A 9 de Maio de 1945, o Exército Vermelho decretava o "Dia da Vitória"

sábado, 29 de setembro de 2012

Convite de "boas vindas" a Miguel Macedo em Portalegre (1.10.2012)


CGTP-IN - 42 anos com os trabalhadores

A União dos Sindicatos do Norte Alentejano (USNA) convida a população do distrito à participação na concentração/recepção de "boas vindas", ao ministro da administração interna Miguel Macedo, Segunda-feira dia 1 de Outubro pelas 10H30 junto à escola São Lourenço na Corredoura em Portalegre. O ministro vai presidir ao juramento de bandeira do final de curso da G.N.R.
 
Esta acção é autorizada pela autarqui local.
 
Na data em que a CGTP-IN comemora o seu 42º aniversário, vamos demonstrar ao ministro Miguel Macedo que Portugal, e o Alentejo em particular, são constituidos por formigas e não por cigarras, conforme as suas "tão mal interpretadas" afirmações. Embora o povo tenha percebido o objectivo das suas palavras.
 
Desde a sua fundação, a maior central sindical de Portugal (CGTP-IN) esteve, está e estará sempre ao lado dos trabalhadores, desempregados, estudantes, do povo e dos interesses de Portugal. Vamos celebrar lutando, nesta importantíssima data, como temos feito até aqui.
 
Há transporte de Campo Maior para os interessados.
 
Em caso de dúvida, contarcar a União dos Sindicatos do Norte Alentejano (USNA) 245 201 329 ou usna@simplesnet.pt.
 
Traz outro amigo também.

quinta-feira, 27 de setembro de 2012

Partida para manifestação 29.Setembro.2012 de Campo Maior às 9:00 (Transporte gratuito)

 
Grande manifestação de luta contra as políticas de austeridade assinadas entre o governo (PSD-CDS) e Troika (FMI-BCE-UE) com o apoio do Partido Socialista, UGT e Presidente da República.
 
É tempo de dizer BASTA!
 
A Partida é às 9:00 do Jardim Municipal. Há transporte gratuito para todos.
 
A manifestação realiza-se às 15:00 no Terreiro do Paço em Lisboa.
 
Campo Maior está integrado na União dos Sindicatos do Norte Alentejano (USNA-CGTP-IN).
 
Contamos com a tua presença. Confirma pelo telefone 245201329 ou endereço electrónico usna@simplesnet.pt.
 
Trás outro amigo também.

domingo, 23 de setembro de 2012

“PS esteve 10 dias na oposição”

 
 
Jerónimo de Sousa, defendeu hoje que o convite feito pelo BE à apresentação de uma moção de censura por todas as forças da oposição ficou comprometido com a posição "previsível" do PS.
 
"O PS esteve dez dias na oposição. Anunciou uma moção de censura que nunca iria apresentar e voltou ao princípio da austeridade inteligente", acusou, numa referência ao facto de o líder socialista admitir recuar caso o Governo deixe cair o aumento da Taxa Social Única (TSU) para os trabalhadores.
 
Questionado sobre uma eventual coligação de esquerda, o líder comunista sublinhou que não há "saída patriótica e de esquerda" sem "rasgar" o memorando de entendimento, mas diz que o PCP "está pronto e capaz de assumir todas as responsabilidades que o povo lhe quiser atribuir".
 
"Em relação a esse convite ou essa proposta, os pressupostos que ela continha e que foram anunciados deixaram de ter âmbito e objeto na medida em que o PS fez o que era previsível", afirmou Jerónimo de Sousa aos jornalistas, após a reunião do Comité Central do PCP.
 
Para Jerónimo de Sousa, "o PS, com a posição que tomou relativamente a esse convite voltou a integrar-se na corresponsabilização desta política de direita".
 
"A questão de fundo é esta: o PS poderia subscrever uma moção de censura a uma política que emana desse instrumento de agressão que é o chamado memorando da troika, quando ele é um dos subscritores", questionou.
 

terça-feira, 18 de setembro de 2012

Assembleia municipal 21 de Setembro em Ouguela

 
A antiga Escola Primária é agora o Centro Comunitário de Ouguela (fruto do sucessivo desinvestimento)
 
A CDU convida todos a participar na Reunião de Assembleia Municipal a realizar em Ouguela. Dia 21 de Setembro pelas 18:00 no Centro Comunitário de Ouguela.

Como força defensora do poder local democrático e da sua descentralização, a CDU apoiou a anterior sessão realizada em Degolados e propôs, a 21 de Junho, que a próxima se realizasse em Ouguela, pelo respeito que aquela pequena comunidade nos merece (Aprovada por unanimidade).

Este é o local por excelência para a população questionar e propor as decisões dos eleitos. Sobre o estado da educação,  o estado da saúde (com o Centro de Saúde parcialmente aberto), a água (sua privatização e saneamento, que tantas dúvidas foram levantadas pelos munícipes e pelo eleito da CDU na anterior sessão), a segurança na vila ( e o sentimento generalizado da falta dela), o estado das muralhas do castelo e da zona velha (em completa degradação), etc... Sem esquecer o abandono a que Ouguela e a sua comunidade teem sido sujeitas ao longo das décadas pelos anteriores executivos.
 
Este espaço não serve apenas para criticar, embora construtivamente. Destina-se igualmente para acolher as propostas dos populares. Campo Maior merece mais e melhor!!
  
É na a CDU que os campomaiorenses em geral podem contar.

terça-feira, 11 de setembro de 2012

11 de Setembro de 1942, de 1970, de 1973... 2011!

"...pagaré con mi vida la lealtad del pueblo..."
 
11 de Setembro de 1942. Morre assassinado o Secretário-Geral do PCP, Bento Gonçalves, no campo de concentração do Tarrafal. No Tarrafal não havia câmaras de gás, como nos campos de concentração nazis, mas os presos eram submetidos a um regime de morte lenta - por isso ficou conhecido como o «Campo da Morte Lenta».

Setembro de 1970: tentativa de genocídio (calcula-se que cerca de 10 000 mortos) dos refugiados palestinianos na Jordânia (onde se tinham abrigado na sequência da Guerra dos Seis Dias), que ficou conhecido como o Setembro Negro.
 
11 de Setembro de 1973. no Chile o Presidente Salvador Allende que três anos antes tinha sido eleito democraticamente com 36,2% dos votos expressos foi sitiado no Palácio de la Moneda, sendo deposto e morto a mando da Junta Militar e do seu chefe, o general Augusto Pinochet, com o apoio dos Estados Unidos e da CIA. Este golpe de estado, um dos mais violentos da história da América Latina, pôs fim a uma experiência única, a da implementação do socialismo por via democrática e esteve na origem de uma ditadura militar que iria manter-se até 1990. Mostrou também a hipocrisia política de uma potência mundial que se afirmava como guardiã da liberdade.

11 de Setembro de 2001. São atacadas as torres gémeas do World Trade Center em Nova York cuja autoria se atribui à organização fundamentalista islâmica Al-Qaeda. Morreram milhares de vítimas e abalou o mundo mostrando a vulnerabilidade a que todos, mesmo uma grande potência, estão sujeitos. A discussão, embora por vezes não tão aprofundada como deveria ser, sobre o terrorismo e sobre a complexa relação segurança/liberdade ainda hoje se mantém.
 
Estranha coincidência que os órgãoes de comunicação social, façam apenas referência ao último 11 de Setembro! Quando o número de mortos foi bem superior em 1973!
 



 

segunda-feira, 10 de setembro de 2012

Jerónimo de Sousa comenta as declaração do Primeiro Ministro

"A declaração de Passos Coelho ao país foi pior do que se pensava!"
 
Após a análise das palavras de Pedro Passos Coelho:
 
O Primeiro Ministro anunciou a continuação do roubo de 2 meses de salário para os reformados, pensionistas e trabalhadores da administração pública.
 
Anunciou ainda o governante que o roubo agora é para todos, ou seja. Com o aumento do desconto para a segurança social em 7 pontos percentuais por parte dos trabalhadores multiplicado por 14 meses dá um mês de salário roubado a todos. Ao mesmo tempo que os empresas passam  a descontar menos 5,75%. Trata-se de uma transferência directa dos rendimentos dos trabalhadores para os bolsos do capital. Ou seja, mais lucro para as empresas. Sobretudo as grandes empresas.
 
Com estas medidas o Governo PSD, CDS (Com o apoio na assinatura do memorando com a Troika do PS e UGT) visa promover mais desemprego e mão de obra mais barata.
 
Consequentemente a economia continuará em recessão, e o povo caminhará para a pobreza extrema.
 
A luta por parte de, todos, os trabalhadores deve ser a resposta já no dia 1 de Outubro de acordo com a CGTP-IN.
 
Os lucros e as grandes fortunas continuam intocáveis. Nem uma palavra e muito menos medidas para quem lucrou ao longo das décadas à custa dos trabalhadores. (Neste aspecto PS, PSD e CDS estão todos de acordo ao longo dos sucessivos governos que fizeram parte).
 
A resposta tem de ser a luta de todos os trabalhadores.
 
É com o PCP e a CGTP-IN que os trabalhadores podem contar.

quarta-feira, 5 de setembro de 2012

Destaques de Campo Maior durante a Festa do Avante! 2012

Pelas 19:00 horas de Sexta abre a 36ª edição da Festa do Avante!

Considerada pelos milhares de militantes, simpatizantes, apoiantes e visitantes como o maior evento, cultural, gastronómico e obviamente político realizado com regularidade em Portugal.

Os dois momentos maiores são: Na Sexta à hora de abertura Jerónimo de Sousa declara "aberta a Festa do Avante!" e saúda todos os construtores e visitantes na Praça da Paz.
E no Domingo pelas 18:00 o grande comício da Festa no Palco 25 de Abril. Com as intervenções de Jerónimo de Sousa, Secretário-geral do PCP e José Casanova, director do Avante!

Alguns destaques na Festa:

Espaço Central (Artistas militantes),
Cine Avante (mais de 15 filmes),
Artes Plásticas (75 anos de Guernica),
Desporto (mais de 300 colectividades),
Avanteatro (desde 1986),
Palco 25 Abril (Sinfonietta de Lisboa, Ciganos D` Ouro),
Auditório 1º de Maio (Ana Moura),
Palco Arraial (Dançares da APPACDM),
Palco Novos Valores (JCP) mais 5 palcos,
Entre muitos outros...

Portalegre estará representado como todas organizações distritais do continente e ilhas. Ao lado das comitivas estrangeiras.

No artesanato há a destacar trabalhos em madeira e cortiça e o barro de Niza. No Restaurante será confeccionado o tradicional Ensopado de Borrego e as Febras à Norte alentejano.
No Bar, a Açorda, Pimentos fritos, Torresmos, azeitonas, Javali, Favas e Sopa de Tomate são os destaques.
Os Produtos Regionais em destaque são os enchidos, queijos e bolos regionais.
A Rota dos vinhos destaca os da Adega Mayor de Campo Maior. Entre muitas excelentes escolhas da região.

Campo Maior estará ainda representado pelo trabalho dos seus voluntários não só na construção como no funcionamento da estrutura regional.
 
Vozes da Nossa Terra, Domingo pelas 21h30

Os destaques maiores da nossa vila raiana são, obviamente, para a a apresentação do livro "maior é o povo.aqui é Campo Maior" da autoria de Filipe Chinita com a apresentação de Maria de Céu Pires, pelas 15h00 de Sábado na Festa do Livro. E para a actuação do grupo "Vozes da Nossa Terra" às 21h30 de Domingo no Espaço Alentejo.
 
Apresentação do poema, Sábado às 15h00
 
Todos em geral estão e os campomaiorenses em particular estão convidados a visitar a Festa do Avante!

segunda-feira, 3 de setembro de 2012

África do Sul e a luta de classes

(O primeiro número do "Avante!" a 15 de fevereiro de 1931)
 
Os trágicos acontecimentos na mina de Marikana, na África do Sul, que resultaram na morte de dezenas de mineiros, sindicalistas e polícias, são graves e têm uma indiscutível importância política. Por aquilo que representam objectivamente, mas também pela carga simbólica e política que adquirem num país marcado historicamente pela violência do apartheid. A violência ocorrida, e especialmente a acção da polícia, não pode merecer senão a viva condenação das forças que como o PCP estão solidárias com a luta dos trabalhadores, com a defesa dos seus direitos e que desde sempre estiveram ao lado da luta daquele povo contra a opressão social e racial e pela concretização e aprofundamento da revolução democrática e nacional iniciada com o derrube do apartheid. Mas esta indiscutível condenação e expressão de solidariedade aos trabalhadores da milionária indústria de extracção mineira não deve, e não pode, ignorar as razões de fundo destes acontecimentos e a evolução da situação política na África do Sul e das suas forças sociais e políticas.
 
Duas décadas passadas sobre a vitória do povo sul-africano e do ANC a razão de fundo destes acontecimentos reside na manutenção de uma situação que em múltiplos aspectos pode ser caracterizada como de «apartheid social». Apesar de evoluções positivas persistem graves problemas herdados do sistema de segregação racial tais como o desemprego (que no sentido restrito atinge cerca de 25% da população, e em sentido lato cerca de 40%); a pobreza; a alta taxa de emprego na chamada «economia informal» (cerca de 40% do emprego) e, acima de tudo, a imensa desigualdade na redistribuição da riqueza e da terra, que continua a ter uma fortíssima componente racial.
 
As políticas definidas pelo ANC para corrigir as assimetrias na distribuição da riqueza, acesso ao emprego e à terra e participação na actividade económica, apesar de bem intencionadas, não resolveram o essencial desses problemas, e um dos traços da evolução desde 1994 foi a emergência de uma nova grande burguesia negra, que em muitos casos assume o papel de «face visível» dos grandes grupos económicos das potências coloniais, que tem influência no aparelho de estado sul-africano e que, sobretudo na «era» Mbeki, ganhou peso no ANC introduzindo contradições no seu seio e no seio de um dos pilares fundamentais da aliança tripartida: a poderosa COSATU, a central sindical de classe da qual o NUM, o sindicato dos mineiros, é filiado, e cujo congresso no próximo mês antecederá o congresso do ANC de Dezembro onde será discutida a actual política e direcção do ANC encabeçada por Jacob Zuma, que em vários aspectos rompeu, ainda que não substancialmente, com as políticas prosseguidas até 2009.
 
É à luz da complexa e explosiva situação social sul-africana; das contradições e processos de clarificação em curso no seio do ANC e da própria COSATU; da frustração de camadas operárias da população negra sul-africana relativamente ao ANC; da acção das multinacionais da indústria mineira que tentando dinamitar os acordos de contratação colectiva instigam divisões no movimento operário e financiam sindicatos populistas como o AMCU (que alguns identificam como tendo cariz tribal e que já várias vezes foram acusados de fomentar violência entre trabalhadores), que se deve ler os acontecimentos de Marikana. Acontecimentos que tendo uma base real de frustração e de revolta dos trabalhadores sobre-explorados aconselham a olhar para a hipótese da instrumentalização das contradições sociais e políticas para dar espaço ao populismo e «quebrar a espinha» à aliança tripartida por via do enfraquecimento da COSATU, uma estratégia importante para quem queria pôr em causa ou condicionar os desenvolvimentos no seio do ANC. Acontecimentos que demonstram mais uma vez o papel central da classe operária na evolução das sociedades e da política e que aconselham a não esquecer a acção do imperialismo que, como a história recente do Zimbabwe demonstra, sempre tentou criar e tirar partido de dificuldades e erros para fazer andar para trás a história da descolonização africana.
 
Ângelo Alves - Crónica Internacional
 
Avante! 30.Agosto.2012