Propostas Programa Eleitoral CDU Campo Maior

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terça-feira, 11 de fevereiro de 2020

Aline | Mãe Coragem | Filipe Jorge


maior é o povo - aqui é campo maior | Filipe Chinita | Página a Página

quarta-feira, 18 de dezembro de 2019

Museu Robinson fechado há mais de 4 meses por falta de pagamento da eletricidade




Por falta de pagamento da luz, o Museu Robinson tem as portas fechadas há mais de 4 meses.

Instalado na Igreja de S. Francisco, cuja recuperação custou milhões de euros ao erário público, o Museu Robinson tem em exposição permanente a Coleção Sequeira, composta por peças de arte sacra adquiridas pela Fundação Robinson e restauradas a suas expensas, num investimento da ordem do meio milhão de euros (se um dia houver auditoria à Fundação, talvez se saiba em rigor quanto foi gasto...).




Mas o Museu está há 4 meses fechado, com a eletricidade cortada:

- Os seus trabalhadores estão deslocados para as instalações da Câmara Municipal e chegaram a ter mais de 3 meses de salário em atraso, enquanto esperavam primeiro pela nomeação de novo Conselho Diretivo e, depois, pela sua tomada de posse, adiada, alegadamente, por gozo de férias do seu recém nomeado presidente.

- O seu espólio e instalações estão literalmente abandonados, sem os cuidados térmicos e de desumidificação que são imprescindíveis à sua boa manutenção e preservação.




Na passada reunião de Câmara, o Vereador da CDU questionou a presidente da Câmara sobre o assunto tendo obtido como reposta que "não pagavam a luz porque preferiam pagar os salários..."

A resposta foi dada pelo vice-presidente da Câmara que é também o atual presidente do Conselho Diretivo da Fundação Robinson...




Ora, quando a opção é entre pagar salários... ou abrir o Museu... ou deixar deteriorar as peças... alguma coisa não está bem...

Irão fechar os outros museus ou deixam de pagar salários?




E as peças? Deixam-se perder...?

Tem que haver um limite para a incompetência!



quinta-feira, 7 de fevereiro de 2019

Ministra da Cultura atribui Medalha de Mérito Cultural a Manuel Gusmão

(Poema escrito e dedicado ao momento por Filipe Jorge)

o
nosso
querido
e imprescindível
manuel.poeta maior!
maior que todos os
demais... nossos
e alheios
se
exceptuarmos
talvez herberto
e pessoa
mas
mui maior
do que eles..
e de que muitos mais
em tudo! o
demais

generoso e nobre e alto
in.comum.homem.
humano! de todo
o comum
.
fj

(Palavras da Sra. Ministra da Cultura sobre Manuel Gusmão na entrega da medalha)




quarta-feira, 4 de julho de 2018

Apresentação do livro " Conferência Karl Marx, Legado, Intervenção e Luta, Transformar o Mundo" - 5 Julho - Elvas


Apresentação do livro " Conferência Karl Marx, Legado, Intervenção e Luta, Transformar o Mundo", dia 5 de Julho na Biblioteca Municipal de Elvas.

sábado, 4 de novembro de 2017

AOS MORTOS VIVOS DO TARRAFAL - José Carlos Ary dos Santos




AOS MORTOS VIVOS DO TARRAFAL

Ao cabo de Cabo Verde
dobrado o cabo da guerra
quando o mar sabia a sede
e o sangue sabia a terra
acabou por ser mais forte
a esperança perseguida
porque aconteceu a morte
sem que se acabasse a vida.
Ao cabo de Cabo Verde
no campo do Tarrafal
é que o futuro se ergue
verde-rubro Portugal
é que o passado se perde
na tumba colonial,
ao cabo de Cabo Verde
não morreu o ideal.
Entre o chicote e a malária
entre a fome e as bilioses
os mártires da classe operária
recuperam suas vozes.
E vêm dizer aqui
do cabo de Cabo Verde
que não morreram ali
porque a esperança não se perde.
Bento Gonçalves torneiro
ainda trabalhas o ferro
deste povo verdadeiro
sem a ferrugem do erro.
Caldeira de nome Alfredo
fervilham no teu caixão
contra o ódio e contra o medo
gérmens de trigo e de pão.
E tu também Araújo
e tu também Castelhano
e também cada marujo
que morreu a todo o pano.
Todos vivos! Todos nossos!
vinte trinta cem ou mil
nenhum de vós é só ossos
sois todos cravos de Abril!
No campo do Tarrafal
no sítio da frigideira
hasteava Portugal
a sua maior bandeira.
Bandeira feita em segredo
com as agulhas das dores
pois o tempo do degredo
mudava o sentido às cores:
o verde de Cabo Verde
o chão da reforma agrária
e o Sol vermelho esta sede
duma água proletária.
Do cabo de Cabo Verde
chegam tão vivos os mortos
que um monumento se ergue
para cama dos seus corpos.
Pois se o sono é como o vento
que motiva um golpe de asa
é a vida o monumento
dos que voltaram a casa.
José Carlos Ary dos Santos

(poema feito aquando da trasladação para Portugal dos restos mortais dos 32 resistentes assassinados no Tarrafal)

terça-feira, 2 de maio de 2017

Fortaleza de Peniche: vale a pena lutar!


1 - No dia em que se assinalam 43 anos sobre a libertação dos presos políticos da cadeia fascista de Peniche, o PCP evoca a memória e homenageia todos os que, durante quase meio século, resistiram à opressão da ditadura fascista e que generosa, persistente e corajosamente deram muito das suas vidas, alguns a própria vida, para derrotar o terror fascista e conquistar a liberdade e a democracia. Recorda as dezenas de milhar de presos políticos pela ditadura fascista e, de forma particular, os cerca de 2500 presos políticos da cadeia fascista de Peniche, muitos deles militantes do Partido Comunista Português, que se entregaram decisivamente à luta antifascista pela liberdade e a democracia, muitos dos quais dedicaram toda a sua vida para que fosse possível abrir as Portas de Abril e iniciar a construção de um Portugal democrático, de justiça e progresso, soberano e independente.

2 - Recordando a contribuição decisiva dada pelo PCP quer na oposição à então anunciada entrega a privados, quer para garantir a recuperação, requalificação e valorização enquanto Património nacional considera-se que o anúncio pelo Governo do programa para a Fortaleza de Peniche, bem como da garantia do financiamento público desse programa, é o resultado da luta em defesa da memória histórica e em defesa do património de Abril. Este anúncio constitui um passo significativo e importante na preservação da memória da luta antifascista e pela liberdade, e um acto de justiça e reconhecimento para com todos aqueles que lutaram para libertar o povo português da opressão da ditadura fascista e abrir as portas da liberdade com a Revolução de Abril que agora se comemora.

O PCP saúda todos os democratas, entre os quais os militantes comunistas e muitos outros antifascistas que, pela sua acção e luta, impediram a concessão a privados da Fortaleza de Peniche para fins hoteleiros, nunca desistiram da recuperação e valorização daquele espaço e souberam, pela sua força e unidade, transformar uma ameaça à preservação da memória da luta antifascista numa conquista de inegável valor para a salvaguarda daquele monumento e da memória histórica que acolhe. É deles, em primeiro lugar, a vitória hoje alcançada.

3 - As decisões agora anunciadas apontam para a concretização dos princípios contidos no documento produzido pelo Grupo Consultivo para a Fortaleza de Peniche que, de forma correcta e equilibrada, definem as bases para a recuperação, requalificação e valorização da Fortaleza de Peniche enquanto património nacional, monumento estratégico para a defesa da memória histórica, tendo como parte integrante e fundamental o núcleo museológico dedicado à denúncia da repressão fascista e à valorização da resistência antifascista e da luta pela liberdade e a democracia.

Foi essa desde sempre, a posição do PCP. O reconhecimento pelo Governo da importância desta função e desígnio da Fortaleza de Peniche é uma prova de que vale a pena lutar.

4 – A ideia base de ali instalar um núcleo museológico dedicado à resistência antifascista e à luta pela liberdade, e de submeter as restantes ocupações a esse desígnio principal é, na opinião do PCP, a base fundamental para dignificar aquele espaço e defender a memória histórica.

Definidas que estão as bases e o financiamento inicial para recuperação e valorização da Fortaleza de Peniche, o PCP considera que as variadas opções concretas para a utilização do espaço da Fortaleza terão ainda que ser alvo de ulterior análise mais detalhada, nomeadamente no que respeita ao equilíbrio entre as diversas valências, funções e ocupações, às formas concretas de financiamento e gestão e à calendarização de obras urgentes que sustenham a degradação da Fortaleza e do conjunto edificado ali instalado.

5 – O PCP saúda a população de Peniche, a Câmara Municipal de Peniche e os eleitos da CDU nesta autarquia, que ao longo dos últimos 12 anos desenvolveram, muitas vezes sem qualquer apoio do Estado, esforços para a recuperação da Fortaleza de Peniche. Saúda de forma particular todos os que se mobilizaram em defesa da Fortaleza de Peniche, nomeadamente a União de Resistentes Antifascistas Portugueses (URAP), que, de forma incansável, lutaram e lutam há décadas para que a Fortaleza de Peniche se afirme, como exigido há 43 anos, como um espaço de memória e de afirmação dos valores de Abril, “um espaço para visitar e não para ficar”.

NOTA DO GABINETE DE IMPRENSA DO PCP

27 Abril 2017

sábado, 12 de dezembro de 2015

Faleceu Maria Eugénia Cunhal


"A ideologia não é bom que venha pela cabeça. É bom que venha pelo coração, pelo afecto, e depois a cabeça arruma como é que esse afecto se concretiza. Acho eu que é assim, e que deve ser assim, para ser uma coisa verdadeiramente humana."

Eugénia Cunhal, sobre o Comunismo.


NOTA DO SECRETARIADO DO COMITÉ CENTRAL DO PCP

O Secretariado do Comité Central do Partido Comunista Português informa, com profunda mágoa e tristeza, do falecimento, aos 88 anos, de Maria Eugénia Cunhal, militante comunista, com uma vida dedicada à luta contra o fascismo, pela liberdade, contra a exploração capitalista, pela democracia, pela paz, o socialismo e o comunismo.

Nascida a 17 de Janeiro de 1927 em Lisboa, foi professora de inglês, tradutora, jornalista e escritora, filha de Mercedes e Avelino Cunhal, e irmã de Álvaro Cunhal, desde sempre conviveu com a luta antifascista e com os ideais da liberdade e da democracia, cedo conheceu a realidade da repressão fascista, com apenas dez anos visita o seu irmão Álvaro Cunhal na prisão.

Maria Eugénia Cunhal foi presa pela PIDE com 18 anos, e foi várias vezes detida para interrogatórios, quando o seu irmão Álvaro Cunhal se encontrava na clandestinidade.

Quando questionada sobre quando abraçou o ideal comunista, respondeu “É difícil dizer. Porque, no fundo, acho que sempre fui comunista, desde que tenho cabeça para pensar. Mas muito cedo, a minha opção foi tomada muito cedo, sem dúvida nenhuma.”

Maria Eugénia Cunhal é autora das obras O Silêncio do Vidro (1962), a História de Um Condenado à Morte (1983), As Mãos e o Gesto (2000), Relva Verde Para Cláudio (2003) e Escrita de Esferográfica (2008).

Publicou entre 1947 e 1951, na revista Vértice, vários poemas com o pseudónimo de «Maria André».

Fez a primeira tradução portuguesa dos contos de Tchekov, Os Tzibukine (1963).

Actualmente estava organizada no Sector Intelectual-Artes e Letras da Organização Regional de Lisboa do PCP.

Modesta, discreta, dedicada, fraterna, Maria Eugénia Cunhal deixa-nos o seu exemplo de verticalidade e firmeza de carácter, o amor aos outros, o interesse pelo ser humano, contra a exploração, contra a desigualdade.

O Secretariado do Comité Central endereça aos seus filhos, netos e restante família, as suas sentidas condolências.

O corpo estará em câmara ardente na Sociedade de Instrução e Beneficência «A Voz do Operário» em Lisboa, a partir das 11 horas de sexta-feira, dia 11 de Dezembro.

O Funeral sairá às 11.00 horas de sábado, dia 12 de Dezembro, para o cemitério do Alto de São João e a cremação será as 12.00 horas.

10 Dezembro 2015

terça-feira, 10 de novembro de 2015

C4 ÁLVARO CUNHAL (10.11.1913 - 13.06.2005)



Hoje fazia anos o Camarada Álvaro Cunhal.

Os C4 formaram-se no final de 2007 com o propósito de homenagear este grande homem, comunista, hoje voltamos a afirmar, Álvaro Cunhal era um dos Imprescindíveis.

«A questão que se nos coloca não é a de defendermos Álvaro Cunhal: a questão que se nos coloca é a de nos defendermos com Álvaro Cunhal – que o mesmo é dizer, defender o Partido»(Avante!)

C4
Nuno - Guitarra,
Miguel - Baixo e 2ª Voz,
Luís - Guitarra,
Paulitus - Voz,
Rui Skinner - Bateria


sexta-feira, 7 de agosto de 2015

Apresentação do livro "A Resistência Antifascista em Campo Maior" de José Leão na CURPI


Domingo será apresentada a obra literária de José Leão sobre a resistência antifascista em Campo Maior. 

O autor, presente na sessão, desvendará histórias desta heróica luta, muitas delas vividas  e sentidas na primeira pessoa, e as restantes, património memorial do enorme coletivo que desde sempre combateu o regime de Salazar e Caetano, também, na nossa vila. 

Nas instalações da CURPI, pelas 15H do próximo Domingo 9 de Agosto. Contamos com a presença de todos os amantes da liberdade e democracia.

Trás outro amigo também

quinta-feira, 14 de maio de 2015

DIA DA ESPIGA, Ester Cid.



DIA DA ESPIGA

No meu Alentejo, a quinta feira da espiga tinha um simbolismo uma força e uma alegria para todas as pessoas que amam a terra.

Hoje as lágrimas de solidão, regam os campos secos de uma terra roubada e de uma reforma agrária adiada.

Meu Alentejo sofrido, diz por mim às papoilas vermelhas que teimam solitariamente guardar os campos,e a todas as aves, que um dia destes, ainda havemos de cantar.

Ester Cid.

2014

segunda-feira, 5 de janeiro de 2015

Carlos Aboim Inglez



CARLOS ABOIM INGLEZ

Carlos Aboim Inglez, foi um intelectual comunista português, militante e dirigente do PCP, nasceu em Lisboa a 5 de Janeiro de 1930 e faleceu a 13 de Fevereiro de 2002, com 72 anos.

Foi estudante do Curso de Histórico-Filosóficas da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, empregado de livraria e delegado de propaganda médica, Carlos Aboim Inglez empenhou-se desde muito jovem na luta antifascista, desenvolvendo intensa actividade em colectividades populares e tornando-se dirigente do Movimento Associativo Estudantil, do Movimento da Paz e do MUD-Juvenil.

Membro do PCP desde 1946 e funcionário do Partido na clandestinidade desde 1953, assumiu diversas responsabilidades, tendo estado preso nas cadeias fascistas, durante dez anos.
Esteve preso durante o regime fascista, altura em que tentou traduzir a "Fenomenologia do Espírito" de Hegel - tendo ficado pela "Introdução".

Tornou-se membro suplente do Comité Central em 1958 tendo passado a membro efectivo em 1974.
Foi membro do Executivo e do Secretariado da Direcção de Organização Regional de Lisboa e responsável pelo Sector Intelectual. Desde 1990 que era membro da Secção Internacional.

Aboim Inglez foi deputado à Assembleia da República e vice-Presidente do Grupo Parlamentar do PCP e também deputado ao Parlamento Europeu.

Foi membro da Comissão Central de Controlo e Quadros e quando morreu pertencia ao Comité Central e à Comissão Central de Controlo.

Aboim Inglês preocupou-se, nos últimos anos de vida, sobre o tema da globalização, sob uma perspectiva marxista, articulando-a com a noção de fases na mundialização do capitalismo e a noção de imperialismo.

Poeta, mostrou grande interesse pela poesia portuguesa, como se nota no facto de incluir várias notas sobre poesia no "Avante!", como a respeito de Sá de Miranda, Camões ou Gil Vicente. Interessava-o as relações entre o pensamento materialista e a controvérsia medieval entre o realismo e nominalismo.

Quando morreu, pediu para ser cremado ao som do Coro dos Escravos da Ópera Nabucco, de Verdi.

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UMA GOTA NO CAUDAL

Sozinhos, que somos nós?
Gota de água diminuta
sumida da terra enxuta....
Nem a sede de uma boca
pode assim ser saciada,
porque sós não somos nada,
nem fonte de nenhum rio,
nem onda do mar ou espuma,
maré de coisa nenhuma.

Gota a gota a terra bebe.
rompe o ventre e verte um fio,
cresce a fonte e faz-se rio.
Quantas rotas tem o mar?
Quantas vagas a maré?
Quem as conta perde o pé.
Gota a gota. Cada é pouca.
Mas se a vida é una e vária
cada gota é necessária.

Mesmo sós sejamos sempre
uma gota no caudal,
diminuta, fraternal.

Carlos Aboim Inglez


segunda-feira, 17 de novembro de 2014

Até sempre, camarada José Casanova


José Casanova na CURPI em Campo Maior

À família do camarada
José Casanova
À Direcção do PCP

Consternados com o desaparecimento físico do camarada José Casanova, os comunistas do distrito de Portalegre prestam sentida homenagem e curvam-se perante o seu grande exemplo de lutador intransigente em defesa dos trabalhadores e do povo português; exemplo forte de afirmação dos valores e princípios comunistas que marcam a sua intervenção como dirigente do Partido Comunista Português.

O desaparecimento físico do camarada José Casanova empobrece o nosso convívio e a nossa intervenção. Mas o seu exemplo de grande lutador e abnegado defensor dos trabalhadores e do povo e do seu/nosso Partido impelem-nos a prosseguir a sua luta que é a nossa luta em defesa dos nobres Valores de Abril para um Portugal mais justo e fraterno; a sua luta que é a nossa luta por um PCP mais forte ao serviço dos trabalhadores e do nosso país.

A Direcção da Organização Regional de Portalegre do Partido Comunista Português


15.Nov.2014

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José Casanova esteve em Campo Maior durante a apresentação do livro "A Reforma Agrária é Necessária" de António Gervásio em representação da Editorial Avante! 20 de Fevereiro de 2010.


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Nota do secretariado do Comité Central do PCP


O Secretariado do Comité Central informa que faleceu hoje, após doença grave, José Casanova, membro do Comité Central do Partido Comunista Português.

José Casanova nasceu no Couço em 1939, onde desde muito novo viveu acontecimentos da luta antifascista nesta terra de resistência dos trabalhadores e do povo contra a exploração e a opressão, pela liberdade e a democracia.

Aderiu ao Partido Comunista Português em 1958, com 19 anos, e as suas primeiras actividades políticas foram desenvolvidas na União da Juventude Portuguesa, de cuja Direcção fez parte.
Assumiu como jovem comunista papel destacado nas candidaturas democráticas de Arlindo Vicente e Humberto Delgado em 1958. Desempenhou tarefas partidárias em vários pontos do País nas décadas de 50 e 60 do século XX.

Preso pela PIDE em 1960, julgado e condenado a dois anos de prisão, foi sujeito às chamadas “medidas de segurança” que o forçaram a permanecer cerca de seis anos nas prisões fascistas.
Entre 1971 e 1974, José Casanova esteve exilado na Bélgica, prosseguindo aí a sua actividade partidária, quer junto dos emigrantes portugueses – foi Presidente da Associação dos Portugueses Emigrados na Bélgica – quer em contactos com os movimentos de libertação das ex-colónias: MPLA, PAIGC e FRELIMO.

Regressado a Portugal em Abril de 1974, assumiu tarefas partidárias na Organização Regional de Lisboa.

Membro do Comité Central do PCP desde 1976. Foi membro da Comissão Política de 1979 a 2008. Entre outras tarefas foi responsável pela Organização Regional de Lisboa de 1989 a 1996 e pela Organização Regional de Santarém entre 1997 e 1998.

José Casanova foi director do “Avante!”, Órgão Central do PCP, entre 1997 e Fevereiro de 2014. Actualmente era responsável pela Comissão Nacional da Cultura.

Salienta-se ainda a sua produção no campo literário, com os romances “Aquela Noite de Natal”, “O Caminho da Aves” e “O Tempo das Giestas”, bem como com outras obras, nomeadamente o livro sobre Catarina Eufémia, recentemente editado, e diversos trabalhos e participações.

José Casanova faleceu. Deixa-nos a sua intervenção dedicada como militante e dirigente do PCP nas mais diversas tarefas e responsabilidades e a sua sensibilidade e contribuição no plano cultural. A melhor homenagem que lhe podemos prestar é prosseguir a luta do seu Partido de sempre, o Partido Comunista Português, ao serviço dos trabalhadores, do povo e do País, pelo ideal e projecto comunista.

À família do camarada José Casanova, o Secretariado do Comité Central do PCP endereça as suas mais sentidas condolências.

15 Novembro 2014

sexta-feira, 25 de abril de 2014

Cântico




Canto-vos
O desencanto
A agonia
A magoa
A dor
Do amor e desamor
De quem quer tanto
E crê
Na existência una
Que possui a capacidade de gerar um ser
Um mundo
Mas que em agonia
Vem ao cimo do nível
Pedindo mais ar
Mais vontade
Mais luta
Mais capacidade e consciência
Mais gente em forma de multidão
Menos umbigo
Menos beija mão
Menos resignação
Menos paciência
Eu que me desconheço
Não quero morrer em vão
Mas hoje
Ou ontem
Já nem sei
Tomei na minha mão
Esta vontade
Este dom
Esta determinação
De ousar não temer a dor
Não temer a contradição
Da classe
Que fiz ainda inconsciente
Mas que mesmo sem ela saberia existir em mim
Esta vontade
De gritar em alta voz
NÃO
E dizer basta
Mais uma vez não nos erguemos
Enquanto seres
E se deixarmos que outros nos subjuguem
Nos menosprezem
Nos tirem a voz
A vontade e o pão
Então
Nada mais resta
E nós
Ou morremos à fome pedido migalhas
Ou nos fazemos maiores
Pela indignação
E nada de dizer em voz baixinha
Que me dói a alma
Que sofro
E não consigo mais
BASTA
Basta de ladainhas
E agora
Se alguém chorar
Se alguém gritar
Se alguém perder
Que não sejamos mais nós
E em choros erguemos a espada
Da ultima e derradeira opção
Que em cada homem
Depois do nada
Como por milagre surge na mão
A espada
Que dilacera
Que magoa
Que fere
Mas que o faz com razão
Há limites
Há limites para a nossa humilhação
E façamos dos cravos a cor rubra
Da razão
Mudemos a cor dos olhos
E deixemos o sangue sair das veias
Não
Não e Não
Já tenho mais nada a perder
Depois de me levarem o chão
 

Zeza Silva, 25 de Abril de 2014

quinta-feira, 20 de junho de 2013

O dia do "Centenário de Álvaro Cunhal" e a Exposição até 23.Junho.2013 no CCCM

 
 
Com a presença de umas largas dezenas de pessoas, entre as quais o Presidente da Autarquia Ricardo Pinheiro, o Vereador Sérgio Bicho, os deputados municipais João Muacho e António João Gonçalves e o Presidente da Junta de Freguesia de Degolados Florival Cirilo, cumpriu-se o programa pré-estabelecido pela Comissão Concelhia do Partido Comunista Português de Campo Maior, com o apoio da Câmara Municipal de Campo Maior, para as comemorações do Centenário de Álvaro Cunhal. Inaugurou-se a exposição, onde os 15 painéis presentes, que lá estarão até ao próximo dia 23, retratam o que foi a vida e o extra ordinário percurso desta grande personalidade portuguesa e comunista, do século XX e entrada no século XXI, o que muito bem frisou nesse momento, Fernando Carmosino, membro do Comité Central do P.C.P. e também da Comissão Organizadora.

Seguiu-se a exibição dum pequeno documentário sobre alguns momentos mais exaltantes da sua forte intervenção, quer na clandestinidade, quer no pós 25 de Abril, na sociedade portuguesa.

Por fim e para encerrar as actividades da tarde, assistimos a um colóquio moderado por António João Gonçalves que, em nome da Comissão Concelhia saudou e agradeceu à Câmara Municipal na pessoa do seu Presidente, que muito os honrou com a sua presença, a disponibilidade do Centro Cultural e de todo o apoio que receberam do "staf" daquela estrutura municipal. Ainda e também uma palavra de apreço para todos os que se associaram a esta iniciativa dos comunistas de Campo Maior, reconhecendo assim os méritos a este grande patriota que "hoje recordámos". De seguida deu a palavra ao Presidente Ricardo Pinheiro que numa breve mas calorosa intervenção , agradeceu o convite, referiu que não poderia faltar a este marcante acto pela grande figura que foi Álvaro Cunhal, identificando-se com alguns dos valores que o antigo dirigente comunista defendia, como uma sociedade mais justa e onde haja lugar para todos.

Por fim, foi a vez de Fernando Carmosino usar da palavra e durante largos minutos justificar o lema"Vida, Pensamento e Luta de Álvaro Cunhal", realçando a sua multifacetada intervenção no plano politico, social, cultural e artístico, a sua abnegação, tenacidade, lucidez, sacrifício (foi preso político cerca de 21 anos) e a sua grande dedicação ao seu partido de sempre, o Partido Comunista Português, com o objectivo supremo de servir os interesses de Portugal e dos Portugueses.

A iniciativa terminou ao serão, com a exibição do filme Cinco Dias Cinco Noites, baseado na obra literária de Álvaro Cunhal, com o mesmo nome.

Em suma e na nossa modesta opinião, um dia muito rico pela fortíssima mensagem que este grande Homem nos deixou para o nosso futuro e de Portugal, assim nós a consigamos ou queiramos assimilar, para que também nos possa ajudar a ultrapassar o momento tão difícil que muitas famílias portuguesas estão a atravessar. 

domingo, 16 de junho de 2013

Essa Vida Preciosa, Salvemo-la - Jorge Amado

 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Jorge Amado (10.Ago.1912 - 6.Ago.2001)
 
Álvaro Cunhal (10.Nov.1913 - 13.Jun.2005)
 
«Tão magro, de magreza impressionante, chupado a face fina e severa, as mãos nervosas, dessas mãos que falam, mal penteado o cabelo, um homem jovem mas fisicamente sofrido, homem de noites mal dormidas, de pouso incerto, de responsabilidades imensas e de trabalho infatigável, eu o vejo, sentado ao outro lado da mesa, diante de mim, falando com a sua voz um pouco rouca, os olhos ardentes no fundo de um longo e sempre vencido cansaço, e o vejo agora como há cinco anos passados, sua impressionante e inesquecível imagem: Álvaro Cunhal, conhecido por Duarte, o revolucionário português. Falava sobre Portugal, sobre que poderia falar?
 
Sua paixão e sua tarefa: libertar o povo português da humilhação Salazarista, libertar Portugal dessa já tão larga noite de desgraça, de silêncios medrosos, de vozes comprimidas, de alastrada e permanente fome do povo, de corvos clericais comendo o estômago do país, de tristes inquisidores saídos dos cantos mal iluminados das sacristias e da História para oprimir o povo e vendê-lo à velha cliente inglesa ou ao novo senhor norte-americano. Sua paixão e sua tarefa: fazer de Portugal outra vez um país independente e do povo português um povo novamente livre e farto e dono da sua natural alegria.
 
Ah! Aqueles cansados olhos fundos sorriam e a voz estrangulada de cólera se abria em doçura de palavras de amor para falar de Portugal e do povo português. Eu compreendia que aquele homem de magreza impressionante, de físico combalido pela dura ilegalidade perseguida, era o seu próprio país, seu próprio povo e que, com seu cansaço, sua fadiga de anos, sua rouca voz de velho sono, suas mãos ossudas, eles estava construindo a vida, o dia de amanhã, o mundo novo a nascer das ruínas fatais do Salazarismo.
 
Como era terno seu sorriso ao falar das festas populares nas aldeias do Minho ou dos homens rudes de Trás-os-Montes! Conhecia tudo do seu país e do seu povo, tudo o que era autêntico de Portugal, desde o mar-oceano com a sua história portuguesa e gloriosa até as vinhas ao sol e as cantigas e os poemas dos poetas reduzidos na sua grandeza pela censura fascista; desde as histórias heróicas dos militantes presos, torturados até à loucura e à morte, as tenebrosas histórias do Tarrafal, o campo de concentração mais antigo e mais cruel da Europa, até às doces histórias de amor da província portuguesa, com um sabor romântico das velhas legendas.
 
Contou-me coisas de espantar com sua voz ora doce, grávida de ternura, ora violenta de cólera desatada quando falava da fome dos trabalhadores, da opressão Salazarista sobre o povo, da opressão imperialista sobre a sua pátria de primavera e mar. (...) os comunistas portugueses, heróis anónimos do povo, os invencíveis, os que estão rasgando a noite fascista com a lâmina de sua audácia e de sua certeza para que novamente o sol da liberdade ilumine o país dos pescadores e das uvas. De um me disse: «Esse esteve no Brasil e aprendeu com vocês» (...) Falou do campo, dos homens que habitam as montanhas, daqueles que Ferreira de Castro, o grande romancista, descreveu em «Terra Fria» e «A Lã e a Neve». (...) Falou dos operários das cidades daqueles que Alves Redol descreveu em seus magníficos romances e contou da sua irredutível resistência ao regime Salazarista. (...) Naquela tarde como que me apossei por inteiro de Portugal, do melhor Portugal, do Portugal eterno, como se Álvaro Cunhal o trouxesse nas suas mãos ossudas, tão descarnadas e nervosas, como se trouxesse – e o trazia em verdade – no seu coração de revolucionário e patriota.
 
Voltei a vê-lo ainda uma vez, dias depois, e a longa conversa sobre Portugal continuou. Falou-me dos escritores, dos plásticos, dos pescadores, fadistas, e sobretudo da luta subterrânea, dura e difícil e jamais vencida. (...) Veio o processo, dentro dos métodos infames dos tribunais fascistas. Ali se ergueu Álvaro Cunhal (Militão morrera de torturas) e não era o réu, era o acusador, a voz de fogo a queimar o vergonhoso rosto dos carrascos do seu povo, dos vendilhões da sua pátria. (...) Pretendem matá-lo e nós sabemos que são frios assassinos os que querem matá-lo. É uma vida preciosa, preciosa para Portugal e para o mundo, ajudemos o povo português a salvá-la! (...) Há alguns meses eu estava em frente ao mar Pacífico, na costa sul do Chile, em Isla Negra, em casa de Pablo Neruda, meu companheiro de lutas de esperança. Uma figura de proa de barco se elevava em frente ao mar de ondas altas e violentas. Por isso falámos de Portugal e do seu destino marítimo. Contei ao poeta sobre Cunhal, e Pablo levantou-se, deixou-me com o pescador que parara para escutar-nos e quando voltou havia escrito esse maravilhoso poema que é «A Lâmpada Marinha» sobre Portugal, seu povo, Álvaro Cunhal e o dia luminoso de amanhã (...) Hoje o mais bravo dos filhos desse povo heróico, aquele que tudo sacrificou para ser fiel à esperança do povo está com sua vida ameaçada.»

Texto para a campanha internacional para a libertação de Álvaro Cunhal, 1954.
 

quinta-feira, 9 de maio de 2013

ramo de quinta-feira de espiga - Filipe Chinita






ramo de quinta-feira de espiga

                                                                               assim lhe chamamos

antes de mais
três espigas
para que
pão haja
todo
o
ano

(e)
três ramos de oliveira
para que o azeite
indispensável
complemento
não nos
falte

três brancos malmequeres
para que perdure
a paz

(e)
outros tantos amarelos
para que nos calhe  - já agora -
algum dinheirinho

três papoilas vermelhas
como desejo
de felicidade
e alegria
de
viver

composto
o ramo
ate-o
bem atado
                 - fortemente apertado -

(e)
por fim
não se esqueça
de
o (de)pendurar
para baixo
virado

como garantia
última

de
alcançar
o
tudo

que
almeja


mairo é o povo.aqui é campo maior - de Filipe Chinita - edição Página a Página


segunda-feira, 31 de dezembro de 2012

Liberdade - Sérgio Godinho



Viemos com o peso do passado e da semente
Esperar tantos anos torna tudo mais urgente
e a sede de uma espera só se estanca na torrente
e a sede de uma espera só se estanca na torrente

Vivemos tantos anos a falar pela calada
Só se pode querer tudo quando não se teve nada
Só quer a vida cheia quem teve a vida parada
Só quer a vida cheia quem teve a vida parada

Só há liberdade a sério quando houver
A paz, o pão
habitação
saúde, educação
Só há liberdade a sério quando houver
Liberdade de mudar e decidir
quando pertencer ao povo o que o povo produzir
quando pertencer ao povo o que o povo produzir

domingo, 25 de novembro de 2012

mora, novembro 25 fj - a camponesa MRP

 
 
a camponsesa - Manuel Ribeiro de Pavia
Mora
Novembro 25

1.
fogueiras
nas ruas

a espera
angustiante

...
a derrota
nas mãos
e não poder
agir

esperar
ainda
uma vez
mais

quanto
tempo
.
 
2.
25
de Novembro
a traição
ao tempo

a demora
da efectiva
mudança

...
a que
os tempos
irão colocar
exigir

e com
juros de
(de)Mora
.
 
3.
Mora
os teus soldados
de Novembro
regressando
a Tancos

chefes
maiores
de uma cólera
...
amordaçada
.
4.
Mora
e esta raiva
não menor
de agora

hordas
de cães
contra
as tuas gentes
...

os polvos
da terra
roubando
as tuas terras

Mora
com que sábio
carinho
as trataste

com que encanto
nelas cresceste
e te fizeste
maior
.
5.
grandes
as tuas assembleias
Mora

as UCPs
em peso

outro povo

...
o retintamente
melhor
de Mora

os que
as dificuldades
da vida
mais
escureceram

melhor
cristal
humano
talharam
.
6.
as tuas mulheres
operárias
dos campos

quantos rostos
cisgados
em cansaço

sorrisos
...
maduros
nesses
olhos
.
 
7.
assembleias
vestidas
de confiança

prenhes
de vivacidade
e alegria

pura beleza
...
pura força
de viver
.
 
8.
grandes
as tuas assembleias

qualquer
que fosse a hora

qualquer
que fosse o local

...
elas aí estavam
Mora

que rumor
de raiva
.
 
9.
Mora
que rumor
de raiva
surda
te irrompe
de dentro

ah a raiva
incontida
...

ah como
cantarás
os cânticos
da vitória

com que voz
rouca

que louca
alegria

te sairá
da voz

da tua voz
mais
profunda
mora
.
10.
sempre
às tuas ordens
Mora

e às suas
ordens
professor

amigo xitas
...

presidente
hoje
e sempre

o teu eterno
sorriso
pisco

um copo
de humanidade

levantemos
uma vez mais
as taças
.

11.
não mais
deixaremos
de estar
aqui

uns
com os outros
.
as lutas
...
que travámos
fizeram de nós
definitivamente
outros seres

bem melhores
do que antes
éramos
.

12.
obrigado
Mora
obrigado
ás tuas gentes

foi praticamente
aqui
que comecei
a ser gente
...
.
fj
25 nov.75
tinha acabado de fazer 20 anos a 11 de novembro
era revolucionário a tempo inteiro.
estava tuberculoso de sem horas lutar
e mal comer sem poiso
certo
.
mas assim me fiz eu.
amei aqueles tempos
e todas as todas mulheres
mora.
obrigado
.
fj
 
poema de Filipe Chinita, desenho de Manuel Ribeiro de Pavia

sexta-feira, 23 de novembro de 2012

DECLARAÇÃO ANTIGREVE - Alice Vieira

 
 
 
DECLARACÃO ANTIGREVE:

Eu,.............................................. ,
...

...NIF . ...........................,
Trabalhador/a da empresa.................................................,

DECLARO:

QUE estou absolutamente contra qualquer coação que limite a minha liberdade de trabalhar.

QUE, por isso, estou contra as greves, piquetes sindicais e qualquer tipo de violência que me impeçam a livre de
slocação e acesso ao meu posto de trabalho.

QUE por um exercício de coerência com esta postura, e como mostra da minha total rejeição às violações dessas liberdades,
EXIJO:

1 º. QUE me seja retirado o benefício das 8 horas de trabalho diário, dado que este benefício foi obtido por meio de greves, piquetes e violência, e que me seja aplicada a jornada de 15 horas diárias em vigor antes da injusta obtenção deste benefício.

2 º. QUE me seja retirado o benefício dos dias de descanso semanal, dado que este beneficio foi obtido, por meio de greves, piquetes e violência, e que me seja aplicada a obrigação de trabalhar sem descanso de domingo a domingo.

3 º. QUE me seja retirado o benefício das férias, dado que este benefício foi obtido por meio de greves, piquetes e violência, e me seja aplicada a obrigação de trabalhar sem descanso os 365 dias do ano.

4 º. QUE me seja retirado o benefício dos Subsídios de Férias e de Natal, dado que este benefício foi obtido por meio de greves, piquetes e violência, e me seja aplicada a obrigação de receber apenas 12 salários por ano.

5 º. QUE me sejam retirados os beneficios de Licença de Maternidade, Subsídio de Casamento, Subsídio de Funeral dado que estes benefícios foram obtidos por meio de greves, piquetes e violência, e me seja a plicada a obrigação de trabalhar sem usufruir destes direitos.

6 º. QUE me seja retirado o benefício de Baixa Médica por doença, dado que este benefício foi obtido por meio de greves, piquetes e violência, e me seja aplicada a obrigação de trabalhar mesmo que esteja gravemente doente.

7 º. QUE me seja retirado o direito ao Subsídio de Baixa Médica e de Desemprego, dado que estes benefícios foram obtidos por meio de greves, piquetes e violência. Eu pagarei por qualquer assistência médica e pouparei para quando estiver desempregado/a.

8 º. E, em geral, me sejam retirados todos os beneficios obtidos por meio de greves , piquetes e violência que não estejam comtemplados por escrito.

9 º. DECLARO, também, que renuncio de maneira expressa, completa e permanente a qualquer beneficio atual ou futuro que se consiga por meio da greve do dia 14 de Novembro de 2012.

Com os melhores cumprimentos,