Propostas Programa Eleitoral CDU Campo Maior

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sábado, 14 de julho de 2018

Portalegre: faltam 150 enfermeiros mas Governo só autoriza seis

Apesar de estar assinalada a necessidade de mais 150 enfermeiros na Unidade Local de Saúde do Norte Alentejano, o Ministério da Saúde apenas autorizou a contração de seis, num concurso com 25 vagas.

A contratação de seis enfermeiros por tempo indeterminado para a Unidade Local de Saúde do Norte Alentejano (ULSNA) foi anunciada esta semana, no seguimento do concurso público com 25 vagas, aberto em Novembro de 2017.

Porém, nove meses depois, o Ministério da Saúde, com o aval das Finanças, só autorizou a contratação de seis enfermeiros, entre os 25 previstos no concurso, para integrarem os serviços do Norte Alentejano. O número está muito aquém dos 150 que são necessários e que estão assinalados na Norma para o cálculo de Dotações Seguras dos Cuidados de Enfermagem.

Em reacção, em declarações à Rádio Portalegre, Celso Silva do Sindicato dos Enfermeros Portugueses (SEP) lamentou o número reduzido de profissionais indicado pelo Ministério da Saúde, assinalando que «não resolvem nem de perto, nem de longe» os problemas causados pela grave carência de pessoal, mas também criticou o conselho de administração da ULSNA por «não ter desenvolvido todos os esforços necessários».

Em nota de imprensa, o PCP também considerou ser «inadmissível» a opção do Governo, «num quadro de grave carência de enfermeiros», sobretudo sabendo que são necessários 150 e tendo 25 enfermeiros escolhidos por um júri num concurso concluído.

«Quando existe o risco real de vários serviços poderem entrar em ruptura, esta decisão absurda só pode ser entendida como provocação aos doentes, aos profissionais de saúde e ao Norte Alentejano», acrescentam os comunistas, que por sua vez exigem do Governo « a rápida reparação da situação e, no mínimo, a contratação dos 25 enfermeiros que integram o concurso já concluído».

Nos últimos meses, os enfermeiros têm denunciado intensamente a falta crónica de pessoal nos diversos serviços de Saúde por todo o País, não sendo única esta situação expressa no Norte Alentejano.

12 DE JULHO DE 2018, Abril Abril

quinta-feira, 16 de fevereiro de 2017

Audição Pública sobre a saúde - Portalegre




No âmbito da Campanha promovida pela DRA do PCP, em defesa do Serviço Nacional de Saúde, realiza-se no próximo dia 24 de Fevereiro, a audição pública sobre as questões da saúde no distrito de Portalegre, com a presença do deputado do PCP, João Ramos, na sala da União de Freguesias da Sé e S. Lourenço, pelas 18h.

Participa e divulga!

quinta-feira, 26 de fevereiro de 2015

Deputado João Oliveira visita Hospital de Portalegre dia 27 de Fevereiro

João Oliveira - Deputado do P.C.P. na A.R.

Na próxima sexta-feira, 27 de fevereiro, o Senhor Deputado João Oliveira, acompanhado por membros da Direção de Organização Regional de Portalegre, reunirá com a Senhora Presidente do Conselho de Administração do Hospital de Portalegre pelas 16,30 horas, seguindo-se uma visita a serviços Urgência, Medicina, Cirurgia e Ortopedia do Hospital.

Estes encontros inserem-se na atividade habitual dos deputados comunistas de acompanhamento das questões locais e regionais e de aprofundamento do conhecimento dos problemas concretos das referidas entidades.

Após a visita, o Senhor Deputado fará uma declaração aos Senhores Jornalistas à Porta do Hospital.

Grupo Parlamentar do PCP

Lisboa, 17.fevereiro.2015

segunda-feira, 15 de setembro de 2014

35 anos do Serviço Nacional de Saúde



A encerrar o debate promovido pelo PCP sobre os 35 anos de SNS, Jerónimo de Sousa, destacou o papel do SNS como pilar fundamental do direito à saúde e por isso alvo preferencial da política assassina de sucessivos governos dos partidos do pacto de agressão (PS, PSD e CDS) com vista à sua destruição e entrega a privados, destacando também a luta, de utentes e profissionais da saúde, como única garantia de resistência e defesa de um SNS público, gratuito e de qualidade para todos.
Faz 35 anos, na próxima segunda-feira, dia 15 de Setembro, que foi publicada a lei 56/79 que pela primeira vez dá forma ao Serviço Nacional de Saúde, lei que integrou muitas das propostas políticas para a saúde apresentadas pelo PCP no seu VIII Congresso em 1976.
A criação de um serviço público de saúde resultou em Portugal da iniciativa revolucionária do povo e de muitos profissionais de saúde no contexto da Revolução de Abril. A Constituição da República Portuguesa designou-o como Serviço Nacional de Saúde e inscreveu-o como instrumento da concretização da responsabilidade prioritária do Estado em garantir o direito à saúde.
O SNS permitiu, ao longo das últimas décadas, extraordinários ganhos para a saúde e qualidade de vida dos portugueses, e no desenvolvimento do País. É preciso, pois, defendê-lo da voracidade dos interesses económicos e dos grupos de raiz financeira que preparam o grande assalto à saúde.
Daí para cá, nestes 35 anos de actividade, o SNS, apesar de atacado e desacreditado, alcançou resultados muito significativos, como se pode verificar na evolução das taxas de mortalidade infantil, uma das mais baixas do mundo e da esperança média de vida à nascença, que passou de 67,6 anos em 1973, para 80 anos no final de 2012.
Mas tal como aconteceu com outras importantes conquistas de Abril, também o Serviço Nacional de Saúde teve contra ele os interesses instalados, onde pontificam os grupos privados dominantes na produção e distribuição de produtos farmacêuticos e os grupos financeiros privados com as suas seguradoras e empresas de prestação de cuidados de saúde.
O Serviço Nacional de Saúde “geral, universal e gratuito” nunca foi aceite pelos interesses instalados; a contemporização ou a entrega de instrumentos àqueles que vêem na saúde um negócio não é um problema de hoje.
A direita nunca aceitou o princípio da responsabilidade prioritária do Estado em assegurar o direito à saúde que a Constituição da República assumiu em 1976 e a que procurou dar forma afirmando o Serviço Nacional de Saúde como seu instrumento.
Num processo que visa, em última análise, a descaracterização do Estado, subvertendo a sua própria natureza e da Administração Pública que lhe é inerente, sucessivos governos do PS e PSD, com ou sem a participação do CDS, desencadearam uma ofensiva que visa desresponsabilizar o Estado desta sua importante função social e transferir para os grupos privados o essencial da prestação de cuidados.
Assente na lógica do chamado Estado mínimo e a utilização do princípio do utilizador/pagador, levou a que sectores, submetidos ao regime de serviço público, fossem abertos à iniciativa privada, com todas as consequências para os utentes que a liberalização destes serviços trouxe, quer na qualidade do serviço prestado, quer nos custos para as famílias no acesso a estes serviços, como acontece com a saúde, contrariando o preceito constitucional de que cabe ao Estado assegurar o direito de todos os cidadãos à promoção e à protecção na saúde.
Não foi por acaso que, o Governo do PS formado a 23 de Julho de 1976, três meses e meio depois de ter sido aprovada a Constituição da República Portuguesa, já utilizava a expressão “tendencialmente gratuito” que uma maioria de direita havia de inscrever no texto constitucional na revisão efectuada em 1989.
Desta forma ficou legitimada a introdução das taxas chamadas moderadoras, ponta de lança da introdução de mecanismos de mercado na adaptação da oferta do serviço público de saúde às características da procura. A máxima a obedecer passa a ser: “quem quer saúde, paga-a”.
O acesso aos cuidados de saúde é cada vez mais difícil. É a lista de espera para cirurgias, a lista de espera para consultas da especialidade, a manutenção de 1 600 000 utentes sem médico de família, problema que não pode ser resolvido retirando das listas os utentes que não foram ao médico nos últimos três anos, ou aumentando o número de utentes nas listas do médico. Mas é também a ausência da saúde oral no Serviço nacional de Saúde, entre muitas outras matérias.
Mas a grande ofensiva contra o SNS dá-se a partir do momento em que é aprovada a Lei de Bases da Saúde em 1990 com que a direita enterra definitivamente a lei do SNS de 1979 que nunca chegara a aplicar.
É esta lei que dá suporte a toda a ofensiva desenvolvida desde então para a privatização da saúde.
Começam então a surgir grandes grupos na área da saúde, como são exemplos os Grupos BES/Saúde, José de Mello Saúde, HPP, agora Lusíadas Saúde e o Trofa Saúde, com a possibilidade de, caso se venha a confirmar a venda do BES/Saúde ao grupo Angeles ou AMIL, passar o controlo destas empresas para mãos de investidores estrangeiros. Estamos a falar de mais de 60 unidades de saúde, entre as quais grandes hospitais e 4 PPP's.
Tal como foi ontem divulgado por um órgão de comunicação social, estes quatro grandes grupos controlam 83% do chamado mercado da saúde, qualquer coisa como 1 500 milhões de euros/ano, e mais de 50% das unidades de saúde em Portugal, das quais 23 são hospitais.
Grupos que vêem a saúde, não como um direito, mas como um negócio florescente. O centro da sua actividade situa-se na doença e não na saúde e por isso investem, com a garantia de que o Estado lhes arranja os clientes e financia uma parte significativa da sua actividade. Tal como o Partido há muito tem vindo a denunciar, o Estado tem vindo a desresponsabilizar-se da sua função de prestador de cuidados e a assumir de forma cada vez mais evidente a função de regulador e financiador dos grupos privados.
Através do regime convencional, das PPPs e dos subsistemas públicos de saúde, principalmente a ADSE, o Estado transfere para estes grupos anualmente centenas de milhões de euros, garantindo-lhes desta forma uma parte substancial das receitas. No caso do BES/Saúde chegará aos 50% e, por isso, reafirmamos que se deve pôr fim a este escândalo, ainda mais quando é sabido que o governo se prepara para insistir na linha do subfinanciamento, realizando novos cortes na saúde, em futuros Orçamentos do Estado.
Neste quadro e perante a possibilidade da BES/Saúde vir a ser vendida, seja a um grande grupo estrangeiro, seja pelo facto de vir a aumentar a concentração de serviços de saúde num grupo, no caso a José de Mello Saúde, o PCP defende que é o momento para acabar com as PPP e denunciar os acordos da ADSE com estes grupos.
Na desresponsabilização do Estado na prestação de cuidados de saúde e na transferência desta para os grupos privados, reside a essência da estratégia de ataque ao Serviço Nacional de Saúde.
É assim nos cuidados primários, com o governo a preparar-se para avançar, mais tarde ou mais cedo, com a implementação das Unidades de Saúde Familiares (modelo C) e deixando os centros de Saúde sem os recursos necessários e os utentes sem médico de família, mais de um milhão e seiscentos de acordo com o relatório do tribunal de contas.
O próximo passo está à vista: o Governo vai certamente decretar a breve prazo a inevitabilidade de entregar uma parte dos cuidados primários ao sector privado ou privado-social. O governo está a deitar borda fora tudo o que retira potencial lucrativo a uma eventual gestão privada. A filosofia dos Cuidados Primários de Saúde como parte integrante do desenvolvimento sócio-económico da comunidade, exercendo um trabalho permanente na promoção da saúde e na prevenção da doença, com elevada proximidade dos lugares onde as pessoas vivem e trabalham, está a ser substituída por uma assistência médica primária, exclusivamente centrada no tratamento da doença e em cuidados ocasionais prestados quando procurados pelos utentes. É esta filosofia, obviamente, que convém à lógica de privatização e interessa aos privados por ser facilmente mensurável para efeitos de remuneração.
Nos hospitais, entre avanços e recuos, com falsas justificações e muitos cortes no seu financiamento, o Governo lá vai concretizando os seus objectivos que passam, tal como se pode confirmar na portaria 82/2014 publicada em Abril, por desregular o Serviço Nacional de Saúde da qual beneficiam directamente os interesses do grande capital neste sector. Desclassificação de hospitais, encerramento e transferência de valências, são algumas das consequências da implementação das orientações definidas na portaria que irão ainda condicionar mais o acesso aos cuidados hospitalares e reduzir a qualidade do serviço neles prestados.
No processo de privatização do SNS assume particular destaque o subfinanciamento crónico. Só nos últimos quatro anos, agravados com o Pacto de Agressão, o Governo PSD/CDS-PP cortou na saúde 1667 milhões de euros o que, anulando o efeito do aumento dos preços, significa uma redução real de 2398 milhões de euros.
Mas se para o SNS a orientação de sucessivos governos tem sido cortar, para as Parcerias Público Privadas na saúde o aumento das transferências não pára de crescer.
Simultaneamente e por decisão do actual governo, a ADSE deixou de pagar aos hospitais públicos os serviços prestados aos seus associados desviando a totalidade das suas receitas para pagamento a privados. São cerca de 500 milhões de euros, agora com o aumento do desconto aos trabalhadores para 3,5%, quase totalmente financiados por estes.
Mas o mito de que o Estado português gasta demasiado com a saúde é desfeito quando se confirma que Portugal está abaixo da média dos países da UE e mesmo dos países da OCDE.
Entre 2007 e 2012 a despesa pública com a saúde diminuiu 8,6%, enquanto a despesa com as famílias aumentou 13,9%. As famílias portuguesas gastam hoje 5,2% do seu orçamento familiar com a saúde, enquanto a média nos países da OCDE é de 3,2%.
O actual Governo vangloria-se de estar a controlar a despesa pública. Mas a que preço, perguntamos nós?
Para além da restrição dos direitos e remunerações ao nível dos trabalhadores da saúde, do corte brutal no investimento e nos orçamentos das unidades, esta poupança assentou em grande medida na transferência de mais custos para os utentes, que suportam já de forma directa mais de 30% das despesas com a saúde, ao contrário da grande maioria dos países da União Europeia. Os portugueses pagam mais taxas moderadoras, pagam medicamentos mais caros, pagam cada vez mais consultas e tratamentos no sector privado por falta de resposta do sector público.
Durante anos e anos de silêncio, aqueles que tinham meios económicos, ou que a eles conseguiram recorrer, espontaneamente foram aliviando o seu sofrimento pelo acesso a instituições privadas ou a nebulosas e promíscuas redes de utilização de serviços públicos por interesses privados.
Durante anos e anos, foi crescendo o número dos que, sem recursos, esperam a sua vez muito para além do que é clinicamente aceitável. Quando o seu número se tornou economicamente aceitável os mercados da saúde fizeram as contas, viram neles uma fonte de lucro e fizeram surgir as propostas para que os privados fizessem “aquilo que o público não fez”. Procurando apagar o passado, a direita fez da anunciada eliminação das listas de espera a sua bandeira demagógica contra o serviço público, as listas de espera são de facto a clara demonstração dos resultados da política de subversão do serviço público praticada pela direita, durante largos anos.
Por mais que o Governo procure manipular a realidade, a verdade incontornável, é que a generalidade das decisões que tem tomado são parte do objectivo de criar em Portugal um sistema de saúde a duas velocidades: um serviço público desvalorizado, centrado num conjunto mínimo de prestações garantidas e outro, controlado pelo grande capital, sustentado numa rede de seguros de saúde e da prestação de cuidados pelo sector privado, em parte financiada com dinheiros públicos.
A política de sucessivos Governos nos últimos anos em relação à rede de unidades de saúde está aí para o provar. É uma política que assenta no princípio dos três Rs: reduzir, reduzir e reduzir. Fecharam maternidades, urgências hospitalares e centros de saúde, e caminha-se para o encerramento completo e para a concentração de hospitais inteiros e de muitos centros de saúde.
É uma política que conduz a verdadeiros absurdos e distancia muitas populações das unidades de saúde. E a realidade tem vindo a provar que as compensações anunciadas pelo Governo para justificar os encerramentos não existem.
O dramático exemplo de Évora, com a VMER que não saiu em socorro de um homem que acabou por falecer, caso que não é inédito, como outros que tinham acontecido, nomeadamente à porta do centro de Saúde de Vendas Novas há uns anos atrás, vem demonstrar que faltam as capacidades de resposta para aquela, como para outras regiões.
Por tudo isto é preciso pôr fim ao processo de privatização em curso na saúde, que tem tido como timoneiros sucessivos governos do PS e do PSD/CDS. Bem patente, aliás, na proliferação do investimento privado a contar com a falência e subordinação do SNS. Só a resposta dos serviços públicos garante o acesso aos cuidados e a autonomia do Estado na concretização da política de saúde.
Num tempo em que no nosso País o Governo e os arautos da política de direita fazem insistentes alusões à necessidade de termos no nosso País sectores competitivos e de qualidade, bem podia o Governo valorizar o Serviço Nacional de Saúde classificado há uns anos como o 12º a nível mundial pela Organização Mundial de Saúde. Tal como é referido pela Constituição da República, não se garante o direito à saúde sem o instrumento fundamental que é o SNS. Por isso afirmamos que a política que destrói o SNS é a política que nega o direito à saúde.
Da nossa parte tudo faremos para continuar a provar que o SNS público é não só possível como indispensável, e a lutar ao lado de todos aqueles que o defendem, nomeadamente os seus trabalhadores a quem muito se deve o facto do SNS, apesar de todos os ataques que tem sofrido, ainda se manter como um dos melhores do mundo.
Trabalhadores que desvalorizados social, profissional e materialmente, apesar da compressão a que têm sido sujeitos nos seus direitos, têm sido o garante das extraordinárias realizações do SNS na melhoria das condições de saúde da população portuguesa, fruto da sua capacidade técnica, do brio e da consciência democrática dos seus profissionais, e da sua identificação com os interesses do povo.
Também na saúde existe uma política alternativa no quadro da política patriótica e de esquerda, que passa pela defesa e reforço do Serviço Nacional de Saúde, universal, geral e gratuito, pilar fundamental para um modelo de desenvolvimento que se quer justo e solidário.

Intervenção de Jerónimo de Sousa, Secretário-Geral, Lisboa, Debate público «35 anos do Serviço Nacional de Saúde»


Sábado 13 de Setembro de 2014

segunda-feira, 19 de março de 2012

António José Seguro tem memória curta.



O PCP sempre defendeu um SNS geral, universal e gratuito

O PCP realizou, Sábado (17.Março.2012) na Casa do Alentejo, em Lisboa um encontro para debater a saúde. No momento que, fruto do Pacto de Agressão, se assiste ao maior retrocesso social depois do 25 de Abril sem um SNS universal, geral e gratuito, o acesso de todos os portugueses aos cuidados de saúde, independentemente da sua situação económica e social, não será garantido. Intervenção completa

“É inaceitável que gente que não tem qualquer sentido do ridículo venha hoje dizer que está com o Serviço Nacional de Saúde, indo mesmo ao ponto - como acontece com o actual secretário-geral do PS numa altura em que são mais evidentes as consequências para a vida das pessoas da política de saúde implementada na última década e do pacto de agressão, que o PS assinou - de falar nas dificuldades de acesso aos cuidados de saúde, associando essas dificuldades às taxas moderadoras”, acusou.

“Hoje dizem ser o(s) pai(s) do serviço nacional de saúde, mas não só estiveram com a direita mais retrógrada na decisão de criar as taxas [moderadoras], que hoje são uma das principais causas do condicionamento criado a milhões de portugueses no acesso a cuidados de saúde, como nos governos de Sócrates criaram mais de duas centenas de novas taxas”, argumentou Jerónimo de Sousa.

“É caso para dizer que, com um pai assim o filho não vai longe”, sublinhou, recorrendo à “gíria popular” para afirmar que “bem pode o PS limpar as mãos à parede, que não consegue limpar-se”.

O líder comunista regressou às “mortes antecipadas” do último mês, considerando que têm por base “decisões no plano da gestão que apenas têm o objectivo de criar dificuldades ao normal funcionamento dos serviços”.

Jerónimo de Sousa disse que a morte de mais de quatro mil portugueses durante o mês de Fevereiro não coincidiu apenas com o surto de gripe e com o aumento do frio, mas com uma “menor procura diária de urgências e outros serviços, dificultada pelo aumento das taxas, a que se junta o aumento da energia, do gás”.

Dirigindo-se ao primeiro-ministro e às explicações que Pedro Passos Coelho deu sobre o aumento das mortes, o líder do PCP afirmou que “é gente que fala de barriga cheia e não sabe quais são as dificuldades da vida e da doença”.


Viva ao Serviço Nacional de Saúde

quinta-feira, 15 de dezembro de 2011

Direito à saúde - Concentração em Portalegre 17 Dezembro












Dia 17 de Dezembro às 11 horas junto ao Hospital Dr. José Maria Grande

Tribuna da indignação e do compromisso.

Indignação face às tentativas de destruírem o Serviço Nacional de Saúde e o direito constitucional à saúde!

Compromisso na defesa do Serviço Nacional de Saúde, do acesso à saúde para os residentes no Norte Alentejo e do direito que temos em trabalhar e viver neste território.

Activistas sindicais e utentes das unidades de saúde do distrito vão mostrar a sua indignação contra a destruição do Serviço Nacional de Saúde e reafirmar o compromisso de continuarem a exigir o direito que a Constituição consagra e a democracia impõe: o direito à saúde para todos independentemente do local onde residam e dos rendimentos que possuam.


Porque a hora é de acção todos estamos convidados/convocados a participar!


Portalegre, 2011-12-13



A CECO da USNA/cgtp-in

segunda-feira, 28 de novembro de 2011

Comunicado sobre o funcionamento do Centro de Saúde e Ouguela


(A saúde em Avis é defendida pelo executivo municipal ao contrário de Campo Maior)


Todos os Campomaiorenses sabem que já tivemos o nosso Centro de Saúde a funcionar permanentemente, 24 horas.

Todos sabemos igualmente, que os governos do PS, PSD e CDS, nos foram reduzindo progressivamente o horário de funcionamento do mesmo, passando a estar aberto até à meia-noite, mais tarde até às 22 horas e agora, desde o dia 1 de Novembro, até às 20 horas de segunda a sexta- feira. E aos sábados, domingos e feriados só estará aberto até às 14 horas.

Ao mesmo tempo privam a população de Ouguela de ter médico semanalmente, como vinha acontecendo no seu posto de saúde, encerrando-o.

Sabemos também que criaram as injustas taxas moderadoras e que estas têm vindo a aumentar ao longo dos anos, tiraram-nos o transporte de doentes e tornaram mais difícil o acesso a credenciais, exames complementares de diagnóstico e análises clínicas.

Como se isto não bastasse, e para além de nos quererem roubar os subsídios de férias e de Natal, as medidas previstas no Orçamento de Estado para 2012 podem levar a cortes na saúde na ordem dos mil milhões de euros, o que significa que os trabalhadores, os pensionistas e a população em geral vão ter um serviço de saúde cada vez mais degradado.

Perante tamanho ataque ao Serviço Nacional de Saúde a Comissão Concelhia de Campo Maior do PCP manifesta-se frontalmente contra estas medidas desumanas e economicistas, que põem em causa o acesso aos cuidados de saúde.

A ofensiva com que nos defrontamos é enorme, vamos lutar contra ela porque só lutando se pode defender direitos e obter vitórias, como é exemplo a luta desenvolvida pela população e a Câmara de Avis.

Foi a concentração junto à Unidade Local de Saúde do Norte Alentejano em Portalegre, a ocupação do Centro de Saúde de Avis e ao mesmo tempo interpondo duas providências cautelares, a que o Tribunal deu provimento (suspendendo as medidas que o governo impunha) e assim foi para já travada a redução de horário do Centro de Saúde de Avis e o encerramento das extensões de saúde de Alcórrego, Maranhão e Valongo.
 

A Comissão Concelhia do PCP lembra que a Constituição da Republica, no seu artigo 64º diz no primeiro ponto:

“Todos têm direito à protecção da saúde e o DEVER de a DEFENDER e PROMOVER”


Todos temos o direito a dizer não, a manifestar a nossa opinião e a defender os nossos direitos, pelo que o PCP desde já reafirma a todos os Campomaiorenses, que se opõe a todas as medidas tendentes a reduzir o serviço de saúde prestado à população de Campo Maior.


Podem contar com a nossa disponibilidade, porque é pela luta que lá vamos.


Campo Maior, Novembro de 2011

sábado, 2 de abril de 2011

À População de Campo Maior - A Saúde é um direito não é um negócio

Ao contrário do que determina a Constituição da República Portuguesa, o Despacho 19264/2010 da responsabilidade do Secretário de Estado da Saúde, nega o direito ao pagamento do transporte para tratamentos e consultas, fazendo perigar a vida daqueles que não têm meios para suportar tal encargo, viola inequivocamente o constitucionalmente estabelecido, nomeadamente a garantia de acesso de todos os cidadãos, independentemente da sua condição económica, aos cuidados da medicina curativa, preventiva e de reabilitação.

No Concelho de Campo Maior esta medida economicista do Governo, já afectou e afectará muitos doentes que sem recursos financeiros para se deslocarem a tratamentos e a consultas irão ser discriminados no acesso aos cuidados de saúde.

Esta é mais uma medida a juntar às que o Governo já tinha tomado como a diminuição dos horários de atendimento nos Centros de Saúde, o fecho de alguns Serviços de Atendimento Permanente, aumento dos medicamentos, a retirada aos doentes crónicos de medicamentos gratuitos a que tinham direito.

Este conjunto de medidas afasta as pessoas dos cuidados primários de Saúde, retirando-lhe assistência e deixando-os entregues a si próprios, com particular incidência nos mais carenciados e nos que vivem em situação de maior interioridade e isolamento.

Esta medida do Governo vem também por em causa o futuro das estruturas já existentes para prestar o serviço de transporte de doentes, designadamente as Associações Humanitárias de Bombeiros, que com esta medida se vêem na contingência de despedir pessoal, diminuindo a capacidade de resposta nas intervenções de protecção civil, colocando em risco pessoas e bens.


A Comissão Concelhia do PCP reafirma a total oposição aos ataques sistemáticos ao Serviço Nacional de Saúde e responsabiliza o Governo e os seus serviços desconcentrados na Região, designadamente a Administração Regional de Saúde do Alentejo e o Governo Civil, pelas consequências desta medida economicista que coloca em causa o direito à saúde, à vida e á segurança das populações.

O PCP manifesta desde já a sua disponibilidade em apoiar a mobilização popular para as acções que tenham em vista a defesa da qualidade de vida das populações do nosso concelho e a exigência do cumprimento da Constituição da República.

quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011

Cortes no transporte de doentes



O Grupo Parlamentar do Partido Ecologista «Os Verdes» (PEV) entregou na Assembleia da República um projecto de resolução que recomenda ao Governo a revogação do despacho que procede aos cortes no transporte de doentes não urgentes, medida que entrou em vigor no dia 1 de Janeiro e que está a dificultar de forma dramática a vida de milhares de utentes do Serviço Nacional de Saúde.

O despacho que o PEV quer ver revogado é mais um contributo para agravar a injustiça social e impossibilita a universalidade e acessibilidade aos serviços de saúde públicos, tal como consagra a Constituição portuguesa, visto que milhares de utentes que deixam de ter este direito deixam também de poder assegurar o serviço por falta de condições económicas.

A imposição destas medidas está também a criar graves dificuldades financeiras nas associações humanitárias de bombeiros, pondo em causa a sua actividade e também o cumprimento do contrato que, sobre esta matéria, foi assinado com a Liga dos Bombeiros Portugueses.

O Movimento de Utentes dos Serviços Públicos (MUSP) manifestou-se igualmente contra mais esta medida do Governo. «Milhares de doentes com rendimentos financeiros muito baixos, pouco acima do ordenado mínimo nacional, vêem ser-lhes negado pelos serviços de saúde a emissão das credenciais que os habilitavam a ser conduzidos aos tratamentos ou consultas em transporte fornecido pelos bombeiros», informa o MUSP, considerando que esta medida «assume contornos de uma extrema insensibilidade, senão mesmo crueldade».


Jornal Avante, 17.02.2011