Propostas Programa Eleitoral CDU Campo Maior

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domingo, 1 de setembro de 2024

Festa do Avante! 2024 | 6 - 7 - 8 de Setembro | Atalaia - Amora - Seixal

 


A Festa do Avante, a maior iniciativa político-cultural do nosso País, realiza-se nos próximos dias 6, 7 e 8 de Setembro, na Quinta da Atalaia, Amora, Seixal, e terá como todos os anos um amplo espaço dedicado à região Alentejo, concebido e organizado pelas organizações do PCP desta região.
Vem daí à Festa do Avante na excursão organizada a partir do concelho de Portalegre! Inscreve te!

https://www.festadoavante.pcp.pt/

segunda-feira, 6 de março de 2023

102º aniversário do Partido Comunista Português | 6 Março de 1921 - 6 de Março de 2023


Intervenção de Paulo Raimundo, Secretário Geral do PCP, comício do 102º aniversário do PCP

Uma calorosa saudação a todos os presentes, neste grande comício, que assinala o aniversário do nosso Partido, mas que marca também o fim da X Assembleia da Organização Regional de Lisboa. 

Uma grande realização e afirmação do Partido. 

Importantes conclusões tiradas, uma nova direcção eleita e agora o mais exigente, levar por diante todas e cada uma dessas conclusões. 

Intervir, lutar, avançar, um PCP mais forte. Para tomar a iniciativa, reforçar o Partido, responder às novas exigências. 

Temos uma realidade no País e no mundo cujas marcas são as desigualdades e as injustiças. É esta a realidade de todos os dias, a realidade com que se confrontam os trabalhadores, as populações e amplas camadas da sociedade. 

Para estes sobram o aumento dos preços e do custo de vida, sobram baixos salários e pensões, sobra a pobreza, sobra o aumento das rendas, sobram as dificuldades e os sacrifícios. 

Para os grupos económicos sobram os lucros e sobram as decisões políticas em função dos seus interesses e objectivos. 

11 milhões de lucros por dia, 450 mil euros por hora, 7600 euros por minuto. 

São muitos números, muitos zeros, muita massa nos bolsos de muito poucos. 

Concentremo-nos nos 11 milhões de euros por dia. 

O PS acha que isto está bem, PSD, CDS, Chega e IL acham o mesmo, nós achamos que isto não pode continuar. 

Aliás, PS, PSD, CDS, Chega e IL acham o mesmo sempre que toca a defender os grupos económicos e atacar salários. É por opção que o PS não descola da política de direita e das opções de PSD, Chega, IL e CDS. 

Veja-se como exemplo, propusemos a fixação de preços de bens essenciais, uma medida importante e que neste momento se impõe. No caso dos alimentos, soubemos há dias que o cabaz aumentou 4 euros na última semana e nunca esteve tão alto, hoje os mesmos bens custam mais 45 euros que há um ano. 

Esta situação, apesar de representar um assalto às carteiras, não se resolve com medidas policiais, resolve-se isso sim com opções políticas. 

E que opção tiveram face à nossa proposta? 

PS, PSD, Chega e IL votaram contra. Na prática votaram a favor da especulação, do aumento dos preços, votaram a favor dos 2 milhões de euros de lucros por dia do Continente ou do Pingo Doce. 

As desigualdades sociais aumentam, mais de 3 milhões de trabalhadores que ganham menos de 1000 euros brutos por mês. 

2 milhões na pobreza, dos quais 385 mil crianças, enquanto os 5% mais ricos concentram 42% de toda a riqueza criada no País. 

A brutal injustiça e desigualdade, o aumento da exploração e o intenso ataque a tudo o que é público constituem marcas da ofensiva política, económica e social que está em curso. 

Uma campanha sem escrúpulos contra o sector público, os serviços públicos, as empresas públicas, uma campanha que tem como objectivo central pôr a mão em tudo o que lhes possa dar ainda mais lucros, mesmo que à custa das necessidades e dos direitos do povo. Mesmo que os lucros deles impliquem os sacrifícios e a exploração do povo e dos trabalhadores. 

Veja-se o ataque ao SNS. 

A população de Lisboa e os milhares de utentes sem médico de família conhecem bem os problemas do Serviço Nacional de Saúde. 

Problemas aos quais o Governo, por opção, não dá resposta. Pelo contrário, a opção é de estrangular, desinvestir e como se não bastasse, agora a nova versão é a de encerrar serviços. 

É o caso recente, para dar um de muitos exemplos, do fecho da urgência pediátrica do Hospital de Loures à noite, por falta de profissionais. Ou como diz o Ministro, por falta de «disponibilidade» de profissionais. E não, encaminhar as crianças e os pais para Lisboa ou quaisquer outros concelhos não é solução, nem torna encerramentos como este menos graves. 

Tudo isto convive com a transferência para os grupos económicos do negócio da doença de 6 mil milhões do Orçamento do Estado. 

6 mil milhões que faziam e fazem falta ao reforço do SNS, à contratação e valorização dos seus profissionais. 

Profissionais que merecem respeito, condições, carreiras e salários. 

É justa a luta dos enfermeiros, dos técnicos, auxiliares, médicos, mas também dos utentes. 

Aqui deixamos o apelo a que se intensifique a unidade de todos na defesa do Serviço Nacional de Saúde. 

Mas também podemos dizer o mesmo da educação e da necessidade de valorizar também os professores, de atender às suas justas reivindicações, nomeadamente a contagem integral do tempo de serviço, para proteger a escola pública. 

É justa a luta dos professores, que hoje mesmo voltaram às ruas no Porto e em Lisboa, é justa a luta dos auxiliares da educação pelos seus direitos, é justa a luta de todos os que defendem a escola pública. 

O Governo não tem alternativa e vai mesmo ter de dar resposta à justa luta que está em curso. Faça a chantagem que entender e que só demove quem nunca esteve seriamente ao lado desta justa reivindicação. 

E o que dizer das manobras para a privatização da TAP? 

Uma empresa pública, cujos critérios de gestão radicam nas práticas privadas com os resultados que estão à vista. 

Mas há aspectos que, não estando ainda à vista de todos, vão ter de ficar, doa a quem doer, custe o que custar. 

A privatização é um crime com prejuízos para o País e para a sua soberania. 

Um golpe protagonizado por sucessivos governos PS, PSD e CDS, incluindo pelo actual Governo que já veio manifestar intenção de levar a privatização para diante, e por quem, no plano económico, os comanda. Todos eles têm, e vão ser profundamente responsabilizados por este crime, por este golpe. 

Olhemos igualmente para a habitação. 

Uma berraria colectiva, laivos de anti-comunismo primário e rasteiro para iludir e nos fazer perder tempo. 

As medidas avançadas, para lá de não resolverem problemas imediatos que aí estão, na prática constituem mais benefícios fiscais, põem o Estado a pagar a factura, não beliscam sequer os interesses da banca e do imobiliário. Em todos estes aspectos PS, PSD, Chega, IL e CDS estão de acordo. 

No passado dia 15 de Fevereiro avançámos medidas para proteger a habitação, travar o aumento de rendas e prestações, afirmámos e reafirmamos que o que se impõe é pôr os lucros da banca a pagar o aumento dessas prestações. 

PS e IL votaram contra, PSD e Chega abstiveram-se. 

Quantos, aqui em Lisboa, não sofrem com este drama, correm o risco de ficar sem casa numa altura em que o número de despejos já é maior do que em 2019? Quantos exigem medidas efectivas ao Governo? Quantos não têm condições de responder aos aumentos das rendas e das prestações por via do aumento das taxas de juro? 

O BCE decreta aumentos e os bancos fazem mais um belo negócio. Mais um de entre muitos, como aquele que faz com que o Estado, desde 2008, tenha transferido para a banca privada mais de 16 mil milhões de euros. 

Assim a banca privada lá vai aumentando astronomicamente os seus lucros, à custa das necessidades e dos sacrifícios do povo. Assim se faz com que os 4 maiores bancos privados tivessem tido de lucros, em 2022, em conjunto, 4,6 milhões por dia. 

É esta realidade que tem de ser atacada, o que se impõe é pôr a banca e os seus escandalosos lucros a assumir o aumento das taxas de juro, acabando com comissões, taxas e outras invenções que nos roubam todos os meses. 

Bem nos podem encher de notícias antecipando a boa nova, de que o pior já passou, de que vai ficar tudo bem, onde já ouvimos isto? 

São anúncios que a economia cresceu, mas a realidade é que as condições de vida das pessoas estão piores. 

Dizem-nos que a inflação está a descer mas a realidade é que, como todos sentimos, os preços não param de subir. 

De forma hipócrita, vêm todos e em coro afirmar que a culpa é da guerra. 

Aí está o novo pretexto, depois da crise, da troika, da epidemia, agora é a guerra. 

Há sempre razões para que a maioria seja empurrada para o acelerado empobrecimento, ao mesmo tempo que os grupos económicos concentrem milhões de euros de lucros, esses mesmos que ganham com a guerra e as sanções e que tudo fazem para que se prolonguem. 

É de ataques aos direitos que falamos. É também de ataques à Constituição que falamos.

Constituição desrespeitada e que enfrenta agora nova tentativa de mutilação. 

Constituição que o que necessita neste momento é de ser concretizada, não revista. 

O que precisamos é de concretização e não de revisão, o que é urgente e necessário é que o texto constitucional tenha tradução na vida de cada um de nós e não de alterações ao texto que só pretendem intensificar o saque e a exploração. 

Querem continuar os ajustes de contas com Abril. Julgam que chegou agora o momento para o golpe final. É verdade que dispõem de muitos meios e recursos. Mas apesar disso, não dispõem da razão, essa está do nosso lado, do lado do trabalho, do lado dos trabalhadores, do povo, de amplas e diversas camadas e sectores também eles prejudicados pela ofensiva em curso. 

Temos razão, por mais investimentos, por mais contrabando, por mais ofensiva, temos razão. Somos o partido da classe operária e de todos os trabalhadores, lutamos contra quem quer cortar o salário aos trabalhadores, conduz ao empobrecimento, rouba direitos, e desregula os horários e a vida. 

Somos o Partido da juventude, estamos ao seu lado pelo direito a estudar, pelo direito à cultura, ao desporto, ao lazer, ao trabalho com direitos, à habitação, ao direito a constituir família. Estamos com a juventude e contamos com a Juventude Comunista Portuguesa, organização da juventude do nosso partido, organização de, com e para a juventude. 

Somos o partido da classe operária e de todos os trabalhadores, partido de protesto e de projecto. Em relação à política de direita, à política de empobrecimento e de assalto à nossa soberania, de nós não esperem outra coisa que não seja um firme e determinado combate. Um combate que é travado onde é e for necessário, nas empresas, nas ruas, mas também nas instituições, um combate que não se esgota na luta contra isto ou aquilo, vai mais além, é uma luta por todos e cada um dos direitos que são nossos. 

Apontem uma linha do nosso projecto ou propostas – uma linha que seja – que esteja desfasada da realidade dos milhares que trabalham ou trabalharam uma vida inteira. 

Apontem uma linha que seja contrária aos interesses dos micro, pequenos e médios empresários e agricultores. Apontem uma linha que seja, uma proposta que seja que esteja desligada dos anseios, direitos e ambições da juventude. 

Não somos nós que estamos parados no tempo, o que está parado no tempo, o que está e há muito ultrapassado é o caminho político que está em curso, a opção pelo empobrecimento e a exploração. 

Pois o que dizemos é que é preciso responder aos problemas, melhorar as condições de vida dos trabalhadores e do povo, dotar o País dos instrumentos necessários ao seu desenvolvimento. 

Estas respostas, estas soluções, como a realidade está todos os dias a demonstrar, não são possíveis de assegurar por um Governo do PS ou pelos que lhes pretendem alternar, sejam de direita ou de bloco central como já se demonstrou e não esquecemos. 

A resposta aos problemas do País exige um governo que assuma o compromisso de uma política patriótica e de esquerda. 

Tudo dependerá da força que derem ao PCP, da força organizada e da luta dos trabalhadores e do povo. É com essa força que estamos e vamos construir a política necessária, é com essa força que iremos responder aos problemas. 

Quanto mais próximo das pessoas estivermos, quanto mais esclarecimento fizermos, quantas mais lutas travarmos pelas reivindicações concretas, menos espaço daremos ao preconceito e ao anti-comunismo. 

Cada passo adiante que damos, mais os que nos atacam ficam a falar sozinhos e mais serão aqueles que se juntarão a nós. É por este caminho, o caminho de profunda ligação aos problemas e anseios dos trabalhadores, das populações, da juventude, dos micro, pequenos e médios empresários, agricultores, gentes da cultura e outras importantes camadas e sectores, quanto mais ligados e actuantes estivermos, menos espaço tem o inimigo de classe de levar por diante a sua ofensiva. 

Porque é aí o nosso lugar, activo, a ouvir os problemas e anseios das populações, a esclarecer e a dar a conhecer as nossas posições, propostas e programa. 

E que trabalho temos pela frente, camaradas! Muito, árduo, intenso, mas não menos estimulante. Pois é um trabalho que sabemos ser do interesse do povo, da melhoria das suas condições de vida, pelo progresso. 

Um trabalho que precisamos de intensificar, com mais amigos, com mais camaradas, com mais quadros. À realidade cada vez mais difícil com que estamos confrontados tem de corresponder uma intensificação do caudal de luta. 

Nos locais de trabalho, nas escolas, nas empresas, nas ruas. Pelos trabalhadores, pelos utentes, pelos jovens, pelos reformados, pelas mulheres, pelos imigrantes. 

Hoje mesmo, no Porto, uma importante manifestação promovida pelo MDM junta muitas mulheres para assinalar o Dia Internacional da Mulher. Em Lisboa será daqui a uma semana que a luta das mulheres marcará presença e gritará bem alto as suas reivindicações, aspirações e anseios. 

E daqui a duas semanas, no dia 18 de Março, teremos a manifestação nacional convocada pela CGTP, para a mobilização da qual todo o colectivo partidário é chamado tal como muitos outros que fazem das injustiças força para lutar, pelo aumento geral dos salários e das pensões, contra o aumento dos preços, por uma vida melhor. 

Podemos ter a voz mais potente, a proposta mais bem feita, a ideia mais bela. Tudo isto pode ser muito útil. Mas precisa de ser concretizado. Na conversa. No esclarecimento. Na aproximação. No recrutamento. Na mobilização. Na intensificação da luta de massas. É isso que vai ser o determinante. 

Camaradas, assinalamos 102 anos de luta de um Partido necessário, indispensável e insubstituível, que se orgulha do seu percurso como partido comunista que é e quer continuar a ser. 

Um partido que conta na sua história com quase meio século de luta contra o fascismo, agindo com dedicação e empenho revolucionário, apesar das perseguições, prisões, torturas, assassinatos. O único que não capitulou, não cedeu, nem renunciou à luta. 

Que se entregou com audácia na procura e construção dos caminhos da liberdade, apontando a via do levantamento nacional para o derrube da ditadura e que deu um contributo inigualável no exaltante processo da Revolução de Abril e para as suas múltiplas conquistas e valores. 

São 102 anos de luta nos quais não houve avanço ou conquista dos trabalhadores e do povo português que não tivesse a iniciativa, a luta e a intervenção dos comunistas. Assim foi e assim é. 

O capitalismo, com a sua natureza exploradora, opressora, agressiva e predadora, contra o qual lutamos, mostra a cada dia que passa os seus limites e incapacidades para resolver os problemas da humanidade. 

A liberdade, a democracia e o socialismo não são passado, mas o futuro pelo qual vale a pena lutar. 

Aos trabalhadores, aos democratas e patriotas que olham para este Partido, para a sua história e percurso, para o seu ideal e projecto, para o seu papel na sociedade portuguesa, daqui lhes dizemos: podem contar com o PCP. 

Um Partido no qual lutaram e lutam várias gerações de comunistas, um Partido que não prescinde de continuar a empurrar a roda da história no sentido do progresso, da justiça social, da democracia e do socialismo. 

Um Partido que, ontem como hoje, vai continuar a transformar o sonho em vida.

4 de Março de 2023

quinta-feira, 2 de março de 2023

Almoço comemorativo do 102º aniversário do PCP | 19 de Março de 2023 | Serpa


 Almoço comemorativo Alentejo 102 Aniversário do PCP 19 de Março, 12:30 Parque de Feiras e Exposições de Serpa Com a participação de Paulo Raimundo, Secretario-Geral do PCP Inscreve te na tua organização.

domingo, 1 de janeiro de 2023

Deputados do PCP no Parlamento Europeu e Paulo Raimundo visitam distrito de Portalegre | 3 a 6 de Janeiro de 2022 | Programa completo

 


👉 Jornadas de Trabalho dos deputados do PCP no Parlamento Europeu no Distrito de Portalegre 

📣 CONTIGO TODOS OS DIAS - A TUA VOZ NO PARLAMENTO EUROPEU 

🗓 3 a 6 de Janeiro de 2023 Dando continuidade à iniciativa ‘Jornadas de Trabalho dos deputados do PCP no Parlamento Europeu’, João Pimenta Lopes e Sandra Pereira irão percorrer o Distrito de Portalegre, de 3 a 6 de Janeiro com um intenso programa de iniciativas, com a realização de encontros com trabalhadores e as populações, contactos com serviços públicos da área da saúde e do ensino, reuniões com autarquias e outras instituições, contactos com micro, pequenas e médias empresas, incluindo nos sectores produtivos da indústria e da agricultura. Os deputados do PCP no Parlamento Europeu iniciam o ano de 2023 indo ao encontro da realidade nacional, aprofundando o conhecimento dos problemas e das necessidades dos trabalhadores e das populações e apontando soluções e medidas para os superar, num Distrito que é marcado pelas dificuldades que se fazem sentir por via do aumento do custo de vida, da debilitação de sectores produtivos, do desinvestimento nos serviços públicos, da falta de apoio às micro, pequenas e médias empresas, da falta de investimento em infraestruturas essenciais. A partir destas jornadas no distrito de Portalegre, os deputados do PCP no Parlamento Europeu pretendem dar voz às reivindicações dos trabalhadores e da população do Distrito e intervir, dando o contributo que se exige para a solução dos problemas e a resposta às necessidades com que estes se confrontam.

👉Programa: 

🗓 Terça Feira, 3 de Janeiro 
📍João Pimenta Lopes 
7.30h – Contactos no Hospital Dr. José Maria Grande, em Portalegre; 
10.00h – Visita ao Hospital Dr. José Maria Grande; 
14.30h – Contactos na Vila de Nisa, nomeadamente no Centro de Saúde e no comércio local; 
16.15h – Contactos nos estaleiros da Câmara Municipal de Nisa; 
17.30h – Contactos no edifício da Câmara Municipal de Nisa; 
18.30h – Sessão pública em Nisa, na sala da União de Freguesias. 
📍Sandra Pereira 
9.30h – Contacto com a população em Campo Maior, a propósito das cheias; 
11.00h – Visita à CURPI em Campo Maior e contacto com reformados e pensionistas; 
13.30h – Contactos na Hutchison em Campo Maior; 
16.00h – Contactos nos estaleiros da Câmara Municipal de Campo Maior; 
18.00h – Contactos na Tecnidelta em Campo Maior; 
19.00h – Reunião com a União de Freguesias de Terrugem e Vila Boim. 

🗓Quarta Feira, dia 4 de Janeiro 
📍João Pimenta Lopes 
7.30h – Contactos na Dardico, em Avis; 
10.00h – Visita à Biblioteca Municipal José Saramago, em Avis;
13.00h – Contactos no Edifício da Câmara Municipal de Avis; 
16.00h – Contactos nos estaleiros da Câmara Municipal de Alter do Chão; 
16.30h – Contactos em Alter do Chão, com o comércio local; 
18.00h – Contactos na M.A.Silva, em Alter do Chão. 
📍Sandra Pereira 
9.30h – Reunião com a Junta de Freguesia das Galveias e contacto com os trabalhadores; 
10.30h – Visita ao Núcleo Museológico de Galveias e aos Serviços; 
11.30h – Contacto com os trabalhadores no Monte da Torre; 
14.00h – Reunião com a Direcção da Banda Filarmónica das Galveias; 
15.30h – Visita aos Serviços Operativos e contacto com os trabalhadores; 
16.30h – Encontro e visita à Fundação Maria Clementina Godinho de Campos; 
18.00h – Sessão Pública nas Galveias, na Sala José Luís Peixoto. 

🗓 Quinta Feira, dia 5 Janeiro 
📍João Pimenta Lopes e Sandra Pereira 
8.30h – Contactos com os trabalhadores da EPAL/VT na ETAR da Urra, em Portalegre; 
9.30h – Contactos em Portalegre, com o comércio local; 
11.00h – Visita à Escola Superior de Educação e encontro com estudantes do Instituto Politécnico de Portalegre; 
13.30h – Contactos na Hutchison Portalegre. 
📍João Pimenta Lopes e Sandra Pereira, deputados do PCP no PE, acompanharão Paulo Raimundo, Secretário-Geral do PCP nas seguintes iniciativas: 
14.30h – Visita ao Pólo de Inovação de Elvas, Estação Nacional de Melhoramento de Plantas no Instituto Nacional de Investigação Agrária e Veterinária; 
16.00h – Sessão Pública «A Produção de cereais em Portugal e a soberania Alimentar», na sede da Banda 14 de Janeiro, em Elvas. 

🗓 Sexta Feira, dia 6 Janeiro 
📍João Pimenta Lopes e Sandra Pereira 
7.30h – Contactos nos estaleiros e edifício da Câmara Municipal de Portalegre. 
📍João Pimenta Lopes 
9.30h – Contactos no Mercado Municipal e com a população, em Castelo de Vide; 
12.00h – Contactos nos estaleiros da Câmara Municipal de Castelo de Vide; 
13.00h – Almoço com quadros do PCP; 
14.30h – Visita à Escola de Castelo de Vide e contacto com os trabalhadores. 
📍Sandra Pereira 10.30h – Visita à Ponte da Ribeira Grande, no Concelho de Fronteira, a propósito dos prejuízos causados pelas cheias; 
12.00h – Contactos nos Estaleiros da Câmara Municipal de Fronteira. 
📍João Pimenta Lopes e Sandra Pereira 16.30h – Encontro com a Comunicação Social, em Portalegre; 17.30h – Audição com movimentos sociais, na Cooperativa Operária Portalegrense, em Portalegre.

terça-feira, 20 de dezembro de 2022

O deputado do PCP João Dias esteve hoje nos concelhos de Campo Maior, Monforte, Fronteira, Sousel e Avis. Cheias de 13 Dezembro de 2022

 

O deputado do PCP João Dias esteve hoje nos concelhos de Campo Maior, Monforte, Fronteira, Sousel e Avis onde, acompanhado de eleitos da CDU e alguns dirigentes da DORPOR do PCP, contactou com os danos e prejuízos causados pelas cheias da semana passada e a população afectada. 

Para uma região que já se confronta com enormes dificuldades, em relação ao resto do país, a situação é muito grave e exige uma resposta rápida da parte do Governo. 

O PCP intervirá de forma determinada no plano institucional e local para que estes apoios não tardem.




















sábado, 3 de outubro de 2020

A intervenção do PCP pelo direito a um Ambiente Sadio e Ecologicamente Equilibrado | 10 OUT | Crato

No âmbito das comemorações do Centenário do Partido Comunista Português, a Direcção da Organização Regional de Portalegre do PCP tem o prazer de convidar V.Exªs para o Debate “A intervenção do PCP pelo direito a um Ambiente Sadio e Ecologicamente Equilibrado” a realizar-se no dia 10 de Outubro, Sábado, no Auditório do Museu Municipal do Crato, às 16h00. Com a presença de Helena Neves (Bióloga, membro do Executivo da DORPOR do PCP), Ana Valente (Bióloga, membro do Grupo de Trabalho do Ambiente junto do Comité Central do PCP), José Pós-de-Mina (membro do Comité Central do PCP), Alma Rivera (deputada do PCP na Assembleia da República, membro do Comité Central do PCP) e de Vladimiro Vale (membro da Comissão Política do Comité Central do PCP).




sexta-feira, 10 de janeiro de 2020

Sobre a abstenção do PCP no OE para 2020



O PCP adoptará o voto de abstenção na generalidade do Orçamento do Estado para 2020

Não votamos contra o Orçamento porque que o que foi alcançado nos Orçamentos anteriores não anda para trás, não votamos a favor porque se trava o ritmo, a expressão e o alcance de novas medidas positivas, e porque o Governo dá ao excedente o que falta ao país.

Há margem orçamental para dar resposta aos problemas do País. A opção que o Governo faz, no entanto, é a de sacrificar essas medidas de que o povo e o País necessitam em nome das imposições da União Europeia e dos interesses dos grandes grupos económicos.

Não deixaremos de nos bater:
- pela valorização dos salários e dos direitos dos trabalhadores;
- contratação de trabalhadores em falta nos serviços públicos;
- rede pública de creches gratuitas;
- mais justiça fiscal;
- redução do IVA da electricidade e do gás;
- mais investimento público;
- defesa do ambiente;
- apoio à produção nacional;
- fim das portagens;
- transportes públicos mais baratos;
- mais barcos e comboios;
- fim das PPP;
- 1% para a Cultura.

Com a intervenção do PCP estão ainda abertas possibilidades de avançar com medidas de aumento das pensões, dar passos na gratuitidade das creches, de concretização do fim das taxas moderadoras, de redução dos custos da energia, de aumento de prestações sociais como o abono de família ou o subsídio de desemprego, de reforço do Serviço Nacional de Saúde e criação do Laboratório Nacional do Medicamento, entre outras.

A apreciação definitiva sobre o que de concreto resultar de avanço na fase da especialidade, e o quadro político mais geral em que o OE será discutido determinarão o sentido da votação final global que o PCP assumirá.

O PCP intervirá, como sempre fez, com total independência. Apoiando tudo quanto de positivo venha a ser concretizado, combatendo tudo o que de negativo queira ser imposto ao povo português.

Declaração completa em: www.pcp.pt/node/304069

segunda-feira, 25 de novembro de 2019

O 25 DE NOVEMBRO DE 1975 A VERDADE | 40 ANOS DEPOIS | 1975 - 2015

Os acontecimentos de 25 de Novembro de 1975 surgem na sequência de um intenso “verão quente”, da queda do V Governo Provisório e do afastamento do General Vasco Gonçalves dos cargos e estruturas superiores das Forças Armadas e do Movimento das Forças Armadas, objectivo há muito perseguido pela social-democracia, sob a batuta da direcção do PS, pelas forças de direita e por outros reaccionários radicais e fascistas, pelo Grupo dos Nove e por sectores esquerdistas agrupados em torno de Otelo Saraiva de Carvalho.

Trata-se, sem dúvida, de um golpe militar contra-revolucionário, fruto de uma cuidada e longa preparação no quadro de um tumultuoso processo de rearrumação de forças no plano político e militar, com o apoio e o envolvimento activo de potências europeias, dos EUA e da NATO.

Com este dossier, que abrange o período de Agosto a Dezembro de 1975 e contém variados documentos, nomeadamente intervenções de Álvaro Cunhal e comunicados da Comissão Política do PCP, pretende-se, por um lado, clarificar o envolvimento de forças muito diversas associadas num complexo processo de alianças contraditórias em torno do objectivo comum de pôr fim à influência do PCP e ao processo revolucionário e, por outro, sublinhar a acção incansável do PCP para a resolução da crise política, sabendo que esta só teria solução com a resolução da crise militar, com a reaproximação e o entendimento entre os vários sectores do Movimento das Forças Armadas, particularmente entre a Esquerda militar e o Grupo dos Nove.

Sobre o chamado «verão quente» de 1975, António José Rodrigues, Revista «O Militante», edição n.º 338 - Set./Out. de 2015

Sobre o 25 de Novembro de 1975, António José Rodrigues, Revista «O Militante», edição n.º 339 - Nov./Dez. de 2015

8 de Agosto

Nota do PCP
O PCP tomou conhecimento de dois documentos distribuídos na noite do dia 7 para 8. Um assinado por um grupo de oficiais, outro pelo Secretário-Geral do Partido Socialista. Distribuídos à pressa nas vésperas da apresentação do novo governo, essas iniciativas visavam manifestamente tentar ainda evitar, à ultima hora, a sua formação e posse...

Comunicado da Comissão Política do Comité Central do PCP
A formação do novo governo do General Vasco Gonçalves tem lugar num momento particularmente grave da revolução portuguesa...

10 de Agosto

Intervenção de Álvaro Cunhal na Reunião Plenária do Comité Central do PCP
Aos organismos executivos do Comité Central pôs-se a questão de ouvir a opinião do Comité Central quanto às decisões que podem ter que tomar a curto prazo em relação à questão do poder político...

11 de Agosto

Assalto ao Centro de Trabalho em BragaAssalto ao Centro de Trabalho em BragaAssalto ao Centro de Trabalho em BragaAssalto ao Centro de Trabalho em Braga
Assalto ao Centro de Trabalho em Braga
14 de Agosto

Comício do PCP no Pavilhão dos Desportos, em LisboaComício do PCP no Pavilhão dos Desportos, em Lisboa
Comício do PCP no Pavilhão dos Desportos, em Lisboa
28 de Agosto

Extractos da declaração da Comissão Política do Comité Central do PCP, apresentada por Álvaro Cunhal em Conferência de Imprensa
A crise político-militar arrasta-se perigosamente (…) existe o perigo real de um avanço reaccionário e da formação de um governo de direita que, no imediato ou a médio prazo, ponha em causa as liberdades e as outras conquistas fundamentais da revolução, como as nacionalizações e a reforma agrária...

Respostas de Álvaro Cunhal às perguntas dos jornalistas
Como foi afirmado, a crise da Revolução Portuguesa é uma crise muito profunda. O aspecto essencial e central desta crise é neste momento a crise do poder político, nas suas estruturas consideradas no conjunto, designadamente MFA e Governo. A solução da crise necessita de ser global. Isto quer dizer que tem de se considerar todos os aspectos do poder político, incluindo o MFA e Governo...

29 de Agosto

Nota acerca da Conferência de Imprensa do PCP do dia 28.8.75
Em relação com a proposta feita pelo PCP na Conferência de Imprensa do camarada Álvaro Cunhal do dia 28 de Agosto, têm sido feitas numerosas perguntas à Secção de Informação e Propaganda do PCP...

1 de Setembro

Nota sobre Secretariado Provisório saído do acordo de 25 de Agosto
No dia 25 de Agosto de 1975, numa reunião realizada entre representantes dos seguintes partidos e organizações políticas: FSP, LCI LUAR, MES, MDP/CDE, PCP, PCP-BR e 1º DE MAIO, chegou-se a várias conclusões, entre as quais...

16 de Setembro

Discurso de Álvaro Cunhal no comício do PCP na Praça do Campo Pequeno
Quando tempos atrás foi desencadeada contra o nosso Partido a grande ofensiva das forças reaccionárias, conservadoras e oportunistas de direita e de esquerda conjugadas (campanha anticomunista, atentados, assaltos, agressões), os nossos inimigos cá dentro e no estrangeiro gritaram que o Partido não poderia resistir...

26 de Setembro

Entrevista de Álvaro Cunhal à Reuter
Greves e manifestações são formas de acção reconhecidas e habituais em numerosos países, incluindo os países capitalistas com regimes democráticos. Não são pois, em si, formas de acção revolucionárias. Em Portugal, como noutros países, é reconhecido por lei o direito à greve e o direito de manifestação...

1 de Outubro

Comissão Política do Comité Central do PCP
Hoje, dia 1 de Outubro, pela tarde, no norte e centro do país, o PS (em alguns casos seguido pelo PPD) distribui papéis e faz grande agitação dizendo estar planeado para esta noite um golpe revolucionário...

7 de Outubro

Comunicado sobre a situação política
Os factos estão confirmando dia a dia que o PCP tinha razão nas suas análises e advertências. A crise não pode ser resolvida por uma remodelação direitista dos órgãos superiores do poder político (MFA e Governo) e pela tentativa duma viragem a direita da política portuguesa...

9 de Outubro

Nota do PCP sobre os últimos acontecimentos políticos
Na noite de 8 para 9, o PPD revelou uma vez mais a sua directa responsabilidade nas violações da ordem democrática, na provocação de violentos conflitos de rua, no esforço para conduzir a confrontos armados entre militares e para abrir o caminho à guerra civil...

Intervenção de Álvaro Cunhal na Sessão de esclarecimento em Moscavide
O nosso Partido considera que a crise que a Revolução portuguesa atravessa é uma crise profunda e perigosa. Esta crise atingiu praticamente todos os sectores da vida nacional. Temos dito que esta crise é uma crise política, é uma crise militar, é uma crise social, é uma crise económica, é uma crise ideológica e é uma crise em que apanhamos ainda a ressaca das dificuldades da descolonização, particularmente em Angola...

10 de Outubro

Nota sobre o comunicado do Governo, de 9 de Outubro
A Comissão Política do Comité Central do Partido Comunista Portugueses tomou conhecimento do comunicado do governo, aprovado na sessão do dia 9. O PCP diverge radicalmente das apreciações feitas neste comunicado acerca da situação actual e dos últimos acontecimentos, designadamente dos incidentes no Porto...

3 de Novembro

O embaixador dos EUA em Lisboa, Frank Carlucci
O embaixador dos EUA em Lisboa, Frank Carlucci, faz uma viagem pelo norte do país, que se prolonga até ao dia 7, visitando Porto, Braga, Viseu, Vila Real, Chaves, Viana do Castelo. Manteve conversações com os governadores civis de Viseu, Vila Real e Chaves e com os bispos de Viseu, Vila Real e o representante do Arcebispo de Braga.

12 de Novembro

Nota do PCP sobre a actual situação política
A constituição do VI Governo Provisório foi precedida de discussões políticas que conduziram a uma plataforma governamental. O PCP considerou que esta plataforma era aceitável e que alguns dos seus pontos permitiam a realização duma política progressista...

16 de Novembro

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Manifestação de apoio às conquistas da revolução no Terreiro do Paço, Lisboa
Manifestação de apoio às conquistas da revolução no Terreiro do Paço, Lisboa
25 de Novembro

Nota do PCP sobre a situação política
A situação política e militar degrada-se hora a hora. O pais corre o risco de ser mergulhado em confrontos sangrentos entre forças e sectores que têm estado com o processo revolucionário. Tais confrontos só podem aproveitar à reacção e facilitar a instauração duma mova ditadura...

28 de Novembro

Nota da Comissão Política do Comité Central do PCP
Os acontecimentos dos últimos dias representam uma pesada derrota das forças da esquerda militar e das forças revolucionárias no seu conjunto e um avanço das forças da reacção, que tomam fortes posições no aparelho militar e no sistema do poder..

29 de Novembro

Nota do Secretariado do Comité Central do PCP
Alguns sectores políticos, assim como jornais do Norte e jornais estrangeiros estão lançando uma campanha contra o PCP em tomo das recentes sublevações militares...

Extractos de documentos do PCP abrangendo o período de 10 de Agosto a 28 de Novembro, anexos à nota do Secretariado do Comité Central de 29 de Novembro de 1975
30 de Novembro

Editorial do jornal «Avante!»
A revolução portuguesa passa uma curva difícil e perigosa. A pesada derrota das forças da esquerda militar reflectir-se-á sem dúvida, nos tempos mais próximos, no enfraquecimento das forças revolucionárias e do movimento popular.

5 de Dezembro

Entrevista de Álvaro Cunhal a O Jornal
A primeira coisa a dizer é que, na base dos elementos disponíveis, os acontecimentos do 25 de Novembro não se podem considerar um «golpe» ou uma «insurreição», como se diz, mas a convergência de várias sublevações militares, cada qual com o seu processo próprio e os seus objectivos próprios e imediatos...

7 de Dezembro

Comício do PCP no Campo Pequeno
Comício do PCP no Campo Pequeno
Discurso no Comício do PCP no Campo Pequeno, em Lisboa
A todos os membros do Partido, às juventudes comunistas, aos operários, empregados, camponeses, pescadores, intelectuais, estudantes, aos homens, mulheres e jovens que, nestes dias de ameaça e inquietação, estiveram e continuam estando com o Partido, seguindo a sua orientação, firmes e esperançosos, transmito a confiança do Comité Central do Partido Comunista Português, a afirmação de que a luta continua e a confirmação da certeza de que a vitória é difícil, mas será nossa...

quinta-feira, 21 de novembro de 2019

Solidariedade com os trabalhadores da cervejaria Galiza | PCP

DECLARAÇÃO DE JERÓNIMO DE SOUSA, SECRETÁRIO-GERAL

Solidariedade com os trabalhadores da cervejaria Galiza

19 Novembro 2019, Porto


segunda-feira, 18 de fevereiro de 2019

Eurodeputado Miguel Viegas Visitou a Estação Nacional de Melhoramento de Plantas (Elvas)


Miguel Viegas, deputado do PCP no Parlamento Europeu esteve no dia 8 de Fevereiro, de manhã, na Estação Nacional de Melhoramento de Plantas no concelho de Elvas, onde reuniu com o seu responsável. Esta estação, pertencente ao INIAV, dedica-se à preservação, valorização e melhoramento do património genético vegetal. Detém, por isso, um papel fundamental na produção de sementes de qualidade e adaptados aos nossos solos e ao nosso clima, com particular destaque para a área cerealífera. Portugal importa mais de 95% dos cereais que consome na alimentação humana. Poucos são os países no mundo com uma taxa tão baixa de autoabastecimento. Consciente desta situação, o governo lançou recentemente a sua Estratégia Nacional para a Promoção da Produção de Cereais. O PCP está no terreno para garantir que esta estratégia não seja apenas mais um pacote de boas intenções. A situação é de alarme social e económico. Neste sentido, Miguel Viegas apelou para a necessidade de dar meios sólidos que possa incentivar esta produção, com incentivos claros à produção, evitando assim a monocultura que se está a instalar em vastas áreas do Alentejo. Mas esta estratégia deve ser igualmente coerente, tirando partido do valoroso trabalho desenvolvido nesta estação que procura encontrar as melhores soluções genéticas em matérias de sementes.

Esta visita confirma as enormes potencialidades do Alentejo e de Portugal. A quebra acentuada da produção cerealífera constitui uma herança direta da Política Agrícola Comum da União Europeia, aplicada com zelo por sucessivos governos. Importa romper com estas políticas e dar meios a uma nova estratégia de desenvolvimento que valoriza e desenvolve a nossa produção, com especial destaque para os cereais, mitigando o gigantesco défice comercial e combatendo a dependência face ao exterior.

Elvas, 8 de Fevereiro de 2019

O Secretariado da DORPOR do PCP

quinta-feira, 31 de janeiro de 2019

Contra os Despedimentos Ilegais, deputados do PCP convocam acção de solidariedade com Cristina Tavares




NOTA DO GABINETE DE IMPRENSA DOS DEPUTADOS DO PCP AO PE

Por iniciativa dos deputados do PCP no Parlamento Europeu, realizou-se uma acção de solidariedade com a trabalhadora da corticeira Fernando Couto-Cortiças, SA, Cristina Tavares, que é vítima de assédio moral e de uma segunda tentativa de despedimento ilegal, num processo que se arrasta há dois anos.

A iniciativa, sob o mote #somostodoscristinatavares, que contou com outros deputados do GUE/NGL, sinalizou ainda a problemática dos despedimentos ilegais e do assédio moral no local de trabalho. Afirmou a defesa do direito ao trabalho com direitos e o combate à precarização das relações laborais.

30 Janeiro 2019, Bruxelas

quarta-feira, 23 de janeiro de 2019

A Verdade sobre a campanha da TVI | Abril Abril

O AbrilAbril partiu da reportagem que a TVI produziu e das informações entretanto divulgadas pela autarquia, recolheu esclarecimentos junto do seu presidente e da entidade prestadora do serviço, e juntou tudo.

Foto de arquivo. CréditosAntónio Cotrim / Agência LUSA

A propósito da peça da TVI, envolvendo o secretário geral do PCP e a Câmara Municipal de Loures (CML), o AbrilAbril partiu do que a TVI produziu e das informações entretanto divulgadas pela autarquia de Loures, recolheu elementos de esclarecimento junto do presidente da Câmara e da entidade prestadora do serviço, e juntou tudo.

São factos reais:

1. A CML tem contratado empresas por ajuste directo e consulta prévia nos últimos anos para assegurar manutenção e reparação de abrigos de paragem, bem como colocação de publicidade institucional, entre outras tarefas;

2. Uma dessas entidades empresariais é a de Jorge Bernardino, empresário em nome individual;

3. Jorge Bernardino é casado com a filha de Jerónimo de Sousa.

A partir destes factos, a TVI desenvolveu um conjunto de especulações e insinuações que procurámos esclarecer. Em nenhum momento a TVI pôde afirmar a existência de qualquer ilegalidade ou irregularidade por manifestamente não ter encontrado nenhum facto, como o AbrilAbril também não conseguiu, que permitisse sugerir que isso teria acontecido.


O vídeo que acompanha a peça do Abril Abril pode ser visto aqui.


O uso de ajuste directo em vez de concurso público

Ao contrário do que se pretende fazer crer (e será até convicção da maioria das pessoas), o ajuste directo é, não só um procedimento legalmente consagrado, como o mais utilizado quer pelas autarquias locais quer por outras instituições públicas. Não é um recurso excepcional apenas para matérias urgentes. É o procedimento previsto no Código dos Contratos Públicos para a contratação de serviços até 75 mil euros e de empreitadas de obra até 150 mil euros nos seguintes termos:

«A escolha dos procedimentos de ajuste directo, de consulta prévia, de concurso público ou de concurso limitado por prévia qualificação deve ser feita tendo por base o valor do contrato a celebrar.»

Sem ajustes directos nenhuma instituição pública poderia funcionar, porque os processos de concursos públicos demoram, em regra, entre quatro a seis meses até um ano e meio, e por isso são exigíveis apenas para montantes contratuais mais elevados. A título de exemplo, e de acordo com a informação de um responsável da autarquia, de Janeiro a Setembro de 2018, a CML, na sua área de aquisição de bens e serviços (excluindo obras) realizou 183 contratos por ajuste directo e 1508 compras por ajuste directo em regime simplificado (abaixo de 5 mil euros).

O ajuste directo não é uma forma nem excepcional nem menos transparente de contratar. Tem exigências legais e de transparência e limites de contratação por contrato e por entidade. É apenas mais simples do que um concurso público.

As empresas e entidades a contratar são, em todas as autarquias, propostas pelos serviços municipais e sendo os procedimentos aprovados pela administração da Câmara. Não há em Loures, neste caso ou noutros, pressão da administração para esta ou aquela contratação. A sugestão de que poderia haver conivência dos serviços com qualquer procedimento menos claro «sugerido» pela administração é desmentida pelo facto, que é do conhecimento público, de que a divisão e o departamento da Câmara responsáveis por esta área têm os mesmos dirigentes que a CDU encontrou quando tomou posse em 2013, tendo sido, portanto nomeados inicialmente pelo executivo anterior.

Os contratos com Jorge Bernardino

A contratação desta prestação de serviços corresponde obviamente a uma necessidade do Município, por não dispor de meios próprios para efectuar este trabalho.

Os cinco primeiros contratos, para tratamento de 153 abrigos, foram feitos por ajuste directo, sendo que em três deles foram consultadas outras duas empresas, apesar de isso não ser obrigatório. Nos dois últimos destes cinco foi proposta pelos serviços consulta à mesma empresa, por necessidade de continuidade imediata do trabalho e no respeito pelos critérios e limites legais.

A par destes existiram contratos com outras empresas para os restantes abrigos da CML, como a própria Câmara já divulgou.

O último contrato foi adjudicado pelo procedimento de consulta prévia a três empresas, que só existe na lei desde 1 de Janeiro de 2018, razão porque antes não foi utilizado. Neste processo, adjudicado pelo preço mais baixo, e com a duração de quatro meses, não há registo de qualquer contestação das outras empresas consultadas.

A evolução do valor dos contratos

Os cinco contratos de ajuste directo anteriores (desde 2015) tiveram preços que oscilaram entre cerca de 14 mil e cerca de 21 mil euros, sendo contratos com diferentes durações (entre 120 e 180 dias). Todos versavam sobre um universo de 153 abrigos, com as tarefas que abaixo se referem.

Conforme explica a nota divulgada pela CML, a passagem para 64 mil euros no último contrato deve-se ao facto de este ter vindo substituir dois contratos anteriores: um, já referido, com Jorge Bernardino, para 153 abrigos, no valor de 21 510 euros; e outro, com uma outra empresa, a Cabena, para 271 abrigos, no valor de 74 892,50 euros.

No total custavam cerca de 96 mil euros para cinco meses, enquanto o contrato que os substituiu custou 64 mil euros para quatro meses (cerca de 30 mil euros para manutenção correctiva, que acabaram por não ser utilizados como adiante se refere, e o restante – 34 mil euros - para o resto das tarefas correntes a desempenhar).

Com esta agregação, a CML obteve uma poupança de cerca de 15%; aliás a comparação dos dois contratos anteriores evidencia que o preço cobrado pela outra empresa era, sensivelmente, o dobro por cada abrigo, ou seja, muito menos vantajoso para a CML.

A peça da TVI omite deliberadamente que o aumento do valor do contrato está diretamente ligado ao número de abrigos abrangidos – antes 153 e depois 438, dispersos por todo o concelho de Loures.

A questão do tipo de entidade empresarial

A peça procura cimentar a ideia de que se tratou de uma «contratação individual» e não de uma entidade empresarial, procurando com a fulanização aproximar-se da ideia do favorecimento pessoal. Há várias formas empresariais previstas na legislação, sendo duas delas a de empresário em nome individual e a de empresa unipessoal. Sendo diferentes, sobre elas não há qualquer diferença de tratamento pelas regras da contratação pública. O factor determinante é a actividade económica, não a forma jurídica.

A ideia da contratação individual é desmentida pelo facto de o empresário em nome individual Jorge Bernardino ter contratado dois trabalhadores para participar no desempenho das tarefas previstas no contrato.

Jorge Bernardino ganhou 11 mil euros por mês?

O que se pode concluir é que não. A parte efectivamente paga do valor do contrato (excluindo a manutenção correctiva que correspondia a cerca de 30 mil euros, a qual só seria paga se fossem realizadas reparações estruturais dos abrigos no decurso do contrato, que não existiram), dividida pelos quatro meses da sua duração, corresponde efectivamente a um valor de cerca de 8500 euros por mês.

Este valor tem de suportar todos os custos com materiais (designadamente o material eléctrico de substituição, água e materiais de limpeza, entre outros), ferramentas, viaturas e respectivo combustível, seguros, impostos e contribuições para a Segurança Social, vencimentos dos trabalhadores e, naturalmente, também a remuneração do próprio.

A TVI procura dar a entender que este valor mensal é excessivo quando o valor de um dos contratos anteriores, com a empresa Cabena, correspondia a um valor mensal de cerca de 15 mil euros para 271 abrigos (menos 167 abrigos e mais 6 500 euro por mês).

O trabalho efectivamente realizado – só foram mudadas lâmpadas e casquilhos?

O conjunto de tarefas a realizar no âmbito destes contratos foi efectivamente realizado e confirmado pelos serviços do município. Sem essa confirmação, que responsabiliza os técnicos que a fazem, não é possível fazer qualquer pagamento, neste ou noutro contrato de prestação de serviços. Esse é o elemento essencial e não qualquer relatório do prestador, que não é exigível à face da lei.

A referência a lâmpadas e casquilhos mudados num mês como a justificação para o recebimento de 11 mil euros, que afinal são 8 500 euros como já se referiu, omite que o trabalho implica realizar a manutenção preventiva, reparação regular, limpeza periódica, inspecção técnica – incluindo da instalação eléctrica –, manutenção correctiva e substituição de publicidade institucional de todos os 438 abrigos de paragem, dispersos por 170 quilómetros quadrados.

Nos quatro meses do contrato foram colocados centenas de cartazes «mupi», de várias campanhas de publicidade institucional, em todo o concelho.

A situação laboral anterior de Jorge Bernardino

Foi também referida uma suposta situação de desemprego de Jorge Bernardino e a sua inexperiência na área em causa para insinuar que só teria sido contratado por razões de proximidade familiar. O próprio esclareceu que tem 15 anos de experiência na área da electricidade e electromecânica.

Não estava também desempregado à altura, mas sim empregado num supermercado e, no passado mais próximo, trabalhou na área de construção e manutenção de jardins e arranjos de exteriores, e num talho.

A forma como a TVI procedeu

A TVI contactou pela primeira vez a CML cerca de 15 dias antes da primeira emissão da peça e terá ainda convidado o presidente da CML para ir ao Jornal das 8 na passada sexta-feira… às 19h30!

Primeiro foi questionado o valor do contrato em relação a contratos anteriores com a mesma empresa. Depois disso foi sugerida a ilegitimidade de uma suposta remuneração ou salário a uma pessoa individualmente considerada, procurando confundir essa situação com a de um empresário em nome individual. Esclarecida essa questão, passou-se para a indagação sobre o cumprimento do contrato.

Para a autarquia, ficou evidente neste processo que o trabalho jornalístico tinha desde sempre uma conclusão já definida, o que se comprovou pelo sucessivo acrescentar de novas linhas de questionamento à medida que a Câmara Municipal de Loures esclarecia os anteriores. O que sempre se manteve foi a intenção de especular sobre a ligação familiar com o secretário-geral do PCP.

No decurso deste processo, o jornalista da TVI, na entrevista com o presidente da CML, colocou a questão da relação familiar do empresário com Jerónimo de Sousa, sobre a qual nunca tinha pedido qualquer esclarecimento e que revelou ser o verdadeiro tema da peça. Confrontou depois Jerónimo de Sousa com o mesmo método, o que repetiu, já no dia seguinte à primeira emissão da peça.

Tudo o que foi dito por ambos foi cortado e truncado, tendo sido omitidos dados essenciais dos esclarecimentos efetuados pela CML. Em nenhum momento se refere o número e a dispersão de abrigos – 438 espalhados por cerca de 170 quilómetros quadrados –; omite-se que a diferença de preço entre o penúltimo e o último contrato se deve ao triplicar do número de abrigos e que este foi atribuído pelo preço mais baixo; reduz-se o trabalho feito à substituição de lâmpadas e casquilhos quando o âmbito é vasto e complexo.

Os contratos profusamente exibidos pela TVI, dando a entender que estariam a ser escondidos pela CML, foram efectivamente disponibilizados pela Câmara, bem como as informações internas dos serviços comprovando a realização dos trabalhos do prestador, essas nunca referidas.

A peça em causa foi emitida na abertura do Jornal das 8, precisamente num dia em que não faltaram notícias (das verdadeiras): da convulsão interna no PSD aos desenvolvimentos em torno do Brexit, assim como a apresentação pública de João Ferreira como cabeça-de-lista da CDU ao Parlamento Europeu.

Abri Abril, 20 de Janeiro de 2018

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Esclarecimentos acerca da peça emitida pela TVI (Câmara Municipal de Loures)

18.01.2019

Todos os contratos referidos na reportagem emitida pela TVI cumpriram escrupulosamente as regras legais da contratação pública.

A peça não consegue apontar qualquer ilegalidade ou irregularidade em relação aos factos em análise, preferindo por isso centrar-se em especulações abusivas, com referência parcial e truncada das declarações do presidente da Câmara Municipal de Loures, bem como em relação aos dados que lhe foram disponibilizados.

Ambos os procedimentos referidos (ajuste direto e consulta prévia) estão previstos no Código dos Contratos Públicos, sendo o ajuste direto uma ferramenta comum e, aliás, indispensável para a gestão corrente das autarquias locais nas suas múltiplas funções.

No último contrato, que terminou no final do ano de 2018, o procedimento adotado foi o de consulta prévia a três empresas, conforme previsto no art.º 20.º n.º 1 alínea c) do Código da Contratação Pública, tendo sido a prestação de serviços adjudicada à empresa com a proposta de preço mais baixa (64.330,20€), facto omitido pela peça.

O contrato visou assegurar a manutenção preventiva, reparação regular, limpeza, inspeção técnica, incluindo da instalação elétrica, manutenção corretiva e substituição de publicidade institucional, num total de 438 abrigos de paragem, propriedade do Município e não concessionados. Trata-se de um conjunto de funções de grande amplitude e extensão, em nada comparáveis à referência acintosa da peça à mera mudança de lâmpadas e casquilhos. O número de abrigos é, aliás, cirurgicamente omitido em toda a peça, sendo um elemento fundamental para a caracterização da dimensão do serviço a prestar.

O procedimento contratual em causa veio substituir dois contratos anteriores, vigentes até agosto de 2018, ambos por ajuste direto: um com a empresa visada na reportagem, para 153 abrigos, no valor de 21 510€; e outro, com uma outra empresa, para 271 abrigos, no valor de 74 892,5€. Com esta agregação obteve-se uma poupança de cerca de 15 por cento.

A peça omite também deliberadamente que o aumento do valor dos contratos, com a empresa em nome individual visada, está diretamente ligado ao número de abrigos abrangidos, antes 153 e depois 438, dispersos por todo o concelho de Loures.

É uma despudorada manipulação procurar comparar estes contratos a uma remuneração salarial, usando uma ardilosa comparação com o salário do presidente da Câmara, quando a verdade é que o valor contratual tem de incorporar os custos a assumir pelo prestador com a execução do serviço, designadamente de materiais de limpeza e substituição e reparação correntes, mão de obra, deslocações e combustíveis, obrigações legais, fiscais e contributivas, entre outros.

O contrato deu lugar a pagamentos na medida em que os serviços municipais comprovaram a execução do serviço contratado, sem o que isso não poderia obviamente acontecer.

Ficou evidente neste processo que a peça jornalística tinha, desde o início, uma conclusão já definida, o que se comprovou pelo sucessivo acrescentar de novas linhas de questionamento, à medida que a Câmara Municipal de Loures esclarecia cabalmente os anteriores.

A Câmara Municipal de Loures repudia veementemente as insinuações/afirmações presentes na notícia da TVI, de eventuais situações de promiscuidade, que não têm qualquer correspondência com a realidade e são desmentidas pelos factos.

A Câmara Municipal de Loures repudia também a tentativa da peça da TVI de envolver o Município numa estratégia de generalização da atribuição de comportamentos, ética e legalmente censuráveis, à generalidade dos intervenientes políticos e instituições públicas.

Neste Município continuaremos a respeitar o povo que nos elegeu a lei e o interesse público em todas as decisões.

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