Propostas Programa Eleitoral CDU Campo Maior

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terça-feira, 10 de novembro de 2015

C4 ÁLVARO CUNHAL (10.11.1913 - 13.06.2005)



Hoje fazia anos o Camarada Álvaro Cunhal.

Os C4 formaram-se no final de 2007 com o propósito de homenagear este grande homem, comunista, hoje voltamos a afirmar, Álvaro Cunhal era um dos Imprescindíveis.

«A questão que se nos coloca não é a de defendermos Álvaro Cunhal: a questão que se nos coloca é a de nos defendermos com Álvaro Cunhal – que o mesmo é dizer, defender o Partido»(Avante!)

C4
Nuno - Guitarra,
Miguel - Baixo e 2ª Voz,
Luís - Guitarra,
Paulitus - Voz,
Rui Skinner - Bateria


terça-feira, 5 de novembro de 2013

Comício Comemorativo do centenário de Álvaro Cunhal (Saída de Campo Maior)

 

 

Comício Comemorativo do centenário de Álvaro Cunhal

Lisboa, 15:00

Comício Comemorativo do centenário de Álvaro Cunhal, pelas 15h00, no Campo Pequeno, em Lisboa.
 
Sai um autocarro de Campo Maior pelas 8:30 do Jardim Municipal (Junto ao Ciclo).


Vida, pensamento e luta: exemplo que se projecta na actualidade e no futuro 

sexta-feira, 23 de agosto de 2013

Sala cheia no lançamento da Fotobiografia de Álvaro Cunhal




Intervenção de Jerónimo de Sousa, Secretário-Geral, Lisboa, Sessão de lançamento da Fotobiografia de Álvaro Cunhal.

Pode ser lida na totalidade aqui a intervenção.

quinta-feira, 20 de junho de 2013

O dia do "Centenário de Álvaro Cunhal" e a Exposição até 23.Junho.2013 no CCCM

 
 
Com a presença de umas largas dezenas de pessoas, entre as quais o Presidente da Autarquia Ricardo Pinheiro, o Vereador Sérgio Bicho, os deputados municipais João Muacho e António João Gonçalves e o Presidente da Junta de Freguesia de Degolados Florival Cirilo, cumpriu-se o programa pré-estabelecido pela Comissão Concelhia do Partido Comunista Português de Campo Maior, com o apoio da Câmara Municipal de Campo Maior, para as comemorações do Centenário de Álvaro Cunhal. Inaugurou-se a exposição, onde os 15 painéis presentes, que lá estarão até ao próximo dia 23, retratam o que foi a vida e o extra ordinário percurso desta grande personalidade portuguesa e comunista, do século XX e entrada no século XXI, o que muito bem frisou nesse momento, Fernando Carmosino, membro do Comité Central do P.C.P. e também da Comissão Organizadora.

Seguiu-se a exibição dum pequeno documentário sobre alguns momentos mais exaltantes da sua forte intervenção, quer na clandestinidade, quer no pós 25 de Abril, na sociedade portuguesa.

Por fim e para encerrar as actividades da tarde, assistimos a um colóquio moderado por António João Gonçalves que, em nome da Comissão Concelhia saudou e agradeceu à Câmara Municipal na pessoa do seu Presidente, que muito os honrou com a sua presença, a disponibilidade do Centro Cultural e de todo o apoio que receberam do "staf" daquela estrutura municipal. Ainda e também uma palavra de apreço para todos os que se associaram a esta iniciativa dos comunistas de Campo Maior, reconhecendo assim os méritos a este grande patriota que "hoje recordámos". De seguida deu a palavra ao Presidente Ricardo Pinheiro que numa breve mas calorosa intervenção , agradeceu o convite, referiu que não poderia faltar a este marcante acto pela grande figura que foi Álvaro Cunhal, identificando-se com alguns dos valores que o antigo dirigente comunista defendia, como uma sociedade mais justa e onde haja lugar para todos.

Por fim, foi a vez de Fernando Carmosino usar da palavra e durante largos minutos justificar o lema"Vida, Pensamento e Luta de Álvaro Cunhal", realçando a sua multifacetada intervenção no plano politico, social, cultural e artístico, a sua abnegação, tenacidade, lucidez, sacrifício (foi preso político cerca de 21 anos) e a sua grande dedicação ao seu partido de sempre, o Partido Comunista Português, com o objectivo supremo de servir os interesses de Portugal e dos Portugueses.

A iniciativa terminou ao serão, com a exibição do filme Cinco Dias Cinco Noites, baseado na obra literária de Álvaro Cunhal, com o mesmo nome.

Em suma e na nossa modesta opinião, um dia muito rico pela fortíssima mensagem que este grande Homem nos deixou para o nosso futuro e de Portugal, assim nós a consigamos ou queiramos assimilar, para que também nos possa ajudar a ultrapassar o momento tão difícil que muitas famílias portuguesas estão a atravessar. 

domingo, 16 de junho de 2013

Essa Vida Preciosa, Salvemo-la - Jorge Amado

 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Jorge Amado (10.Ago.1912 - 6.Ago.2001)
 
Álvaro Cunhal (10.Nov.1913 - 13.Jun.2005)
 
«Tão magro, de magreza impressionante, chupado a face fina e severa, as mãos nervosas, dessas mãos que falam, mal penteado o cabelo, um homem jovem mas fisicamente sofrido, homem de noites mal dormidas, de pouso incerto, de responsabilidades imensas e de trabalho infatigável, eu o vejo, sentado ao outro lado da mesa, diante de mim, falando com a sua voz um pouco rouca, os olhos ardentes no fundo de um longo e sempre vencido cansaço, e o vejo agora como há cinco anos passados, sua impressionante e inesquecível imagem: Álvaro Cunhal, conhecido por Duarte, o revolucionário português. Falava sobre Portugal, sobre que poderia falar?
 
Sua paixão e sua tarefa: libertar o povo português da humilhação Salazarista, libertar Portugal dessa já tão larga noite de desgraça, de silêncios medrosos, de vozes comprimidas, de alastrada e permanente fome do povo, de corvos clericais comendo o estômago do país, de tristes inquisidores saídos dos cantos mal iluminados das sacristias e da História para oprimir o povo e vendê-lo à velha cliente inglesa ou ao novo senhor norte-americano. Sua paixão e sua tarefa: fazer de Portugal outra vez um país independente e do povo português um povo novamente livre e farto e dono da sua natural alegria.
 
Ah! Aqueles cansados olhos fundos sorriam e a voz estrangulada de cólera se abria em doçura de palavras de amor para falar de Portugal e do povo português. Eu compreendia que aquele homem de magreza impressionante, de físico combalido pela dura ilegalidade perseguida, era o seu próprio país, seu próprio povo e que, com seu cansaço, sua fadiga de anos, sua rouca voz de velho sono, suas mãos ossudas, eles estava construindo a vida, o dia de amanhã, o mundo novo a nascer das ruínas fatais do Salazarismo.
 
Como era terno seu sorriso ao falar das festas populares nas aldeias do Minho ou dos homens rudes de Trás-os-Montes! Conhecia tudo do seu país e do seu povo, tudo o que era autêntico de Portugal, desde o mar-oceano com a sua história portuguesa e gloriosa até as vinhas ao sol e as cantigas e os poemas dos poetas reduzidos na sua grandeza pela censura fascista; desde as histórias heróicas dos militantes presos, torturados até à loucura e à morte, as tenebrosas histórias do Tarrafal, o campo de concentração mais antigo e mais cruel da Europa, até às doces histórias de amor da província portuguesa, com um sabor romântico das velhas legendas.
 
Contou-me coisas de espantar com sua voz ora doce, grávida de ternura, ora violenta de cólera desatada quando falava da fome dos trabalhadores, da opressão Salazarista sobre o povo, da opressão imperialista sobre a sua pátria de primavera e mar. (...) os comunistas portugueses, heróis anónimos do povo, os invencíveis, os que estão rasgando a noite fascista com a lâmina de sua audácia e de sua certeza para que novamente o sol da liberdade ilumine o país dos pescadores e das uvas. De um me disse: «Esse esteve no Brasil e aprendeu com vocês» (...) Falou do campo, dos homens que habitam as montanhas, daqueles que Ferreira de Castro, o grande romancista, descreveu em «Terra Fria» e «A Lã e a Neve». (...) Falou dos operários das cidades daqueles que Alves Redol descreveu em seus magníficos romances e contou da sua irredutível resistência ao regime Salazarista. (...) Naquela tarde como que me apossei por inteiro de Portugal, do melhor Portugal, do Portugal eterno, como se Álvaro Cunhal o trouxesse nas suas mãos ossudas, tão descarnadas e nervosas, como se trouxesse – e o trazia em verdade – no seu coração de revolucionário e patriota.
 
Voltei a vê-lo ainda uma vez, dias depois, e a longa conversa sobre Portugal continuou. Falou-me dos escritores, dos plásticos, dos pescadores, fadistas, e sobretudo da luta subterrânea, dura e difícil e jamais vencida. (...) Veio o processo, dentro dos métodos infames dos tribunais fascistas. Ali se ergueu Álvaro Cunhal (Militão morrera de torturas) e não era o réu, era o acusador, a voz de fogo a queimar o vergonhoso rosto dos carrascos do seu povo, dos vendilhões da sua pátria. (...) Pretendem matá-lo e nós sabemos que são frios assassinos os que querem matá-lo. É uma vida preciosa, preciosa para Portugal e para o mundo, ajudemos o povo português a salvá-la! (...) Há alguns meses eu estava em frente ao mar Pacífico, na costa sul do Chile, em Isla Negra, em casa de Pablo Neruda, meu companheiro de lutas de esperança. Uma figura de proa de barco se elevava em frente ao mar de ondas altas e violentas. Por isso falámos de Portugal e do seu destino marítimo. Contei ao poeta sobre Cunhal, e Pablo levantou-se, deixou-me com o pescador que parara para escutar-nos e quando voltou havia escrito esse maravilhoso poema que é «A Lâmpada Marinha» sobre Portugal, seu povo, Álvaro Cunhal e o dia luminoso de amanhã (...) Hoje o mais bravo dos filhos desse povo heróico, aquele que tudo sacrificou para ser fiel à esperança do povo está com sua vida ameaçada.»

Texto para a campanha internacional para a libertação de Álvaro Cunhal, 1954.
 

terça-feira, 4 de junho de 2013

Centenário de Álvaro Cunhal dia 8 de Junho no Centro Cultural de Campo Maior

 
 
 
A Comissão Concelhia de Campo Maior do Partido Comunista Português, tem o prazer de convidar a todas e todos os camaradas, simpatizantes, amigas e amigos e população em geral a participar nas comemorações do centenário do nascimento de Álvaro Cunhal, figura ímpar da história e da democracia em Portugal.
 
Comemorações que contam com a presença de Fernando Carmosino, membro do Comité Central do Partido Comunista Português. E o apoio da Câmara Municipal de Campo Maior.
 
Programação no Centro Cultural de Campo Maior:
 
16:00 - Inauguração da exposição "Vida , Pensamento e Luta de Álvaro Cunhal"
(patente ao público até dia 23 de Junho)


16:30 - Exibição do documentário - "Cadernos na Prisão"

17:00 - Colóquio "Vida , Pensamento e Luta de Álvaro Cunhal"

21:30 - Exibição do filme "Cinco Dias, Cinco Noites"
 
 
Muito poderia ser dito sobre Álvaro Cunhal e a sua obra.
 
A melhor forma de o recordar é dar continuidade à mesma.
 

segunda-feira, 21 de janeiro de 2013

Abertura das Comemorações do Centenário de Álvaro Cunhal - Intervenção de Jerónimo de Sousa


 Álvaro Cunhal “não é apenas fonte de inspiração, de ensinamento, de exemplo que nos mobiliza e referencial teórico para os combates que hão-de vir; é mais do que isso, é um combatente que nos acompanha com a sua opinião e análise muito concretas de resposta a problemas reais do nosso país e do nosso povo e no rasgar de novos horizontes para Portugal”. A afirmação foi proferida por Jerónimo de Sousa na sessão pública de abertura das comemorações do centenário do nascimento de Álvaro Cunhal, realizada esta tarde no Auditório da Faculdade de Medicina Dentária, em Lisboa, na qual participaram centenas de pessoas.
 
Para além do Secretário-geral do PCP, intervieram ainda José Capucho, do Secretariado do Comité Central, que chamou a atenção para diversos aspectos da vida e do pensamento de Álvaro Cunhal, e Débora Santos, da JCP, que lembrou a importância que o histórico dirigente comunista dava à juventude como importante força social e à JCP como organização revolucionária da juventude portuguesa. A seguir à intervenção da dirigente da JCP teve lugar um dos mais emotivos momentos da tarde, quando ecoou na sala a voz do próprio Álvaro Cunhal falando precisamente da juventude, da JCP e da marcante opção de abraçar o ideal comunista e aderir ao Partido – instrumento para a sua concretização.
 
A sessão contou ainda com as valiosas participações do pianista Fausto Neves, que interpretou, logo a abrir, temas de Prokofiev, Lopes Graça e Debussi, da banda filarmónica da Academia Almadense, do Coro Lopes Graça, das jovens Vanessa Borges e Sofia Lisboa e de Luísa Basto, que cantou o “Venceremos”. A sessão acabou com todos de pé, cantando a uma só voz A Internacional e A Portuguesa.
 
A próxima iniciativa central das comemorações do centenário de Álvaro Cunhal é um encontro com jovens, subordinado ao tema “A Alegria de Viver e de Lutar, Tomar Partido!”, no próximo dia 6 de Março, dia do aniversário do Partido, em Lisboa.
 
Cidade Universitária de Lisboa, 19 de Janeiro de 2013

domingo, 11 de novembro de 2012

escrito ao momento - fj

Poema de Filipe Jorge a Álvaro Cunhal (10.Novembro.1913 - 13.Junho.2005)

" álvaro

.

para além de todos os fotogramas míticos

para além de todas as vezes que contigo pessoalmente estive

para além da única vez - creio que em alter - que a sós estivemos

a imagem de ti de que mais gosto

- como já um dia escrevi -

é aquela em que ainda

"ninguém"

és



sentado no areal da praia das maçãs

- onde ainda hoje

nos sentamos

nós -


com as tuas magras coxas

e os escuros calções de banho

pejados de milhentas partículas de areia

matéria (de) contra

a matéria que

eras tu


os joelhos jovens

trazidos até à afiada ponta do teu queixo

- dobrado sobre ti mesmo te abraças a ti próprio -

do teu magro rosto de negros cabelos

ainda molhados do banho

repuxados atrás


deixando evidente a esquerda cartilagem da tua orelha

e o teu rosto assim sobre o lado virado

que frontalmente

nos olha

a objectiva de quem te fotografa

olha(s)


os braços tomando os joelhos

e ambas as mãos agarrando-os

à quase altura dos cotovelos


a tua boca esgueirando

um evidente sorriso

intimista

tímido

.

eu penso-te tímido - tal como eu sou

ainda que não o aparentemos

pois tudo somos capazes

de simultaneamente

ousar -

.

ao lado

entre as areias enrodilhada

repousa uma branca toalha

sinal que alguém por ali

andou...

já que tu directamente sobre

as partículas de nada

que tudo são

te sentas

.

estaria o teu pensamento apenas centrado

sobre quem te fotografava

ou já naqueles anos trinta

olhavas um além

que nunca mais

poderemos

vislumbrar

.

ainda assim acredita

continuamos na senda desse olhar

aqui te o asseguro eu/nós/

o todo/o nosso partido/e não só/

caminhamos

.

fj

escrito ao momento "

quarta-feira, 13 de junho de 2012

Álvaro Cunhal (10.11.1913 - 13.06.2005) "Uma Chama não se prende"

 
 
Uma chama não se prende

Rodeado de paredes
rodeadas de muros altos
que foram depois muralhas
um preso encarcerado
ao longo da terrível década de 50

inteira
Não cedeu.

Levado a tribunal
em 3 e 10 de Maio de 1950

só então fica a saber que Militão e Sofia
presos com ele torturados não «falaram»

não cederam E que esse grande patriota Militão
Ribeiro fazendo greve da fome foi morto
Perante o tribunal acusa os seus acusadores
Defende o seu Partido a sua acção
e a sua orientação política

Ponto a ponto responde às calúnias
que são os porcos argumentos do ódio
e do terror de estado Ponto a ponto
responde com o orgulho do homem livre
e o vigor da inteligência Responde por si
e pelos seus como quem acusa
e ameaça Ameaça o inimigo que o tem preso
Dos 11 anos seguidos, preso,
14 meses incomunicável,
8 anos em isolamento
E não cedeu Nunca cedeu
Agora na humidade salina da cela
contra o eco do estrondo do mar
que não esquece/e grita/contra a fortaleza
contra a corrente contínua dos dias e das noites
este homem livre é uma chama
uma lâmpara marina

Não cede lê e desenha lê
e estuda e escreve este homem livre
que está preso e é uma chama
açoitada pelo vento e pelo silêncio
numa cela
Não cede e escreve
A Questão Agrária
As lutas de classes em Portugal nos fins da Idade Média
e escreve uma tradução do Rei Lear
e escreve
Até Amanhã, camaradas

o homem livre encarcerado
fugiu enfim
colectivamente
a 3 de Janeiro de 1960

e nunca mais foi apanhado
 
Manuel Gusmão


(de «Três Curtos Discursos em Homenagem Póstuma a Álvaro Cunhal»)
 
 

terça-feira, 14 de junho de 2011

Álvaro Cunhal, o homem à frente no seu tempo.




Álvaro Barreirinhas Cunhal nasceu a 10 de Novembro de 1913 em Coimbra e faleceu a 13 de Junho de 2005 em Lisboa.

Álvaro Cunhal dedicou toda a sua vida ao ideal e projecto comunista, à causa da classe operária e dos trabalhadores, da solidariedade internacionalista, uma dedicação sem limites aos interesses do povo português, da soberania e independência de Portugal.
Intervindo com o seu Partido de sempre – o PCP – ao longo de mais de 74 anos de acção revolucionária, assumiu um papel ímpar na história portuguesa do Século XX, na resistência anti-fascista, pela liberdade e a democracia, nas transformações revolucionárias de Abril e em sua defesa, por uma sociedade livre da exploração e da opressão, a sociedade socialista.



Este post não é apenas uma recordação do camarada Álvaro, mas sim a confirmnação da continuidade do seu projecto revolucionário para Portugal. Sempre com os mais pobres e desfavorecidos. Por uma justa distribuição da riqueza criada e pelo fim da exploração do homem pelo homem. Pelo Comunismo e por uma sociedade socialista.

Até sempre, camarada.

A luta continua.




sábado, 12 de junho de 2010

Álvaro Cunhal, o homem, 5 anos depois da morte


De Álvaro Barreirinhas Cunhal, haverá certamente milhares de artigos políticos para o descrever, centenas de desenhos, pinturas e fotografias para o retratar, dezenas de obras literárias onde poderia certamente ser confundido com alguma das personagens, tal a intimidade e proximidade com que as descrevia. Várias tezes de doutoramento para se poder estudar todas as suas capacidades. Infelizmente não contamos com esse espaço nem capacidade para fazer trabalho tamanho. E, não o vamos fazer, principalmente porque o próprio nunca se viu em nenhuma destas situações por sua iniciativa. Limitando-se apenas a dar o seu melhor em prol dos outros, os mais desfavorecidos e oprimidos.

Vamos fazer uma modesta homenagem ao homem e à figura que comandou o Partido Comunista Portugês durante 31 anos. "Filho adoptivo do proletariado" como se descreveu em 1950 perante o tribunal.

Um homem à frente no seu tempo, como o prova a tese que defendeu em 1940 na Faculdade de Direito em Lisboa. Sobre a realidade social do aborto, onde consegui um 16 mesmo sendo avaliado por altas figuras do regime salazarista.

Foi no dia 13 de Junho de 2005, que nos deixou o nosso saudoso camarada, o mais importante militante do partido, o camarada Álvaro Cunhal.

O camarada Álvaro por diversas vezes esteve em Campo Maior, participando em várias iniciativas, desde comícios, sessões, encontros com a população e convívios como foram os casos de um almoço na sede da banda ou num convívio no centro trabalho no largo do terreiro, a seguir a um célebre comício, realizado debaixo de chuva intensa.

Quem teve a sorte e a felicidade de participar nestas importantes iniciativas, ficou com toda a certeza, mais rico, mais sábio e mais humano. Porque o camarada era um homem bom e um grande, grande amigo dos trabalhadores e de todos os que não tinham voz, e toda a sua vida foi feita de luta por uma sociedade melhor, mais justa, tendo como objectivo o Socialismo e o Comunismo.

Passados cinco anos da sua morte aqui te dizemos: obrigado por tudo o que nos deste.

Servindo-nos do prefácio de Francisco Melo no lançamento das Obras Escolhidas de Álvaro Cunhal que dizia o seguinte que passamos a citar:

"A obra teórica e politica de Álvaro Cunhal imprimiu de tal modo a sua marca no percurso de luta do PCP ao serviço dos trabalhadores, do povo e do país durante sete dezenas de anos que lhe conferiu a matriz da sua identidade própria e do seu projecto revolucionário. Estes, ao terem mostrado ser capazes de resistir e afirmar-se contra ventos e marés adversos da história, constituiram-se em património inalienável do partido a que Álvaro Cunhal dedicou a sua penetrante intelegência, a riqueza da sua multi facetada personalidade e a sua inexcedível capacidade de trabalho. Esse património, ao perviver e frutificar no quadro duma globalização capitalista rapace e terrorista, substancia uma responsabilidade iniludível do PCP. Na medida em que dá um alcance internacional, não obstante as suas originalidades e particularidades ,à sua experiência histórica de transformação revolucionária da sociedade."
Preservar esse património, desenvolvendo-o e enriquecendo-o, é a melhor prova do nosso reconhecimento, da nossa fidelidade à mensagem mais profunda de Álvaro Cunhal.

A luta continua.