Candidatos da CDU à Assembleia da República em Campo Maior

Candidatos da CDU à Assembleia da República em Campo Maior
Podem contar com a CDU para "preservar e valorizar as tradições populares e a cultura popular do distrito de Portalegre. Como por exemplo o Jardim Florido e as Festas do Povo de Campo Maior."

sábado, 17 de outubro de 2015

Comunicado da DORPOR sobre as Eleições Legislativas



Comunicado

CONFIANÇA NA LUTA QUE CONTINUA

A Direcção da Organização Regional de Portalegre do PCP reuniu e analisou os resultados das eleições legislativas e as tarefas imediatas do Partido no distrito.

As eleições do passado dia 4 de Outubro, demostraram que uma maioria alargada de eleitores quer romper com o declínio para o qual o País foi arrastado nos últimos 40 anos, no plano social, político e económico, pelos sucessivos governos do PS/PSD/CDS-PP.

Num quadro de intensa campanha ideológica, de condicionamento eleitoral e discriminação mediática, a DORPOR do PCP saúda o progresso eleitoral da CDU a nível nacional, com mais votos, mais deputados e mais percentagem, e a derrota imposta à coligação PSD/CDS com a perda da sua maioria absoluta e da legitimidade politica para formar governo. No Distrito de Portalegre num quadro de intenso despovoamento, com menos 5255 eleitores efectivos, a CDU aumentou de percentagem em 5 concelhos, e em termos absolutos em 4 concelhos. Saúda-se a vitória da CDU no concelho de Avis com mais de 40% dos votos. A coligação de direita (PSD/CDS) no Distrito não conseguiu sequer atingir a votação do PSD em 2011, sofrendo uma pesada derrota perdendo cerca de 10.000 votos e cerca de 15% do seu eleitorado.

A DORPOR do PCP saúda os candidatos, as centenas de activistas, os militantes do PCP e do Partido Ecologista os Verdes, e a juventude CDU que com dedicação se empenharam nas diversas acções da campanha eleitoral, e cuja acção e intervenção contribuíram para o esclarecimento e mobilização dos trabalhadores e do povo do distrito.

A DORPOR do PCP saúda a decisão do Comité Central, que no respeito pelas decisões do XIX Congresso decidiu apresentar a candidatura do camarada Edgar Silva à eleição para a Presidência da República, a qual se afirma comprometida com os interesses dos trabalhadores e do povo, vincada pelos valores de Abril, apelando desde já ao empenhamento das organizações, na acção, no esclarecimento e na mobilização para esta batalha eleitoral.

A DORPOR DO PCP no quadro da campanha ”Mais organização, mais intervenção, maior influencia - um PCP mais forte” a desenvolver até final do ano de 2016, definiu como linha de trabalho a aprofundar nas organizações, o reforço da organização e intervenção do Partido nas empresas e locais de trabalho, no recrutamento e integração de novos militantes, no trabalho junto dos reformados e pensionistas, juventude e outros setores, no reforço dos meios financeiros do Partido, na finalização da acção de contactos. A DORPOR decidiu ainda, realizar um almoço comemorativo do 98º Aniversário da Revolução de Outubro, dia 7 de Novembro.

A DORPOR do PCP apela ainda, às organizações do Partido, para que tomem as medidas necessárias para prosseguir e ampliar até Abril de 2016 a campanha em curso “Mais Espaço. Mais Festa. Futuro de Abril” para a compra da Quinta do Cabo, espaço a ser integrado já na 40ª edição da Festa do Avante a realizar no próximo ano, nos dias 2,3 e 4 de Setembro.

Portalegre, 14 de Outubro de 2015

A Direcção Regional de Portalegre do PCP

segunda-feira, 12 de outubro de 2015

Apresentação nacional da candidatura de Edgar Silva às Presidenciais 2016



Apresentação da Declaração de Candidatura de Edgar Silva à Presidência da República.

Às 17h30 na Sala Europa do Hotel Altis (Rua Castilho, 11), em Lisboa.

sábado, 10 de outubro de 2015

Che Guevara - Assassinado há 48 anos




Ernesto Guevara de la Serna nasceu em 14 de Junho de 1928, em Rosário, importante cidade industrial da Argentina.

Em 9 de Outubro de 1967, el "Che"foi assassinado na Bolívia

Há 48 anos, assassinaram o grande revolucionário. Mas ele continua no coração de largas centenas de milhões de seres humanos.

"Há 48 anos o Che morreu na Bolívia, depois de levantar a bandeira da revolução e da luta armada na época das parvoíces da coexistência pacífica e da via pacífica para o socialismo. As balas da CIA que o mataram são de longe a melhor prova da validade de tais ideias."

Os restos mortais de Guevara, depois de ficarem 30 anos enterrados num cemitério clandestino na Bolívia, foram identificados e exumados em Julho de 1997. Atualmente, eles se encontram enterrados n Mausoléu Ernesto Che Guevara, na cidade de Santa Clara, em Cuba.

terça-feira, 6 de outubro de 2015

Sobre os resultados eleitorais de 2015 - Nacional


A CDU saúda os milhares de candidatos, activistas e militantes do PCP, do PEV, da ID e independentes, a juventude CDU, que com a sua generosa dedicação e com a sua intervenção insubstituível contribuíram para esclarecer, mobilizar e fazer crescer uma sólida confiança de que é possível uma vida melhor e mais digna.

O resultado obtido pela CDU confirma a sua expressão política conquistada ao longo dos últimos actos eleitorais e aponta para um progresso da sua votação que, um resultado tão mais importante, quanto mais exigente se apresenta a intervenção que, quer no plano parlamentar quer no plano da luta, o futuro próximo inscreverá na vida política e social do país.

Um resultado que dá expressão à corrente dos que reconhecem na CDU razão, seriedade e um papel insubstituível na defesa dos seus direitos, e que confirma o valor da força mais combativa e necessária à defesa dos interesses dos trabalhadores e do povo, e confirma a determinação e coerência da CDU nos combates contra as injustiças e na luta por uma vida melhor que em breve a evolução da vida política exigirá.

Não é possível deixar de assinalar que este resultado foi construído sob uma intensa campanha ideológica e de condicionamento eleitoral, de chantagem e medo.

Um resultado cuja leitura não pode ser feita à margem de um ostensivo e até afrontoso quadro de tratamento desigual.

A CDU fez uma notável campanha de esclarecimento e mobilização, com uma grande participação popular que se projecta para além das eleições. Uma campanha baseada na verdade, no trabalho, na honestidade, na competência, na seriedade, que são valores que assumimos e não abandonamos. Como repetidamente afirmámos, os deputados eleitos pela CDU, haja o que houver, venha o que vier, vão contar sempre para a defesa dos interesses dos trabalhadores, do povo e do País.

O resultado do PSD/CDS, independentemente da condição de coligação mais votada, expressa uma clara condenação à política prosseguida nos últimos quatro anos pelo seu governo.

De facto, a votação agora obtida, traduzida numa enorme perda de votos, na perda de pontos percentuais e deputados, é inseparável da luta e combate que os trabalhadores, o povo e a CDU travaram contra a política de declínio económico e retrocesso social de PSD e CDS.

A ilação mais importante dos resultados e do novo quadro político é a da confirmada derrota dos projectos de PSD e CDS para poderem prosseguir a sua acção de destruição de direitos, de assalto aos rendimentos dos trabalhadores e do povo, de subordinação e dependência nacionais.

Os resultados eleitorais confirmam uma grande derrota do PSD e CDS, que perdem a maioria e são fortemente castigados pelo povo português. Seria intolerável que o Presidente da República quisesse, contra a vontade do povo português dar-lhes a possibilidade de continuar no Governo. O PCP e Os Verdes pela sua parte rejeitarão na Assembleia da República qualquer tentativa nesse sentido. Essa pretensão será derrotada, a menos que o PS a viabilize.

PS que, apesar da progressão eleitoral, obtém uma votação que se traduz num resultado que não é dos seus mais expressivos.

Temos pela frente tempos de exigência. Mas são também tempos de confiança. Tempos de confiança na luta e na resistência de muitos milhões de portugueses.

Confiança de que nessa luta contarão com a presença, a coerência e combatividade dos deputados do PCP e do PEV.

Honrando os nossos compromissos, assumimos desde já a apresentação, no início dos trabalhos parlamentares, de um conjunto de iniciativas legislativas com vista à recuperação e devolução dos rendimentos e direitos roubados nos últimos anos.

- Valorização dos salários, designadamente o aumento do salário mínimo nacional para 600 euros em 2016, e do valor real das pensões de reforma;

- combate à precariedade, designadamente com alterações à legislação laboral e a aprovação de um Plano Nacional de Combate à Precariedade e a valorização da contratação colectiva;

- reposição dos salários, pensões, feriados e outros direitos cortados, designadamente os complementos de reforma;

- reforço e diversificação do financiamento da Segurança Social e reposição dos apoios sociais, designadamente no abono de família, subsídio de desemprego e subsídio social de desemprego;

- pelo reforço do Serviço Nacional de Saúde e do acesso à saúde com a contratação de médicos, enfermeiros e outros profissionais, reposição do transporte de doentes não urgentes e abolição das taxas moderadoras;

- uma política fiscal justa que tribute fortemente os grupos económicos e financeiros e alivie os impostos sobre os trabalhadores, os MPME’s e o povo;

- revogação da recente alteração à Lei da Interrupção Voluntária da Gravidez.

Com consciência das dificuldades e perigos que ameaçam o futuro próximo, quer porque a situação do país apresenta sérios e acumulados problemas, quer porque a intenção da política de direita é de carregar sempre sobre as condições de vida, a CDU reafirma a convicção de que a política patriótica e de esquerda que propomos para enfrentar e vencer os problemas nacionais, emergirá nos próximos tempos como a única saída e a única resposta para travar o caminho de declínio e empobrecimento a que a política de direita - seja quais forem as arrumações que se vierem a revelar nos próximos dias – quer conduzir o país.

Como antes dissemos, hoje reafirmamos: É a CDU, com a força do povo que ela representa, que o povo português encontrará, como antes encontrou, em todos os dias e em todos os locais, no combate às injustiças e na luta por uma vida melhor.

A CDU saúda todos aqueles que lhe confiaram o seu apoio e o seu voto, e em particular os muitos milhares que o fizeram pela primeira vez, reafirmando-lhe o seu mais firme compromisso de que, na sua acção, encontrarão uma força que não apenas honrará integralmente a sua palavra como corresponderá às suas mais legítimas aspirações. Um apoio e confiança que constitui sólido factor de ânimo para a luta de todos os dias, e que amanhã prosseguirá, pela conquista de uma nova política, patriótica e de esquerda, pela defesa dos interesses dos trabalhadores e do povo, pela afirmação de Portugal enquanto nação soberana e independente.

Intervenção de Jerónimo de Sousa

Lisboa 4 de Outubro de 2015

segunda-feira, 28 de setembro de 2015

CDU contacta com trabalhadores em Campo Maior, na Hutchison, Tecnidelta e estaleiros da Câmara Municipal







Uma delegação da CDU, na qual se incluia, Joel Moriano, candidato da CDU natural de Campo Maior, contactou trabalhadores nas principais empresas e locais de trabalho do concelho, Hutchison, Tecnidelta e estaleiros da Câmara Municipal. A CDU avança com toda a confiança!




terça-feira, 22 de setembro de 2015

CDU arranca com «chave de ouro»



Uma enchente, com o Coliseu à pinha, em ambiente de festa e alegria - e onde sobretudo irradiou uma contagiante confiança -, marcou o arranque oficial da campanha da CDU no distrito de Lisboa.

Depois de nas últimas semanas ter desenvolvido uma campanha de esclarecimento e mobilização que privilegiou, nas suas mais variadas formas, o contacto directo com as pessoas - traço distintivo que se manterá até ao final -, a CDU arranca assim em máxima força para esta nova fase da pugna eleitoral, com renovadas razões para acreditar no cumprimento dos objectivos a que se propôs e que animam os seus activistas e simpatizantes, disputando, palmo a palmo, cada voto, cada deputado.

Grande arruada CDU no Porto - 20 de Setembro de 2015

Depois da magnífica arruada realizada no Porto na véspera, sábado, com milhares de activistas, fechando assim a pré-campanha com «chave de ouro», foi também «com chave de ouro que a CDU abriu oficialmente a sua campanha eleitoral», como bem observou Graciete Cruz, que presidiu ao período dedicado às intervenções políticas, sucedendo nessa tarefa à actriz Luísa Ortigoso. Sobre esta - a quem coubera fazer as honras da casa na fase inicial do comício, apresentando o momento cultural preenchido com a boa música popular da «Ronda dos Quatro Caminhos» -, disse Graciete Cruz, membro do CC e da Comissão Executiva da CGTP-IN, ser «um exemplo das muitas mulheres que não tendo filiação partidária tomam contudo partido e confiam o seu voto à CDU».

Não há impossíveis

Tomam partido contra o «discurso do medo» do que têm medo de que a mudança seja possível», acreditando, como diz Bertoldt Brecht, no poema que Luísa Ortigoso recitou, sob forte aplauso dos presentes, que «nada é impossível de mudar».

No fundo, acreditar que «é possível e está ao nosso alcance uma real alternativa sustentada numa política patriótica e de esquerda capaz de assegurar a elevação das condições de vida dos trabalhadores e do povo e defender os interesses, a soberania e a independência de Portugal», como afirmou o Secretário-Geral do PCP, Jerónimo de Sousa, último orador do comício.

Sentimento este de enorme confiança que foi de resto a tónica dominante durante as mais de duas horas e meia desta grandiosa jornada de esclarecimento e mobilização na histórica sala da capital, «uma sala emblemática», nas palavras do violinista da «Ronda dos Quatro Caminhos», numa alusão aos cantos livres que nela se realizaram, antes e depois do 25 de Abril.

Desfile grandioso

O mesmo entusiasmo e confiança que marcara já o desfile de activistas e simpatizantes da CDU que, partindo da Praça da Figueira, entrou pelo Rossio e desaguou na Rua das Portas de Santo Antão, percorrendo-a até à entrada do Coliseu. Erguendo bandeiras vermelhas, verdes, amarelas, brancas, com os símbolos dos partidos que integram a Coligação, num ondular permanente, centenas e centenas de pessoas desfilaram nesta tarde quente de domingo, numa impressionante demonstração de apoio à CDU.

Com os candidatos pelo círculo de Lisboa à cabeça, segurando uma larga faixa onde se lia «Com a força do povo, construir soluções para o País», seguia-se no desfile a juventude - e com presença muito destacada quer pelo seu elevado número quer pela sua forma combativa e entusiástica -, com um grande pano que dizia «Que seja agora. Queremos o que é nosso», distribuindo-se, mais atrás, outras formas organizadas de participação concelhia, entre as quais distinguimos uma faixa que tinha inscrito «Amadora, Município de Abril, exige: trabalho com direitos; mais centros de saúde, habitação digna».

Combatividade

«CDU avança com toda a confiança», «Agora e sempre juventude está presente», «É vergonha nacional, desemprego em Portugal», Abril de novo, com a força do povo», «É preciso, é urgente uma política diferente», foram algumas das palavras de ordem que ecoaram ao longo do percurso, gritadas em uníssono, por gente de todas as idades, homens, mulheres e jovens, na Baixa lisboeta, perante o ar curioso e nalguns casos incrédulo de turistas estrangeiros, muitos deles registando o momento pela câmara do telemóvel.

E foi assim até ao Coliseu onde, por volta das 16 horas, após a chegada calorosamente saudada de Jerónimo de Sousa, entre um agitado mar de bandeiras e gritos de «CDU», foi dado início à sessão com o já referido momento cultural, num palco que tinha em fundo um pano gigante onde sobressaía a letras garrafais a frase «Soluções para um Portugal com futuro».

Juventude presente

Depois de Graciete Cruz ter chamado para a mesa do comício os candidatos da CDU, membros da DORL e da Comissão Política do CC do PCP, João Corregedor da Fonseca, da Intervenção Democrática, Heloísa Apolónia, do PEV, e Jerónimo de Sousa, foi dada a palavra a Alma Rivera, dirigente da JCP.

Alma Rivera - JCP

Lembrando que os jovens em Portugal não têm assistido a outra coisa que não seja «políticas que prejudicam a sua vida e a dos seus pais e avós, sempre pelas mãos dos mesmos», a jovem comunistas referiu que PS, PSD e CDS-PP «carregam às suas costas o trabalho temporário, os contratos a prazo, recibos verdes, as propinas, o RJIES e o Processo de Bolonha, o Estatuto do Aluno», sendo ainda responsáveis pela «emigração de 500 mil portugueses, o roubo nos salários, o corte no financiamento no ensino secundário e superior, como nas bolsas de estudo».

Daí considerar que as «cartas estão na mesa», que importa lembrar que todas as medidas lesivas da juventude tiveram o combate da CDU, pelo que «não há que enganar» e é na coligação de comunistas, ecologistas e outros democratas que está o «voto que dá garantias, não cai em saco roto e dá mais força aos interesses juvenis».


Corregedor da Fonseca - ID

Omissões do PS

Chamado a intervir foi depois João Corregedor da Fonseca, presidente da Comissão Directiva da ID, que alertou para os «níveis ainda mais dramáticos e insustentáveis» que representaria as propostas da maioria PSD/CDS-PP e do PS, caso viessem a vingar, pondo em evidência o quanto separa tais propostas da «solidez das posições assumidas pela CDU» e da sua consequente «defesa dos valores de Abril, defesa dos trabalhadores e das classes mais desprotegidas», sempre em sintonia com as «legítimas aspirações das massas populares».

Acusou a coligação PSD/CDS-PP de subordinar Portugal a «uma crescente e mui perigosa perda de soberania, perda de independência», criticando o PS, por outro lado, pelos seus «continuados compromissos com o FMI, com o BCE, União Europeia e Alemanha, que tão lamentáveis consequências originaram». Sem a dura crítica do dirigente da ID não passou ainda o facto de o PS não dizer uma palavra no seu programa eleitoral sobre questões estruturantes para o País, como o Tratado Orçamental, a renegociação da dívida ou o controlo público de sectores primordiais, como a banca.

Heloísa Apolónioa - PEV

Massacrar o povo

Também Heloísa Apolónia, do PEV, optou por iniciar a sua intervenção estabelecendo a diferenciação entre as forças políticas concorrentes às eleições, salientando que enquanto a CDU exerce todos os mandatos estabelecendo uma «relação estreita e muito directa» com as pessoas, as associações, os movimentos, as populações - «não nos lembramos deles só quando há eleições», sublinhou -, o PSD e o CDS «voltaram as costas às populações durante todo o mandato, e nunca hesitaram em massacrar o povo».

E acusou aqueles partidos de terem um «pacto não com o povo mas sim com Bruxelas, com a Alemanha e com o grande poder económico e financeiro», razão pela qual, sustentou, é que «nunca faltou dinheiro para os bancos» e «privatizaram tudo o que puderam».

«É por isso que quando têm que optar pelo benefício ambiental ou pelo serviço ao grande poder económico, não hesitam e traem o povo», acusou, exemplificando com a opção pelos «organismos geneticamente modificados em prejuízo da agricultura familiar», ou a «liberalização do eucalipto em favor das celuloses».

«Têm um longo historial de mentiras e por isso não merecem confiança», concluiu a dirigente do PEV, contrapondo-o ao «historial de verdade» da CDU.

Jerónimo de Sousa - PCP

A força do povo

Jerónimo de Sousa, cuja intervenção na íntegra se publica nesta página, voltou a lembrar o que está em jogo nestas eleições - prosseguir este rumo de desastre ou romper e abrir caminho à concretização de uma política patriótica e de esquerda -, recordando o imenso capital de trabalho, propostas e combate à política de direita levado a cabo pelos deputados comunistas e ecologistas na AR.

Identificando os principais traços que caracterizaram e envolveram a acção na CDU nesta pré-campanha, sublinhou o reconhecimento de que é nela que reside «essa imensa força - a força do povo - , a força com que os trabalhadores e o povo sabem contar para defender os seus direitos» e para «desbravar o caminho a uma política alternativa».

O reconhecimento naqueles que «não desertam nas horas difíceis», que «têm soluções para o País», dos que afirmam a «defesa dos interesses nacionais perante a submissão», dos que «defendem sem ambiguidades a devolução dos salários e das pensões roubadas», dos que se batem peloa aumento dos salários e do salário mínimo nacional para 600 euros», que defendem uma «política fiscal que desagrave os impostos sobre os trabalhadores e o povo e tribute o grande capital e fortunas».

Gente séria

Depois de detalhar as razões e atributos que levam a que bem se possa dizer que «a CDU é gente séria» - desde a forma como honra a palavra e cumpre o que diz à «coerência e coragem» na resistência e combate à «política de destruição das condições de vida», passando pela forma como «leva a sério os problemas dos trabalhadores, dos reformados, dos pequenos e médios empresários, e dos jovens» ou como dá «resposta aos problemas nacionais» e não desiste de «lutar pelo direito inalienável do País a afirmar-se como nação soberana -, o líder comunista demonstrou como «no essencial» há uma «identidade das políticas» daqueles que têm governado o País (PS, PSD e CDS-PP), apesar do «esforço em contrário da nada inocente campanha de bipolarização política que está em marcha a coberto dessa mistificação da eleição para primeiro-ministro».

E depois de considerar que, «digam o que disserem», todos eles têm responsabilidades pelas «feridas sociais que abriram na sociedade portuguesa», pelo «trágico programa de saque, exploração e empobrecimento», pela «dívida insustentável e um serviço da dívida sufocante», Jerónimo de Sousa advertiu para a tentativa que também todos eles têm em curso de «pôr o conta-quilómetros a zero», classificando-a como o «maior embuste» lançado por aqueles partidos na pré-campanha eleitoral.

E mostrado que foi por si os pontos comuns existentes nos programas da maioria PSD/CDS e do PS, Jerónimo de Sousa defendeu por isso a insuficiência de «mudar de governo», asseverando que «é preciso também mudar de política».

A alternativa

Trata-se, explicou, de «romper com a política de direita e afirmar e concretizar uma política alternativa», «uma política não só indispensável e inadiável, como possível e realizável», que, entre outros vectores, passa por uma aposta decisiva no crescimento económico tendo como motor a produção nacional, afirme o desenvolvimento soberano do País, proceda à renegociação da dívida, valoriza o trabalho e os trabalhadores, assegure uma política fiscal justa, afirme o papel do Estado na economia, garanta o bem-estar e a qualidade de vida, os direitos à Saúde, à Segurança Social, ao Ensino, combata a corrupção e respeite e cumpra a Constituição.

Daí o apelo ao envolvimento de todos na campanha da CDU, para dar força a esta, com a certeza de que com essa força, «com a força do povo, é possível um Portugal com futuro, numa Europa dos trabalhadores e dos povos».

sábado, 19 de setembro de 2015

MANIFESTO ELEITORAL DO PEV



A Alternativa Ecologista é na CDU

As pessoas já não aguentam

É preciso pôr fim ao empobrecimento do país e dos portugueses

Há Soluções.
Há Respostas.
Juntos Conseguimos!

As eleições legislativas deste ano podem e devem representar um verdadeiro marco na democracia do país. São a oportunidade para pôr um fim aos processos de austeridade e de destruição da economia portuguesa, redinamizar a produção nacional, restituir direitos roubados e recomeçar um processo de reconquista da nossa soberania e da nossa democracia.

Os Verdes sempre defenderam que o programa da Troika, assinado conjuntamente pelo PS, PSD e CDS em 2011, não ia ser a solução para a dívida e que apenas traria um agravamento da situação, tal como se tem vindo a verificar – a dívida pública subiu dos 94% para cerca de 130%, de 2011 a 2014, e o país paga à volta 8 mil milhões de euros todos os anos em juros da dívida.

Sempre alertámos para o facto de o Governo mentir às pessoas. Antes de chegar ao Governo, o PSD afirmou que não ia cortar salários, nem aumentar impostos. Com base nestas falsidades, obteve maioria relativa nas eleições legislativas de 2011 e, para garantir a maioria absoluta na Assembleia da República, formou uma coligação pós-eleitoral com o CDS-PP.

Assim que chegaram ao Governo, estes partidos cortaram salários e pensões, suspenderam os subsídios de férias e de natal, agravaram os impostos e reduziram os apoios sociais. Prosseguiram e intensificaram o caminho de empobrecimento do povo e de definhamento da economia, já iniciado pelo PS. Ao mesmo tempo que empurravam o país para baixo, tapavam os buracos do sistema financeiro e alimentavam o grande poder económico.

Anunciavam as medidas de empobrecimento como transitórias, mas a verdade é que o programa da Troika chegou ao fim e o Governo manteve-as e já anunciou prolongá-las até 2019.

Por tudo isto, podemos dizer que o povo português foi enganado!

Entretanto, aproximam-se novas eleições legislativas e o Governo PSD/CDS encetou mais uma campanha de propaganda, novamente baseada em ilusões e mentiras, designadamente dizendo que a emigração não aumentou, quando saíram cerca de 300 mil pessoas do país; afirmando que não aumentou o IVA, quando toda a gente sabe que o IVA da restauração passou de 13% para 23% e o da eletricidade de 6% para 23%; garantindo que não cortou apoios sociais quando, apesar do alargamento da pobreza, reduziram substancialmente o universo de pessoas com acesso a esses apoios.

Esta situação é grave. O país já não aguenta. É preciso dizer basta!

Há cerca de 40 anos que Portugal vive nas mãos da alternância governativa entre PSD e PS, algumas vezes com o CDS. Em questões essenciais as políticas destes três partidos são idênticas e representam grandes custos sociais, ambientais e económicos a que urge pôr fim.

A gravidade desta situação coloca-nos grandes responsabilidades e desafios na construção de um país mais justo, mais democrático e soberano. Por isso, de forma séria e responsável, estamos empenhados na procura de caminhos e soluções alternativas para Portugal.

É crucial que a alternância dê lugar à alternativa. Uma alternativa que não despreze o potencial humano, que assuma a qualidade de vida e a sustentabilidade como fundamentais para o progresso, o desenvolvimento e o bem-estar do país e das pessoas.

O PEV é parte ativa e indispensável desta alternativa.

O Grupo Parlamentar Os Verdes tem sido porta-voz das populações na Assembleia da República, tem confrontado o Governo sobre as consequências das suas opções políticas e tem apresentado um vasto número de propostas com soluções para o país.

Os Verdes, ao longo de 32 anos de lutas ecologistas, têm sido uma voz incansável a denunciar os efeitos nefastos das políticas do Governo e têm dado um valioso contributo para melhorar a vida das pessoas, indo ao encontro dos compromissos que temos com os cidadãos.

As eleições legislativas são uma oportunidade ímpar para promover a mudança de que o país precisa!

Os Verdes e a CDU fazem parte dessa mudança! Continuaremos a apresentar respostas e soluções ecologistas para o país, para a Europa e para o mundo, num compromisso com a Natureza, base de todas as formas de vida e das atividades humanas.

Dar mais força e mais voz ao PEV e à CDU, é dar mais poder de influência às propostas ecologistas, é contribuir para uma recolocação da democracia e da política ao serviço dos cidadãos.

Os Verdes e a CDU estão preparados para assumir as mais altas responsabilidades, incluindo a governação.

Trabalho, honestidade e competência, – uma marca vincada dos eleitos da CDU, são elementos essenciais para uma maior proximidade com os Portugueses.

Por uma alternativa que construa a mudança – Juntos conseguimos!

7 Razões para votar verde