não estando inscritos na JCP, têm interesse em aprofundar a reflexão sobre os ataques à Escola Pública preconizados, durante 38 anos, por sucessivos governos praticantes da política de direita.

Ali, assegurou Maria Almeida, serão traçadas linhas de trabalho para os próximos dois anos, com o objectivo de reforçar a organização da JCP e a luta dos estudantes, de modo a transformar a actual situação e impedir a destruição de uma das principais conquistas da Revolução de Abril: a Educação Pública, gratuita e de qualidade. «Reforçando a organização da JCP, serão criados mais colectivos, que lutarão para resolver os problemas nas escolas, face aos cada vez maiores ataques à educação, à democracia e à liberdade», afirmou a jovem comunista.

Por seu lado, Miguel Violante valorizou o facto de o ENES estar a ser marcado por um processo de discussão muito amplo do Projecto de Resolução Política. «Esta reflexão que estamos a ter, não só no seio da organização, mas com o máximo de estudantes, está já decorrer desde Dezembro de 2014, e tem sido marcada por um conjunto muito alargado de reuniões, plenários e iniciativas», referiu, precisando que uma das grandes preocupações do Projecto é o de «reflectir a realidade concreta do estudante dentro da escola», caracterizando a ofensiva entre o último ENES, que se realizou em 2012, e o que agora vai ter lugar.

«Podendo os problemas ser diferentes de escola para escola, de concelho para concelho, de região para região, há uma questão central em todas elas: a redução do financiamento na educação», disse Miguel Violante, dando a conhecer que o Executivo PSD/CDS, entre 2011 e 2015, foi «responsável por cortar mais de dois mil milhões de euros na Educação». Como resultado desta política, criticou, «centenas de escolas estão a precisar de obras», muitas delas iniciadas pela empresa Parque Escolar, ficando os processos a meio, como aconteceu na Escola Secundária António Arroio, em Lisboa. «Passados cinco anos, até o próprio edifício começa a deteriorar-se face à falta de intervenção», descreveu o jovem comunista, alertando para outros problemas. «São cada vez mais as escolas sem aquecimento, existindo uma grande pressão para não gastar electricidade». O mesmo acontece ao nível do serviço de Internet.

A tudo isto acrescenta-se a degradação do material escolar, como mesas e cadeiras, e a falta de funcionários e de trabalhadores não docentes. «Faltam mais de seis mil funcionários nas escolas», contabilizou Miguel Violante, dando conta da existência de escolas «em que as bibliotecas só se encontram abertas em determinados períodos do dia» e de salas de aulas e de casas de banho que não são limpas. «Na Escola Secundária José Afonso, no Seixal, não chega a haver 20 funcionários para os cerca de 1500 alunos», ilustrou.

Cortes aplicados de ano para ano

Estudantes roubados

Segundo Miguel Violante, da Comissão Política da JCP, existem estudantes que, neste segundo período lectivo, «ainda não têm todos os materiais», outros «não podem pagar o passe escolar» e «muitos já deixaram de estudar», sendo que a grande maioria vai «para a escola sem um único euro na carteira», não podendo «fazer uma refeição na escola». «Tudo isto não está desligado da política de direita que está a ser praticada, na qual o PS tem uma enorme responsabilidade», acusou.

Entretanto, cada vez mais, os estudantes apercebem-se do roubo a que estão a ser sujeitos, não havendo uma escola «onde os estudantes não venham colocar à JCP os seus problemas, todos eles relacionados com os cortes na educação». «Daí a importância de não baixar os braços. Em Arraiolos foi com a luta, à porta da escola, que se contratou mais funcionários», salientou Maria Almeida, da Direcção Nacional da JCP, frisando que, através dos exemplos, «acabamos por esclarecer mais malta».

«O processo que estamos a travar é muito exigente, é uma ofensiva tremenda, que se dá a vários níveis. Mas uma coisa é certa, cada vez que o estudante sente um problema concreto e tem capacidade de se organizar para o resolver, há avanços», sublinhou Miguel Violante, acentuando: «Sem haver esta acção concreta de luta, de reivindicação, de agitação, o Governo ganhava espaço e continuava a tirar, a descaracterizar e a retirar ainda mais qualidade à nossa escola».

Colectivos de escola

Por isso são tão importantes os colectivos de escola. «Nas reuniões de colectivo são traçadas as orientações e a actividade da JCP», afirmou Maria Almeida, que não esquece, antes valoriza, «o contributo individual que cada camarada tem para o trabalho colectivo».

«Quando falamos em reforço da organização, falamos de mais militantes, a reunirem, com capacidade realizadora. Nesta perspectiva, quanto mais organização tivermos, mais ligação temos à vida, à realidade, aos estudantes. Conhecendo a realidade, temos mais condições para intervir, no sentido de reforçar a luta que estamos a travar», destacou Miguel Violante.



Defender as conquistas de Abril

«A luta é um processo»

Hoje, os estudantes são confrontados com um conjunto de atropelos às liberdades e à democracia nas escolas, fruto da linha política dos governos do PS e PSD/CDS, que têm tentado diminuir a influência e participação dos estudantes. «De ano para ano temos mais directores de escola a intervirem em processos eleitorais, como se os estudantes não tivessem capacidade de se organizar e de decidir», disse Miguel Violante. Há ainda casos, adiantou o jovem comunista, «em que elementos da propaganda têm que ser verificados pelos directores antes de irem para o período de campanha». «Isto faz lembrar os tempos da outra senhora», condenou, informando que também as Reuniões Gerais de Alunos (RGA) têm sido alvo de «ataques», como aconteceu na Escola Secundária Alves Redol, em Vila Franca de Xira, «onde os estudantes foram proibidos de realizar uma RGA no Espaço do Aluno».

Para agravar o problema, continuou Miguel Violante, «os militantes da JCP estão a ser proibidos de distribuir documentos nas escolas».

Mas estes casos, que vão acontecendo em vários estabelecimentos de ensino, dão ainda mais força à luta. «A luta é um processo, não recomeça em cada ano lectivo. Sem esta oposição dos estudantes já não teríamos escola pública no País, porque o objectivo da política de direita e das forças que a apoiam é tornar a educação um privilégio, só para quem pode pagar», denunciou.

JCP defende e propõe:

Um maior e melhor investimento do Estado na rede nacional de escolas a todos os níveis, para que haja uma maior eficácia na rede pública, dotando as escolas das condições materiais e humanas necessárias a uma boa aprendizagem dos estudantes;

Uma escola em que a importância da Associação de Estudantes (AE) e a sua liberdade de intervenção e decisão sejam reconhecidas e exaltadas por toda a comunidade escolar;

O fim imediato dos exames nacionais e dos testes intermédios;

Uma avaliação realmente contínua, onde os estudantes sejam avaliados ao longo do ano e não em casos pontuais como tem vindo a acontecer;

A redução do número de alunos por turma, passando estas a contar no máximo com 20 estudantes;

A valorização da disciplina de Educação Física e a contagem da nota desta disciplina na média final do Ensino Secundário;

A criação das condições materiais e humanas nas escolas para que os períodos não lectivos sejam potenciados na valorização científica, cultural, social e desportiva dos estudantes;

A revogação do diploma de Autonomia e Gestão;

A valorização do papel das AE, dos delegados de turma e dos representantes dos alunos nos conselhos gerais, na sua participação na vida activa da escola;

A efectiva entrega dos regulamentos internos das escolas aos estudantes, como estímulo à sua participação na vida escolar;

O acesso ao Ensino Superior como um princípio universal e a exigência do fim progressivo do numerus clausus, enquanto sistema de restrição quantitativa global;

A gratuitidade dos manuais escolares e de todos os outros materiais de apoio;

A gratuitidade do passe social até ao final do Ensino Secundário bem como a imediata reposição do passe escolar 4_18 e que abranja estudantes maiores de 18 anos que estão a concluir o Ensino Secundário;

A extinção dos mega-agrupamentos;

A educação sexual deve ser posta em prática de uma forma interdisciplinar;

Os programas escolares devem ser reduzidos e menos desfasados da realidade, passando estes a incluir áreas temáticas como o ambiente, a toxicodependência, património histórico, transmitindo sempre os valores da democracia e da paz, permitindo ao estudante uma reflexão e discussão;

Uma Acção Social Escolar que garanta a igualdade de oportunidades no acesso, frequência e sucesso no ensino, nomeadamente com a construção de residências para os estudantes deslocados e de outras infra-estruturas, assim como o reforço das bolsas de estudo para estudantes;

Um Ensino Especial de qualidade, com turmas menores, maior acompanhamento dos estudantes e instalações e técnicos preparados para o efeito;

A existência de outros técnicos nas escolas, nomeadamente psicólogos, técnicos de animação sócio-cultural, técnicos de saúde, entre outros, em função das necessidades educativas de cada escola;

Uma escola laica, como garantia do respeito pelas opções religiosas de cada um.


terça-feira, 10 de fevereiro de 2015

84º Aniversário do Jornal «Avante!» - 14.Fevereiro.2014 - Viseu



84º Aniversário do Jornal «Avante!», o jornal que nunca foi à censura.

A Comissão Concelhia de Viseu do PCP, Partido Comunista Português, realizará um evento com algumas iniciativas no assinalar do 84º aniversário do Jornal «Avante!», o órgão central do PCP, em Viseu, no próximo dia 14 de Fevereiro de 2015.

Num momento em que se discute de forma generalizada na opinião pública e se faz um rescaldo de toda a situação envolvente aos acontecimentos do Charlie Hebdo, torna-se ainda mais apropriado afirmar o papel da imprensa e o da liberdade da mesma, confrontando com o papel que teve e tem o Jornal «Avante!» ao longo destes 84 anos, um jornal que nunca se submeteu à censura e sempre combateu ao lado do povo e trabalhadores portugueses.

Assim, pelas 10h30 da manhã de Sábado, na zona Rossio-Rua Formosa-Quatro Esquinas, haverá uma venda de rua do Jornal «Avante!» pelos «ardinas» do PCP, animando o espaço, bem como a demonstração, com a utilização de um prelo clandestino, de como eram produzidos e compostos os jornais «Avante!» no tempo da ditadura, em papel bíblia, dos quais as pessoas poderão levar consigo um exemplar.

À tarde, pelas 14h30, no Centro de Trabalho do PCP em Viseu, na rua 21 de Agosto, bloco 5B 2ºA, haverá um debate aberto a todos os interessados, com a presença de Domingos Mealha, actualmente redactor do Jornal «Avante!», com o tema «A Importância Histórica do Jornal «Avante!» na luta pela Democracia e as Transformações Sociais».

A Comissão Concelhia de Viseu do Partido Comunista Português

quinta-feira, 5 de fevereiro de 2015

Comício «40º Aniversário da Reforma Agrária» Évora




Comício «40º Aniversário da Reforma Agrária», pelas 15:30, no Teatro Garcia Resende, em Évora.

Participa e intervém Jerónimo de Sousa, Secretário-Geral do PCP.

quarta-feira, 28 de janeiro de 2015

70 anos da libertação de Auschwitz – 27 de Janeiro


No ano em que se assinala o 70º aniversário da vitória sobre o nazi fascismo, o Conselho Português para a Paz e Cooperação (CPPC) assinala a libertação do complexo de Auschwitz, incluindo o seu campo de concentração e extermínio, pelo Exército Vermelho, ocorrida há 70 anos, a 27 de Janeiro de 1945.

O CPPC assinala esta data, que a ONU designou como o Dia Internacional em Memória das Vítimas do Holocausto, recordando todas as vitimas da barbárie nazi-fascista que foram fria e sistematicamente massacradas, os democratas, os anti-fascistas, todos os que foram assassinados pelas suas convicções políticas, religiosas, pela sua etnia, pela sua condição de seres humanos.

Intervindo resolutamente para que tal horror nunca mais aconteça, o CPPC expressa a sua condenação de todas as manifestações de xenofobia, intolerância, incitação, assédio ou violência contra pessoas ou comunidades.

O CPPC denuncia como a imposição de políticas de exploração e de guerra, que condenam os povos à pobreza e à fome, são as mesmas políticas que geram, alimentam e apoiam abertamente forças racistas e xenófobas, como instrumentos de desestabilização e ingerência, de que são exemplos as agressões aos povos da Palestina, da Síria, do Iraque ou da Ucrânia.

Recordando uma vez mais todas as vítimas do nazi-fascismo, o CPPC sublinha que todos os dias são dias de memória e de luta por um futuro melhor, mais justo e de paz.

Direcção Nacional do CPPC

27 Janeiro de 2015

terça-feira, 20 de janeiro de 2015

Desorientação política em Portalegre


Aumento do preço da água

A CDU votou contra o aumento do preço da água exclusivamente às instituições culturais, desportivas e de beneficência do concelho de Portalegre. Este aumento, aprovado em reunião de Câmara no dia 1 de Dezembro, prevê um agravamento de 33,3 por cento no preço da água que será cobrada em 2015 a essas associações e entidades.

Para a Coligação PCP/PEV, estes aumentos são «injustos e reveladores da total insensibilidade política para com a actividade destas entidades e para com o esforço abnegado das pessoas que as compõem». «É, além disso, uma atitude de discriminação negativa, tanto mais quando a todos os outros consumidores de escalão único, nomeadamente o Estado, as garagens particulares, as autarquias e a própria Câmara Municipal, não é aplicado qualquer aumento», alerta-se numa nota de imprensa, onde a CDU critica a Câmara de Portalegre por «penalizar o movimento associativo concelhio e as instituições particulares de solidariedade social, a quem já praticamente não atribui qualquer tipo de apoio, nomeadamente financeiro».

CDU reclama investimentos

O desenvolvimento de Portalegre, através da reindustrialização, criação de riqueza e promoção do emprego foi aprovado pela Assembleia Municipal, por proposta da CDU.

O documento estratégico contém 11 medidas que passam pela capacidade de Portalegre se assumir como capital do distrito, exercendo influência junto do Governo para a captação de investimento e fundos estruturais e pela assunção pela Câmara de uma função facilitadora da fixação de empresas, catalisadora das sinergias necessárias ao funcionamento das indústrias do concelho e medidora dos interesses inerentes ao processo de reindustrialização.

O controlo dos custos de produção, a quantidade dos serviços de competência municipal, como sejam o abastecimento de água ou os transportes públicos municipais, a qualidade das vias de comunicação do município, nomeadamente as ruas e estradas municipais, a clarificação da tipologia de classificação de zona industrial, a colaboração com as empresas existentes, assumindo como prioridade a manutenção do seu funcionamento e salvaguarda dos postos de trabalho, são outros aspectos contidos no documento estratégico aprovado pela Assembleia Municipal.

Recuperar o prestígio de Portalegre como «a cidade branca do Alentejo», limpa, atractiva e com qualidade de vida ao nível turístico, desportivo e cultural, e apostar em indústrias diferenciadas, ao nível da transformação dos recursos endógenos, da promoção das artes e ofícios tradicionais e da criação de clausters de indústrias criativas, são igualmente medidas preconizadas no documento.

quarta-feira, 14 de janeiro de 2015

A mentira continua - MURPI



A mentira, a indecência moral e o credo caritativo são as características dominantes da política do Ministro da Solidariedade e Segurança Social, em consonância com a política geral deste Governo.

Mantendo a mesma linha de actuação, as reformas e pensões de mais de três milhões e seiscentas mil pessoas continuam congeladas desde 2009.

Simultaneamente, agrava-se, na generalidade, o aumento do custo de bens essenciais (gás, electricidade e combustíveis) onerando, em sede de impostos, o IRS com a manutenção da sobretaxa, o aumento do IVA e o novo imposto, dito, da fiscalidade verde que irá produzir aumentos de outros serviços, relacionados com o aumento do preço dos combustíveis.

O Governo PSD/CDS mente quando afirma que aumentou as pensões mínimas, sendo que, apenas e de uma forma miserável, actualizou o 1º escalão das pensões mínimas, bem como as pensões do regime especial das actividades agrícolas e as pensões do regime não contributivo.

Neste quadro, os dados confirmam esta realidade:


Como se verifica, todos os pensionistas com uma carreira contributiva superior a 15 anos têm as suas pensões congeladas desde 2010.

Pela análise do quadro podemos concluir que apenas os pensionistas do 1º escalão das pensões mínimas foram ridiculamente “aumentados” em €2,59, o que se traduz na miséria de cerca de 8 cêntimos diários, uma afronta social para quem vive abaixo do limiar da pobreza.

Nos restantes pensionistas, abrangidos por este ridículo aumento, englobam-se os do regime especial das actividades agrícolas (+€2,39 mensais), as pensões não contributivas (25,45% tiveram um aumento de €2,00 mensais), além dos aumentos igualmente insignificantes nos complementos por dependência.

Estes ridículos “aumentos” são um atentado à dignidade dos pensionistas e dos reformados.

O aumento da idade para aceder à reforma que passou para 66 anos e 2 meses e o aumento dos valores do factor de sustentabilidade que vai reduzir substancialmente as pensões de futuros reformados, constituem outras medidas penalizadoras contra o direito social a ter uma pensão digna.

Nos últimos anos tem-se intensificado o empobrecimento dos cerca de 3 milhões de pensionistas da Segurança Social e dos mais de 600 mil da Caixa Geral de Aposentações, que são, ainda, em muitos agregados familiares o suporte de seus filhos e netos, vítimas do flagelo do desemprego.

A acrescentar a estas medidas, o Governo prepara-se para efectuar cortes de mais de cem milhões de euros nas prestações sociais, como foi aprovado pela maioria PSD/CDS-PP, em sede do Orçamento de Estado para 2015, vindo a abranger alguns destes pensionistas que foram vítimas destes aumentos!

A Confederação Nacional de Reformados Pensionistas e Idosos MURPI exige a reposição aos reformados do saque das suas pensões, o aumento de 4,7% em todas as pensões e um aumento de 25 euros mensais nas pensões mínimas.

A Confederação Nacional de Reformados, Pensionistas e Idosos MURPI, ao mesmo tempo que denuncia esta manobra com fins eleitoralistas, apela a todos os reformados e pensionistas para

participarem nas iniciativas de protesto e luta que serão a resposta necessária à política de empobrecimento e austeridade que este Governo persiste em continuar.

Lutar contra esta política, exigir a demissão deste Governo e defender uma política alternativa e de esquerda contra a imposição e ingerência de organizações estrangeiras, é o caminho que temos que prosseguir para melhorar das condições sociais e económicas dos portugueses e, em particular, dos pensionistas e reformados.

A luta continua.


Lisboa, 2 de Janeiro de 2015.

segunda-feira, 5 de janeiro de 2015

Carlos Aboim Inglez



CARLOS ABOIM INGLEZ

Carlos Aboim Inglez, foi um intelectual comunista português, militante e dirigente do PCP, nasceu em Lisboa a 5 de Janeiro de 1930 e faleceu a 13 de Fevereiro de 2002, com 72 anos.

Foi estudante do Curso de Histórico-Filosóficas da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, empregado de livraria e delegado de propaganda médica, Carlos Aboim Inglez empenhou-se desde muito jovem na luta antifascista, desenvolvendo intensa actividade em colectividades populares e tornando-se dirigente do Movimento Associativo Estudantil, do Movimento da Paz e do MUD-Juvenil.

Membro do PCP desde 1946 e funcionário do Partido na clandestinidade desde 1953, assumiu diversas responsabilidades, tendo estado preso nas cadeias fascistas, durante dez anos.
Esteve preso durante o regime fascista, altura em que tentou traduzir a "Fenomenologia do Espírito" de Hegel - tendo ficado pela "Introdução".

Tornou-se membro suplente do Comité Central em 1958 tendo passado a membro efectivo em 1974.
Foi membro do Executivo e do Secretariado da Direcção de Organização Regional de Lisboa e responsável pelo Sector Intelectual. Desde 1990 que era membro da Secção Internacional.

Aboim Inglez foi deputado à Assembleia da República e vice-Presidente do Grupo Parlamentar do PCP e também deputado ao Parlamento Europeu.

Foi membro da Comissão Central de Controlo e Quadros e quando morreu pertencia ao Comité Central e à Comissão Central de Controlo.

Aboim Inglês preocupou-se, nos últimos anos de vida, sobre o tema da globalização, sob uma perspectiva marxista, articulando-a com a noção de fases na mundialização do capitalismo e a noção de imperialismo.

Poeta, mostrou grande interesse pela poesia portuguesa, como se nota no facto de incluir várias notas sobre poesia no "Avante!", como a respeito de Sá de Miranda, Camões ou Gil Vicente. Interessava-o as relações entre o pensamento materialista e a controvérsia medieval entre o realismo e nominalismo.

Quando morreu, pediu para ser cremado ao som do Coro dos Escravos da Ópera Nabucco, de Verdi.

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UMA GOTA NO CAUDAL

Sozinhos, que somos nós?
Gota de água diminuta
sumida da terra enxuta....
Nem a sede de uma boca
pode assim ser saciada,
porque sós não somos nada,
nem fonte de nenhum rio,
nem onda do mar ou espuma,
maré de coisa nenhuma.

Gota a gota a terra bebe.
rompe o ventre e verte um fio,
cresce a fonte e faz-se rio.
Quantas rotas tem o mar?
Quantas vagas a maré?
Quem as conta perde o pé.
Gota a gota. Cada é pouca.
Mas se a vida é una e vária
cada gota é necessária.

Mesmo sós sejamos sempre
uma gota no caudal,
diminuta, fraternal.

Carlos Aboim Inglez