Propostas Programa Eleitoral CDU Campo Maior

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domingo, 26 de junho de 2016

Sobre a vitória da saída da União Europeia no referendo realizado no Reino Unido



Declaração de João Ferreira, membro do Comité Central do PCP

A vitória da saída da União Europeia no referendo realizado no Reino Unido constitui um acontecimento de enorme magnitude política para o povo do Reino Unido e também para os povos da Europa.

Representa uma alteração de fundo no processo de integração capitalista na Europa e um novo patamar de luta daqueles que se batem há décadas contra a União Europeia do grande capital e das grandes potências, e por uma Europa dos trabalhadores e dos povos.

O povo britânico decidiu de forma soberana os destinos do seu país. Esse facto não pode senão ser saudado e respeitado, tanto mais que este referendo se realizou num quadro de gigantescas e inaceitáveis pressões e chantagens, nomeadamente dos grandes grupos económicos transnacionais e do grande capital financeiro, bem como de organizações como o FMI, a OCDE e a própria União Europeia. Este resultado é assim, também uma vitória sobre o medo, as inevitabilidades, a submissão e o catastrofismo.

O PCP saúda em particular os comunistas britânicos e outras forças de esquerda que – rejeitando falsas dicotomias e combatendo discursos reaccionários e xenófobos – assumiram e afirmaram no referendo a voz defensora dos valores da democracia, dos direitos laborais e sociais, do progresso, da tolerância, da solidariedade e da cooperação entre os povos.

Não ignorando as múltiplas motivações que estiveram presentes na convocação deste referendo e numa campanha movida por elementos de carácter reaccionário e pela aberta manipulação política – dos quais o PCP combate e rejeita frontalmente –, os resultados do referendo expressam, antes de mais, a rejeição das políticas da União Europeia.

A todos aqueles que agora propagam irresponsavelmente a ideia de que estes resultados constituem um desenvolvimento negativo, o PCP afirma que o exercício de direitos democráticos e de soberania de um povo não pode ser visto como um problema. Pelo contrário, o referendo britânico é o reflexo de sérios e profundos problemas que já existem há muito e que resultam de um processo de integração corroído de contradições,

visivelmente esgotado e cada vez mais em conflito com os interesses e justas aspirações dos trabalhadores e dos povos.

O referendo britânico deve, assim, ser encarado como uma oportunidade para se enfrentarem e resolverem os reais problemas dos povos, questionando todo o processo de integração capitalista da União Europeia e abrindo um novo e diferente caminho de cooperação na Europa, de progresso social e de paz.

Quaisquer medidas ou manobras que ignorem o significado político deste referendo, que se refugiem em estigmas sobre o povo britânico, que tentem contornar ou mesmo perverter a vontade daquele povo ou que apontem para fugas em frente de natureza anti-democrática e de maior concentração de poder ao nível da UE, só contribuirão para o aprofundamento de problemas e contradições propícios ao desenvolvimento de posições e forças reaccionárias e de extrema-direita que crescem na Europa e contra as quais é necessário lutar. Forças e posições que se manifestaram no referendo britânico e que se alimentam das consequências das políticas da União Europeia cada vez mais antidemocráticas, anti-sociais e de opressão nacional.

Uma vez iniciado o processo de desvinculação do Reino Unido da União Europeia o PCP sublinha a necessidade e importância de medidas e acções no âmbito da política externa portuguesa que no novo quadro agora criado garantam os interesses nacionais, o prosseguimento de relações de cooperação económica mutuamente vantajosas com o Reino Unido e os interesses e direitos dos portugueses a trabalhar e a residir naquele país.

O PCP sublinha que o Conselho Europeu do próximo dia 28 e 29 de Junho deve, desde já, lançar as bases para a convocação de uma cimeira intergovernamental com o objectivo da consagração institucional da reversibilidade dos Tratados, da suspensão imediata do Tratado Orçamental e sua revogação, bem como da revogação do Tratado de Lisboa.

Num quadro em que se evidencia de forma incontornável que a União Europeia não responde às necessidades dos trabalhadores e dos povos, o PCP sublinha a necessidade de enfrentar corajosamente os constrangimentos decorrentes do processo de integração capitalista europeu e de, simultaneamente, se encetar um caminho de cooperação baseado em estados soberanos e iguais em direitos.

Em particular, o PCP realça a urgência e a necessidade de Portugal se preparar e estar preparado para se libertar da submissão ao Euro, que tantos prejuízos tem trazido ao País, de modo a garantir os direitos, o emprego, a produção, o desenvolvimento e a soberania.

Gabinete de Imprensa - Partido Comunista Português
24.06.2016

A Agenda do PCP está disponível na Internet em www.pcp.pt
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segunda-feira, 8 de fevereiro de 2016

Primeira intervenção do Eurodeputado (PCP) João Pimenta Lopes no Parlamento Europeu



Durante o debate conjunto sobre as políticas de migração e refugiados

João Pimenta Lopes:

"São as políticas de ingerência e agressão dos EUA, NATO e União Europeia que estão na origem dos conflitos no Médio Oriente e Norte de África.
Políticas que não hesitam em financiar e promover forças extremistas, em realizar contractos milionários de venda de armas a ditaduras como a da Arábia Saudita com vista ao domínio económico e geopolítico daquelas regiões.
Essa é a razão de fundo do êxodo em massa de milhões de pessoas que chegam ao continente europeu, fugindo da fome, da miséria, da guerra e da morte.

Pugnasse este parlamento pela defesa dos direitos humanos, e condenaria sem tibiezas a resposta a esta realidade. Os muros, as legislações fascistas de humilhação dos refugiados, o conceito da Europa Fortaleza, o financiamento a estados vizinhos para conterem a vagas de refugiados em autênticos campos de concentração, são a marca da brutalidade e desumanidade da UE. Àqueles que conseguem sobreviver a tanta “solidariedade” resta-lhes condições miseráveis de acolhimento que precedem um repatriamento compulsivo.
A História condenará aqueles que agora calam ou apoiam estas políticas."

De recordar que a Eurodeputada do PCP Inês Zuber, foi substituída nessa função, a partir de 1 de Fevereiro de 2016, por João Pimenta Lopes, candidato do PCP na lista da CDU às eleições para o Parlamento Europeu, que se realizaram a 25 de Maio de 2014.

Estrasburgo, 3 Fevereiro 2016

quinta-feira, 4 de fevereiro de 2016

PCP confronta Jean Claude Juncker no Parlamento Europeu


Na sessão plenário do Parlamento Europeu, o deputado do PCP João Ferreira confronta Jean Claude Juncker sobre a inqualificável operação de pressão e de chantagem da Comissão Europeia visando condicionar o Orçamento do Estado português para 2016.

João ferreira:

“Sabe de uma coisa, senhor Juncker? A Constituição da República Portuguesa diz que é da exclusiva responsabilidade da Assembleia da República organizar, elaborar e aprovar os orçamentos de Estado. Acalme lá por isso os seus burocratas. O que está em causa neste orçamento é cumprir com compromissos assumidos com o povo português, é devolver aos portugueses uma parte daquilo que lhes foi roubado nos últimos anos, é parar o caminho de afundamento nacional”,

Parlamento Europeu - Estrasburgo - França, 3 de Fvereiro de 2016

terça-feira, 12 de janeiro de 2016

João Pimenta Lopes substitui Inês Zuber no Parlamento Europeu


O Secretariado do Comité Central do PCP informa que, conforme o acordado com a Direcção do PCP, Inês Zuber, Deputada do PCP no Parlamento Europeu, será substituída nessa função, a partir de 1 de Fevereiro de 2016, por João Pimenta Lopes, candidato do PCP na lista da CDU às eleições para o Parlamento Europeu, que se realizaram a 25 de Maio de 2014.

Inês Zuber, membro do Comité Central do PCP, continuará a ter intervenção e a desempenhar tarefas e responsabilidades no plano nacional, contando para isso com a ampla experiência de trabalho no Parlamento Europeu em defesa dos interesses dos trabalhadores e do País, da democracia, da soberania e independência nacionais.

João Pimenta Lopes, biólogo, de 35 anos de idade, que agora substituirá Inês Zuber, foi Director Técnico do Fluviário de Mora, onde assumiu também funções de Administrador até Janeiro de 2015. É membro da Direcção da Mútua dos Pescadores desde 2009. Foi Bolseiro de Investigação Científica no Instituto de Oceanografia da FCUL, participando na Direcção da Associação de Bolseiros de Investigação Científica até 2007. É membro da Organização Regional de Évora do PCP e eleito na Assembleia Municipal de Mora, desempenhando actualmente funções no Secretariado Político do Grupo Confederal da Esquerda Unitária/Esquerda Verde Nórdica do Parlamento Europeu que os deputados do PCP integram.

NOTA DO SECRETARIADO DO COMITÉ CENTRAL DO PCP

8 Janeiro 2016

segunda-feira, 6 de julho de 2015

Sobre o referendo realizado na Grécia - João Ferreira do CC do PCP

João Ferreira, membro do Comité Central do PCP

O resultado do referendo hoje realizado na Grécia, com a vitória do «Não», constitui uma clara afirmação de rejeição dos inaceitáveis ditames e imposições da União Europeia e do FMI pelo povo grego e a reafirmação da vontade de mudança de política que expressou nas eleições realizadas a 25 de Janeiro.

Um resultado que, independentemente da evolução que se venha a verificar naquele país, afirma a rejeição da continuação da política de exploração e empobrecimento que a União Europeia e o FMI têm procurado impor, continuadamente e de forma acrescida nos últimos cinco meses, aos trabalhadores e povo grego.

Um resultado que é tão mais significativo, quando alcançado sob a pressão de uma inadmissível e colossal operação de ingerência e desestabilização promovida pela União Europeia e o FMI contra o povo grego, que em Portugal contou com a activa participação do Governo PSD/CDS e do Presidente da República.

Uma vergonhosa operação que, para salvaguardar o autêntico saque do capital transnacional, do directório de potências que comandam a União Europeia, não hesita em afrontar a soberania e a democracia, o direito de um povo decidir soberanamente do seu destino.

O que a realidade mostra, a começar pelo nosso país, é que as políticas e instrumentos de dominação da União Europeia – do Euro ao Tratado Orçamental – são contrários ao desenvolvimento e ao progresso económico e social e constituem inaceitáveis obstáculos ao desenvolvimento de políticas em favor dos legítimos interesses e aspirações dos povos, respeitadoras da sua vontade e soberania.

O resultado do referendo na Grécia constitui uma importante derrota para a União Europeia e o FMI, para todos aqueles que representam e actuam em função dos intentos e interesses dos grandes grupos económicos e financeiros.

A inaceitável postura do Governo PSD/CDS e do Presidente da República traduz a sua clara opção de procurar impor de qualquer maneira a política de direita e branquear as responsabilidades pelas suas brutais consequências económicas e sociais, nomeadamente, as do pacto de agressão – assinado pelo PS, PSD e CDS com a União Europeia, o BCE e o FMI.

O PCP alerta para o prosseguimento das manobras daqueles que, como a União Europeia e o FMI, desrespeitando a vontade do povo grego, procurarão impor à Grécia – como impõem a Portugal – a dependência e o desastre económico e social. O que se impõe é o respeito da vontade, uma vez mais, expressa pelo povo grego.

O PCP reafirma a sua exigência ao Governo e ao Presidente da República que, abandonando a sua atitude de submissão, adopte uma atitude de defesa intransigente dos interesses nacionais.

Saudando os trabalhadores e o povo grego, o PCP reafirma a sua solidariedade com a sua resistência e luta contra os ditames e imposições da UE e do FMI e em defesa dos seus direitos e aspirações.

A evolução na União Europeia comprova que é o caminho da resistência e da luta – e não o da submissão e subordinação –, que defende os direitos e interesses do povo português e do País.

Em Portugal, esse caminho exige a ruptura com a política de direita e a concretização de uma alternativa patriótica e de esquerda – pela qual o PCP se bate.

Uma alternativa patriótica e de esquerda que, confrontando os constrangimentos e condicionalismos da União Europeia e do Euro – que comprometem o direito de Portugal a um desenvolvimento soberano –, opta claramente pelos direitos e interesses do povo e do Pais, pela justiça e progresso social, pela soberania e independência nacionais, por uma Europa de cooperação entre Estados soberanos e iguais em direitos, de progresso e de paz.

Está nas mãos do povo português, na sua confiança, na sua determinação e vontade, dar expressão à construção de uma real alternativa que assegure um Portugal com futuro. 

Lisboa, 5 de Julho de 2015

domingo, 4 de maio de 2014

João Ferreira (candidato da CDU) visita o Distrito de Portalegre

 
 
João Ferreira, primeiro candidato às eleições para o Parlamento Europeu e deputado eleito pela CDU visita o distrito de Portalegre, dia 5 de Maio.

A visita tem início às 10:00  na Estação de Tratamento de Plantas - Unidade de Investigação - Elvas

Contacto com a população e comerciante na Rua de Alcamim em Elvas às 11:30 - Elvas

Almoço Sobre Património Classificado Pela UNESCO às 13:00 no Restaurante São Domingos - Elvas

Reunião com a Administração do Hospital Distrital de Portalegre às 15:00 - Portalegre

Reunião com a união dos Sindicatos do Norte Alentejano na Rua do Carmo, 12 às 17:30 - Portalegre

Jantar com mandatários concelhios e apoiantes da CDU às 19:30 na Cervejaria Santos em Portalegre

Sessão Pública na Biblioteca Municipal de Portalegre às 21:30
 
É na Coligação Democrática Unitária que todos os nortealentejanos podem confiar, dia 25 de Maio é dia de reforçar a votação na CDU.
 
Toda a informação sobre a candidatura da CDU às eleições para o Parlamento europeu pode ser consultada aqui.

quarta-feira, 26 de fevereiro de 2014

Sobre a situação na Ucrânia


Para combater a extrema direita na europa - 25 Maio - Vota CDU!

Nota do Gabinete de Imprensa do PCP

Perante a recente e dramática evolução da situação na Ucrânia, o PCP expressa a sua condenação pelo autêntico golpe de estado levado a cabo pelos sectores mais reaccionários da oligarquia ucraniana com o apoio do imperialismo, após meses de desestabilização e de escalada de violência, desencadeadas após o anúncio da suspensão da assinatura do acordo de associação com a União Europeia em Novembro passado.
 
Os acontecimentos evidenciam a instrumentalização por parte das potências imperialistas da NATO – concertadas com as classes dominantes na Ucrânia – do profundo descontentamento acumulado entre os trabalhadores e amplas camadas da população, resultante do desastre social e económico da restauração do capitalismo na Ucrânia nas últimas duas décadas.
 
O PCP denuncia e condena a brutal ingerência e desestabilização dos EUA, da UE e da NATO na situação interna da Ucrânia que – promovendo e apoiando as forças de extrema-direita, neonazis e xenófobas e fomentando o exacerbar de tensões, de divisões e clivagens –, visa assegurar o domínio político, económico e militar deste imenso país, de forma a avançar na sua escalada de tensão e estratégia de confronto com a Federação Russa, realidade que representa uma acrescida ameaça à segurança e à paz na Europa e no Mundo.
 
O PCP alerta para o real significado e perigos que representam o avanço das forças de extrema-direita e de cariz fascista e neonazi na Ucrânia – no que constitui uma séria ameaça à democracia, aos direitos e liberdades e à própria integridade e soberania do país –, assim como chama a atenção para projectos que a pretexto da “ajuda externa” procuram impor gravosas condições económicas e políticas.
 
O PCP denuncia e rejeita a campanha e as acções anticomunistas e expressa a sua mais veemente condenação dos ataques perpetrados contra os militantes, dirigentes e sedes do Partido Comunista da Ucrânia, assim como das tentativas para limitar ou mesmo ilegalizar a actividade do Partido Comunista da Ucrânia.
 
O PCP reafirma a sua solidariedade aos trabalhadores e ao povo ucraniano, assim como ao Partido Comunista da Ucrânia e a todos os militantes e simpatizantes comunistas ucranianos e à sua luta em prol da paz, do bem-estar social, da soberania e independência da Ucrânia.
 
Terça 25 de Fevereiro de 2014

terça-feira, 11 de fevereiro de 2014

Apresentação do 1º candidato da lista da CDU às eleições do Parlamento Europeu - João Ferreira




Intervenção de João Ferreira, membro do Comité Central, Lisboa, Apresentação do 1º candidato da lista da CDU às eleições do Parlamento Europeu

Um futuro mais justo e desenvolvido está nas nossas mãos

Com determinação, com confiança, com sentido de responsabilidade, apresentamo-nos às eleições para o Parlamento Europeu do próximo dia 25 de Maio.

Com a confiança e a serenidade de quem prepara uma nova batalha estando onde sempre esteve: no terreno da luta pela concretização de uma imensa vontade colectiva de mudança – por um futuro melhor, para Portugal e para os portugueses. Estas eleições são parte integrante desta luta.

Em Portugal, na Europa e no mundo, vivemos um tempo de graves e inadiáveis opções. Este é o tempo de, corajosamente, romper com o desastre, de afirmar um outro rumo e, com entusiasmo, mobilizar energias para o concretizar.

Sem que a insidiosa propaganda oficial o consiga iludir, Portugal foi arrastado para uma situação de prolongada destruição económica e devastação social.

Depois de mais de três décadas em que PSD e PS, com ou sem o CDS, se alternaram na governação do País, e em que o fizeram em confronto com os valores de Abril e com a Constituição que os acolheu; depois de mais de três décadas em que se ampliaram os problemas e fragilidades da economia nacional, em que se acentuaram a sua dependência, as dívidas e os défices estruturais e em que se agravaram as desigualdades e as injustiças sociais; depois de mais de três décadas de uma mesma política com idênticos protagonistas, eis que PS, PSD e CDS assinam com a União Europeia e com o FMI aquilo que os últimos três anos da vida nacional confirmaram ser um autêntico Pacto de Agressão ao País e ao seu povo.

Como então avisámos, tratou-se e trata-se de uma premeditada estratégia, para, em face das consequências desastrosas da sua política, prosseguir, com acrescida violência e apoio estrangeiro, um projecto de subversão do regime democrático-constitucional, de esbulho do património e recursos públicos, de assalto aos rendimentos de quem trabalha ou trabalhou uma vida inteira, enfim, um projecto de concentração da riqueza nas mãos de alguns, poucos, à custa da exploração, da pobreza e da miséria de muitos.

Os resultados deste Pacto de Agressão estão à vista: o País confronta-se com a mais longa recessão económica da sua história contemporânea; o investimento caiu para níveis próximos dos verificados na década de 50 do século passado, sendo reais os riscos de obsolescência do nosso aparelho produtivo; os níveis de endividamento e de dependência externa são os mais altos desde os tempos do fascismo; o desemprego atingiu perto de um milhão e meio de trabalhadores; a fome voltou a fazer parte do quotidiano de muitas famílias; centenas de milhares de pessoas estão a ficar sem acesso a cuidados de saúde, muitas morrem prematuramente; 220 mil portugueses, na sua maioria jovens, foram forçados a emigrar, vendo negado o direito a serem felizes no seu País.

Ao mesmo tempo, este é o País em que, neste mesmo período, as 25 maiores fortunas aumentaram o seu pecúlio em 16%, e em que o número de novos milionários cresceu mais de 10%.

O caminho que percorremos é indissociável da continuada e crescente submissão do País aos ditames, às políticas e orientações da União Europeia; um caminho indissociável da opção de abdicação nacional, de grave comprometimento da soberania e independência nacionais – uma opção assumida por PS, PSD e CDS ao longo das últimas três décadas.

Nunca como hoje foi tão evidente a relação entre os principais problemas do País e os constrangimentos impostos pela União Europeia, pelo processo de integração capitalista europeu – um processo que sempre afirmámos ser, e que a vida comprovou ser, intrinsecamente injusto e desigual.

Como avisámos em devido tempo, o embate desprotegido da economia nacional com economias mais fortes levaria a uma profunda debilitação do aparelho produtivo nacional – na agricultura, nas pescas, na indústria – e teria como consequência o agravamento dos défices e da dívida, o agravamento da dependência e subordinação do nosso país (como aliás de outros que entraram em condições semelhantes).

Tudo isto é inseparável da livre concorrência no mercado único, das políticas comuns (de agricultura, pescas e outras), da União Económica e Monetária e da adesão e permanência na moeda única, da desregulação e liberalização do comércio internacional.

Como avisámos em devido tempo, também o desemprego, a precariedade, a desigualdade e a pobreza, seriam e são consequências inseparáveis destes e de outros elementos constitutivos desta integração capitalista europeia; elementos que decorrem, directa ou indirectamente, dos seus tratados, como a livre circulação de capitais, a desregulamentação laboral, a compressão dos salários, as liberalizações e privatizações de sectores estratégicos da economia, a sujeição ao mercado de praticamente todas as esferas da vida social – tudo isto, e mais, preconizado nas sucessivas Estratégias da União Europeia, sendo a mais recente a Estratégia UE2020.

Por esta razão dizemos que a crise do capitalismo é, na União Europeia, uma crise dos fundamentos da própria União Europeia.

Mas há mais. É que para seguirem este caminho, foi sempre nas costas dos povos e fugindo ao seu escrutínio que foram amputando parcelas crescentes de soberania dos Estados, que foram impedindo ou limitando o uso de instrumentos e políticas mais conformes à situação específica de cada País e aos interesses e aspirações do seu povo. E assim puseram e põem em causa a própria democracia, esvaziando-a de conteúdo substantivo.

Este processo recebeu um forte impulso com a criação da União Económica e Monetária e do Euro.

E aqui, uma década e meia depois, há um balanço imprescindível a fazer. Um confronto entre as miríficas promessas dos que fizeram do Euro um "grande desígnio nacional" e a nua e crua realidade.

Quem não se lembra da justificação para os sacrifícios então já impostos aos trabalhadores e ao povo português em nome da entrada no Euro? Lembram-se do “pelotão da frente”? Então como hoje, era a necessidade de cumprir metas arbitrárias do défice e da dívida – em nome da dita convergência nominal, condição de adesão à moeda única – o que justificava as privatizações, os cortes nas funções sociais do Estado, a chamada “moderação salarial”. Em troca, prometiam, teríamos a convergência real das economias, taxas de crescimento na ordem dos 3% ao ano, menos desemprego e melhores salários.

A realidade, mais uma vez, confirmou o acerto de todos os alertas e avisos que então fizemos.

A sujeição a uma mesma política monetária e cambial de países com profundas disparidades nos níveis de desenvolvimento económico e social e que, por isso mesmo, tinham e têm necessidades diferenciadas, veio agravar todas as desigualdades e desequilíbrios pré-existentes. (já para não falar nos constrangimentos impostos à política orçamental e fiscal e nos constrangimentos decorrentes do mercado único e demais políticas comuns)

Tínhamos e tivemos razão! Temos razão! Mais do que nunca, a força da verdade, confronta as mentiras dos que, ontem como hoje, querem atrelar Portugal à dependência e subordinação.

Ao longo de uma década, o crescimento acumulado da nossa economia foi zero. Uma década perdida! Portugal viu acentuar-se a sua condição de Estado dependente, subordinado e periférico. A produção industrial e agrícola globalmente paralisou ou retrocedeu. O endividamento externo (público e privado) disparou, o desemprego e a precariedade dispararam, os salários reais encolheram, apesar dos lucros terem crescido significativamente no mesmo período. Em Portugal como no conjunto da Zona Euro. Assim se vê a quem serviu e a quem serve o Euro.

E é em nome da manutenção do Euro e da manutenção de Portugal no Euro que hoje justificam todos os sacrifícios, todos os roubos, toda a destruição económica, toda a devastação social. Para no fim, como se viu, agravarem todas as dependências, todas as desigualdades, todos os desequilíbrios no seio da própria Zona Euro. E agravam-nos a um ponto que prenuncia, a prazo, uma inevitável ruptura.

Quando tal acontecer, não tardará que venham atirar para as costas dos mesmos de sempre os custos dessa ruptura.

Pela nossa parte, há muito que denunciamos o que hoje se tornou evidente: a incompatibilidade radical entre a permanência no Euro e na União Económica e Monetária e um projecto de desenvolvimento democrático e soberano do País, estribado na Constituição da República.

É hoje evidente que a integração de Portugal na União Económica e Monetária e a adesão ao Euro foram decisões erradas, com consequências devastadoras para o nosso país. Como é evidente que o futuro do país é inviável dentro do Euro. Não devíamos ter entrado. Mas também sabemos que a saída, hoje, não nos leva ao ponto de partida, e muito menos ao ponto em que estaríamos se não tivéssemos entrado.

Daí a importância da adopção de medidas que preparem o país (desde já) face a qualquer reconfiguração da Zona Euro. Uma preparação que deve ser feita não apenas em face de possíveis desenvolvimentos na crise da União Europeia, mas também em nome de uma saída de Portugal do Euro por decisão e interesse próprios, salvaguardando os interesses dos trabalhadores e do povo.

Uma preparação que deve ser articulada com um conjunto amplo de medidas, que incluam, impreterivelmente, uma urgente renegociação da dívida – nos seus prazos, juros e montantes, libertando-a da sua componente ilegítima, – a defesa, aumento e diversificação da produção nacional, a recuperação do controlo público, democrático, sobre sectores-chave da economia, a reposição dos salários, rendimentos e direitos roubados aos trabalhadores e ao povo português, e a assunção de uma política soberana que afirme o primado dos interesses nacionais sobre quaisquer constrangimentos decorrentes dos tratados e das políticas comuns da União Europeia.

Este é, evidentemente, um caminho de ruptura com o caminho ao qual PS, PSD e CDS amarraram o País. É o caminho que consubstancia a mudança de rumo necessária, a política alternativa, patriótica e de esquerda, que porá fim ao processo de empobrecimento e extorsão a que o País e o povo se encontram submetidos; uma política vinculada aos valores de Abril e que os projecta no presente e no futuro de Portugal.

Em Portugal, como na Europa, não podemos esperar que sejam aqueles que nos trouxeram ao desastre que venham agora resolver os problemas que criaram. Por esta cristalina razão, as próximas eleições para o Parlamento Europeu revestem-se de uma enorme importância.

No horizonte pairam sérias ameaças. Nestes últimos anos, direita e social-democracia, incluindo os seus representantes nacionais, aprovaram no Parlamento Europeu, no Conselho e nos Parlamentos Nacionais, sempre furtando-se ao debate público, um conjunto de instrumentos da maior gravidade.

O Pacto para o Euro Mais, o Semestre Europeu, a chamada Governação Económica e muito especialmente o Tratado Orçamental, apontam um objectivo claro e uma estratégia para o alcançar. O objectivo é o de impor o retrocesso social e civilizacional, garantindo uma continuação da sangria de recursos dos países da periferia. A estratégia para o conseguir passa por esvaziar as estruturas de poder mais próximas dos cidadãos e que estes melhor controlam e por promover uma inaudita concentração do poder político e económico, já não apenas num directório de potências, hegemonizado pela Alemanha, mas em instituições supranacionais, como a Comissão Europeia, que passam a ter nas mãos decisões fundamentais da vida de um País – política e opções orçamentais, emissão de dívida ou reformas de política económica, passam a estar sujeitas ao escrutínio prévio e aprovação destas entidades externas.

Estamos perante um projecto de domínio político e económico, de recorte neocolonial, bem embrulhado na retórica do "mais Europa", que visa eternizar as políticas associadas aos programas de intervenção do FMI e da UE e impedir qualquer projecto de desenvolvimento próprio, autónomo e soberano.

É este o projecto que – no Parlamento Europeu, no Conselho e na Assembleia da República – PSD, CDS e PS subscreveram e defendem.

É à luz deste projecto que devem ser lidas as manobras de propaganda em torno da suposta saída da troika do país. Sabem bem que, com troika ou sem troika, a vigência destes instrumentos a que amarraram o país criará as condições para eternizarem a política da troika.

Isto mesmo o assegurou a chanceler alemã, quando tratou de esclarecer, para que não existissem dúvidas, quais os objectivos do Tratado Orçamental. Dizia ela (e cito): "garantir que mudando os governos, não mude a política" (fim de citação).

É também a resposta a este projecto e a estas intenções o que estará em causa nas próximas eleições.

Uma resposta que encontra na CDU, no seu reforço e na eleição de mais deputados, a mais sólida garantia de rejeição deste caminho e de afirmação de um rumo alternativo.

É que o modelo e o sistema que as classes dominantes tentam impor aos povos da Europa não são inevitáveis!

A resposta dos trabalhadores e dos povos de vários países europeus à violenta ofensiva anti-social em curso na União Europeia mostra-nos que uma outra Europa é possível – uma Europa de progresso, de justiça social, de paz e de cooperação; uma Europa de Estados soberanos, livres e iguais em direitos; que reconheça o direito de cada povo a decidir as políticas (económicas e outras) que melhor lhe servem; que salvaguarde a democracia e a efectiva participação dos povos na determinação do seu destino.

Afirmaremos e lutaremos, nas instituições e fora delas, por um rumo alternativo!

Um rumo alternativo:

- Que recupere o comando político e democrático do processo de desenvolvimento, com a subordinação do poder económico ao poder político e a afirmação do Estado como estrutura determinante e referencial na economia;

- Que recupere para os Estados instrumentos de política económica, monetária, orçamental e cambial;

- Que tem na propriedade e gestão públicas de sectores estratégicos da economia uma condição para criar riqueza e distribuir de forma socialmente justa a riqueza criada;

- Que salvaguarde e reforce os serviços públicos; rejeitando e revertendo os processos de liberalização e privatização em curso ou já concluídos;

- Que reforce os direitos dos trabalhadores, incluindo o direito à contratação colectiva e a uma reforma digna;

- Que implemente medidas de combate à pobreza e à exclusão social;

- Que promova a convergência no progresso das normas sociais e ambientais, com a institucionalização do princípio da não-regressão;

- Que promova o desenvolvimento económico e o progresso social no quadro de uma relação sustentável e harmoniosa entre o homem e a Natureza;

- Que rejeite o militarismo e a guerra e promova a solução pacífica dos conflitos e o respeito pelo direito internacional.

No Parlamento Europeu, os deputados eleitos pela CDU:

- Sempre defenderam, defendem e defenderão firmemente os interesses portugueses, combatendo todas as decisões que os prejudiquem;

- Sempre apresentaram, apresentam e apresentarão medidas concretas para minimizar os condicionalismos e consequências negativas da integração;

- Sempre lutaram, lutam e lutarão contra as imposições supranacionais e as limitações à democracia e à vontade dos povos;

- Sempre tudo fizeram, fazem e farão para utilizar a favor do progresso de Portugal e do bem-estar dos portugueses todos os meios, recursos e possibilidades;

- E sempre agiram, agem e agirão em articulação solidária com a luta dos trabalhadores e dos povos de outros países, para romper com o processo de integração capitalista europeu e abrir caminho a um projecto de cooperação solidária, assente no progresso, nos valores da paz e da justiça social;

- Como sempre agiram, agem e agirão com a consciência de que nada pode impedir que a força e a vontade dos trabalhadores e do povo português, afirme e concretize o inalienável direito de decidirem do seu próprio destino, escolhendo os caminhos de soberania e desenvolvimento mais conformes com os seus interesses e aspirações, na melhor das tradições da história do nosso País.

Estas são razões que atestam da possibilidade, da necessidade e da justeza de elegermos mais deputados da CDU nestas eleições!

A situação do País e a solução para os problemas nacionais reclamam a ampla convergência dos que não se resignam perante um País com o futuro comprometido. Dos que sabem que Portugal não é um País pobre e se recusam a ver o seu país empobrecer. Dos que acreditam nas potencialidades existentes e que sabem que estas, se bem aproveitadas, podem abrir caminho a um País mais desenvolvido, mais justo e soberano.

A CDU é e será um espaço para essa ampla convergência. Uma força profundamente ligada ao pulsar da vida, aos trabalhadores, às populações, à juventude, aos agricultores, aos pescadores, aos pequenos e médios empresários, às suas inquietações, aos seus anseios e aspirações; uma força que não alimenta equívocos ou ilusões sobre as opções para resgatar o país do desastre; uma força que afirma com clareza, sem ambiguidades, os direitos e conquistas que dão dignidade à nossa vida colectiva; uma força que assume o direito à felicidade e à realização dos portugueses como projecto e objectivo de luta!

Um luta que convoca todos os que não estão dispostos a que a torrente de indignação e revolta que percorre o país desagúe num mar de resignação e desânimo; os que sabem, pelo contrário, que é possível transformar essa indignação e revolta em futuro!

Um futuro mais justo e desenvolvido – que está nas nossas mãos!

Hotel Altis, Lisboa, Segunda 10 de Fevereiro de 2014

terça-feira, 28 de janeiro de 2014

Eurodeputados do PCP promovem audição sobre a "Lei das Sementes"

Sementes da revolta



A chamada Lei das Sementes ainda pode ser travada, concluiu-se na audição sobre a proposta da Comissão Europeia (CE), promovida sexta-feira, 17, pelos deputados do PCP no Parlamento Europeu (PE).


A iniciativa, realizada no Instituto Jean Monet, em Lisboa, com o propósito de recolher mais opiniões, de divulgar a proposta de rejeição apresentada pelo PCP, e de projectar o movimento de contestação que se consolida por toda a Europa, ocorreu quando ainda está em discussão o projecto de regulamento sobre sementes e material de reprodução vegetal.

A proposta da CE, vulgarmente conhecida como Lei das Sementes, pretende substituir 15 diplomas normativos, mas o seu objectivo não é nem a simplificação de processos e taxas, nem a invocada defesa da segurança alimentar e da sustentabilidade ambiental, como notou o eurodeputado comunista João Ferreira na abertura da sessão. A intenção é «criar condições de concorrência» favoráveis à agro-indústria, limitando o mercado a um número reduzido de variedades comerciais.

Na verdade, explicou o membro do Comité Central do PCP, todas as espécies e o conjunto de operadores – de grande, média e pequena dimensão, comerciais e não-comerciais –, a ser aprovado o regulamento, ficariam obrigados a registar e certificar as sementes, facto que, sintetizou, ameaça a biodiversidade, o património genético comum, a livre reprodução, troca e venda por parte dos pequenos agricultores e horticultores, sobretudo. Promove-se, na prática, a liquidação de variedades antigas, raras e de polinização aberta que hoje são do domínio público.

O PCP recolheu dezenas de contribuições junto de organizações de agricultores e de defesa do meio ambiente. Daí resultaram cerca de 50 propostas de alteração apresentadas a Bruxelas, lembrou João Ferreira, para quem, no entanto, a questão está em obrigar ao chumbo de um projecto não-reformável pelos seus conteúdos e propósitos.

Nesse sentido, já depois de um vivo debate, apelou à intensificação do protesto que envolve milhares de agricultores e horticultores, consumidores e respectivas estruturas representativas; à conjugação de esforços e ao aumento da pressão sobre o deputados ao PE. Mas também sobre o Governo português, que terá uma palavra a dizer aquando da discussão e votação da proposta no Conselho Europeu.


«Caixa de Pandora»


Revolta, indignação, vontade de agir e mobilizar, foi o que perpassou em mais de uma dúzia de intervenções de representantes de associações como a CNA, GEOTA, LPN, Quercos, Círculo de Sementes de Mora, Ruralentejo, Aderavis, Anefa, CMPME, ANIMAR, ACEB, ARAMINHO, Projecto 270, LP Montemor-o-Novo, APA, Campanha pelas sementes livres, Confagri, Marp, ADR-Lafões, APOR-Coimbra, ADA-Castelo Branco, Alda ou Balflora. O envolvimento das comunidades rurais, dos seculares «guardiões das sementes», da generalidade da população, foi destacado como central para garantir a derrota de um processo que apenas beneficia os grupos monopolistas ligados à agro-indústria, como a Monsanto ou a Cargill, e, nas palavras de uma dirigente associativa, «abre a caixa de Pandora».

Todo um modo de vida frutífero e respeitador da natureza, passado de geração em geração, está em perigo. A agricultura familiar e tradicional é condenada por uma «aberração legislativa» que se propõe a catalogar milhares e milhares de espécies, expressou outro interveniente. Não o vão fazer.« Apenas aplicam multas», enunciou ainda outro participante.

Impedem a livre troca e preservação de sementes de espécies menos rentáveis à luz da grande produção uniformizada. Dos alimentos à floresta, passando por ervas e plantas medicinais, observaremos a erosão da diversidade autóctone. Desaparece, na sequência da coação, também a possibilidade de soberania alimentar dos países, concluiu-se.

«Com esta proposta, a CE revela-se em toda a dimensão de estrutura ao serviço dos conglomerados, neste caso agro-industriais», disse, por sua vez, João Frazão, da Comissão Política do Comité Central, no encerramento da audição.

«Quando todos forem obrigados a consumir as sementes produzidas numa qualquer fábrica ou laboratório secreto, não terão outro remédio senão adquirir as que se lhe apresentem, mais os pesticidas que lhes correspondam», vincou, antes de «manifestar a confiança de que, com a luta de todos, seremos capazes de derrotar esta ofensiva».

Avante! 23.Janeiro.2014


É fundamental uma boa votação na CDU nas europeias de 2014. Cerca de 90% das leis em Portugal têm origem no Parlamento Europeu.

terça-feira, 13 de novembro de 2012

Grande Greve Geral na Europa! 14.Novembro.2012

 
 
DISTRITO AVEIRO
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• Aveiro Praça Melo e Freitas 15:00 Concentração
• Ovar Junto ao Tribunal 15:30 Concentração
• Santa Maria da Feira Frente à Câmara Municipal 15:00 Concentração
• S. João da Madeira Praça Luis Ribeiro 15:00 Concentração

DISTRITO BEJA
• Beja Junto da Casa da Cultura 15:00 Concentração

DISTRITO BRAGA
• Barcelos Largo da Porta Nova 10:00 Praça da Greve
• Famalicão Praceta Cupertino Miranda 10:00 Praça da Greve
• Braga Praça Arcada 15:00 Concentração
• Guimarães Estação Camionagem 15:00 Concentração

DISTRITO BRAGANÇA
• Bragança Praça Cavaleiro Ferreira 15:30 Concentração/Distribuição

DISTRITO CASTELO BRANCO
• Covilhã Praça do Município (Prelourinho) 16:00 Concentração
• Castelo Branco Frente à Câmara Municipal 16:00 Concentração

DISTRITO COIMBRA
• Coimbra Praça da República 11:00 Concentração/Desfile até á Praça 8 de Maio

DISTRITO ÉVORA
• Évora Portas da Lagoa 14:30 Concentração/Desfile para a Praça do Geraldo

DISTRITO FARO
• Faro Jardim Manuel Bívar 15:00 Concentração

DISTRITO GUARDA
• Guarda Praça Luis de Camões (Praça velha) 14:30 Concentração

DISTRITO LEIRIA
• Marinha Grande Rotunda do Vidreiro 15:30 Concentração

DISTRITO LISBOA
• Lisboa Rossio 14:30 Concentração/Desfile

DISTRITO PORTALEGRE
• Portalegre Rua do Comércio em Portalegre (No Largo do Alentejano) 12H00 Concentração/Comício

DISTRITO PORTO
• Porto Praça da Liberdade 15:00 Concentração

DISTRITO SANTARÉM
• Torres Novas Av. 8 de Julho 10:30 Concentração
• Benavente Largo Nossa Senhora da Paz 10:30 Concentração
• Santarém Largo Cândido dos Reis 15:00 Concentração

DISTRITO SETÚBAL
• Almada/Seixal
• Almada Jardim da Cova da Piedade com desfile para o Laranjeiro (Praça da Portela) 10:00 Concentração/Desfile
• Seixal Corroios – Estrada Nacional com desfile para o Laranjeiro (Praça da Portela) 10:00 Concentração/Desfile
• Setúbal Praça da Greve (Jardim Quebedo) 09:30 Concentração
• Jardim Quebedo com desfile para o Largo da Misericórdia 10:30 Desfile
• Moita em Baixa da Banheira com desfile para o Barreiro “Largo Catarina Eufémia” 14:15 Concentração/Desfile
• Barreiro Largo da Santa com desfile para o “Largo Catarina Eufémia” 15:00 Concentração/Desfile
• Alcácer do Sal Largo Pedro Nunes 11:00 Concentração
• Grândola Largo Catarina Eufémia 11:00 Concentração
• Santiago do Cacém (*) Praça do Município 15:00 Concentração
• Sines Largo do Castelo 11:00 Concentração

DISTRITO VIANA DO CASTELO
• Viana do Castelo Praça da República 15:00 Concentração

DISTRITO VILA REAL
• Vila Real Largo junto do Palácio da Justiça 15:00 Concentração

DISTRITO VISEU
• Viseu Rossio 11:30 Concentração

AÇORES
• Angra do Heroísmo Alto das Covas 14.30 Horas Concentração
• Ponta Delgada Portas da Cidade 14.00 Concentração/Conferencia de Imprensa
• Horta A definir 15:00 Concentração

MADEIRA
• Funchal Praça Central (junto à estátua Gonçalves Zarco) 11:00 Concentração
Na Europa:
 

quinta-feira, 25 de outubro de 2012

Fim de linha

 
Há venda no Quiosque da Avenida, Ecomarché e Centro de Trabalho do PCP
 
Há dias, o primeiro-ministro Passos Coelho deslocou-se a Bruxelas para uma cimeira da UE, onde os seus congéneres de Espanha e Grécia, respectivamente Mariano Rajoy e Antonis Samaras, expressaram apreensões sobre o impacto social da crise económica nas seus países, conforme divulgou o presidente francês François Hollande.
 
Passos Coelho ficou mudo e quedo, optando por criticar Hollande por apresentar «versões» do que se passou na cimeira.
 
Todavia, viu-se forçado a dar a sua «versão», que consiste em confirmar a de Hollande: «Eu não trouxe à colação a execução do programa português», confessou ele.
 
Esta performance afundou-o em dois desastres: o de considerar que nada tinha a dizer do sofrimento em que o seu povo se estorce sob o jugo da troika, enquanto os seus «companheiros» da direita empedernida, Rajoy e Samaras, o fizeram sob irreprimível alarme, e o de isolar-se assim, em sujeição canina, aos ditames e conveniências da sra. Merkel. Que retribuiu, ao elogiar o governo Passista como «impressionante», por estar «a reduzir os salários».
 
Esta «impressionante» criatura exibiu-se, em ano e tal de governação, ora desmantelando à peça as conquistas sociais trazidas pela Revolução de Abril, ora chamando «piegas» aos portugueses.
Entre malfeitorias e bojardas, foi-se desenhando o perfil de Passos: um indivíduo que soletra bem a sua superficialidade e um político que desconhece e despreza, por inteiro, as malhas que tecem um povo e as provações de que a vida é feita para nela se viver ou sobreviver.
 
As recentes e erráticas decisões de Passos deram-lhe a estocada final. Primeiro foi a escandaleira da TSU, onde pretendia esbulhar os trabalhadores para «financiar» os patrões. Teve de abandonar esta medida inacreditável, para se meter noutra: o novo «pacote de austeridade» que, resumidamente, aplica um saque fiscal generalizado sobre quem trabalha, para esbulhar mais 2600 milhões de euros (para já...) no próximo ano.
 
Paulo Portas, cheirando o desastre, tratou de semear «silêncios» que os órgãos da CS fingem levar a sério e transformam em «tabus», tentando dar a ideia de que Portas «discorda» das medidas governamentais, embora o «tabu» desemboque na declaração de que o CDS... «apoia as medidas do Governo».
 
Nada sustém já o Executivo de Passos senão a teimosia, que o próprio confunde com determinação. Nenhum ministro se atreve a sair em público com medo das vaias, Passos determinou guarda-costas para todos eles, qual República das bananas, os protestos públicos sucedem-se em crescendo, críticas contundentes às medidas apresentadas surdem de todo o lado, incluindo os de notáveis do PSD e do CDS, os governantes movem-se em actos oficiais de fim de linha, como figuras de cera em papéis de museu, enquanto o País aguarda, suspenso, que este Orçamento maligno seja trucidado na Assembleia da República.
 
Cotejando Jerónimo de Sousa, estes «habilidosos» não chegaram longe com as suas vigarices, acabando por esbarrar na realidade de um País que tanto desatenderam.