A 9 de Maio de 1945, o Exército Vermelho decretava o "Dia da Vitória"

quarta-feira, 28 de abril de 2010

Saudação à "Revolução de Cravos de Papel"

A Comissão de Concelhia do P.C.P. de Campo Maior saúda a iniciativa do Museu da Presidência da República Portuguesa em convidar as gentes de Campo Maior a mostrar a sua arte centenária nos belos jardins do Palácio de Belém. Inserida nas Comemorações da Democracia no 1º. Centenário da República. Com a exposição de 1974 cravos vermelhos.

Saudá-mos igualmente todas as entidades intervenientes na organização e as pessoas que atravéz da sua arte e engenho conceberam as flores e decoraram o Palácio de Belém.

Nesta que foi a maior demonstração oficial das comemorações do 25 de Abril feita pelos Campomaiorenses.

Saudações fraternas

Comissão de Concelhia do P. C. P. de Campo Maior



sexta-feira, 23 de abril de 2010

25 de Abril Sempre!



Comemorar o 36º aniversário da revolução de Abril

a Pensar no Futuro



Comemorar o 36º aniversário da Revolução de Abril de 1974 é comemorar a revolução e o seu carácter antifascista, anti-monopolista, anti-latifundista e anti-imperialista. É condenar o regime então existente que mantinha na miséria a maioria do nosso povo, reprimia, amordaçava, assassinava e perseguia todos os que, mais consequentemente, se batiam por uma sociedade democrática, progressista e justa.

A implementação de um regime democrático que pusesse fim ao regime fascista, à guerra colonial, ao isolamento internacional do nosso País e que criasse condições de vida e de trabalho, colocasse a economia ao serviço do povo e do país, eram anseios que cresceram e se multiplicaram através da luta e da resistência dos antifascistas, quer através de organizações democráticas unitárias, quer através do PCP como força política organizada na clandestinidade.
O 25 de Abril não foi um golpe de estado, foi uma revolução. Tendo nascido dum levantamento militar, por ter correspondido aos objectivos do somatório de muitas lutas e ideais, foi seguido de imediato por um levantamento popular que consagrou a Aliança Povo/MFA. Tal aliança impediu uma resposta contra-revolucionária imediata e, por isso, o derrube do regime que era fortemente repressivo deu-se sem que houvesse significativos confrontos civis ou militares.

A aliança Povo/MFA foi, pois, determinante, e por esmagadora que foi, fez com que muitos opositores desta, apanhassem o comboio, para por dentro dele, armadilhar o caminho que se tornou complexo uma vez que o poder político não foi homogéneo e, compartilhado entre forças políticas de Esquerda e de Direita, o processo revolucionário foi vítima de várias traições.

Contudo, o período decorrido entre o 25 de Abril de 1974 e o 25 de Novembro de 1975 foi exaltante: neste curto espaço de tempo conquistaram-se as liberdades políticas, os direitos laborais e sociais, tais como o direito ao trabalho, ao salário justo, a férias, à saúde, ao ensino, à segurança social, à habitação, a Reforma Agrária, as Nacionalizações, o Poder Local Democrático, o fim da guerra e do colonialismo, ao mesmo tempo que ia sendo elaborada a Constituição da República que veio a consagrar as conquistas da Revolução cujo horizonte era a construção duma sociedade socialista.
Em todas estas conquistas o PCP esteve presente. E foi com o PCP e com um amplo apoio das massas populares que foram travados vários golpes contra-revolucionários, como o 28 de Setembro e o 11 de Março.


Não rendida, a contra-revolução desenvolve-se a partir do 25 de Novembro com uma viragem à direita do processo revolucionário, onde, mais claramente, o PS, definiu como aliados preferenciais, os partidos de Direita (CDS e PSD) o que, como os factos demonstram, não deixou de acontecer até hoje:


- Nas Revisões negativas da Constituição; na recuperação do latifúndio e na destruição da mais bela conquista do 25 de Abril, a Reforma Agrária; contra as Nacionalizações; no apoio às guerras imperialistas; no ataque aos serviços públicos; estão juntos na aprovação do Código de Trabalho que ataca como nunca, os direitos dos trabalhadores e da acção sindical; estão juntos no saque aos bens e dinheiros públicos; têm estado juntos nas políticas de destruição da nossa economia e da nossa soberania; no apoio ao PEC (Programa de Estabilidade e Crescimento). A hipocrisia desta Sigla resume o que tem sido a política mentirosa de quem nos governa: Como é que se pode chamar de Estabilidade a um programa que prevê o aumento do desemprego, a diminuição dos apoios aos desempregados, dos salários, das pensões e outros apoios sociais, enquanto as grandes fortunas são intocáveis?


Como é que se classifica um programa de Crescimento quando todos reconhecem que cortando no investimento o crescimento não pode ser maior?


Por tudo isto, comemorar o 36º aniversário do 25 de Abril tem um duplo sentido: lembrar as grandes conquistas da Revolução e dizer basta de retrocessos exigindo a ruptura com a política de direita e a retoma dos caminhos de Abril.


O PCP, desde sempre comprometido com os valores e as conquistas de Abril, lutou, luta e lutará por um Portugal de progresso e justiça social, por uma Democracia Avançada constante do seu Programa, tendo por horizonte a sociedade socialista.


O PCP exorta todos os trabalhadores e democratas, ancorados na Constituição da República que se afirmem como militantes activos na defesa dos valores de Abril e na exigência de um novo rumo para o País, assente no desenvolvimento da nossa actividade produtiva, que crie emprego e desenvolva a justiça social.


Viva o 25 de Abril!


Viva Portugal!

Partido Comunista Português

Secretariado da DORPOR

quarta-feira, 14 de abril de 2010

PCP CAMPO MAIOR NO FACEBOOK




Camaradas, amigos e simpatizantes do PCP de Campo Maior.
Como força política moderna que somos. Também estamos presentes no Facebook desde o dia 14 de Março de 2010.
A rede social tem mais de 120 milhões de usuários activos. E foi criada em 4 de Fevereiro de 2004. Sendo uma das mais activas de todo o mundo.
Contando também com inúmeros representantes da CDU - PCP e PEV. Além de outros milhares de membros de organizações e apoiantes do cumunismo espalhado pelos quatro cantos do mundo.
Estão presentes também as nossas juventudes.
Contamos desta forma dar a conhecer as nossas actividades e participações bem como todas as tomadas de posição dos nossos eleitos. Quer a nivel local regional e até mesmo nacional.
Mostrando desta forma que somos uma força política consciente e coerente.
Saudações democráticas.




sexta-feira, 9 de abril de 2010

PS chumba propostas para o Distrito de Portalegre


As propostas de investimento para o Distrito de Portalegre apresentadas pelo PCP foram, na sua totalidade, chumbadas com os votos contra do PS e as abstenções de PSD e CDS.


O Grupo Parlamentar do PCP apresentou um conjunto de propostas de investimento, identificando 29 projectos concretos a considerar no Programa de Investimentos e Despesas de Desenvolvimento da Administração Central (PIDDAC).
As propostas do PCP incidiam sob projectos essenciais para as populações e para o desenvolvimento do Distrito de Portalegre, como a construção e modernização de Serviços de Saúde, Segurança e Protecção Civil, a construção de Lares de Idosos e Equipamentos de apoio à 3.ª Idade, a construção e reparação de estradas, a requalificação urbana ou a construção de equipamentos colectivos, desportivos e culturais.

Com o voto contra do PS, e a abstenção do PSD e CDS/PP, inviabilizou-se a inscrição destes projectos no Orçamento de Estado 2010, impedindo que as populações do Distrito de Portalegre vejam resolvidos muitos dos problemas com que se confrontam diariamente e que fazem do nosso Distrito um dos piores nos indicadores económicos e sociais.

É caso para perguntar, o que fazem os deputados (um do PS e outro do PSD) eleitos pelo circulo Eleitoral de Portalegre na Assembleia da República, em prol do desenvolvimento do seu Distrito?

No PIDDAC para 2010, apesar dos mecanismos propositadamente criados pelo Governo para esconder a redução do investimento público, a dimensão desse corte é indisfarçável. O investimento público proposto para 2010 é cerca de 40% do previsto em 2005, sofrendo um corte de 24,4% em relação a 2009, no distrito de Portalegre o investimento público representa apenas 0,1%. do total nacional, é de registar ainda que, 7 dos 15 concelhos do distrito (Arronches, Campo Maior, Crato, Fronteira, Marvão, Ponte de Sor e Sousel) não têm inscrita qualquer verba no PIDDAC para 2010.

O Orçamento de Estado complementado por outros instrumentos de reestrinção económica e orçamental de que se destacam a Lei de Finanças Locais e o PEC – Programa de Estabilidade e Crescimento, recentemente apresentado pelo governo PS não é um programa de estabilidade e crescimento, é isso sim, um programa de instabilidade, de retrocesso e declínio económico.

A Lei de Finanças Locais é verdadeiramente penalizadora para o Distrito de Portalegre, em que 3 dos 15 Municipios e 37 das 86 Freguesias vêem reduzidas as verbas transferidas pela Administração Central.

O PEC constitui uma repetição das velhas e agora agravadas receitas, medidas e orientações que tantos sacrifícios desigualdades e injustiças têm imposto à maioria do povo português e vai continuar a penalizar os mesmos de sempre, com cortes nos salários e aumento da idade da reforma aos trabalhadores da Administração Pública e subsequentes efeitos no sector privado, cortes nas prestações sociais, corte nos investimentos públicos, privatizações de dezenas de empresas estratégicas para a economia nacional, diminuição das deduções à colecta de IRS. Governo PS, com o apoio de PSD e CDS, prepara-se para aprovar um novo PEC.

O Governo justifica estas medidas com a crise e o défice, mas a verdade, é que mais uma vez, apenas vão ser exigidos sacrifícios aos trabalhadores e ao Povo, deixando de fora os lucros e privilégios dos grupos económicos. Este PEC e este Orçamento de Estado é sobretudo uma opção pelos mais ricos e poderosos contra os trabalhadores, o povo e o País.

Ao contrário do que dizem PS, PSD e CDS/PP, este caminho não é inevitável, rejeitamos veementemente este orçamento e este PEC, o PCP não prescinde de avançar com medidas que, inseridas num projecto de ruptura com a política de direita e mudança na vida nacional contribuam para a defesa do emprego, o desenvolvimento da produção nacional, e combate às injustiças sociais, a afirmação da nossa soberania.

O PCP reafirma a sua determinação em lutar ao lado das populações por uma política alternativa e de esquerda que garanta a melhoria das condições de vida, o combate às desigualdades e o desenvolvimento do Distrito.

Só com a continuação da luta se porá fim a estas opções políticas e se retomará os caminhos de Abril. Portalegre, 22 de Março de 2010

O Secretariado da DORPOR do PCP