Candidatos da CDU à Assembleia da República em Campo Maior

Candidatos da CDU à Assembleia da República em Campo Maior
Podem contar com a CDU para "preservar e valorizar as tradições populares e a cultura popular do distrito de Portalegre. Como por exemplo o Jardim Florido e as Festas do Povo de Campo Maior."

sexta-feira, 10 de julho de 2015

PCP apresenta Programa Eleitoral - Legislativas 21015

O PCP apresentou, anteontem, num hotel de Lisboa, o seu Programa Eleitoral às eleições legislativas de Outubro. Na sua intervenção, que reproduzimos na íntegra nestas páginas, Jerónimo de Sousa sublinhou que o programa propõe a «ruptura com as receitas e caminhos que afundaram o País» e aponta a um «horizonte de progresso e desenvolvimento». Com ele, os comunistas têm um importante instrumento de intervenção, esclarecimento e mobilização dos trabalhadores e do povo.



Progresso e desenvolvimento, dignidade e soberania nacionais, resistência e luta. Estas foram algumas das palavras-chave da intervenção do Secretário-geral do Partido na apresentação do Programa Eleitoral, e correspondem acima de tudo a linhas essenciais e marcantes da proposta política do PCP, consubstanciada no programa «Política Patriótica e de Esquerda – Soluções para um Portugal com Futuro».

Perante uma sala repleta e uma plateia atenta e participativa, Jerónimo de Sousa reafirmou ser precisamente «no caminho da resistência e da afirmação da soberania, e não no da vassalagem aos centros do capital transnacional, que se defendem os interesses e direitos do povo português e do País». É este o caminho que o PCP aponta no seu Programa Eleitoral.

As três questões essenciais identificadas pelo Partido são demonstrativas da natureza antimonopolista da sua proposta: a renegociação da dívida, a recuperação pelo Estado do comando político da economia e uma mais justa política fiscal. Se a primeira representa uma «condição de desenvolvimento» e deverá ser articulada com o estudo e preparação do País para se libertar do euro, já a segunda implica a «retoma, por via da nacionalização, negociação adequada ou outros instrumentos, de empresas e sectores estratégicos, a começar pela banca».

A terceira questão resumiu-a Jerónimo de Sousa ao defender uma «política fiscal que inverta a transferência de rendimento do trabalho para o capital e desagrave as desigualdades». Se há «impostos a mais» sobre as camadas trabalhadoras e populares, há a menos, «e bem a menos, sobre o grande capital, os seus lucros e dividendos».

Sem ruptura não há solução

Após traçar as linhas gerais do Programa Eleitoral do PCP, Jerónimo de Sousa respondeu às perguntas dos jornalistas presentes, que incidiram sobretudo sobre a situação na Grécia e eventuais entendimentos com o PS. Quanto à primeira questão, o dirigente do Partido valorizou a corajosa resposta do povo grego, que se levantou contra a chantagem e a ingerência da União Europeia e do FMI. A situação na Grécia, acrescentou, dá razão ao PCP quando defende a necessidade de preparar e estudar a saída do euro: «Sem o caminho de ruptura não há solução duradoura para os problemas do País.»

Sobre os eventuais acordos com o PS, Jerónimo de Sousa lembrou que o PCP não tem qualquer problema à partida com acordos, compromissos e negociações. A questão, precisou, é sempre a mesma: saber que política emanaria desses acordos. «Para continuar a política de direita, não contem com o PCP», reafirmou.

A abrir a sessão, Fernanda Mateus, da Comissão Política, destacou o processo de construção do Programa Eleitoral, ligado à vida e aos problemas e aspirações dos trabalhadores e do povo. Francisco Bartolomeu encantou os presentes com a sua interpretação, ao piano, de canções como «Venham mais cinco», de José Afonso; «Valsinha», de Chico Buarque; «E depois do Adeus», de Paulo de Carvalho»; ou «Lisboa Menina e Moça», de Carlos do Carmo.

Avante! Nº 2171, 9.Julho.2015

segunda-feira, 6 de julho de 2015

Sobre o referendo realizado na Grécia - João Ferreira do CC do PCP

João Ferreira, membro do Comité Central do PCP

O resultado do referendo hoje realizado na Grécia, com a vitória do «Não», constitui uma clara afirmação de rejeição dos inaceitáveis ditames e imposições da União Europeia e do FMI pelo povo grego e a reafirmação da vontade de mudança de política que expressou nas eleições realizadas a 25 de Janeiro.

Um resultado que, independentemente da evolução que se venha a verificar naquele país, afirma a rejeição da continuação da política de exploração e empobrecimento que a União Europeia e o FMI têm procurado impor, continuadamente e de forma acrescida nos últimos cinco meses, aos trabalhadores e povo grego.

Um resultado que é tão mais significativo, quando alcançado sob a pressão de uma inadmissível e colossal operação de ingerência e desestabilização promovida pela União Europeia e o FMI contra o povo grego, que em Portugal contou com a activa participação do Governo PSD/CDS e do Presidente da República.

Uma vergonhosa operação que, para salvaguardar o autêntico saque do capital transnacional, do directório de potências que comandam a União Europeia, não hesita em afrontar a soberania e a democracia, o direito de um povo decidir soberanamente do seu destino.

O que a realidade mostra, a começar pelo nosso país, é que as políticas e instrumentos de dominação da União Europeia – do Euro ao Tratado Orçamental – são contrários ao desenvolvimento e ao progresso económico e social e constituem inaceitáveis obstáculos ao desenvolvimento de políticas em favor dos legítimos interesses e aspirações dos povos, respeitadoras da sua vontade e soberania.

O resultado do referendo na Grécia constitui uma importante derrota para a União Europeia e o FMI, para todos aqueles que representam e actuam em função dos intentos e interesses dos grandes grupos económicos e financeiros.

A inaceitável postura do Governo PSD/CDS e do Presidente da República traduz a sua clara opção de procurar impor de qualquer maneira a política de direita e branquear as responsabilidades pelas suas brutais consequências económicas e sociais, nomeadamente, as do pacto de agressão – assinado pelo PS, PSD e CDS com a União Europeia, o BCE e o FMI.

O PCP alerta para o prosseguimento das manobras daqueles que, como a União Europeia e o FMI, desrespeitando a vontade do povo grego, procurarão impor à Grécia – como impõem a Portugal – a dependência e o desastre económico e social. O que se impõe é o respeito da vontade, uma vez mais, expressa pelo povo grego.

O PCP reafirma a sua exigência ao Governo e ao Presidente da República que, abandonando a sua atitude de submissão, adopte uma atitude de defesa intransigente dos interesses nacionais.

Saudando os trabalhadores e o povo grego, o PCP reafirma a sua solidariedade com a sua resistência e luta contra os ditames e imposições da UE e do FMI e em defesa dos seus direitos e aspirações.

A evolução na União Europeia comprova que é o caminho da resistência e da luta – e não o da submissão e subordinação –, que defende os direitos e interesses do povo português e do País.

Em Portugal, esse caminho exige a ruptura com a política de direita e a concretização de uma alternativa patriótica e de esquerda – pela qual o PCP se bate.

Uma alternativa patriótica e de esquerda que, confrontando os constrangimentos e condicionalismos da União Europeia e do Euro – que comprometem o direito de Portugal a um desenvolvimento soberano –, opta claramente pelos direitos e interesses do povo e do Pais, pela justiça e progresso social, pela soberania e independência nacionais, por uma Europa de cooperação entre Estados soberanos e iguais em direitos, de progresso e de paz.

Está nas mãos do povo português, na sua confiança, na sua determinação e vontade, dar expressão à construção de uma real alternativa que assegure um Portugal com futuro. 

Lisboa, 5 de Julho de 2015

quarta-feira, 1 de julho de 2015

Assembleia Regional da Madeira aprova medida histórica que “proíbe o abate de animais de companhia na Região Autónoma da Madeira” proposto pelo PCP



A Madeira é a primeira região de Portugal a ilegalizar o abate de animais de estimação.

O projecto de decreto regional da autoria do grupo parlamentar do PCP foi aprovado na generalidade, por todos os partidos na Assembleia Legislativa da Madeira.

A deputada Sílvia Vasconcelos (PCP) defendeu que o abate não resolve o problema do abandono dos animais e garantiu que a opção do abate e incineração tem custos superiores a qualquer programa de esterilização.

Todos os partidos aprovaram o diploma mas PSD e CDS sugeriram o seu "aperfeiçoamento" e requereram a sua análise e alteração em sede de comissão de especialidade, o que acabou por ser aprovado, por um prazo de 10 dias.

A nova legislação vai ao encontro das associações de defesa dos animais que se queixavam da morte de cães e gatos na região. Foi assim resolvida uma questão eticamente errada segundo as mesmas organizações.

A sessão contou com uma dezena de cidadãos defensores dos direitos dos animais, que assistia aos trabalhos na galeria dos visitantes. Que aplaudiu após a aprovação.

Na Madeira são abandonados, em média, oito animais por dia, sendo que quatro são abatidos por falta de condições dos canis e gatis ou até por decisão dos donos.

O problema foi levado à Assembleia legislativa pela mão do PCP em forma de decreto legislativo, proibindo o abate dos animais de companhia com o título: “proíbe o abate de animais de companhia na Região Autónoma da Madeira”

A legislação prevê ainda um centro de esterilização e a obrigação municipal de recolha de animais errantes e foi aprovada por unanimidade.

Região Autónoma da Madeira, 23 de Junho de 2015

segunda-feira, 29 de junho de 2015

Assembleia Municipal dia 29 de junho

A coordenadora da CDU Campo Maior convida todos os campomaiorenses a participar na sessão ordinária da assembleia de municipal de campo maior. Dia 29 de junho pelas 18:30 no salão dis paços do concelho.

sexta-feira, 26 de junho de 2015

Reunião da DORPOR em Cabeço de Vide, Fronteira



A DORPOR - Direcção da Organização Regional de Portalegre do Partido Comunista Português, convidou as Comissões Concelhias de todo o Distrito, para uma reunião de trabalho, que se realizou a partir das 10 h da manhã do passado sábado (20 de Junho) na simpática e acolhedora freguesia de Cabeço de Vide, onde para além dos membros do Secretariado da Direcção Regional, participou também o camarada João Pauzinho, membro da DRA - Direcção Regional do Alentejo e do Comité Central do PCP.

Do ponto único da Ordem de Trabalhos constava o seguinte:

1 - A Campanha de Reforço Orgânico e as tarefas imediatas do Partido.

E foi o que os cerca de 50 camaradas presentes fizeram durante toda a manhã, um levantamento da situação em cada concelho e o apontar de soluções para a resolução dos problemas que cada concelhia identificou, bem assim como as tarefas que se seguem no imediato e que são, como não podia de ser, as Eleições Legislativas e em que este grande colectivo, que é o PCP e no quadro da CDU - Coligação Democrática Unitária, se irá empenhar para derrotar esta politica de direita e construir uma alternativa para a formação dum governo patriótico e de esquerda, que devolva a dignidade ao nosso povo e a soberania ao nosso País.

A Comissão Concelhia de Campo Maior fez-se representar pelos camaradas João José Pinheiro, Luís Sabino, Joel Moriano e António João Gonçalves



Seguiu-se um gostoso almoço (ensopado de borrego) confeccionado por uma equipa de camaradas cozinheiras .

A DORPOR do PCP exorta ainda todos os trabalhadores da Administração Pública a participar na jornada de luta convocada pela Frente Comum para dia 26 de Junho, em Lisboa, em S. Bento.

segunda-feira, 22 de junho de 2015

Apresentação da edição de 2015 da Festa do Avante!



CONFERÊNCIA DE IMPRENSA, ALEXANDRE ARAÚJO, MEMBRO DO SECRETARIADO DO COMITÉ CENTRAL, LISBOA


Apresentamos hoje alguns dos principais destaques do programa da 39ª Festa do Avante, que este ano se realiza a 4, 5 e 6 de Setembro na Atalaia, Amora, Seixal e que a edição de amanhã do Avante! tratará de forma desenvolvida.

A Festa do Avante! ao longo das suas 38 edições afirmou-se junto de sucessivas gerações como uma realização única, ganhando pela sua dimensão politico-cultural, mas também pela sua dimensão humana, de convívio, fraternidade e camaradagem uma identidade própria e raízes profundas na sociedade portuguesa.

Trata-se de uma grande iniciativa aberta a todos, aberta à juventude, aos trabalhadores e ao povo português pela mão do Partido Comunista Português, a Festa do Avante! é um elemento de confiança na luta pela construção de um Portugal com Futuro, alicerçado no valores de Abril.

Grande realização só possível com a dedicação e militância de milhares de homens mulheres e jovens, membros do PCP e da JCP, de muitos amigos da Festa que não dispensam todos os anos participar na sua construção, nas Jornadas de trabalho que este ano tiveram início no passado dia 7 Junho, ou nas mil e uma outras tarefas que concorrem para o seu êxito.

Afirmando a sua identidade e características, sempre renovada e com novos motivos de interesse, que justifica o regresso ou a sua visita pela primeira vez, a Festa do Avante! deste ano, constituirá pela sua dimensão, diversidade e impacto um momento marcante na vida politica e cultural do País.

A Festa do Avante! realiza-se a poucas semanas das eleições para a Assembleia da República, pelo que a afirmação das propostas e projecto do PCP e da CDU não deixarão de marcar no plano politico o programa da Festa.

No Espaço Central estará patente um grande exposição “A Força do povo – Soluções para um Portugal com futuro” onde se procurará sintetizar as propostas para uma verdadeira política alternativa, patriótica e de esquerda, capaz de romper com a política de direita que pela mão de PSD, CDS e PS conduziu o País a um dos períodos mais negros da sua história recente.

A exposição aborda os traços mais relevantes da situação económica e social do País, com destaque para as privatizações e o esbulho da riqueza nacional, o aumento da pobreza e da exclusão social, a ofensiva contra os direitos dos trabalhadores e dos reformados e a degradação do regime democrático.

A política de direita e de declínio nacional tem responsáveis que não é possível iludir, os governos do PS, PSD e CDS, tal como não é possível esconder a sua intenção de prosseguir o mesmo caminho de aumento da exploração e regressão social.

É a partir da luta dos trabalhadores e do povo contra a política de direita, que a exposição defende novas politicas de alternativa aos constrangimentos da soberania nacional e ao desenvolvimento do País e aborda os grandes eixos do Programa eleitoral do PCP para um Portugal com Futuro, dando relevo ao papel do Partido, à sua luta e intervenção, e à importância do seu reforço e do reforço da CDU para uma política patriótica e de esquerda no nosso País.

É também no espaço central que se realizarão alguns dos cerca de 30 debates sobre temas da actualidade nacional e internacional, que decorrerão na Festa do Avante!. No plano politico merece ainda destaque o grande comício da Festa onde intervirão Jerónimo de Sousa Secretário-geral do Partido, Manuel Rodrigues director do Avante e Elsa Severino dirigente da JCP.

No Espaço Internacional sob lema “Direitos, Soberania, Paz – solidariedade anti-imperialista”, no ano em que se assinalam os 70 anos da vitória sobre o Nazi-fascismo e o fim da 2ª guerra mundial, evocar-se-á a resistência e luta dos povos, assinalando os perigos e potencialidades do momento que vivemos.

Dezenas de Partidos Comunistas e outras organizações progressistas marcarão presença na Festa e receberão dos comunistas portugueses a sua solidariedade fraterna, nomeadamente em iniciativas de solidariedade com os povos de Cuba, Palestina, Sahara Ocidental, Ucrânia e Venezuela

Importantes exposições estarão patentes na Festa do Avante!. A XIX Bienal de Artes plásticas, que conta já com um numero significativo de inscrições ( que decorrem ainda até 21 Junho). Esta iniciativa é aberta a todas as obras e disciplinas artísticas, nomeadamente desenho, escultura, fotografia, gravura, pintura e vídeo.

Também no Espaço das Artes, uma exposição de Arte Urbana. Após a apropriação de lugares no espaço publico, diversos artistas da street art têm vindo também a participar em exposições e a intervir em projectos de reabilitação de espaços urbanos.

No Espaço da Ciência o tema este ano será a Luz, com o lema “Festa – Luta, Luz, Futuro!”, no ano em que se assinala o Ano Internacional da Luz. Áreas tão diversas como a biologia, astronomia, física, ciências sociais, bem com as artes e as letras estarão presentes demonstrando todo o potencial que este tema oferece.

Na Festa um amplo, vasto e diversificado programa de espectáculos, de músicas e concertos de todos os géneros, dezenas de manifestações artísticas e culturais, nos 10 palcos instalados no recinto.

Um palavra para o Palco Novos Valores, junto ao Espaço da Juventude por onde passarão as bandas vencedoras dos concursos promovidos pela JCP que decorreram em todo o País. Mais de 100 bandas, actuaram em 37 eliminatórias e 10 finais, envolvendo milhares de jovens. O Palco Novos Valores é um espaço de passagem obrigatório para quem quer conhecer a nova música portuguesa

Na Festa o teatro e as artes de palco têm lugar de destaque no Avanteatro. Este ano marcam presença O Bando com “Em nome da terra”, “Afonso Henriques” e “Senhor Imaginário”, a Companhia de Teatro de Almada com “O Mandarim”, Teatroensaio com “Transumância” e a Companhia de Dança de Almada.

No CineAvante, a presença destacada do cinema português. “Alentejo, Alentejo” de Sérgio Tréfaut, “Pára-me de repente o pensamento” de Jorge Pelicano, “Os gatos não tem vertigens” de António-Pedro Vasconcelos e “Douro Faina Fluvial“ e "O Velho do Restelo" de Manoel Oliveira.

Na Festa do Avante! há ainda espaço a Festa do Livro, com sessões de apresentação e autógrafos, para um diversificado Roteiro Gastronómico que passa pelas principais especialidades da cozinha regional, e para o desporto com milhares de atletas de todas as idades, em mais de 30 modalidades, de raiz genuinamente popular ou de alta competição, em representação de centenas de colectividades e associações. Ponto alto é a Corrida da Festa no dia 6 Setembro percorrendo a distancia de 10,2 Km com início junto ao coreto da Amora e terminando no interior da Festa.

Na Festa do Avante! encontra-se espelhada a realidade de todas as regiões do País, a sua cultura, gastronomia e artesanato, a actividade e intervenção das organizações do PCP, a luta dos trabalhadores e das populações.

Uma Festa que continua a crescer e a afirmar-se, que beneficiando da sua localização magnifica na Quinta da Atalaia, tem excelentes condições para receber os seus muitos milhares de visitantes, e que será ainda mais valorizada com o alargamento no próximo ano, em que se assinalam os 40 anos da Festa do Avante!, ao espaço da Quinta do Cabo.

Na Festa encontra-se e respira-se a força do Povo, do povo que a constrói, que a vive e tomou como sua e que no limiar dos 40 anos da Festa do Avante! continua a ser a garantia do seu futuro pois Não há Festa como esta!

Lisboa, 17 de Junho de 2015

sexta-feira, 12 de junho de 2015

Mais de cem mil na Marcha Nacional a Força do Povo

«Ninguém é dono dos votos dos portugueses! Está nas mãos dos trabalhadores e do nosso povo, está nas mãos deste imenso mar de vontades que aqui está e quer um País de progresso e de justiça social, na convergência dos democratas e patriotas, dar força, com a sua luta e com o seu voto, à concretização de uma política e de um governo patrióticos e de esquerda, afirmou Jerónimo de Sousa no comício que encerrou a Marcha Nacional «A Força do Povo», promovida sábado, pela CDU.

Distrito de Portalegre e Concelho Campo Maior entre mais de cem mil apoiantes da CDU

Os principais dirigentes das forças políticas que integram a Coligação Democrática Unitária, entre os quais o Secretário-Geral do PCP, encabeçaram a acção de massas que fez transbordar a Avenida da Liberdade, em Lisboa, inundando-a com bandeiras da Coligação Democrática Unitária PCP-PEV e com palavras de ordem, fundadas em razões justas, expressas nos panos e nas pancartas que mais de cem mil fizeram desfilar durante cerca de duas horas e meia, ininterrupatamente, rumo aos Restauradores.

O imenso caudal humano começou-se a formar ao final da manhã em torno do Marquês de Pombal, onde desaguaram centenas e centenas de autocarros, vindos de Norte a Sul do País. Da Madeira e dos Açores também veio gente de fibra.

À hora do arranque da Marcha Nacional, lá em baixo, na Praça dos Restauradores, os ecrãs gigantes instalados junto ao palco projectavam as muitas lutas travadas, nos últimos anos, contra 38 anos de política de direita e quase três décadas de integração capitalista europeia, mas logo as imagens mudaram para a torrente compacta que descia a grande artéria alfacinha.

Milhares e milhares de homens, mulheres, jovens, trabalhadores, reformados, desempregados, em número suficiente para encher os Restauradores e três avenidas da Liberdade, como sublinhou o Secretário-Geral do Partido na intervenção de encerramento (ver páginas seguintes), ali estavam porque não quiseram faltar a um momento maior de denúncia das consequências de uma política imposta por sucessivos governos contra Abril, e, simultaneamente, de afirmação dos valores, conquistas e realizações da Revolução.

E por isso, dos panos e das frases gritadas a plenos pulmões, emergiam a defesa das funções sociais do Estado, a recusa das privatizações e da venda de Portugal a retalho, a rejeição do garrote de uma dívida à boleia da qual têm sido impostos o aumento da exploração e do empobrecimento, a crescente submissão do País ao interesses do grande capital.

Consignas gerais e unificadoras de objectivos e eixos das soluções que a CDU tem para o País, aliadas a outras mais específicas da localidade, região ou sector do grupo de manifestantes que as transportava, mas que demonstraram a força do projecto e das convicções, da verdade, da honestidade e da dignidade, as quais, corporizadas pela CDU e ampliadas numa grande campanha de esclarecimento e de contacto directo que até às legislativas se realizará, permitem afirmar, com confiança, que Portugal tem futuro. Com a força do povo.

Uma força que ali ficou inequivocamente demonstrada, sublinhou ao Avante! Jerónimo de Sousa já quase à chegada aos Restauradores e visivelmente satisfeito pelo sucesso de uma Marcha que, de forma poderosa e inapagável, projectou a rejeição do rumo de humilhação e de corrupção, bem como a vontade e a capacidade de libertar o País, promover a produção nacional, o emprego e os serviços públicos, defender a justiça fiscal, o desenvolvimento, a soberania e a democracia.

Ao lado do Secretário-Geral do PCP, na cabeça da Marcha Nacional, Heloísa Apolónia revelou ao nosso jornal que a mobilização verificada superou todas e as melhores expectativas. A dirigente do Partido Ecologista «Os Verdes» (PEV), assim como o membro da Intervenção Democrática (ID) João Corregedor da Fonseca, falariam antes de Jerónimo de Sousa no comício com que terminou a iniciativa.

Tal como o fez Alma Rivera, em nome da Juventude CDU, que logo atrás do quadrado onde seguiam membros das direcções do PCP, do PEV e da ID acompanhados de dezenas de democratas e patriotas que estão com a Coligação, trazia uma tarja onde se podia ler «Que seja agora! Queremos o que é nosso!».

Pois que seja. Com «a acção e a luta de todos é possível derrotar a política de direita (…), trazendo mais e mais portugueses para a luta e para o voto por uma nova política e por uma alternativa patrióticas e de esquerda». Juntando, em suma, «a esperança, a esta força imensa», como concluiu Jerónimo de Sousa.