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segunda-feira, 6 de março de 2023

102º aniversário do Partido Comunista Português | 6 Março de 1921 - 6 de Março de 2023


Intervenção de Paulo Raimundo, Secretário Geral do PCP, comício do 102º aniversário do PCP

Uma calorosa saudação a todos os presentes, neste grande comício, que assinala o aniversário do nosso Partido, mas que marca também o fim da X Assembleia da Organização Regional de Lisboa. 

Uma grande realização e afirmação do Partido. 

Importantes conclusões tiradas, uma nova direcção eleita e agora o mais exigente, levar por diante todas e cada uma dessas conclusões. 

Intervir, lutar, avançar, um PCP mais forte. Para tomar a iniciativa, reforçar o Partido, responder às novas exigências. 

Temos uma realidade no País e no mundo cujas marcas são as desigualdades e as injustiças. É esta a realidade de todos os dias, a realidade com que se confrontam os trabalhadores, as populações e amplas camadas da sociedade. 

Para estes sobram o aumento dos preços e do custo de vida, sobram baixos salários e pensões, sobra a pobreza, sobra o aumento das rendas, sobram as dificuldades e os sacrifícios. 

Para os grupos económicos sobram os lucros e sobram as decisões políticas em função dos seus interesses e objectivos. 

11 milhões de lucros por dia, 450 mil euros por hora, 7600 euros por minuto. 

São muitos números, muitos zeros, muita massa nos bolsos de muito poucos. 

Concentremo-nos nos 11 milhões de euros por dia. 

O PS acha que isto está bem, PSD, CDS, Chega e IL acham o mesmo, nós achamos que isto não pode continuar. 

Aliás, PS, PSD, CDS, Chega e IL acham o mesmo sempre que toca a defender os grupos económicos e atacar salários. É por opção que o PS não descola da política de direita e das opções de PSD, Chega, IL e CDS. 

Veja-se como exemplo, propusemos a fixação de preços de bens essenciais, uma medida importante e que neste momento se impõe. No caso dos alimentos, soubemos há dias que o cabaz aumentou 4 euros na última semana e nunca esteve tão alto, hoje os mesmos bens custam mais 45 euros que há um ano. 

Esta situação, apesar de representar um assalto às carteiras, não se resolve com medidas policiais, resolve-se isso sim com opções políticas. 

E que opção tiveram face à nossa proposta? 

PS, PSD, Chega e IL votaram contra. Na prática votaram a favor da especulação, do aumento dos preços, votaram a favor dos 2 milhões de euros de lucros por dia do Continente ou do Pingo Doce. 

As desigualdades sociais aumentam, mais de 3 milhões de trabalhadores que ganham menos de 1000 euros brutos por mês. 

2 milhões na pobreza, dos quais 385 mil crianças, enquanto os 5% mais ricos concentram 42% de toda a riqueza criada no País. 

A brutal injustiça e desigualdade, o aumento da exploração e o intenso ataque a tudo o que é público constituem marcas da ofensiva política, económica e social que está em curso. 

Uma campanha sem escrúpulos contra o sector público, os serviços públicos, as empresas públicas, uma campanha que tem como objectivo central pôr a mão em tudo o que lhes possa dar ainda mais lucros, mesmo que à custa das necessidades e dos direitos do povo. Mesmo que os lucros deles impliquem os sacrifícios e a exploração do povo e dos trabalhadores. 

Veja-se o ataque ao SNS. 

A população de Lisboa e os milhares de utentes sem médico de família conhecem bem os problemas do Serviço Nacional de Saúde. 

Problemas aos quais o Governo, por opção, não dá resposta. Pelo contrário, a opção é de estrangular, desinvestir e como se não bastasse, agora a nova versão é a de encerrar serviços. 

É o caso recente, para dar um de muitos exemplos, do fecho da urgência pediátrica do Hospital de Loures à noite, por falta de profissionais. Ou como diz o Ministro, por falta de «disponibilidade» de profissionais. E não, encaminhar as crianças e os pais para Lisboa ou quaisquer outros concelhos não é solução, nem torna encerramentos como este menos graves. 

Tudo isto convive com a transferência para os grupos económicos do negócio da doença de 6 mil milhões do Orçamento do Estado. 

6 mil milhões que faziam e fazem falta ao reforço do SNS, à contratação e valorização dos seus profissionais. 

Profissionais que merecem respeito, condições, carreiras e salários. 

É justa a luta dos enfermeiros, dos técnicos, auxiliares, médicos, mas também dos utentes. 

Aqui deixamos o apelo a que se intensifique a unidade de todos na defesa do Serviço Nacional de Saúde. 

Mas também podemos dizer o mesmo da educação e da necessidade de valorizar também os professores, de atender às suas justas reivindicações, nomeadamente a contagem integral do tempo de serviço, para proteger a escola pública. 

É justa a luta dos professores, que hoje mesmo voltaram às ruas no Porto e em Lisboa, é justa a luta dos auxiliares da educação pelos seus direitos, é justa a luta de todos os que defendem a escola pública. 

O Governo não tem alternativa e vai mesmo ter de dar resposta à justa luta que está em curso. Faça a chantagem que entender e que só demove quem nunca esteve seriamente ao lado desta justa reivindicação. 

E o que dizer das manobras para a privatização da TAP? 

Uma empresa pública, cujos critérios de gestão radicam nas práticas privadas com os resultados que estão à vista. 

Mas há aspectos que, não estando ainda à vista de todos, vão ter de ficar, doa a quem doer, custe o que custar. 

A privatização é um crime com prejuízos para o País e para a sua soberania. 

Um golpe protagonizado por sucessivos governos PS, PSD e CDS, incluindo pelo actual Governo que já veio manifestar intenção de levar a privatização para diante, e por quem, no plano económico, os comanda. Todos eles têm, e vão ser profundamente responsabilizados por este crime, por este golpe. 

Olhemos igualmente para a habitação. 

Uma berraria colectiva, laivos de anti-comunismo primário e rasteiro para iludir e nos fazer perder tempo. 

As medidas avançadas, para lá de não resolverem problemas imediatos que aí estão, na prática constituem mais benefícios fiscais, põem o Estado a pagar a factura, não beliscam sequer os interesses da banca e do imobiliário. Em todos estes aspectos PS, PSD, Chega, IL e CDS estão de acordo. 

No passado dia 15 de Fevereiro avançámos medidas para proteger a habitação, travar o aumento de rendas e prestações, afirmámos e reafirmamos que o que se impõe é pôr os lucros da banca a pagar o aumento dessas prestações. 

PS e IL votaram contra, PSD e Chega abstiveram-se. 

Quantos, aqui em Lisboa, não sofrem com este drama, correm o risco de ficar sem casa numa altura em que o número de despejos já é maior do que em 2019? Quantos exigem medidas efectivas ao Governo? Quantos não têm condições de responder aos aumentos das rendas e das prestações por via do aumento das taxas de juro? 

O BCE decreta aumentos e os bancos fazem mais um belo negócio. Mais um de entre muitos, como aquele que faz com que o Estado, desde 2008, tenha transferido para a banca privada mais de 16 mil milhões de euros. 

Assim a banca privada lá vai aumentando astronomicamente os seus lucros, à custa das necessidades e dos sacrifícios do povo. Assim se faz com que os 4 maiores bancos privados tivessem tido de lucros, em 2022, em conjunto, 4,6 milhões por dia. 

É esta realidade que tem de ser atacada, o que se impõe é pôr a banca e os seus escandalosos lucros a assumir o aumento das taxas de juro, acabando com comissões, taxas e outras invenções que nos roubam todos os meses. 

Bem nos podem encher de notícias antecipando a boa nova, de que o pior já passou, de que vai ficar tudo bem, onde já ouvimos isto? 

São anúncios que a economia cresceu, mas a realidade é que as condições de vida das pessoas estão piores. 

Dizem-nos que a inflação está a descer mas a realidade é que, como todos sentimos, os preços não param de subir. 

De forma hipócrita, vêm todos e em coro afirmar que a culpa é da guerra. 

Aí está o novo pretexto, depois da crise, da troika, da epidemia, agora é a guerra. 

Há sempre razões para que a maioria seja empurrada para o acelerado empobrecimento, ao mesmo tempo que os grupos económicos concentrem milhões de euros de lucros, esses mesmos que ganham com a guerra e as sanções e que tudo fazem para que se prolonguem. 

É de ataques aos direitos que falamos. É também de ataques à Constituição que falamos.

Constituição desrespeitada e que enfrenta agora nova tentativa de mutilação. 

Constituição que o que necessita neste momento é de ser concretizada, não revista. 

O que precisamos é de concretização e não de revisão, o que é urgente e necessário é que o texto constitucional tenha tradução na vida de cada um de nós e não de alterações ao texto que só pretendem intensificar o saque e a exploração. 

Querem continuar os ajustes de contas com Abril. Julgam que chegou agora o momento para o golpe final. É verdade que dispõem de muitos meios e recursos. Mas apesar disso, não dispõem da razão, essa está do nosso lado, do lado do trabalho, do lado dos trabalhadores, do povo, de amplas e diversas camadas e sectores também eles prejudicados pela ofensiva em curso. 

Temos razão, por mais investimentos, por mais contrabando, por mais ofensiva, temos razão. Somos o partido da classe operária e de todos os trabalhadores, lutamos contra quem quer cortar o salário aos trabalhadores, conduz ao empobrecimento, rouba direitos, e desregula os horários e a vida. 

Somos o Partido da juventude, estamos ao seu lado pelo direito a estudar, pelo direito à cultura, ao desporto, ao lazer, ao trabalho com direitos, à habitação, ao direito a constituir família. Estamos com a juventude e contamos com a Juventude Comunista Portuguesa, organização da juventude do nosso partido, organização de, com e para a juventude. 

Somos o partido da classe operária e de todos os trabalhadores, partido de protesto e de projecto. Em relação à política de direita, à política de empobrecimento e de assalto à nossa soberania, de nós não esperem outra coisa que não seja um firme e determinado combate. Um combate que é travado onde é e for necessário, nas empresas, nas ruas, mas também nas instituições, um combate que não se esgota na luta contra isto ou aquilo, vai mais além, é uma luta por todos e cada um dos direitos que são nossos. 

Apontem uma linha do nosso projecto ou propostas – uma linha que seja – que esteja desfasada da realidade dos milhares que trabalham ou trabalharam uma vida inteira. 

Apontem uma linha que seja contrária aos interesses dos micro, pequenos e médios empresários e agricultores. Apontem uma linha que seja, uma proposta que seja que esteja desligada dos anseios, direitos e ambições da juventude. 

Não somos nós que estamos parados no tempo, o que está parado no tempo, o que está e há muito ultrapassado é o caminho político que está em curso, a opção pelo empobrecimento e a exploração. 

Pois o que dizemos é que é preciso responder aos problemas, melhorar as condições de vida dos trabalhadores e do povo, dotar o País dos instrumentos necessários ao seu desenvolvimento. 

Estas respostas, estas soluções, como a realidade está todos os dias a demonstrar, não são possíveis de assegurar por um Governo do PS ou pelos que lhes pretendem alternar, sejam de direita ou de bloco central como já se demonstrou e não esquecemos. 

A resposta aos problemas do País exige um governo que assuma o compromisso de uma política patriótica e de esquerda. 

Tudo dependerá da força que derem ao PCP, da força organizada e da luta dos trabalhadores e do povo. É com essa força que estamos e vamos construir a política necessária, é com essa força que iremos responder aos problemas. 

Quanto mais próximo das pessoas estivermos, quanto mais esclarecimento fizermos, quantas mais lutas travarmos pelas reivindicações concretas, menos espaço daremos ao preconceito e ao anti-comunismo. 

Cada passo adiante que damos, mais os que nos atacam ficam a falar sozinhos e mais serão aqueles que se juntarão a nós. É por este caminho, o caminho de profunda ligação aos problemas e anseios dos trabalhadores, das populações, da juventude, dos micro, pequenos e médios empresários, agricultores, gentes da cultura e outras importantes camadas e sectores, quanto mais ligados e actuantes estivermos, menos espaço tem o inimigo de classe de levar por diante a sua ofensiva. 

Porque é aí o nosso lugar, activo, a ouvir os problemas e anseios das populações, a esclarecer e a dar a conhecer as nossas posições, propostas e programa. 

E que trabalho temos pela frente, camaradas! Muito, árduo, intenso, mas não menos estimulante. Pois é um trabalho que sabemos ser do interesse do povo, da melhoria das suas condições de vida, pelo progresso. 

Um trabalho que precisamos de intensificar, com mais amigos, com mais camaradas, com mais quadros. À realidade cada vez mais difícil com que estamos confrontados tem de corresponder uma intensificação do caudal de luta. 

Nos locais de trabalho, nas escolas, nas empresas, nas ruas. Pelos trabalhadores, pelos utentes, pelos jovens, pelos reformados, pelas mulheres, pelos imigrantes. 

Hoje mesmo, no Porto, uma importante manifestação promovida pelo MDM junta muitas mulheres para assinalar o Dia Internacional da Mulher. Em Lisboa será daqui a uma semana que a luta das mulheres marcará presença e gritará bem alto as suas reivindicações, aspirações e anseios. 

E daqui a duas semanas, no dia 18 de Março, teremos a manifestação nacional convocada pela CGTP, para a mobilização da qual todo o colectivo partidário é chamado tal como muitos outros que fazem das injustiças força para lutar, pelo aumento geral dos salários e das pensões, contra o aumento dos preços, por uma vida melhor. 

Podemos ter a voz mais potente, a proposta mais bem feita, a ideia mais bela. Tudo isto pode ser muito útil. Mas precisa de ser concretizado. Na conversa. No esclarecimento. Na aproximação. No recrutamento. Na mobilização. Na intensificação da luta de massas. É isso que vai ser o determinante. 

Camaradas, assinalamos 102 anos de luta de um Partido necessário, indispensável e insubstituível, que se orgulha do seu percurso como partido comunista que é e quer continuar a ser. 

Um partido que conta na sua história com quase meio século de luta contra o fascismo, agindo com dedicação e empenho revolucionário, apesar das perseguições, prisões, torturas, assassinatos. O único que não capitulou, não cedeu, nem renunciou à luta. 

Que se entregou com audácia na procura e construção dos caminhos da liberdade, apontando a via do levantamento nacional para o derrube da ditadura e que deu um contributo inigualável no exaltante processo da Revolução de Abril e para as suas múltiplas conquistas e valores. 

São 102 anos de luta nos quais não houve avanço ou conquista dos trabalhadores e do povo português que não tivesse a iniciativa, a luta e a intervenção dos comunistas. Assim foi e assim é. 

O capitalismo, com a sua natureza exploradora, opressora, agressiva e predadora, contra o qual lutamos, mostra a cada dia que passa os seus limites e incapacidades para resolver os problemas da humanidade. 

A liberdade, a democracia e o socialismo não são passado, mas o futuro pelo qual vale a pena lutar. 

Aos trabalhadores, aos democratas e patriotas que olham para este Partido, para a sua história e percurso, para o seu ideal e projecto, para o seu papel na sociedade portuguesa, daqui lhes dizemos: podem contar com o PCP. 

Um Partido no qual lutaram e lutam várias gerações de comunistas, um Partido que não prescinde de continuar a empurrar a roda da história no sentido do progresso, da justiça social, da democracia e do socialismo. 

Um Partido que, ontem como hoje, vai continuar a transformar o sonho em vida.

4 de Março de 2023

sexta-feira, 15 de fevereiro de 2019

O Avante! - 88 anos a dar voz a quem vive do seu trabalho


Como órgão central do PCP, o Avante! intervém na luta ideológica, componente essencial da luta entre o capital e o trabalho. Neste campo, o seu papel contribui para esclarecer a natureza do capitalismo, as suas contradições e limites históricos e afirmar o projecto do PCP de democracia avançada e socialismo.

Por outro lado, é o único jornal que no quadro da imprensa portuguesa dá voz e expressão aos interesses, direitos, lutas e aspirações dos trabalhadores e do povo, dos democratas e patriotas, dos micro, pequenos e médios empresários e agricultores, dos intelectuais e quadros técnicos, dos reformados, das mulheres e dos jovens.

É nas páginas do Avante! que se dá expressão à luta dos trabalhadores e do povo pela defesa, reposição e conquista de direitos, pela ruptura com a política de direita, pela alternativa patriótica e de esquerda, por uma democracia avançada vinculada aos valores de Abril, pelo socialismo e o comunismo.

O Avante! é porta-voz da verdade que as televisões não mostram, as rádios não falam e os outros jornais não escrevem. Há, pois, um imenso campo de potencialidades para promover a sua divulgação e venda.

Exigências acrescidas

De facto, perante a grande ofensiva ideológica e de propaganda do grande capital, com os poderosos meios de que dispõe, como se vê hoje na operação em curso contra o PCP, impõe-se ainda com mais força a necessidade de aumentar a venda regular do Avante!, dentro e fora do Partido.

Por outro lado, num ano tão exigente como este, com três eleições – em que se destacam desde já, pela sua proximidade, as eleições para o Parlamento Europeu a 26 de Maio – e em que os principais órgãos da comunicação social dominante tendem a silenciar ou manipular as posições e propostas da CDU, mais necessário ainda se torna dar uma grande atenção à divulgação do Avante! como jornal que informa, esclarece e difunde o trabalho ímpar desenvolvido pelos deputados do PCP no Parlamento Europeu.

É também o Avante! que realça o significado e importância do reforço da CDU nestas eleições para a afirmação de uma política alternativa patriótica e de esquerda que garanta a defesa da soberania nacional contra as imposições e constrangimentos do euro e da União Europeia.

Divulgar o Avante!
porque avançar é preciso

Dando corpo a esta acção, as organizações regionais do Partido têm vindo a desenvolver um diversificado conjunto de iniciativas e linhas de trabalho, que importa valorizar. Mas é preciso ir mais longe nesta acção e, integrando-a na intervenção geral do Partido, discutir a importância da venda e leitura do Avante!, do seu papel na ligação do Partido aos seus militantes, simpatizantes e outros democratas. É preciso valorizar o papel do Avante! na divulgação das posições, análises e orientações do PCP a nível nacional e internacional; na preparação para a intervenção na batalha das ideias; na divulgação da informação sobre a luta dos trabalhadores e dos povos.

Para tal, é preciso responsabilizar mais quadros pela promoção, divulgação e venda do Avante! e criar, nas organizações regionais, estruturas com esse objectivo; promover a abertura de novas ADE; organizar bancas e outras acções de rua; identificar pessoas a contactar para a compra semanal do Avante!; promover a sua venda regular nas empresas e locais de trabalho; dinamizar as vendas especiais.

O êxito político desta acção dependerá sempre da discussão que se fizer nas organizações, da tomada de medidas de responsabilização de quadros, de alargamento de contactos dentro e fora do Partido, da criação de redes de difusores, do envolvimento do colectivo partidário.

Para o reforço do Avante! é também importante uma maior e melhor ligação e colaboração das organizações regionais com o jornal, contribuindo mais para o seu conteúdo com informação oportuna e sistematizada.

Tarefa central

A divulgação do Avante! não é apenas mais uma entre as muitas e exigentes tarefas que este ano temos pela frente. É uma tarefa central que se cruza com todas as outras: quer o combate ideológico, quer a afirmação das propostas do PCP e da CDU, quer a divulgação de uma informação criteriosa e verdadeira sobre acontecimentos nacionais e internacionais, quer a actividade e o reforço do PCP, quer a luta dos trabalhadores e do povo, quer a afirmação do ideal e do projecto comunista são elementos que constituem a essência dos conteúdos do Avante!.

E, portanto, do reforço do Avante! resultará sempre o reforço do PCP e da CDU e a criação de melhores condições para avançar, intervindo e afirmando a política alternativa patriótica e de esquerda com soluções para um Portugal com futuro.

"Em Destaque", Avante!, 14.Fevereiro.2019

domingo, 15 de abril de 2018

35º Aniversário de Os Verdes - Portalegre


No âmbito das comemorações do seu 35º aniversário, o Partido Ecologista Os Verdes promove no dia 19 de abril, pelas 18:00h, a realização de mais uma tertúlia e inauguração da exposição fotográfica sobre os 35 anos de lutas ecologistas.

Estas iniciativas vão contar com a participação de André Martins membro fundador do PEV e Presidente da Assembleia Municipal de Setúbal e de Manuela Cunha, membro da Comissão Executiva Nacional do PEV.

Esta iniciativa vai ter lugar no Bar “Pátio da Casa”, em Portalegre.

Junta-te a nós, a entrada é livre, e participa nesta festa do 35º aniversário do Partido Ecologista Os Verdes.

terça-feira, 10 de abril de 2018

Almoço comemorativo do 97º aniversário do PCP em Campo Maior


Almoço Comemorativo 97º Aniversário do PCP
Inscrições:
Paulo Ivo 964 195 145
António João Gonçalves 965 402 525
João Fernando 966 180 636

terça-feira, 6 de março de 2018

INTERVENÇÃO DE JERÓNIMO DE SOUSA, SECRETÁRIO-GERAL, COMÍCIO COMEMORATIVO DO 97.º ANIVERSÁRIO DO PCP


«97 anos de vida e luta de um Partido que assume com energia e audácia as exigências do futuro»


As nossas mais cordiais saudações a todos os que aqui estão nesta magnífica iniciativa comemorativa do 97º. Aniversário do Partido Comunista Português!

Há 97 anos, com o objectivo de construir em Portugal uma sociedade liberta da exploração do homem pelo homem, uma geração de combatentes fazia nascer no nosso País uma força política que iria inaugurar uma nova etapa no processo de desenvolvimento do movimento operário português. Brotando do seu seio e sob a influência da Revolução de Outubro, nascia o PCP - Partido Comunista Português.

Comemorar 97 anos de vida do Partido é assinalar e recordar a luta do nosso povo contra o fascismo, pela liberdade, a revolução de Abril e as suas conquistas, mas também a luta em sua defesa num combate sem tréguas contra a política de direita, de recuperação capitalista e monopolista protagonizada por PS, PSD e CDS-PP.

As centenas de iniciativas, que por todo o País, dão expressão às comemorações do 97º aniversário do Partido, são prova inequívoca da continuação da força e vitalidade deste Partido Comunista Português, do seu profundo enraizamento junto dos trabalhadores e do povo português.

Comemoramos 97 anos de vida de um Partido com uma história ímpar. Um Partido que é o resultado da abnegação de camaradas que, ao longo de décadas, enfrentaram a repressão, em alguns casos dando até a própria vida, dos seus heróis caídos na luta.

Mas é também resultado, de uma intensa e dedicada militância de muitos milhares de camaradas. Todos eles, trouxeram até nós, este Partido, com a grande vitalidade e força que hoje transporta.

A todos eles, a nossa singela, mas sentida, homenagem, nesta iniciativa de aniversário do Partido.

Homenagem que no momento em que celebramos o aniversário do nosso Partido, queremos estender a essa figura excepcional do movimento operário internacional que é Karl Marx, cujo II Centenário do nascimento o PCP comemora neste ano de 2018, sob o lema «Legado, Intervenção, Luta. Transformar o Mundo».



Homenagem justamente devida à sua obra de investigador e teórico, que tem no Capital um dos seus expoentes e à sua contribuição abnegada de dirigente revolucionário, para a luta emancipadora dos trabalhadores e dos povos.

A Marx devemos, com a colaboração do seu amigo e companheiro de luta Engels, a elaboração científica de uma nova concepção do mundo, materialista e dialéctica, apontada à efectiva libertação da Humanidade de todas as formas de exploração e opressão.

Evidenciando o papel de vanguarda da classe operária e das massas trabalhadoras na luta contra a exploração capitalista, e de força social a quem, pelas suas condições objectivas de existência, cabe a missão histórica de pôr fim à dominação da burguesia, Marx e Engels mostraram igualmente que, na sua libertação do jugo do capital, a classe operária precisa de se organizar em Partido autónomo, com um programa de classe próprio — o Partido Comunista.

É de Marx e de Engels a elaboração do primeiro programa de acção dos comunistas, organizados na Liga dos Comunistas, o Manifesto do Partido Comunista, apresentado em 1848 «abertamente perante o mundo inteiro», como nele se proclama — o seu «mérito» consistia em que «nós não queremos antecipar dogmaticamente o mundo, mas encontrar, a partir da crítica do mundo velho, o mundo novo».

Uma sociedade em que seja posto fim à escravidão assalariada a que a sociedade capitalista condena os trabalhadores por não terem nada de seu a não ser a sua força de trabalho, numa troca desigual e subordinada de exploração.

O património teórico que a prodigiosa actividade científica e revolucionária de Marx legou à Humanidade não é algo de intemporal e acabado, mas ponto de partida para novos aprofundamentos e novos desenvolvimentos no conhecimento e na resposta às realidades de um sistema assente na exploração capitalista.


Um património que resistiu à erosão do tempo e se afirmou como a mais poderosa arma de transformação social emancipadora.

Um património que se enriqueceu e desenvolveu com a luta do movimento comunista e revolucionário mundial e as experiências de inúmeros combates libertadores dos trabalhadores dos países capitalistas, do movimento de libertação dos povos colonizados, dos países socialistas, de amplos movimentos democráticos, anti-imperialistas e em defesa da paz.

Enriquecimento que teve em Lenine uma marcante contribuição, tão marcante que o Movimento Comunista Internacional e o nosso Partido associaram no conceito de marxismo-leninismo todo o conjunto desse património teórico comum.

Esse património que não se toma como uma doutrina revelada, mas “um guia para a acção”, um instrumento para a “análise concreta da situação concreta”. Um património que o conjunto de iniciativas programadas das comemorações sobre o II centenário do nascimento de Marx promovidas pelo PCP continuará a valorizar e dar a conhecer, mostrando a sua actualidade e redobrada utilidade como instrumento de conhecimento e transformação do mundo.

De um mundo que é hoje, nesta segunda década do Século XXI que vivemos, crescentemente desigual, desumano e mais perigoso. Um mundo marcado por uma grande instabilidade e incerteza, pelo acumular de perigos decorrentes da ofensiva exploradora e agressiva do imperialismo, em particular dos Estados Unidos da América.

Um mundo onde as principais potências imperialistas mundiais estão em permanente confronto com os povos e países que afirmem a sua soberania e independência e o direito ao desenvolvimento e onde está presente a sua opção pelo militarismo, desestabilização, ingerência, chantagem nuclear e guerra. Uma opção bem patente no acumular de tensões e perigos de guerra em várias regiões do Mundo.

Uma situação que é indissociável do aprofundamento da crise estrutural do capitalismo, em resultado do contínuo agravamento das suas contradições.

Ao contrário de um anunciado tempo de prosperidade e paz e de prometidas soluções para os problemas da humanidade que os propagandistas do capitalismo difundiam, na sequência da derrota do socialismo na URSS e no Leste Europeu, temos hoje um mundo com problemas agravados e sem perspectiva de solução no quadro de um sistema capitalista que apura a sua natureza exploradora, opressiva, agressiva e predadora.

Um mundo onde se agravaram e continuam a agravar as desigualdades sociais, onde cresce o desemprego, a fome e a miséria. Um mundo onde os cuidados primários de saúde são negados a milhões de seres humanos.


Um mundo onde o imperialismo liberto do factor de contenção que a União Soviética e os países socialistas então constituíam, leva a guerra e a destruição aos quatro cantos do mundo, sempre a pensar na exploração e na ganância do lucro.

Contudo, a roda da história não pára. A luta dos trabalhadores e dos povos, por todo o mundo, os processos revolucionários, progressistas, anti-imperialistas desenvolvidos nuns casos, aprofundados em outros, demonstram que é possível resistir, avançar e vencer.

É a própria vida que se encarrega de demonstrar todos os dias que o capitalismo não é a solução para os problemas da humanidade!

Com uma história marcada pela guerra, pelos crimes contra a humanidade, pelo sofrimento de milhões de seres humanos, pela irracionalidade económica e destruição de importantes recursos naturais, a sua superação revolucionária é indispensável, é inevitável!

Há dois anos e meio, com a luta dos trabalhadores e do povo e com a intervenção do PCP, foi possível pôr termo à acção destruidora do Governo PSD/CDS-PP. Foi possível, como há muito não acontecia, retomar no País a aprovação de medidas não só de reposição de direitos liquidados como de novos avanços e conquistas. São conquistas e avanços que devemos valorizar. São propostas do PCP que ou já melhoraram ou vão melhorar a vida de muitos milhares de portugueses.

Propostas que se traduzem em medidas nos domínios da reposição de salários extorquidos, no melhoramento geral das reformas e pensões, de desagravamento fiscal sobre os rendimentos do trabalho no IRS e do IMI, na reposição dos feriados roubados e no horário de trabalho de 35 horas, no alargamento e na majoração de abonos de família, na gratuitidade dos manuais escolares e muitas outras que agora se alargam à medida que forem sendo concretizadas as medidas previstas no Orçamento do Estado deste ano de 2018, onde pesa, e bem, a decisiva contribuição do nosso Partido.

Uma contribuição que se traduziu em dezenas de propostas aprovadas, apresentadas pelo Grupo Parlamentar do PCP e que significarão novos avanços no melhoria das pensões com um novo aumento extraordinário. Mas igualmente uma nova redução da carga fiscal sobre os trabalhadores e reformados no IRS, o descongelamento da progressão nas carreiras da Administração Pública, a reposição do valor do trabalho extraordinário e do trabalho nocturno, a eliminação do corte de 10% no subsídio de desemprego, o alargamento do apoio aos desempregados de longa duração, o alargamento da gratuitidade dos manuais escolares aos 200 mil alunos do 2.º ciclo, entre muitas outras, no domínio dos serviços públicos e no apoio às micro, pequenas e médias empresas.

Mas se há elementos positivos registados na evolução da situação do País, mantêm-se porém, muitos problemas a carecerem de resposta.


A situação do País nos últimos anos permite sublinhar alguns elementos importantes.

A luta dos trabalhadores e do povo e a intervenção do PCP conseguiram derrotar e afastar o Governo PSD/CDS, conseguiram reais avanços na defesa, reposição e conquista de direitos, provando, mais uma vez, que nada é oferecido que tudo é conquistado, que a luta dos trabalhadores e do povo e a intervenção do Partido, com determinação e persistência, torna realidade aquilo que muitos pensavam ser impossível.

Comprovou também que a defesa, reposição e conquista de direitos, indispensável para a melhoria das condições de vida dos trabalhadores e do povo constitui ao mesmo tempo um factor decisivo para o crescimento económico e a criação de emprego, e que a política de agravamento da exploração e empobrecimento, de cortes nos salários, nas pensões e em outros direitos sociais foi, não só uma política de injustiça social, mas também de recessão, desemprego e afundamento do País.

Estes avanços foram alcançados numa situação em que havendo um governo minoritário do PS, este partido não tem deputados suficientes para determinar o que quer. Avanços que um governo do PS, noutras circunstâncias, não adoptaria, como nunca antes adoptou. Cada avanço foi conquistado a pulso face às resistências do PS num caminho que mostra o valor determinante da influência do PCP e da sua intervenção para assegurar a defesa e valorização dos direitos dos trabalhadores e do povo.

Na actual situação evidencia-se a manutenção de graves problemas nacionais, consequência duradoura da política de direita brutalmente agravada com os PEC e com o Pacto de Agressão subscrito por PS, PSD e CDS-PP e aplicado pelo Governo PSD/CDS-PP. Problemas que persistem e se agravam com as opções de classe do PS e do seu Governo, em convergência com o PSD e o CDS-PP.

Os sectores estratégicos da economia estão hoje dominados pelos monopólios, nacionais e sobretudo estrangeiros, com sucessivos governos a tomar partido pelo grande capital. Prossegue uma política orientada por opções de contenção do crescimento dos salários. A precariedade continua a assumir uma grande dimensão, acentua-se a desregulação dos horários de trabalho, a repressão e violação dos direitos e liberdades de organização e intervenção sindical, incluindo o direito à greve, a contratação colectiva continua sujeita à caducidade, e as normas gravosas inscritas no Código do Trabalho e na Legislação laboral da Administração Pública não foram revistas.

Os serviços públicos continuam com falta de trabalhadores, de equipamentos, de investimento na sua manutenção e reforço com consequências na resposta às populações. A situação vivida na saúde ou nas empresas públicas de transportes, é um bom exemplo disso mesmo.

A dívida pública continua a ser um sorvedouro de recursos nacionais. A natureza de classe das políticas da União Europeia e do Euro está em confronto com a necessidade de uma política que adopte medidas estruturais que respondam verdadeiramente aos défices e problemas que o País enfrenta.

Numa correlação de forças que permitiria dar resposta aos problemas do País, isso só não se concretiza porque o PS e o seu governo, em convergência com o PSD e o CDS-PP, confirma o seu compromisso com os interesses do grande capital e a sua submissão às imposições do Euro e da União Europeia.

Os recentes desenvolvimentos após o Congresso do PSD em que este partido procura recuperar a política de agravamento da exploração, empobrecimento e desastre nacional que executou, acentuam expressões de consensualidade e regista-se a assumida articulação entre PS e PSD em torno das “ reformas estruturais” – essa enganosa designação com que se envolvem as medidas de agravamento da exploração do trabalho, de retrocesso económico e de injustiça social. Nós sabemos do que falam, quando falam em “reformas estruturais”. As suas “reformas estruturais” são as do receituário monetarista e neoliberal, confeccionadas nos laboratórios do grande capital e que os governos do PS, PSD e CDS tomaram como núcleo dos seus programas de governo nos últimos anos, aqui e na União Europeia.

Não foram tão longe como pretendiam e queriam, porque a luta contou na contenção dos seus propósitos, mas levaram longe a sua acção destruidora sob o tal chapéu reformador.

Essas “reformas” que se traduziram num criminoso programa de privatizações, incluindo de serviços públicos essenciais, de desregulação económica e de liberalização financeira, abrindo caminho ao “capitalismo de casino” que deu no que deu no BES, no BPN, no BPP, no BANIF, de desprotecção social, incluindo no desemprego, na subversão da Segurança Social que tentaram, mas não conseguiram, de desmantelamento das funções sociais do Estado, de aplicação da chamada flexibilização laboral, para sacrificar salários e direitos fundamentais dos trabalhadores e o esvaziamento da contratação colectiva, bem como a utilização de sistemas fiscais para favorecer o capital e penalizar o trabalho, entre outros.

Um caminho que pretendem não só consolidar, mas relançar afivelando a máscara das “reformas estruturais” e à sombra de uma suposta inócua descentralização (mas de facto, uma transferência de encargos e desresponsabilização do Estado) e uma consensualizada política de investimentos e aplicação de fundos comunitários, vendidos como a coisa mais natural, tão natural como o ar que respiramos.

Um primeiro passo, no caminho dos consensos e de restauração de um bloco central informal para voos mais largos, em que muitos aspiram a que a Segurança Social torne a marcar lugar.

As últimas eleições legislativas demonstraram na prática que estas servem para eleger deputados para a Assembleia da República, de que resulta a sua distribuição pelos vários partidos, e não a escolha do primeiro-ministro. Como a realidade se encarregou de demonstrar, o que conta são as maiorias que se formam na Assembleia e quanto mais deputados tiver o PCP melhor para os trabalhadores, para o povo, para o País. Nenhum voto do Grupo Parlamentar do PCP faltará para rejeitar o que é negativo e para aprovar o que é necessário para ir mais longe na defesa, reposição e conquista de direitos e dar força à alternativa necessária para o País, não desperdiçando nenhuma possibilidade de o conseguir.

Romper com a política de direita, independentemente de ser realizada pelo PSD e CDS, ou pelo PS sozinho ou não, construir a alternativa política e um governo que concretize uma política alternativa é a questão essencial que se coloca aos trabalhadores e ao povo português, e cuja concretização só será possível com o decisivo reforço do PCP e da sua influência.

O PCP afirma-se como a força portadora dessa política, a Política Patriótica e de Esquerda. Uma política que rompa com a exploração, o empobrecimento, o declínio e a dependência, e assegure um Portugal com futuro, desenvolvido e soberano.

Uma Política Patriótica e de Esquerda que assumindo o compromisso com os trabalhadores e o povo, com todos os democratas e patriotas, que negoceie a dívida, recupere para o País o que é do País - os seus recursos, os seus sectores estratégicos, o seu direito inalienável ao crescimento, ao desenvolvimento e à criação de emprego - que assegure o direito à saúde, à educação, à cultura, à protecção social.

Uma Política Patriótica e de Esquerda que passa, necessariamente, por pôr Portugal a produzir, com mais agricultura, mais pescas, mais indústria, a criar mais riqueza e a distribuí-la melhor, apoiando as micro, pequenas e médias empresas, valorizando o trabalho e os trabalhadores, os seus direitos individuais e colectivos.

Nesta luta que travamos pela afirmação e concretização de uma outra política, patriótica e de esquerda, a valorização do trabalho e dos trabalhadores assume uma importante prioridade nos combates do tempo presente.

Por isso, estamos neste momento empenhados na realização de uma campanha nacional de esclarecimento, informação e contacto com os trabalhadores, com o lema «Valorizar os Trabalhadores. Mais Força ao PCP»!

Uma campanha que visa estimular a iniciativa, a acção e a luta de cada trabalhador em defesa dos seus direitos, os que estão hoje consagrados e reclamando a reposição dos que foram roubados pela política de direita, concretizada por PS, PSD e CDS, e conquistando os muitos que correspondem a uma vida digna.

Uma campanha para estimular a iniciativa reivindicativa e a luta pelo aumento dos salários; de combate às tentativas de desregulação dos horários de trabalho que estão em desenvolvimento e exigindo as 35 horas semanais para todos; de combate à precariedade, avançando com mais vigor no processo iniciado na Administração Pública e avançando também no sector privado; pela melhoria das condições de trabalho; pela eliminação das normas gravosas da legislação laboral, nomeadamente a revogação da caducidade dos Contratos Colectivos de Trabalho.

Eixo essencial de uma política alternativa, a valorização do trabalho e dos trabalhadores é não só um elemento distintivo de uma verdadeira política de esquerda, mas objecto e condição do desenvolvimento e do progresso social.

Desenvolvimento e progresso social que não pode ficar à espera, por isso o PCP tem vindo também a apresentar um conjunto de iniciativas com propostas muito concretas de reposição de direitos e rendimentos injustamente usurpados e que tardam não só a ser concretizados, como enfrentam uma inaceitável resistência por parte do PS e do seu governo.

Uma resistência bem patente na recusa no mês passado do projecto de Lei do PCP que visava a reposição do pagamento do trabalho extraordinário e o trabalho em dia feriado. Uma resistência onde PSD e CDS marcaram presença ao lado do PS no chumbo à nossa proposta, tal como já o haviam feito conjuntamente no passado recente inviabilizando a reposição de direitos fundamentais dos trabalhadores na legislação laboral. Uma posição que evidencia o compromisso de classe de uns e outros com o grande patronato. Compromisso que permanece mas questões essenciais por parte do PS, que não descola das orientações que estiveram presentes nos últimos anos e aplicadas por governos do PSD e CDS, mas também do PS, de desregulação laboral e de liquidação dos direitos do trabalho e de rebaixamento dos salários.

Uma resistência que mostra a persistência e identidade de propósitos em defesa dos grandes interesses económicos e que nos diz do muito trabalho que temos pela frente para remover as nefastas consequências sociais da velha política que indistintamente os governos de uns e de outros levaram à prática no País.

Sabemos das dificuldades que se apresentam. Sabemos da resistência e insistente acção do grande capital para consolidar os recuos impostos por governos determinados em servir os seus interesses, mas isso não pode significar um baixar de braços neste combate que estamos a travar pela valorização do trabalho e dos trabalhadores.

As propostas que temos apresentado são viáveis e correspondem a justas e sentidas aspirações dos trabalhadores.

Propostas que passam, além da reposição dos montantes e regras de cálculo do pagamento do trabalho extraordinário, trabalho suplementar e em dia feriado, pela reposição dos montantes e regras de cálculo nas compensações por cessação e despedimento, tais como a garantia do critério de um mês de retribuição base e diuturnidades por cada ano completo de antiguidade, sem limite máximo de anos.

Pela garantia do período anual de férias para a duração mínima de 25 dias úteis para todos os trabalhadores.

Pela revogação dos mecanismos de adaptabilidade individual e do banco de horas individual e outras formas de desregulação de horários.

Pela reposição do princípio do tratamento mais favorável e a proibição da caducidade dos contratos colectivos de trabalho por via da sua renovação sucessiva até à sua substituição por outro livremente negociado entre as partes.

Propostas a que se juntam a outras que têm sido também objecto de iniciativas legislativas do PCP, entre elas as dirigidas ao combate à precariedade com propostas muito concretas ou à revogação das normas da Lei de Trabalho em Funções Públicas.
Propostas que assumem uma ainda maior razão de ser quando se verifica, nestes últimos dois anos, uma estagnação média dos salários reais e o crescimento da precariedade laboral.

Uma evolução que nos diz que não basta fazer crescer a economia. É preciso que ela seja colocada ao serviço de todos e da elevação da qualidade de vida de todos os portugueses que trabalham.

E é por isso, que não vamos desistir deste combate, porque este é um combate que uma força de esquerda, como o PCP, tem que travar com toda a sua determinação!
Um combate que tem necessariamente de contar, para ter êxito, com a luta dos trabalhadores!

Luta dos trabalhadores e do povo que continua a ser, como sempre foi, o elemento decisivo para resistir, para repor, defender e conquistar direitos e para alcançar uma política alternativa. Luta que passa também pelas comemorações do 8 de Março, Dia Internacional da Mulher e, em particular pela participação na Manifestação Nacional de Mulheres, promovida pelo MDM, no dia 10 de Março, em Lisboa, pelo 28 de Março, Dia Nacional da Juventude, com a manifestação nacional da juventude trabalhadora, pela dinamização das comemorações populares do 44.º aniversário da Revolução de Abril e pela preparação e realização do 1.º de Maio, convocado e organizado pela CGTP-IN, expressão reivindicativa da luta dos trabalhadores de cada empresa e sector e grande jornada de luta de todos os trabalhadores e do povo.

Não foram fáceis os primeiros anos de vida do PCP. Desde o primeiro dia, e logo a partir de 1926, com o golpe militar de 28 de Maio que conduziu à instauração da ditadura fascista, o Partido, com apenas cinco anos de existência, foi proibido e perseguido, forçado a desenvolver a sua actividade nas condições da mais severa clandestinidade e brutal repressão, incluindo sacrifício da própria vida de muitos que com a sua militância, dedicação e coragem, ajudaram a erguer, defender e construir o Partido que temos e que somos.

Não foram fáceis os primeiros anos de vida do PCP, como não o são hoje. Durante o ano de 2017, para não recuar mais, o Partido foi chamado a uma intensa intervenção com uma grande exigência e uma resposta que se valoriza. Uma resposta dada na acção política geral, no desenvolvimento da luta de massas, na preparação da Festa do Avante! na batalha das eleições autárquicas, no Centenário da Revolução de Outubro e em outras acções e iniciativas.

A actual situação e os seus desenvolvimentos exigem um PCP cada vez mais forte e mais reforçado, fortalecendo meios e capacidades e melhorando o seu aproveitamento. Mais forte e reforçado em todos os planos - político, ideológico, orgânico, financeiro -, na intervenção em todas as frentes - massas, política, institucional, eleitoral e ideológica.

Mais forte para dar mais força à luta e à intervenção política, estruturando a organização e melhorando o seu funcionamento a todos os níveis, assegurando o fortalecimento do trabalho de direcção e do trabalho colectivo, a responsabilidade individual, a iniciativa, coordenação e disciplina, assegurando a responsabilização de quadros, o funcionamento regular e eficaz dos organismos de direcção, à estruturação das organizações locais, tendo em consideração a realidade dos efectivos da organização, o seu fortalecimento, a sua renovação e rejuvenescimento, a iniciativa política e o trabalho com as novas gerações e com os reformados e pensionistas, a organização do trabalho de propaganda, sistematizando e alargando o aproveitamento dos meios electrónicos, elevando a difusão e a leitura da imprensa do Partido, nomeadamente o «Avante!» e «O Militante», assegurando a independência financeira do Partido, tendo como elemento essencial a elevação da importância das quotizações.

Mais forte e mais reforçado em especial junto dos trabalhadores, nas empresas e locais de trabalho, com uma activa política de recrutamento de novos militantes e consequente integração, prioritariamente a partir dos locais de trabalho, com a criação e dinamização de células de empresa e de locais de trabalho, assegurando a sua formação política e ideológica, particularmente evidenciada no ano em que comemoramos o II Centenário do nascimento de Karl Marx.

Nesse sentido é muito importante concretizar as decisões do Comité Central das quais se destaca a de contactar 5 mil trabalhadores e dizer-lhes porque razão consideramos muito importante, para a luta que travamos no nosso País, que se inscrevam no Partido dando-lhe assim mais força organizada, levando a bom termo a acção junto dos trabalhadores que temos em curso e que durará todo o ano, informando, ouvindo e aprendendo.

Assim, deixamos aqui o apelo a todos os camaradas presentes que olhem à sua volta, vejam quem devem contactar para aderir ao Partido e concretizem esses contactos, começando já por todos os que aqui connosco estão neste aniversário e não são membros do Partido.

Ao longo dos seus 97 anos de existência, o Partido enfrentou e passou por situações de grandes perigos e dificuldades, encontrando sempre os caminhos que lhe permitiram superar, com audácia criativa e firmeza de princípios, grandes mudanças e viragens na situação nacional e internacional.

Confiança, confiança que 97 anos de vida e luta de um Partido que, orgulhoso da sua história, aprendendo com a sua própria experiência, firme e determinado no presente, assume com energia e audácia as exigências do futuro.

Confiança num Partido que, longe de sucumbir como os seus inimigos desejariam e tantas vezes anunciaram, se afirma mais forte, mais necessário, mais determinado a prosseguir o seu caminho com os trabalhadores e o povo pelo progresso e justiça social, pela soberania e independência nacionais.

Confiança! Confiança num Partido que assume e afirma a sua identidade comunista, neste colectivo que resiste e avança, que não volta a cara às adversidades, que está onde sempre esteve, na frente da batalha pelos direitos e interesses dos trabalhadores e do povo, na vanguarda da luta por “Uma Democracia Avançada - Os Valores de Abril no Futuro de Portugal”, por uma sociedade livre da exploração do homem pelo homem, por uma terra sem amos, pelo socialismo e o comunismo.

sábado, 17 de fevereiro de 2018

O Avante!, na vanguarda informativa desde 1931


O Avante!, que faz hoje 87 anos, é um dos principais instrumentos de que o Partido, os trabalhadores e o povo dispõem para travar a cada vez mais exigente luta ideológica, ao mesmo tempo que constitui um importante factor de reforço orgânico, político e ideológico do PCP.

O Avante!, fundado sob o fascismo em 1931 e publicado na clandestinidade durante 43 anos, integra justamente a galeria dos mais destacados títulos da imprensa comunista internacional. Desde logo pelo que representou na resistência ao fascismo e no impetuoso avanço da Revolução de Abril, mas também pelo radioso futuro que tem à sua frente, enquanto órgão central do Partido Comunista Português e porta-voz das classes e camadas sociais antimonopolistas da sociedade portuguesa do nosso tempo.

Jornal comunista, o Avante! aborda semanalmente nas suas páginas as análises, posições e propostas do Partido e a actividade das suas organizações, rompendo dessa forma com o bloqueio informativo a que os comunistas são votados na generalidade dos órgãos de comunicação social. Mas faz mais do que isso, ao assumir-se como divulgador dos problemas, aspirações e lutas dos trabalhadores e das outras camadas que integram o sistema de alianças sociais para a actual etapa de luta dos comunistas portugueses pelo socialismo, definida no seu Programa: a democracia avançada, de natureza e objectivos antimonopolistas e anti-imperialistas.

Celebrar o 87.º aniversário levando mais longe o Avante!


Proletários de todos os países UNI-VOS

terça-feira, 5 de abril de 2016

Lanche convívio comemorativo do 95º aniversário do PCP em Campo Maior



A Comissão Concelhia de Campo Maior do Partido Comunista Português, convida os camaradas e amigos, para o lanche/convívio que vai organizar no Centro de Trabalho de Campo Maior, nos Cantos de Baixo, pelas 17 horas do próximo dia 10 de Abril (Domingo), para assinalar o 95º aniversário, onde vai estar o camarada Dias Coelho, membro da Comissão Política.

SEMPRE COM OS TRABALHADORES E O POVO

PELA DEMOCRACIA E O SOCIALISMO

quarta-feira, 23 de março de 2016

Almoço regional do 95º Aniversário do PCP - 20 março 2016 - Estremoz - Resumo

Mais de 1000 amigos, simpatizantes e militantes do Partido Comunista Português demonstraram apoio à DRA- Direção Regional do Alentejo do PCP, para no almoço-convívio que se realizou no Pavilhão B do Parque de Exposições e Feiras de Estremoz.


O tema é ímpar, assinalar os 95 anos de vida e de luta deste grande coletivo partidário, numa maior ainda demonstração de unidade e de vitalidade, contrariando a tese da direita e dos comentadores ao seu serviço na comunicação social dominante. De que o PCP está a desaparecer, está a perder influência na sociedade portuguesa!

A resposta a essa monumental manipulação, tiveram-na no passado domingo uma vez mais. Por todo o país e em concreto no Alentejo.


A iniciativa teve início com a atuação do grupo de música popular "A Voz Amiga" da Terrugem, que durante cerca de 1 hora proporcionou às largas centenas dos presentes momentos de prazer, alegria, convívio e fraternidade, com o seu vasto e excelente reportório. Seguindo-se um magnífico almoço, confecionado e servido pela militância (ímpar em Portugal) de camaradas da região, com excelente aptidão para a cozinha.


A qualidade do convívio aumentou proporcionalmente com o decorrer do tempo, terminado com as intervenções de Helena Casqueiro representante da JCP da região, seguindo-se João Pauzinho, membro da DRA e responsável pelas direções regionais de Évora e Portalegre, encerrando com a intervenção do Secretário-Geral do PCP, Jerónimo de Sousa, que numa grande e esclarecedora intervenção fez referência ao enorme e rico percurso de 95 anos que, tal como ontem, lutando contra a ditadura, pela liberdade e pela democracia, com o sacrifício de muitos camaradas que pagaram com a própria vida a sua "ousadia", hoje, segue a sua intensa luta em defesa de uma sociedade mais justa, mais humana e mais fraterna.


Esta bela jornada de convívio e também de luta terminou com todos os presentes ao som de: Avante Camarada, A Internacional e o Hino Nacional.

sexta-feira, 18 de março de 2016

Almoço regional do 95º Aniversário do PCP - 20 março 2016 - Estremoz



Almoço regional do 95º Aniversário do PCP

Dia 20 de março em Estremoz, 12:30

Almoço regional do Alentejo do 95º Aniversário do PCP no Parque de Exposições e Feiras (Pavilhão B) em Estremoz.

Participa e intervém Jerónimo de Sousa, Secretário-Geral do PCP.

segunda-feira, 9 de março de 2015

Almoço regional comemorativo do 94º aniversário do PCP - Santiago do Cacém



A Direcção Regional do Alentejo do Partido Comunista Português convida todos os militantes, simpatizantes e amigos do partido a participar no almoço comemorativo do 84º aniversário do Partido Comunista Português.

O evento é dia 15 de Março 2015 (Domingo) pelas 13:00 no Pavilhão de Feiras e Exposições de Santiago do Cacém.

O almoço é 8 estrelas.

Ementa: Cozido de Grão

Contacto: 965766351

Participação de Jerónimo de Sousa

Traz outro amigo também.


segunda-feira, 2 de março de 2015

Almoço comemorativo do 94º aniversário do PCP - Campo Maior


A Comissão Concelhia de Campo Maior do PCP convida todos os militantes, simpatizantes e amigos do partido a participar no almoço comemorativo do 94º aniversário do Partido Comunista Português.

O partido da classe operária, na vanguarda da luta contra a exploração do homem pelo homem desde 1921. Desde sempre se bateu por uma sociedade sem classes e pela justa distribuição da riqueza criada.

Nasceu e cresceu antes da ditadura, lutou, reorganizou-se e venceu o fascismo de Salazar e Caetano de modo ímpar em Portugal. No campo dos partidos políticos.

O PCP esteve presente, na linha da frente, pela conquista da Reforma Agrária, que este ano comemora o seu 40º aniversário, pela libertação dos campos que nas mãos dos latifundiários não produziam ou exploravam miseravelmente os trabalhadores rurais. Com a chegada da democracia as melhorias foram significativas.  Infelizmente tudo isso terminou e as terras voltaram ao estado em que se encontravam antes do 25 de Abril de 1974, completo abandono, aumento significativo do desemprego, a baixíssima produção nacional e desertificação do interior do país.

"A mais bela conquista da revolução" como Álvaro Cunhal a designou.

Comemoramos, igualmente, o 84º aniversário do órgão central do partido "O Avante!" semanário de referência dos trabalhadores e de quem se interessa pela melhoria da qualidade de vida.

O evento é dia 8 de Março 2015 (Domingo) pelas 13:00 no Restaurante "O Ministro" em Campo Maior.

Inscrições: 10 bandeiras

Traz outro amigo também.

É com o Partido Comunista Português que os campomaiorenses podem contar.

Comissão Concelhia de Campo Maior