A Festa do Avante, a maior iniciativa político-cultural do nosso País, realiza-se nos próximos
dias 6, 7 e 8 de Setembro, na Quinta da Atalaia, Amora, Seixal, e terá como todos os anos
um amplo espaço dedicado à região Alentejo, concebido e organizado pelas organizações
do PCP desta região.
Vem daí à Festa do Avante na excursão organizada a partir do concelho de Portalegre!
Inscreve te!
O maior acontecimento político-cultural do país é na Quinta da Atalaia, nos dias 7, 8 e 9 de Setembro. Decorre num espaço mais alargado e acolhedor e reafirma as suas características de sempre.
Com um programa que faz dela o maior acontecimento político-cultural do país e um espaço mais alargado, melhorado e mais acolhedor, a Festa do Avante! deste ano continuará a afirmar as características inigualáveis de festa da cultura nas suas mais diversas manifestações, do convívio, da amizade, da camaradagem, da alegria, do trabalho, da juventude, da solidariedade, da fraternidade e da inclusividade. Uma Festa para todos – todos diferentes e todos iguais.
A conferência de imprensa de apresentação do programa integral da festa realizou-se hoje, às 17h, na Quinta da Atalaia, Amora, concelho do Seixal. Participaram Alexandre Araújo, membro do Secretariado do Comité Central, Rúben de Carvalho, membro do Comité Central, e membros da Direcção da Festa do Avante!, acompanhados na sala por alguns dos artistas que actuarão na festa, entre os quais: The Legendary Tigerman; Kalu, Gui e Kabeca dos Xutos & Pontapés; Vasco Pearce Azevedo e Jorge Alves; Rita Grácio; Carlos Barretto; Bizarra Locomotiva; Capitão Fausto; Couple Coffee; Manecas Costa; Micas Cabral; Juvenal Cabral; Teté Alhinho; Dead Combo; Janita Salomé; Vado Más Ki Ás; Sangre Ibérico; Dapunksportif; Navegante e Rui Júnior e Alentejanos da Damaia; Kumpania Algazarra; Paulo Bragança; Mário Franco Quinteto.
Na impossibilidade de transcrever a riqueza da informação recolhida num único artigo, optámos por alguns destaques e prometemos voltar a escrever em breve sobre a Festa do Avante! de 2018.
Espaço Central com nova e mais favorável localização
Fruto da reordenação do recinto da festa após a aquisição da Quinta do Cabo, este ano o Espaço Central apresenta-se como um projecto mais aberto, com nova localização, junto da entrada da Quinta do Cabo – com uma magnifica vista sobre a cidade de Lisboa, o rio Tejo e a Baía do Seixal – e promete surpreender, uma vez mais, os visitantes que procuram conhecer um pouco mais sobre o Partido que constrói a Festa do Avante!.
Duas imperdíveis exposições aí estarão patentes. No ano em que se assinala o bicentenário do nascimento de Karl Marx, a exposição «Capitalismo: a história não termina aqui. Socialismo é o futuro», aborda a necessidade da superação revolucionária do capitalismo – com a sua natureza exploradora, agressiva e predadora – e sua substituição pelo socialismo, como uma exigência de actualidade e de futuro.
A segunda exposição mergulha nas raízes tradicionais da cultura popular e traz-nos, pela mão do Centro Dramático de Évora (CENDREV), a mostra «Bonecos de Santo Aleixo. Maravilhosa criação do imaginário popular alentejano», cuja magia e arte encantam o público. Lembre-se que o património e as práticas culturais e artísticas que preservam, valorizam e afirmam as raízes culturais e os valores identitários constituem uma das razões principais porque o PCP realiza, desde 1976, a Festa do Avante!
Em ambas as exposições não faltarão as visitas guiadas e os debates, mas o CENDREV (Ana Meira, Isabel Bilou, José Russo, Victor Zambujo e Gil Salgueiro Nave, que garante também o acompanhamento musical) brinda-nos, entre 6ª feira e Domingo, com vários espectáculos com os simpáticos bonecos de madeira e cortiça.
O Espaço Central – junto do qual ocorrerá, uma vez mais, o acto de abertura da Festa do Avante!, na sexta-feira, dia 7, às 19 horas – integrará, no «coração político» da Festa, o espaço Adere ao PCP, onde os visitantes podem conversar e tomar a iniciativa de aderir ou colaborar com o Partido, reforçando-o.
Também a imprensa partidária (o jornal Avante! e a revista Militante) terá um espaço próprio, onde funcionará, mais uma vez, um dos prelos onde se imprimia, na clandestinidade, o órgão central do PCP – memória de tempos difíceis e de sacrifícios inteiramente justificados pela liberdade alcançada com a Revolução de Abril.
O CineAvante! 2018 é no Espaço Central
Um outro motivo para frequentar o Espaço Central passa pela possibilidade de aí assistir aos documentários, curtas e longas-metragens, filmes de ficção e animação que integram o CineAvante! 2018. A cinematografia lusófona está bem representada, com A fábrica de nada, de Pedro Pinho; Colo, de Teresa Villaverde; Luz Obscura, de Susana de Sousa Dias; Tarrafal: dez pancadas no carril, de João Paradela; Farpões Baldios, de Marta Mateus; O caso J., de José Filipe Costa; e Russa, de João Salaviza e Ricardo Alves Jr.; mas o espectador também poderá ver O jovem Karl Marx, de Raoul Peck.
Já estrangeiros são os autores das curtas metragens de animação que serão projectados de manhã, no sábado e no domingo, para gáudio da pequenada: são as sessões Monstrinha 01 e Monstrinha 02 e trazem-nos animação da Bulgária, Reino Unido, Croácia, Hungria, Alemanha, Bélgica, Suiça, Rússia, Estónia, Geórgia, Dinamarca e França. Quem diz que o mundo não cabe numa sala de projecção?
Café da Amizade e a Loja da Festa
Aproveite a Loja da Festa, onde pode adquirir diversas lembranças, como t-shirts, pins, CD e DVD, entre outros materiais únicos, e se o cansaço ou o calor apertarem, aprecie uma agradável esplanada no Café da Amizade, onde não faltam cocktails especiais e um serviço de bar variado, para recuperar as forças.
Apita o comboio… dentro da Festa!
Para o visitante que não quer perder pitada da Festa mas já não tem idade nem pernas para ir a todas… alegre-se, na edição deste ano, uma das novidades é o Comboio da Festa. Uma iniciativa da organização para facilitar a deslocação pelo recinto das pessoas com maiores dificuldades de mobilidade e que responde aos anseios expressos, nas últimas edições, pelos visitantes mais idosos, face ao alargamento do recinto da Festa e à vontade de fruirem da diversificada oferta cultural disponível, apesar das suas limitações físicas.
O percurso do comboio funcionará em molde de vaivém, entre dois pontos distantes entre si no recinto: a área do lago, próximo a um Parque de Merendas e ao Espaço Ciência, e o Espaço Internacional, não muito longe da entrada da Quinta da Princesa. Durante o percurso o comboio pára junto à entrada da Quinta do Cabo, frente ao Espaço Central, ao pé do Espaço Criança e junto aos pavilhões de Lisboa e do Alentejo.
Finalmente, vai conseguir ver tudo da Festa sem perder o fôlego...
A Festa das crianças
Desde a conquista da Quinta do Cabo que o Espaço Criança tem mais espaço e diversão. A par dos insufláveis, do carrossel e do baloiço gigante, o programa da 42.ª edição oferece sessões de yoga, jogos de água, circo da matemática, uma aula de slackline e ateliês de origami, barro e de instrumentos musicais, entre outras actividades.
Fora deste, a programação infantil acontece também no Espaço Ciência, no CineAvante!, na Feira do Livro e, entre outros, nos palcos do Avanteatro, com o Teatro de Marionetas de Mandrágua, no sábado, e do Auditório 1.º de Maio, que no mesmo dia acolhe um concerto para bebés.
A pensar na logística a que obrigam os mais pequenos, tanto o Espaço Criança como os de Lisboa, Alentejo, Setúbal e Porto terão um Espaço Bebé equipado com micro-ondas e fraldário.
Artes Plásticas com três exposições
Tendo a icónica bienal da Festa do Avante! decorrido o ano passado, em 2018 o habitual espaço dedicado às artes plásticas, no pavilhão central, é preenchido com três prometedoras exposições: de medalhística, de pintura e de escultura, e de serigrafia.
Na «Colectiva de Pintura e Escultura», que ocupa a maior área de exposição, serão expostas obras dos artistas Acácio Malhador, Alfredo Luís, Ana Lima Neto, Ana Teixeira, Sérgio Vicente e Virgínia Fontes.
A exposição-instalação «Galdéria» é um projecto de arte e edição artística, com base na serigrafia, tem uma forte componente ilustrativa, e reúne de vários jovens artistas, com percursos diferenciados mas utilizando, como traço comum, a linguagem dos novos criadores.
A terceira exposição, «João Duarte, a excelência da medalha-objecto», permite ao visitante conhecer a obra medalhística do escultor , que em 2018 cumpre 40 anos de actividade artística. Com um longo percurso de fama mundial e diversas obras espalhadas pelos melhores museus do Mundo, o artista foi ainda galardoado com o Saltus, umas das mais importantes consagrações mundiais nesta arte.
Na banca do Espaço das Artes Plásticas poderá o visitante adquirir, além da medalha alusiva à Festa, da autoria de João Duarte, as obras de arte em exposição, serigrafias, peças de artesanato e diversos catálogos.
Espaço Ciência
O tema da edição deste ano – «O Homem e a Natureza: Cooperação e Conflito!» – vai permitir abordar questões de índole diversa, como sejam as causas dos fenómenos extremos (incêndios, sismos e furacões) e os impactos da acção humana sobre a Natureza e, em particular, os ecossistemas.
As questões políticas – relacionadas com sistemas socioeconómicos e com políticas públicas de ordenamento do território, de defesa do ambiente e de protecção civil – também marcarão presença num espaço em que as propostas do PCP estarão em destaque.
Como é habitual, a abordagem temática será desenvolvida de forma multidisciplinar, com recurso às ciências naturais, sociais e humanas. Por seu lado, o núcleo de Física do Instituto Superior Técnico continuará a ser uma presença importante na componente das experiências.
Localizado junto ao lago, na zona onde durante muitos anos esteve o Auditório 1.º de Maio, o Espaço Ciência abrigará exposições, experiências, uma zona dedicada às crianças, uma pequena sala de cinema e debates (dois no sábado, às 15h e às 17h30, e dois no domingo, às 14h30 e às 16h30).
Espaço Internacional
Procurando reforçar os laços de amizade e fraternidade, e tendo os valores da paz, da amizade, da solidariedade e da liberdade entre os povos como pano de fundo, o Espaço Internacional da Festa do Avante! pretende aprofundar o conhecimento da realidade internacional, contando para tal com a presença de dezenas de partidos comunistas e forças progressistas.
Num Espaço Internacional renovado, com mais espaço para o descanso e o lazer, e uma maior área de convívio e confraternização, haverá lugar para os habituais debates, nos quais as organizações presentes apresentam testemunhos, na primeira pessoa, das dificuldades que enfrentam, bem como das vitórias que alcançam, da resistência que organizam e das lutas que travam.
O Palco Solidariedade volta a apresentar dezenas de artistas, com estilos e percursos variados. Na sexta-feira, os CataVentos e o Movimiento Cumbiero de Liberación são duas das bandas que sobem ao palco; no sábado, apresentam-se, entre outros, os Hill's Union, Plantada e Rosa Mimosa y sus mariposas; no domingo, é a vez do Coletivo do Lado de Lá e Fast Eddie Nelson. Mas ainda há mais.
Festa do Livro e do Disco
Em ano de bicentenário do nascimento do autor, a obra de Karl Marx será seguramente um dos pontos de atracagem de muitos visitantes na Festa do Livro deste ano. Para além disso, a variedade da oferta de «clássicos» e de novidades, destinadas a leitores de mais variadas idades e interesses, fazem deste espaço uma paragem quase obrigatória.
Na Festa do Livro há lugar para múltiplas expressões literárias, da poesia ao teatro, do ensaio à literatura para a infância, e autores tão diversos como Álvaro Cunhal, Domingos Lobo, Maxim Gorki, Manuel Gusmão ou William Shakespeare.
Ao longo dos dias da Festa, haverá aqui espaço para conversas com autores, debates, apresentações e sessões de autógrafos. Não esquecer a presença de Luandino Vieira, Mia Couto e Ondjaki, entre outros. Na «Festinha do Livro», haverá oficinas com actividades para os mais pequenos, centradas em livros de contos infantis da autoria de Álvaro Cunhal.
Concerto «Em Louvor do Homem» no bicentenário de Karl Marx
Nas noites de sexta-feira, no primeiro dia da Festa do Avante!, o Palco 25 de Abril é ocupado pelo já tradicional concerto nocturno de música sinfónica, que este ano terá a sua 26.ª edição. Trata-se de um dos momentos magníficos da festa que durante três dias agita a Quinta da Atalaia, no Seixal, recebido por um público diversificado tanto do ponto de vista etário como do ponto de vista de gosto musical, mas que nessa noite conflui entusiasmadamente para escutá-lo.
O programa da noite sinfónica da Festa do Avante! deste ano assinala o II centenário do nascimento de Karl Marx com uma sucessão de obras que, dirigindo-se ao grande público, entretecem, nos seus vários elementos – desde o conteúdo programático, expresso no título, à forma como a música se integra na dinâmica mais viva do tempo em que é produzida, passando pelo texto, quando cantadas – um critério social que aproxima esfera artística e ideológica.
As peças e os compositores que irão ouvir-se serão, segundo o seu alinhamento, a Fanfarra para o Homem Comum, de Aaron Copland; a Suite de Danças Sinfónicas do musical West Side Story», de Leonard Bernstein; a Abertura de A Midsummer Night’s Dream, de Felix Mendelssohn, Francesca da Rimini – Fantasia sinfónica segundo Dante op. 32, de Piotr Tchaikovsky: e o 4.º andamento (Finale-Presto) da Sinfonia n.° 9 Coral op. 125, de Ludwig van Beethoven.
A interpretá-las estarão a Orquestra Sinfonietta de Lisboa e o Coro Sinfónico Lisboa Cantat, dirigidos, respectivamente, pelos Maestros Vasco Pearce de Azevedo e Jorge Carvalho Alves, com os solistas Carla Simões (soprano), Cátia Moreso (mezzo-soprano), Nuno de Araújo Pereira (barítono) e Pedro Rodrigues (tenor).
É na sexta-feira, dia 7, no Palco 25 de Abril, às 22 horas.
No tempo em que celebramos e realizamos a quadragésima Festa do «Avante!», a todos vós – construtores e participantes - as saudações fraternais e a manifestação da nossa alegria pela vossa presença.
Somos todos nós que fazemos esta Festa. Mas esta participação imensa de jovens, muitos dos quais a sentirem-se livres e emancipados no acto de construção, nos momentos da participação diversificada, e aqui no comício da Festa, permite uma conclusão: só por isto a Festa já valia a pena. Viva a JCP, viva a juventude! Um viva que envolva todo o nosso colectivo partidário, este nosso Partido Comunista Português!
E porque também celebramos os 40 anos da Constituição da República que haveria de consagrar e projectar os valores de Abril, a Festa do «Avante!» que só é o que é porque em Portugal houve uma revolução libertadora, então celebramos também a Constituição de Abril, lutando pela sua defesa e efectivação.
Este ano a Festa está maior, estendeu-se à Quinta do Cabo que hoje é nossa, é da Festa! A campanha para a sua aquisição foi um êxito. Daqui saudamos todos os militantes e um agradecimento aos muitos outros milhares de democratas que, com o seu apoio, tornaram possível esta importante valorização da nossa Festa!
Uma saudação que estendemos, de forma calorosa, às várias dezenas de delegações estrangeiras que connosco partilharam estes três dias. A vossa presença confirma os laços de amizade e solidariedade que nos unem e que queremos reforçar no interesse comum dos nossos países e povos.
Podeis estar certos que o PCP, partido patriótico e internacionalista, fará tudo o que estiver ao seu alcance para fortalecer a acção comum dos comunistas e das forças do progresso social e da paz de todo o mundo, para fazer frente com confiança à perigosa e preocupante evolução da situação internacional.
A vida tem confirmado as análises do PCP sobre a evolução do sistema capitalista e o aprofundamento da sua crise estrutural. Uma crise global inseparável de uma inaudita centralização e concentração do capital e da riqueza, de uma cada vez maior financeirização da economia e domínio do capital financeiro e especulativo que é acompanhada no plano social de uma brutal intensificação da exploração dos trabalhadores, do ataque a direitos sociais e liberdades fundamentais e à soberania dos Estados.
O imperialismo não tem soluções para os problemas do mundo contemporâneo e é incapaz de ultrapassar as contradições do sistema. Pelo contrário, a sua acção aprofunda todos os problemas e por toda a parte enfrenta a resistência e a luta dos trabalhadores e dos povos.
Nesse embate, cada vez mais intenso, o grande capital e o imperialismo optam por uma ofensiva agressiva que se estende praticamente a todos os continentes visando apropriar-se de matérias-primas, dominar mercados, abrir campo às multinacionais e desestabilizar países que afirmam a sua soberania.
A guerra surge cada vez mais como a resposta do imperialismo, nomeadamente do imperialismo norte-americano, à crise do seu sistema de exploração e opressão. Aí estão a corrida aos armamentos, o reforço e alargamento da NATO, o caos provocado no Médio Oriente e Norte de África, o militarismo da União Europeia e do Japão, a instalação dos sistemas de mísseis norte-americanos nas fronteiras com a Federação Russa e com a China a alertarem-nos para os perigos que a Humanidade enfrenta. Aí estão as consequências: como o dramático rasto de morte, a destruição de países inteiros e os milhões de refugiados, realidades que exigem o reforço da luta pelo desarmamento e a paz.
Há alternativa! Ela reside na luta dos muitos milhões que por esse mundo travam com coragem e determinação os duros combates da luta de classes que se agudiza. Uma luta que mostra que, apesar dos grandes perigos, existe caminho, força, vontade e razão para termos confiança no futuro do Mundo em que vivemos.
E é por isso que desta tribuna queremos não só reafirmar a nossa persistente determinação em prosseguir a luta, como saudar aqueles que nas mais diversas condições abrem alamedas de esperança para um mundo mais justo, fraterno e de paz. Saudamos todos aqueles que, tal como nós, prosseguem na Europa a luta contra a União Europeia, por uma outra Europa dos trabalhadores e dos povos. Saudamos os povos de África que prosseguem os combates pelo seu direito ao desenvolvimento e contra as ingerências crescentes do imperialismo. Saudamos os povos asiáticos, confrontados com novos perigos e conflitos alimentados pelo imperialismo. Saudamos os povos do Médio Oriente, vítimas de indizíveis crimes do imperialismo, e em especial o povo Sírio, que resiste à agressão, e ao heróico povo da Palestina. Saudamos ainda os povos da América Latina que tanto já deram à luta anti-imperialista e que agora necessitam de toda a nossa solidariedade para fazer frente às manobras do imperialismo e da reacção. A todos eles dizemos – presente! – e, em particular, aos povos do Brasil, da Venezuela e de Cuba!
Aqui estamos, comunistas, portugueses, nessa luta, todos os dias, batalhando lado a lado com os trabalhadores e o povo pelos seus direitos, rendimentos e dignidade, e em defesa dos interesses do nosso País. Uma luta que se desenvolve e faz frente às campanhas ideológicas dos que, para manter o seu domínio explorador, tentam semear a descrença na luta organizada e difundir a ideia de que não há alternativa ao sistema capitalista.
Mas enganam-se!
A luta é cada vez mais actual pelo grande objectivo dos comunistas – o Socialismo - esse empreendimento histórico inaugurado pela primeira vez na História da Humanidade com a Revolução de Outubro cujo centenário comemoraremos no próximo ano!
Em Portugal, vivemos uma situação política bem diferente daquela que existia há um ano no momento em que aqui realizávamos a nossa Festa do «Avante!».
Nessa altura, os trabalhadores e a grande maioria do nosso povo eram alvo de uma violenta ofensiva, conduzida de forma sistemática durante quatro anos pelo governo do PSD/CDS, contra os seus direitos, rendimentos e condições de vida e estavam confrontados com a perspectiva da continuação dessa ofensiva.
Hoje, com o afastamento do PSD e CDS do governo, em resultado da decisiva e oportuna iniciativa política do PCP, dando expressão ao voto popular em 4 de Outubro e a uma ampla e vigorosa luta dos trabalhadores e do povo português por esse objectivo, temos aberta uma nova fase da vida política nacional e, com ela, melhores condições para continuar a luta em defesa dos interesses dos trabalhadores, do povo e do País.
A solução política alcançada não substitui a necessária e cabal resposta aos muitos e graves problemas que anos e anos de política de direita agravada pelos PEC e o Pacto de Agressão da responsabilidade de governos do PSD, PS e CDS criaram no País, mas permitiu travar e inverter no imediato o curso de uma ofensiva brutal e responder, ainda que de forma limitada, a problemas prementes dos trabalhadores e do povo.
Não é, por isso, uma solução que responda ao indispensável objectivo de ruptura com a política de direita e à concretização de uma política patriótica e de esquerda a que aspiramos, o País carece e a gravidade da realidade nacional exige.
Essa realidade cuja gravidade é iniludível!
Uma insustentável dívida pública; acentuado definhamento e regressão económica de retorno a valores do início do século, em resultado de anos consecutivos de crescimento nulo e de uma destruidora recessão; profunda fragilização do tecido económico; redução do investimento para níveis paralisantes; agravados défices, entre os quais o produtivo e tecnológico; destruição e drenagem crescente para o estrangeiro de capital; perda de controlo nacional de sectores, áreas e empresas estratégicas e degradação do sistema financeiro.
Uma realidade social profundamente degradada com níveis de desemprego insustentáveis, mas também de precariedade, emigração e pobreza; uma situação marcada pela intensificação da exploração do trabalho patente numa acentuada desvalorização geral de salários e pensões, mas também dos rendimentos e direitos de outras camadas da população; desigualdades sociais e territoriais; empobrecimento e restrições no acesso a serviços públicos essenciais (saúde, ensino, segurança social); regressão cultural, ambiental e no direito e acesso à justiça.
Um preocupante empobrecimento do regime democrático, que se agravou com o processo de reconfiguração do Estado ao serviço do capital monopolista, com o surgimento de casos e casos de corrupção e a promiscuidade entre negócios privados e actividades públicas, e que são o resultado de indisfarçáveis ligações e das práticas de subordinação do poder político ao poder económico nacional e transnacional.
As consequências da política de direita e ao serviço do capital monopolista, de privatizações, liberalizações e desregulamentação económicas, laborais e sociais e, particularmente, a realizada nestes últimos anos de governo do PSD/CDS e de Pacto de Agressão que debilitaram seriamente o País, não desapareceram com a derrota do anterior governo e exigem agora um esforço hercúleo de recuperação e uma política ajustada a essa árdua e difícil tarefa.
É hoje uma evidência que o rasto de declínio económico com a destruição de força e capacidade produtivas do País e, entre outros aspectos, a política de abandono do investimento público vão condicionar para os próximos anos a vida nacional e as perspectivas do seu desenvolvimento.
Os trágicos fogos florestais deste Verão são bem exemplo de anos de incúria e de uma política de desinvestimento, desastre e abandono dos sectores produtivos, de ausência de uma política de desenvolvimento da agricultura e de ordenamento florestal, de destruição da agricultura familiar, de abandono do desenvolvimento do mundo rural e do interior.
Manifestamos mais uma vez a solidariedade do PCP para com as populações atingidas e o nosso apreço pelo incansável trabalho dos nossos bombeiros, e reafirmamos que o PCP não se cansará de tomar as iniciativas que se impõem para assegurar a par da ajuda imediata às populações atingidas, a exigência de outra política agrícola e de uma política de defesa da floresta portuguesa.
Nestes primeiros tempos da nova fase da vida política nacional, com a nova correlação de forças na Assembleia da República, a solução política encontrada e os compromissos de inversão de rumo nela assumidos, pesem dificuldades e contradições ditadas pelas distintas diferenças programáticas e de percurso, e com a contribuição decisiva do PCP foi possível repor direitos e rendimentos e dar resposta a alguns problemas mais urgentes.
No seu conjunto é vasta a lista de medidas positivas, como são exemplo: - a reposição dos salários e das 35 horas de horário de trabalho na Administração Pública, na sequência de um prolongado processo de luta que se desenvolveu ao longo de 34 meses; a eliminação da sobretaxa do IRS, a reposição dos feriados roubados, a reversão do processo de privatização das empresas públicas de transportes terrestres de passageiros, o aumento do salário mínimo nacional, o aumento do abono de família e do complemento solidário para idosos, a redução das taxas moderadoras, a introdução do início da gratuitidade dos manuais escolares, o fim dos exames do 4º e 6º ano, o apoio extraordinário a trabalhadores desempregados, a redução do IVA da restauração.
Sabemos que estamos aquém do que é necessário, outras medidas são necessárias para melhorar as condições de vida dos trabalhadores e do povo, e não vamos baixar os braços pela sua concretização!
Mas o que estes meses da vida política nacional revelaram é a sistemática hostilidade e a forte resistência das forças do grande capital nacional e transnacional e dos seus aliados políticos internos e externos à solução política alcançada e a sua oposição e resistência a toda e qualquer medida que possa reverter o saque que promoveram aos rendimentos e direitos dos trabalhadores e do povo nestes últimos anos. Toda uma acção visando criar as condições para inverter a actual situação e retomar a ofensiva!
A evolução da nova fase da vida política nacional, de consolidação e aprofundamento do caminho percorrido de devolução de direitos e rendimentos, e a solução dos problemas nacionais está confrontada com duas ameaças que intimamente se articulam com a necessidade da superação de uma perigosa ilusão que permanece.
Duas ameaças – a que resulta da insidiosa acção dos partidos do revanchismo, PSD e CDS, apostados que estão desestabilização do País a todo o custo, a pensar no seu rápido regresso ao poder e a ameaça que se desenvolve a partir da União Europeia com o mesmo objectivo de fazer implodir qualquer solução que ponha em causa a orientação da política dominante.
E a ilusão, tão perigosa quanto as ameaças, de que é possível avançar de forma decidida na solução dos problemas de fundo do País com simples ajustamentos ao modelo imposto pelo processo de integração capitalista da União Europeia e sem o libertar das amarras da política que o conduziu à crise e à ruína.
As opções do PS e a sua assumida atitude de não romper com os constrangimentos externos – sejam as imposições da União Europeia, a submissão ao Euro ou a renegociação da dívida - seja a não ruptura com os interesses do capital monopolista, são um grave bloqueio à resposta aos problemas do País. Mas também uma forma de favorecer as forças que querem impor o regresso ao passado e continuar a levar o País pelo caminho da crise e ao declínio.
Ameaças a partir do interior do País, bem visíveis, desde logo, em toda a acção e intervenção de PSD e CDS e dos grandes interesses que representam, e que com eles se articulam, que desde a primeira hora desenvolvem toda uma campanha associando à devolução de direitos e rendimentos, tragédias e iminentes catástrofes. O que desejam é o regresso à cartilha da política de agravamento exploração e empobrecimento.
É vê-los a ampliar mentiras e manobras contra o interesse nacional, da inevitabilidade dos «Planos B» de regresso ao saqueio ao povo, da germânica operação de um novo resgate, das leituras enviesadas e objectivamente desestabilizadora da União Europeia, do FMI, do BCE, dos seus correligionários do Partido Popular Europeu sobre a realidade portuguesa.
Sim, eles querem retomar o caminho de exploração e ruína que foi travado. Contam para a concretização desse objectivo com o apoio e a conivência da União Europeia.
Se dúvidas houvesse os últimos meses demonstraram que a acção da União Europeia tem esse objectivo central.
Uma acção que não é uma surpresa. Se há Partido que há muito sabia o que representava a União Europeia e o Euro, esse Partido é o PCP. Durante anos e anos alertámos para as consequências da adesão de Portugal à CEE / União Europeia e ao Euro, e o que representavam. Um País submetido a um conjunto de regras, imposições e ingerências externas que nada têm que ver com as aspirações do nosso povo e os interesses do nosso País.
Como sempre afirmámos são os interesses do grande capital e das principais potências capitalistas da Europa que estiveram por detrás da criação da União Europeia e do Euro e que hoje ditam a sua evolução.
Hoje está mais visível aos olhos de mais portugueses a contradição insanável entre o direito do País a um desenvolvimento e as imposições da União Europeia. Hoje é mais evidente que o futuro do País, a melhoria das condições de vida do nosso povo e a soberania nacional exigem que se enfrentem com coragem essas imposições e que se lute para libertar Portugal das amarras do Euro, da União Económica e Monetária e das políticas da União Europeia.
Uma luta que é simultaneamente uma contribuição para a libertação dos povos da Europa de um processo de integração que está a empurrar o continente para a regressão civilizacional, para uma situação insustentável e carregada de perigos, um processo criador de crises várias e corroído por contradições cada vez mais fundas.
É sintomático que hoje, e sobretudo depois do referendo na Grã-Bretanha, se evidencie um crescente esgotamento do processo de integração e um sério abanão na sua construção.
O futuro de Portugal exige a ruptura com as imposições e chantagens que visam perpetuar a submissão, a exploração, o endividamento e empobrecimento.
É esse o objectivo das sanções com que ameaçam Portugal.
Sanções que não foram, como alguns se apressaram a concluir, afastadas ou vencidas. Elas aí estão presentes agora concentradas nas pressões e chantagem sobre o Orçamento do Estado 2017 para tentar esmagar a esperança aberta de que é possível sermos donos dos nossos destinos, decidir de forma soberana do progresso social do nosso povo e do desenvolvimento do nosso País.
E é exactamente por essa razão que o Governo tem de rejeitar esse pérfido plano!
Perguntam-nos qual é a nossa posição em relação à proposta do Orçamento do próximo ano, que em breve será público.
A nossa decisão, será determinada sempre pelo seu conteúdo. O nosso compromisso é examinar a proposta, abertos que estamos a propor e encontrar soluções para que prossiga uma linha de devolução e reposição de direitos, de respeito pelos salários, de aumento das pensões, mas também de dar resposta aos problemas do crescimento, do emprego e do desenvolvimento.
Sabemos que está em andamento uma nova e despudorada campanha revanchista.
PSD e CDS intrigam e deturpam para confundir os portugueses. Mentem sobre a solução política e o actual quadro político.
E por isso é importante reafirmar:
O actual quadro político traduziu-se não na formação de um governo de esquerda, mas sim na formação e entrada em funções de um governo minoritário do PS com o seu próprio programa.
Traduziu-se não na existência de uma maioria de esquerda na Assembleia da República, mas sim na existência de uma relação de forças em que PSD e CDS-PP estão em minoria, e em que, ao mesmo tempo, os grupos parlamentares do PCP e do PEV condicionam decisões e são determinantes e indispensáveis à reposição e conquista de direitos e rendimentos.
Traduziu-se não numa situação em que o PCP seja força de suporte ao Governo por via de um qualquer acordo de incidência parlamentar, mas sim uma situação em que tendo contribuído para que o Governo iniciasse funções e desenvolva a sua acção, o PCP mantém total liberdade e independência políticas, agindo em função do que serve os interesses dos trabalhadores, do povo e do País.
Uma solução política assumida na plenitude da sua independência e identidade, reafirmando o seu Programa e projecto, inscrevendo como objectivos da sua intervenção a concretização da ruptura com a política de direita e uma política patriótica e de esquerda.
Uma solução onde está presente um compromisso de reverter direitos e rendimentos esbulhados e dar resposta a problemas urgentes dos trabalhadores, do povo e do País e inverter o curso para o desastre económico e social que vinha sendo imposto.
É esse o compromisso que importa cumprir!
Dar novos e mais firmes passos em frente no melhoramento da vida dos portugueses!
Afastar as ameaças, mas também a superação das ilusões, sendo um imperativo da hora presente, exige o contributo e a conjugação de um conjunto de factores essenciais, desde logo e em primeiro lugar, o envolvimento dos trabalhadores e do povo, e da força da sua luta que é preciso desenvolver e ampliar.
Foi a luta que nos trouxe até aqui. Uma luta de anos, uma luta que se desenvolveu após as eleições de 4 de Outubro, que marcou com grande impacto a queda e remoção do Governo PSD/CDS em Novembro passado.
Luta que continuou - desenvolvida pelos trabalhadores de diversos sectores, da Administração Pública, dos enfermeiros e outros trabalhadores da saúde, dos guardas florestais, das autarquias e empresas municipais, do Inatel, da Santa Casa da Misericórdia, da EGF, Amarsul e Valorlis, dos trabalhadores da Carris, do Metro, dos trabalhadores portuários e aeroportuários, do sector têxtil, das cantinas e lavandarias dos hospitais, da hotelaria, da Dan Cake, Unicer e Panrico, da Sonae e Pingo Doce, da Petrogal, da ALSTOM, da Caetano Bus, do Parque da Autoeuropa, dos centros de contacto da EDP, da Soares da Costa, das OGMA, dos taxistas. Luta da juventude trabalhadora, dos estudantes do ensino secundário e do ensino superior, dos agricultores, dos produtores de leite e de carne, dos reformados e pensionistas. Luta em defesa dos serviços públicos, da Escola Pública e do Serviço Nacional de Saúde, pelo direito à mobilidade.
A todos os trabalhadores, à população em luta, manifestamos a nossa solidariedade. Nada foi oferecido, tudo foi conquistado, assim foi e assim será!
A luta, essa vai continuar e continuará pela defesa, reposição e conquista de direitos!
A resistência e luta dos trabalhadores é inseparável das suas organizações unitárias de classe, da CGTP-IN, a sua grande central sindical que daqui saudamos. Unidade, luta e organização é, ontem como hoje, o caminho da vitória!
A luta dos trabalhadores e das suas organizações é uma condição determinante, para a evolução positiva da nova fase e a construção de um outro rumo para o País. Mas exige também o aprofundamento da convergência e acção comum dos sectores e personalidades democráticas e patriotas, empenhados no combate à política de direita, para assegurar o futuro do País.
Alterar a actual correlação de forças política, na sociedade portuguesa, dando mais peso e mais força ao PCP é outra condição necessária e indispensável a novos avanços. A vida está a mostrar que a solução dos problemas nacionais tem no PCP, no seu reforço, no alargamento da sua influência, um factor incontornável na criação das condições para a concretização da política patriótica e de esquerda que o País precisa.
Por isso, nos dirigimos aos portugueses que aspiram levar o País para frente, dizendo-lhes: apoiem o PCP! Dem força ao PCP e os resultados surgirão!
Mais força e mais apoio ao PCP que quanto mais forem, mais garantido está que a vida dos portugueses não andará para trás!
Mais apoio ao PCP que significará mais força para resolver os problemas nacionais!
Mais força, para levar mais longe a concretização das soluções necessárias para assegurar emprego, direitos, produção, desenvolvimento, soberania!
O País precisa de fazer grandes e urgentes opções para assegurar os interesses do povo português e a independência nacional.
A opção entre continuar o arrastado caminho que nos tem conduzido ao empobrecimento ou encetar um novo rumo com outra política, em ruptura com a política de direita e de submissão à União Europeia e ao Euro.
Portugal precisa de uma política patriótica e de esquerda capaz de dar resposta a problemas de fundo, como são os do fraco crescimento económico, do desemprego e dos baixos níveis de investimento, e assegurar condições de vida digna para os portugueses.
Precisa de uma política que assuma a recuperação da soberania monetária, que inscreva como uma necessidade inadiável a renegociação da dívida para libertar recursos e que resolva o grave problema da dominação monopolista da banca.
Sim, a submissão ao Euro, a dívida colossal, a dominação monopolista da banca, são três dos principais mecanismos de dependência nacional ao grande capital financeiro, aos grandes grupos económicos europeus e que nos condenam à sujeição e ao garrote político.
A recuperação da soberania monetária é uma necessidade estrutural do País.
Portugal precisa da sua própria moeda, banco central emissor e gestão monetária, financeira, cambial e orçamental ajustadas, e ao serviço do País.
Precisa de renegociação da dívida pública, nos seus prazos, juros e montantes, que reduza substancialmente o volume de encargos anuais e o endividamento externo, liberte fundos para o investimento e as funções sociais do Estado, e estanque a sangria de recursos para o estrangeiro. Portugal não pode pagar anualmente em juros mais de 8,5 mil milhões de euros, um montante colossal e sufocante.
Precisa de assegurar o que é outra necessidade premente – o controlo público da banca, invertendo o processo em curso de alienação e concentração aceleradas nos mega bancos europeus da sua actividade bancária, cada vez mais presente com a gigantesca operação a que chamam de União Bancária. Um processo que confirma que a banca ou é pública ou não é nacional!
Mas sabemos ser indispensável ir mais longe.
Nos próximos meses, no quadro da sua acção política, seja no quadro do próximo Orçamento do Estado, seja no plano da sua intervenção política mais geral dentro e fora da Assembleia da República, continuaremos a bater-nos por objectivos que consideramos necessários e indispensáveis para o País.
Podem por isso, contar com o empenhamento do PCP, na luta contra a precariedade e todas as formas de exploração seja no sector público, ou no sector privado, pela revogação das normas gravosas da legislação laboral, na defesa e valorização da contratação colectiva, pelo descongelamento das carreiras na Administração Pública, na exigência do aumento dos salários, designadamente do salário mínimo nacional para 600€ a partir do início próximo ano.
Podem contar com o PCP na luta pelo aumento efectivo das reformas e pensões tal como propusemos no Orçamento do Estado de 2016, com um aumento mínimo não inferior a 10€ por mês.
Podem contar com o PCP na luta pelo aumento do número de médicos, enfermeiros e assistentes operacionais no Serviço Nacional de Saúde, suprindo as gritantes necessidades neste sector que o governo anterior quase destruiu, bem como, no sentido da redução e eliminação das taxas moderadoras.
Podem contar com o PCP para dar continuidade à introdução da gratuitidade dos manuais escolares na Escola Pública fixando-a já no próximo ano para o 1º ciclo do ensino básico, bem como, no imprescindível caminho de diminuição do número de alunos por turma, na contratação e vinculação dos professores ao quadro.
Podem contar com o PCP na luta por mais e melhor Segurança Social, nomeadamente pela melhoria das prestações sociais, descongelando o chamado Indexante dos Apoios Sociais e alargando os valores e condições de acesso aos apoios concedidos em situações de desemprego, doença, pobreza, infância, designadamente o abono de família.
Podem contar com o PCP na luta contra as injustiças no sistema fiscal. Combatendo os privilégios dos grupos económicos, tributando o património mobiliário e aliviando os impostos sobre os trabalhadores e o povo.
Podem contar com o PCP na luta em defesa da produção nacional. Uma política que decididamente promova e reforce o investimento público orientado para o crescimento e emprego, com políticas que defendam a agricultura, as pescas e a indústria. É preciso garantir o acesso ao crédito e apoios públicos a milhares de micro, pequenas e médias empresas.
Podem contar com o PCP, no combate à privatização do Novo Banco e para defender a Caixa Geral de Depósitos enquanto banco público. Reforçando a sua intervenção e estrutura, servindo as populações e a economia nacional, respeitando os trabalhadores e os seus direitos.
Podem contar com o PCP na defesa da língua e cultura portuguesas, pelo reforço dos apoios à actividade artística e cultural, pela dignificação do serviço público de rádio e televisão, pela dinamização das milhares de estruturas, companhias, grupos formais e informais que fazem e desenvolvem a cultura de um povo.
Sim, esconjurar os perigos exige acção convergente da luta dos trabalhadores e do povo, a determinação dos democratas e patriotas, o fortalecimento do PCP e, não menos importante, de uma política que assegure efectivamente a resolução dos problemas do País!
O PCP é a força necessária e insubstituível na defesa dos interesses dos trabalhadores, do povo e do País, e para a construção da alternativa patriótica e de esquerda.
Temos uma intervenção que se distingue e marca a diferença em todas as instituições em que estamos presentes. No Parlamento Europeu na defesa dos interesses nacionais e da cooperação entre os povos. Na Assembleia da República com uma intervenção intensa combatendo o que é negativo, não desaproveitando nenhuma possibilidade de melhoria das condições de vida, tomando a iniciativa, afirmando a alternativa. Nas Assembleias Legislativas Regionais dos Açores e da Madeira intervindo para a defesa dos interesses das populações e o desenvolvimento das regiões autónomas. No Poder Local prosseguindo a intervenção e a obra notável da CDU.
Temos pela frente importantes batalhas eleitorais. Quando aqui voltarmos para o ano estaremos em plena campanha eleitoral para as autarquias locais. Estamos em condições de fazer dessas eleições um momento de construção de um resultado que confirme a CDU como a grande e principal força de esquerda no Poder Local. Em condições de contribuir com o resultado da CDU para defender, afirmar e valorizar o Poder Local Democrático. E sobretudo em condições, com o reforço da CDU, corresponder ao crescente apoio e reconhecimento das populações perante o trabalho e a obra realizada, e o percurso de trabalho, honestidade e competência que em nós identificam.
Vamos para estas eleições concorrendo em todo o País no quadro da CDU e do seu projecto distintivo. Em 2017 afirmaremos de novo a CDU como força de projecto com provas dadas, como solução e proposta alternativa à gestão de PS, PSD e CDS. Temos até lá muito trabalho. Para responder plenamente a problemas e aspirações locais, para fazer valer os direitos das populações, para dar maior expressão à participação democrática. E também para, ampliando a expressão e influência da CDU, dar mais força à luta por uma política alternativa ao serviço dos trabalhadores, do povo e do País.
Estamos já numa fase adiantada na importante batalha eleitoral de 16 de Outubro nos Açores. Aos nossos camaradas da Região Autónoma dos Açores uma palavra de apoio e solidariedade de todo o Partido com a confiança de que o reforço da CDU será uma importante contribuição para, também na região, fazer valer os direitos e interesses dos trabalhadores e do povo.
Desenvolvemos uma intervenção sem paralelo na dinamização da luta na defesa, reposição e conquista de direitos dos trabalhadores e do povo.
Vamos prosseguir e intensificar a campanha “Mais direitos, mais futuro. Não à precariedade”. Realizámos um vasto conjunto de iniciativas e propostas legislativas, num combate que vamos ampliar contra este flagelo social. Não desistiremos, este combate tem que ser vencido!
Temos uma intervenção ímpar nos grandes combates políticos sobre o desenvolvimento e a soberania do País, em defesa da reindustrialização, da agricultura e das pescas nacionais, pelo fim da submissão à União Europeia e ao Euro!
Assim vamos continuar com a forte intervenção que a situação exige. Iniciaremos neste mês de Setembro uma grande acção nacional pelo emprego, os direitos, a produção e a soberania, pela alternativa patriótica e de esquerda. Contacto, esclarecimento, mobilização dos trabalhadores e do povo, para dizer e para ouvir. Com acções nas ruas, nas empresas, nos locais públicos, com a realização de um ciclo de iniciativas sobre importantes matérias como o combate à precariedade, a legislação laboral, os salários, as pensões e a Segurança Social, o Serviço Nacional de Saúde, apoio às crianças e pais, por um desenvolvimento equilibrado, a habitação, a política fiscal.
Está nas mãos dos trabalhadores e do povo português abrir o caminho e concretizar o Portugal a que temos direito. O PCP aqui está para assumir todas as suas responsabilidades como força portadora de uma política alternativa, força agregadora dos democratas e patriotas, força dinamizadora do esclarecimento e da luta, força de acção, esperança e confiança.
Somos um Partido, que resiste, e avança, um Partido que os trabalhadores, o povo e o País precisam que seja cada vez mais forte.
Mais força ao PCP, intervindo, levando à prática a acção “Mais organização, mais intervenção, maior influência – um PCP mais forte”, avançando na capacidade de direcção, na assumpção de tarefas regulares, na adesão de novos militantes, na intervenção e organização das células de empresa e local de trabalho, na acção das organizações locais, no trabalho com camadas sociais específicas, na ligação aos trabalhadores e às populações, na propaganda e difusão da imprensa partidária designadamente do «Avante!», na independência financeira do Partido.
Um partido mais forte e com mais força, com os traços essenciais que o definem - a sua natureza de partido da classe operária e de todos os trabalhadores, o seu objectivo da construção de uma sociedade nova, o socialismo e o comunismo, a sua base teórica o marxismo-leninismo, os seus princípios de funcionamento decorrentes do desenvolvimento criativo do centralismo democrático, com uma profunda democracia interna, uma única direcção central e uma única orientação geral, e a sua característica de partido patriótico e internacionalista.
Da tribuna deste comício reafirmamos o compromisso do PCP e fazemos um forte apelo a todos os democratas e patriotas, aos trabalhadores e ao povo português para que se mobilizem numa grande afirmação nacional de resistência à chantagem e à submissão, de libertação social e nacional, por uma política patriótica e de esquerda, por um Portugal desenvolvido e soberano. Como a nossa história de quase 900 anos mostra e a evolução recente comprova, podem proclamar inevitabilidades e impossibilidades, podem criar obstáculos, podem mesmo retardar o caminho, mas nada nem ninguém pode impedir um povo de decidir do seu futuro. Somos uma força que assenta num ideal, num projecto, na convicção, na militância como dever livremente assumido, como forma de realização ao serviço do povo, como instrumento de acção imbatível de que nos orgulhamos individual e colectivamente. Assim somos, um grande colectivo militante, somos muitos e seremos mais.
O Partido Comunista Português é esse grande colectivo que age, que decide, que reflecte, sempre com a contribuição individual, num processo democrático sem paralelo. Assim é, assim está a ser e será na preparação do XX Congresso, que vamos realizar a 2, 3 e 4 de Dezembro, em Almada, sob o lema “PCP – com os trabalhadores e o povo, democracia e socialismo”.
Estamos a três meses do Congresso. Um congresso a pensar e a dar resposta aos problemas dos trabalhadores, do povo e do País, para desbravar os caminhos de um Portugal com futuro e que aponta o horizonte de uma sociedade nova. Vamos entrar na fase final, em que ainda mais se impõe a participação e o envolvimento de todo o Partido!
Um Congresso realizado no tempo presente, que honrará a história heróica do nosso Partido e afirmará a sua identidade, a validade e actualidade do seu Programa, do seu projecto libertador.
Lutamos por objectivos concretos e imediatos, para defender, repor e conquistar direitos, pela ruptura com a política de direita, por uma politica patriótica e de esquerda. Lutamos pela democracia avançada com os valores de Abril no futuro de Portugal. Lutamos sempre, todos os dias, em todas as frentes pela construção de uma sociedade livre da exploração e da opressão, pelo socialismo e o comunismo, sempre mas sempre, ligados aos trabalhadores e ao povo português, aos seus anseios, com aquela confiança e determinação que se alicerça na força da esperança, na força da luta, na força do povo.
INTERVENÇÃO DE JERÓNIMO DE SOUSA, SECRETÁRIO-GERAL
CONFERÊNCIA DE IMPRENSA, ALEXANDRE ARAÚJO, MEMBRO DO SECRETARIADO DO COMITÉ CENTRAL, LISBOA
Apresentamos hoje alguns dos principais destaques do programa da 39ª Festa do Avante, que este ano se realiza a 4, 5 e 6 de Setembro na Atalaia, Amora, Seixal e que a edição de amanhã do Avante! tratará de forma desenvolvida.
A Festa do Avante! ao longo das suas 38 edições afirmou-se junto de sucessivas gerações como uma realização única, ganhando pela sua dimensão politico-cultural, mas também pela sua dimensão humana, de convívio, fraternidade e camaradagem uma identidade própria e raízes profundas na sociedade portuguesa.
Trata-se de uma grande iniciativa aberta a todos, aberta à juventude, aos trabalhadores e ao povo português pela mão do Partido Comunista Português, a Festa do Avante! é um elemento de confiança na luta pela construção de um Portugal com Futuro, alicerçado no valores de Abril.
Grande realização só possível com a dedicação e militância de milhares de homens mulheres e jovens, membros do PCP e da JCP, de muitos amigos da Festa que não dispensam todos os anos participar na sua construção, nas Jornadas de trabalho que este ano tiveram início no passado dia 7 Junho, ou nas mil e uma outras tarefas que concorrem para o seu êxito.
Afirmando a sua identidade e características, sempre renovada e com novos motivos de interesse, que justifica o regresso ou a sua visita pela primeira vez, a Festa do Avante! deste ano, constituirá pela sua dimensão, diversidade e impacto um momento marcante na vida politica e cultural do País.
A Festa do Avante! realiza-se a poucas semanas das eleições para a Assembleia da República, pelo que a afirmação das propostas e projecto do PCP e da CDU não deixarão de marcar no plano politico o programa da Festa.
No Espaço Central estará patente um grande exposição “A Força do povo – Soluções para um Portugal com futuro” onde se procurará sintetizar as propostas para uma verdadeira política alternativa, patriótica e de esquerda, capaz de romper com a política de direita que pela mão de PSD, CDS e PS conduziu o País a um dos períodos mais negros da sua história recente.
A exposição aborda os traços mais relevantes da situação económica e social do País, com destaque para as privatizações e o esbulho da riqueza nacional, o aumento da pobreza e da exclusão social, a ofensiva contra os direitos dos trabalhadores e dos reformados e a degradação do regime democrático.
A política de direita e de declínio nacional tem responsáveis que não é possível iludir, os governos do PS, PSD e CDS, tal como não é possível esconder a sua intenção de prosseguir o mesmo caminho de aumento da exploração e regressão social.
É a partir da luta dos trabalhadores e do povo contra a política de direita, que a exposição defende novas politicas de alternativa aos constrangimentos da soberania nacional e ao desenvolvimento do País e aborda os grandes eixos do Programa eleitoral do PCP para um Portugal com Futuro, dando relevo ao papel do Partido, à sua luta e intervenção, e à importância do seu reforço e do reforço da CDU para uma política patriótica e de esquerda no nosso País.
É também no espaço central que se realizarão alguns dos cerca de 30 debates sobre temas da actualidade nacional e internacional, que decorrerão na Festa do Avante!. No plano politico merece ainda destaque o grande comício da Festa onde intervirão Jerónimo de Sousa Secretário-geral do Partido, Manuel Rodrigues director do Avante e Elsa Severino dirigente da JCP.
No Espaço Internacional sob lema “Direitos, Soberania, Paz – solidariedade anti-imperialista”, no ano em que se assinalam os 70 anos da vitória sobre o Nazi-fascismo e o fim da 2ª guerra mundial, evocar-se-á a resistência e luta dos povos, assinalando os perigos e potencialidades do momento que vivemos.
Dezenas de Partidos Comunistas e outras organizações progressistas marcarão presença na Festa e receberão dos comunistas portugueses a sua solidariedade fraterna, nomeadamente em iniciativas de solidariedade com os povos de Cuba, Palestina, Sahara Ocidental, Ucrânia e Venezuela
Importantes exposições estarão patentes na Festa do Avante!. A XIX Bienal de Artes plásticas, que conta já com um numero significativo de inscrições ( que decorrem ainda até 21 Junho). Esta iniciativa é aberta a todas as obras e disciplinas artísticas, nomeadamente desenho, escultura, fotografia, gravura, pintura e vídeo.
Também no Espaço das Artes, uma exposição de Arte Urbana. Após a apropriação de lugares no espaço publico, diversos artistas da street art têm vindo também a participar em exposições e a intervir em projectos de reabilitação de espaços urbanos.
No Espaço da Ciência o tema este ano será a Luz, com o lema “Festa – Luta, Luz, Futuro!”, no ano em que se assinala o Ano Internacional da Luz. Áreas tão diversas como a biologia, astronomia, física, ciências sociais, bem com as artes e as letras estarão presentes demonstrando todo o potencial que este tema oferece.
Na Festa um amplo, vasto e diversificado programa de espectáculos, de músicas e concertos de todos os géneros, dezenas de manifestações artísticas e culturais, nos 10 palcos instalados no recinto.
Um palavra para o Palco Novos Valores, junto ao Espaço da Juventude por onde passarão as bandas vencedoras dos concursos promovidos pela JCP que decorreram em todo o País. Mais de 100 bandas, actuaram em 37 eliminatórias e 10 finais, envolvendo milhares de jovens. O Palco Novos Valores é um espaço de passagem obrigatório para quem quer conhecer a nova música portuguesa
Na Festa o teatro e as artes de palco têm lugar de destaque no Avanteatro. Este ano marcam presença O Bando com “Em nome da terra”, “Afonso Henriques” e “Senhor Imaginário”, a Companhia de Teatro de Almada com “O Mandarim”, Teatroensaio com “Transumância” e a Companhia de Dança de Almada.
No CineAvante, a presença destacada do cinema português. “Alentejo, Alentejo” de Sérgio Tréfaut, “Pára-me de repente o pensamento” de Jorge Pelicano, “Os gatos não tem vertigens” de António-Pedro Vasconcelos e “Douro Faina Fluvial“ e "O Velho do Restelo" de Manoel Oliveira.
Na Festa do Avante! há ainda espaço a Festa do Livro, com sessões de apresentação e autógrafos, para um diversificado Roteiro Gastronómico que passa pelas principais especialidades da cozinha regional, e para o desporto com milhares de atletas de todas as idades, em mais de 30 modalidades, de raiz genuinamente popular ou de alta competição, em representação de centenas de colectividades e associações. Ponto alto é a Corrida da Festa no dia 6 Setembro percorrendo a distancia de 10,2 Km com início junto ao coreto da Amora e terminando no interior da Festa.
Na Festa do Avante! encontra-se espelhada a realidade de todas as regiões do País, a sua cultura, gastronomia e artesanato, a actividade e intervenção das organizações do PCP, a luta dos trabalhadores e das populações.
Uma Festa que continua a crescer e a afirmar-se, que beneficiando da sua localização magnifica na Quinta da Atalaia, tem excelentes condições para receber os seus muitos milhares de visitantes, e que será ainda mais valorizada com o alargamento no próximo ano, em que se assinalam os 40 anos da Festa do Avante!, ao espaço da Quinta do Cabo.
Na Festa encontra-se e respira-se a força do Povo, do povo que a constrói, que a vive e tomou como sua e que no limiar dos 40 anos da Festa do Avante! continua a ser a garantia do seu futuro pois Não há Festa como esta!
A 39ª Festa do Avante! realiza-se nos dias 4, 5 e 6 de Setembro de 2015, organizada pelo Partido Comunista Português é a maior iniciativa político-cultural do País, um espaço único de convívio, amizade e solidariedade. Durante 3 dias é possível usufruir de um amplo e diversificado programa de espectáculos nos mais de 10 palcos com destaque para o Palco 25 Abril e Auditório 1º de Maio. Com um grande espectáculo de música clássica ao ar livre, passando pelo Blues, Jazz, Rock, Fado, Cante Alentejano, musica tradicional entre outros, são centenas os artistas nos palcos da Festa. Mas a Festa é muito mais. É Teatro, Cinema, Artes Plásticas, Desporto, Ciência, Exposições, Gastronomia e também o Espaço Criança, a Festa do Livro e do Disco, o Espaço Internacional. Todo um universo a ser descoberto por quem visita a Festa.
Desde a última edição da Festa do Avante! agravou-se a ofensiva da política de direita, mas o povo português soube responder com a sua luta. A Festa vai dar expressão a essa luta de resposta ao rumo de declínio nacional a que o País foi conduzido, mas também às soluções de que o País precisa. Num ano em que se realizam as eleições legislativas, não faltará um forte apelo a que todos os democratas e patriotas construam, com o PCP, uma política alternativa patriótica e de esquerda.
Correspondendo a uma aspiração dos últimos 25 anos, e porque se tornou evidente a necessidade de valorizar e ampliar a Festa, o PCP lançou a campanha «Mais espaço, mais festa. Futuro com Abril. Avante! com a campanha». Um objectivo arrojado para alargar a Festa com a aquisição da Quinta do Cabo, garantindo um novo e amplo espaço, que em 2016 estará em pleno funcionamento. Todos estão convidados a contribuir (para mais informações consultar:
(http://www.pcp.pt/maisespacomaisfesta/).
Estão já abertas as inscrições para a XIX edição da Bienal de Artes Plásticas, até 21 de Junho – espaço aberto a todas as obras e disciplinas artísticas -, assim como para o Concurso de Bandas para o Palco Novos valores cujo regulamento pode ser consultado em www.jcp-pt.org, e que todos os anos mobiliza centenas de participantes.
A EP – Entrada Permanente - dá acesso durante os 3 dias de Festa a todos os espectáculos, debates e outras iniciativas, e pode ser adquirida desde já nos Centros de Trabalho do PCP, na Ticketline e nos locais habituais. A sua compra antecipada é uma expressão concreta de solidariedade para com a Festa do Avante! e a sua construção militante.
Até dia 3 de Setembro a EP tem um custo de 23€, e durante os dias da Festa será de 34€. Este é mais um argumento para a compra antecipada da EP! As novidades sobre a Festa do Avante! (programa, informações úteis, entre outros) podem ser acompanhadas desde já em www.festadoavante.pcp.pt e facebook.com/festadoavante.
A notícia hoje (11/12/2014) divulgada pelo jornal «Público» sobre alegados donativos do BES/Novo Banco à Festa do «Avante!» constitui uma peça para tentar atribuir ao PCP práticas e procedimentos que em absoluto rejeita. Face às insinuações subjacentes ao artigo o PCP esclarece que:
- A Festa do «Avante!» tem com o BES/Novo Banco uma relação comercial que tem como principal elemento a titularidade de uma conta bancária onde são depositadas e movimentadas as receitas da Festa, cujas vantagens para a referida entidade por si só justificaria que não acrescessem encargos para a Festa decorrentes de serviços associados, como o transporte de valores, a instalação de meios de pagamento automático, de realização de depósitos e de levantamento de DINHEIRO.
- É falso que a Festa do «Avante!» tenha solicitado ou obtido qualquer apoio ou donativo financeiro do BES/Novo Banco. A relação que a Festa do «Avante!» detém com o referido banco é estritamente de natureza comercial, como cliente que detém uma conta de importância significativa a que se associa a contratação dos serviços mencionados, nas condições apresentadas pela própria instituição. Sendo totalmente alheio à forma como essa entidade classifica a contabilização dos serviços contratados, o PCP rejeita e considera totalmente abusiva qualquer assumpção do conceito de donativo nesta relação comercial.
- É, aliás, de sublinhar que apesar da importância da conta que a Festa do «Avante!» tem no BES/Novo Banco, os serviços que lhe estão associados tenham representado um encargo para a Festa de mais de 20 mil euros no ano presente que serão inscritos como despesa nas contas, a enviar ao Tribunal Constitucional. Ao contrário do que é sugerido, na relação comercial com o BES/Novo Banco ou qualquer entidade a que a Festa do «Avante!» contrata serviços, são estas que efectivamente têm proveito na relação estabelecida.
Aos que não desistem de procurar envolver o PCP em práticas que hoje proliferam no País, o PCP não só repudia essas manobras como reafirma a sua absoluta independência face ao poder económico e a sua reconhecida atitude de honestidade e isenção que nenhuma operação mistificatória conseguirá pôr em causa.
Comício do PCP - «Mais espaço, mais Festa. Futuro com Abril - Avante com a campanha»
Sábado 4 de outubro de 2014, 15:00, Amora - Seixal
Comício do PCP - «Mais espaço, mais Festa. Futuro com Abril - Avante com a campanha», com visita ao terreno da Quinta do Cabo, pelas 15h00, junto ao lago na Quinta da Atalaia, Amora - Seixal.
Participa Jerónimo de Sousa, Secretário-Geral do PCP.
Na Abertura da 38ª edição da Festa do Avante, Jerónimo de Sousa, Secretário-Geral do PCP, transmitiu a concretização de uma aspiração que se alimentou desde a altura da aquisição da Quinta da Atalaia: o alargamento do terreno da Festa.
"Há 25 anos, na abertura da décima terceira edição da Festa do «Avante!», em Loures, o camarada Álvaro Cunhal anunciou a aquisição da Quinta da Atalaia e dizia que terminava assim «o jogo indigno de Governos e outras entidades de cederem temporariamente terrenos abandonados, cheios de mato e pedras com a esperança de nos verem afundar-nos neles».
Uma outra aspiração se alimentou desde a primeira hora: o alargamento do terreno da Festa. Prosseguiram-se esforços com esse objectivo ao longo de 25 anos mas sem resultados. Surgiu finalmente a oportunidade, que não podíamos desperdiçar, de concretizar essa aspiração. Adquirir a «Quinta do Cabo da Marinha» um terreno contíguo à Quinta da Atalaia com um enquadramento paisagístico de grande qualidade, arvoredo, espaço aberto, que permitirá aumentar em mais um terço o espaço disponível da Festa e alargar significativamente a sua ligação à Baía do Seixal. A Quinta do Cabo permitirá uma ainda maior valorização da Festa, o seu alargamento, o encontrar de melhores soluções para a reformulação dos seus espaços e enriquecimento dos seus conteúdos, para a melhoria da sua preparação, funcionamento e acolhimento dos visitantes.
É uma decisão que corresponde a uma grande aspiração, do colectivo partidário, dos visitantes da Festa, de todos os que a reconhecem como a maior realização político-cultural do País.
É uma decisão audaciosa porque se afirmamos a nossa independência e autonomia em relação ao Estado e ao poder económico não será uma aquisição por cedência, dádiva ou favor do Estado, por favor da banca ou de qualquer grupo económico. É um empreendimento e um compromisso nosso. Lançaremos uma campanha de fundos porque é preciso assegurar o seu pagamento completo, dirigindo-nos aos militantes e amigos do Partido, aos amigos da Festa do «Avante!», aos democratas e patriotas, apelando para criar as condições para uma Festa do «Avante!» ainda maior e melhor."
"A declaração de Passos Coelho ao país foi pior do que se pensava!"
Após a análise das palavras de Pedro Passos Coelho:
O Primeiro Ministro anunciou a continuação do roubo de 2 meses de salário para os reformados, pensionistas e trabalhadores da administração pública.
Anunciou ainda o governante que o roubo agora é para todos, ou seja. Com o aumento do desconto para a segurança social em 7 pontos percentuais por parte dos trabalhadores multiplicado por 14 meses dá um mês de salário roubado a todos. Ao mesmo tempo que os empresas passam a descontar menos 5,75%. Trata-se de uma transferência directa dos rendimentos dos trabalhadores para os bolsos do capital. Ou seja, mais lucro para as empresas. Sobretudo as grandes empresas.
Com estas medidas o Governo PSD, CDS (Com o apoio na assinatura do memorando com a Troika do PS e UGT) visa promover mais desemprego e mão de obra mais barata.
Consequentemente a economia continuará em recessão, e o povo caminhará para a pobreza extrema.
A luta por parte de, todos, os trabalhadores deve ser a resposta já no dia 1 de Outubro de acordo com a CGTP-IN.
Os lucros e as grandes fortunas continuam intocáveis. Nem uma palavra e muito menos medidas para quem lucrou ao longo das décadas à custa dos trabalhadores. (Neste aspecto PS, PSD e CDS estão todos de acordo ao longo dos sucessivos governos que fizeram parte).
A resposta tem de ser a luta de todos os trabalhadores.
É com o PCP e a CGTP-IN que os trabalhadores podem contar.
Pelas 19:00 horas de Sexta abre a 36ª edição da Festa do Avante!
Considerada pelos milhares de militantes, simpatizantes, apoiantes e visitantes como o maior evento, cultural, gastronómico e obviamente político realizado com regularidade em Portugal.
Os dois momentos maiores são: Na Sexta à hora de abertura Jerónimo de Sousa declara "aberta a Festa do Avante!" e saúda todos os construtores e visitantes na Praça da Paz.
E no Domingo pelas 18:00 o grande comício da Festa no Palco 25 de Abril. Com as intervenções de Jerónimo de Sousa, Secretário-geral do PCP e José Casanova, director do Avante!
Alguns destaques na Festa:
Espaço Central (Artistas militantes),
Cine Avante (mais de 15 filmes),
Artes Plásticas (75 anos de Guernica),
Desporto (mais de 300 colectividades),
Avanteatro (desde 1986),
Palco 25 Abril (Sinfonietta de Lisboa, Ciganos D` Ouro),
Auditório 1º de Maio (Ana Moura),
Palco Arraial (Dançares da APPACDM),
Palco Novos Valores (JCP) mais 5 palcos,
Entre muitos outros...
Portalegre estará representado como todas organizações distritais do continente e ilhas. Ao lado das comitivas estrangeiras.
No artesanato há a destacar trabalhos em madeira e cortiça e o barro de Niza. No Restaurante será confeccionado o tradicional Ensopado de Borrego e as Febras à Norte alentejano.
No Bar, a Açorda, Pimentos fritos, Torresmos, azeitonas, Javali, Favas e Sopa de Tomate são os destaques.
Os Produtos Regionais em destaque são os enchidos, queijos e bolos regionais.
A Rota dos vinhos destaca os da Adega Mayor de Campo Maior. Entre muitas excelentes escolhas da região.
Campo Maior estará ainda representado pelo trabalho dos seus voluntários não só na construção como no funcionamento da estrutura regional.
Vozes da Nossa Terra, Domingo pelas 21h30
Os destaques maiores da nossa vila raiana são, obviamente, para a a apresentação do livro "maior é o povo.aqui é Campo Maior" da autoria de Filipe Chinita com a apresentação de Maria de Céu Pires, pelas 15h00 de Sábado na Festa do Livro. E para a actuação do grupo "Vozes da Nossa Terra" às 21h30 de Domingo no Espaço Alentejo.
Apresentação do poema, Sábado às 15h00
Todos em geral estão e os campomaiorenses em particular estão convidados a visitar a Festa do Avante!
A construção da Festa do Avante! É uma tarefa constante. A manutenção de toda a área da Quinta da Atalaia e a melhoria das suas condições é permanente. Contando para tal o trabalho de grande número de comunistas militante e simpatizantes da festa. Que de forma voluntária dão vida à "Terra dos Sonhos" ano após ano.
Este ano, o aumento do ritmo de trabalho e do número de voluntários teve inicio em 16 de Junho. Com a montagem das estruturas de suporte aos pavilhões de cada representação distrital, do Espaço Central, Espaço Internacional, entre muitos outros pavilhões.
Este fim-de-semana decorreram mais duas jornadas de trabalho para a construção do Pavilhão de Portalegre (DORPOR). Nas quais marcaram presença alentejanos do distrito oriundos de Campo Maior, Fronteira, Monforte, Ponte de Sor, Portalegre, Sousel e Nisa.
Momento de intervenção de Paulo Raimundo do CC
Decorreu igualmente o tradicional almoço com todas as organizações do Alentejo. Este ano organizado pela de Évora (DOREV). Contando com a presença de centenas de construtores da Festa do Avante! 2012.
Até ao encerramento da festa. Haverá jornadas de trabalho, todos os dias.
Resumir a "Festa do Avante" aos 3 dias de Setembro em que as portas da Quinta da Atalaia se abrem para o mar de gente que marcou presença em 2011 é manifestamente pouco.
Pois a mesma se inicia quando a edição do ano anterior termina. E está em permanente actividade.
A base para todo este período de festa são as Jornadas de Trabalho, em que centenas de voluntários colaboram em todo o processo de construção até à presença nos respectivos pavilhões para receber os visitantes. Este ano, e mais uma vez, os Campomaiorenses marcaram presença em várias jornadas de trabalho fazendo equipa com diversos camaradas e amigos de concelhos do Distrito de Portalegre.
Jornada de Trabalho
Além dos vinhos da região e dos pratos típicos (Ensopado de Borrego, no restaurante e a Açorda no Bar). Portalegre demonstrou que também tem músicos com grande qualidade. A Banda "Paramusical" e a "Brigada 14 de Janeiro" de Elvas marcaram presença. Sendo estreia no caso da primeira e repetição na segunda.
Brigada 14 de Janeiro (Elvas)
Paramusical (Elvas)
Do desporto (Atletismo, Judo, Ginástica, etc...) à gastronomia nacional (representação de todos os dirtitos e ílhas) e internacional (pelos mais diversos países representados no "Espaço Internacional"), passando pela cultura ("Festa do Livro") , as artes (com destaque para a Bienal de Artes Plásticas" e "CineAvante"), pela música (mais de 8 palcos) e obviamente a política (grande comício de abertura e encerramento da Festa) e os temas da actualidade. Se pode e deve classificar como a maior festa construida pelo povo e para o povo e as classes trabalhadores. Ver algumas fotos aqui