A 9 de Maio de 1945, o Exército Vermelho decretava o "Dia da Vitória"

quinta-feira, 28 de novembro de 2013

Portugal. Ricos cada vez mais ricos, mostra ranking da Exame

Américo Amorim
 
A austeridade, quando nasce, não é para todos. Os 25 mais ricos de Portugal são hoje donos de 10% do PIB quando há um ano as suas fortunas não chegavam aos 8,5% do PIB.
 
Numa altura em que a riqueza disponível em Portugal é cada vez menor, os mais ricos do país estão a acumular cada vez mais fortuna. O ranking dos 25 mais ricos do país, que será amanhã divulgado pela revista “Exame”, mostra que as 25 maiores fortunas em Portugal somam 16,7 mil milhões de euros em 2013, o que revela um crescimento face aos 14,4 mil milhões que valiam em 2012.
 
“Os tempos podem ser de crise, mas as maiores fortunas nacionais continuam a crescer”, resume a revista no artigo que amanhã chega às bancas.
 
Além desta maior concentração de riqueza num punhado de portugueses – suficiente para distribuir 1600 euros a cada residente em Portugal -, o ranking de 2013 dos mais ricos mostra também que Américo Amorim recuperou a posição de “Mais Rico” do país, depois de em 2012 ter sido ultrapassado por Alexandre Soares dos Santos.
 
A “Exame” justifica a recuperação de Amorim com “com a subida de flecha do preço das acções que detém na Galp Energia, no Banco Popular e na Corticeira Amorim”. Amorim tem uma fortuna avaliada em 4,5 mil milhões, quando em 2012 a revista do grupo Impresa avaliava a fortuna deste empresário em 1,95 mil milhões.
 
OS 10 MAIS DE 2013
 
1. Américo Amorim: 4503,6 milhões de euros (vs. 1955,9 milhões em 2012, quando estava em segundo no ranking)
2. Alexandre Soares dos Santos: 2190,3 milhões de euros (vs. 2070 milhões de euros em 2012, era primeiro no ranking)
3. Família Guimarães de Mello, 1673 milhões de euros (vs. 700,1 milhões de euros em 2012, terceiro no ranking)
4. Belmiro de Azevedo: 1210,7 milhões de euros (vs. 680,9 milhões de euros em 2012, mantém quarto lugar no ranking)
5. António da Silva Rodrigues: 642, 9 milhões de euros (entrada directa no top 10)
6. Fernando Figueiredo dos Santos: 574,9 milhões de euros (vs. 542,3 milhões de euros em 2012, em que ocupava o 8.º lugar)
7. Maria Isabel dos Santos: 574,9 milhões de euros (vs. 542,3 milhões de euros em 2012, em que ocupava o 9.º lugar)
8. António Mota: 537,8 milhões de euros (entrada directa no top 10)
9. Família Alves Ribeiro: 505,2 milhões de euros (vs. 650,8 milhões de euros em 2012, quando estavam no 5.º lugar)
10. Maria do Carmo Espírito Santos Silva: 497,4 milhões de euros (entrada directa no top 10).
 
Jornal i, 27 de Novembro de 2013
 
O P.C.P. defende uma justa distribuição da riqueza criada.

segunda-feira, 25 de novembro de 2013

O 25 de Novembro e a Ratificação da Constituição

O caminho da destruição

das conquistas de Abril


O 25 de Novembro de 1975 criou condições para o avanço e a aceleração dos planos contra-revolucionários.

A reacção concentrou então a sua linha de acção na continuação da intriga e divisão das forças democráticas e da desestabilização militar, política, económica e social com vista a impedir a aprovação e a ratificação da Constituição da República. Só não conseguiram este objectivo porque o Presidente da República, general Costa Gomes, cuja urgente demissão pretendiam forçar, foi à própria Assembleia assistir à aprovação da Constituição e aí mesmo procedeu à sua ratificação (2.4.1976).

Encerrando no plano jurídico o período revolucionário, a Constituição elaborada e aprovada em 1976 pela Assembleia Constituinte eleita por sufrágio universal em 1975, institucionalizou e inscreveu como irreversíveis as grandes conquistas democráticas. Passou a haver uma nova legitimidade: a legitimidade constitucional.

Surge então uma nova contradição que marca a vida política nacional desde então. Aqueles mesmos que aprovaram a Constituição empreenderam, uma vez no governo, uma política de destruição e liquidação das grandes conquistas democráticas.

As primeiras eleições para a Assembleia da República (25.4.1976) tiveram resultados um tanto inesperados. O PPD perdeu 200 000 votos. O PS perdeu 260 000 votos. O PCP aumentou 70 000 e passou de 30 para 40 deputados. PCP e PS em conjunto obtiveram a maioria na Assembleia da República (147 lugares no total de 263). Havia condições institucionais para procurar uma solução contra o avanço da reacção mas o PS, no prosseguimento da acção anterior, uma vez mais se aliou à direita. Após as eleições presidenciais (27.6.76) nas quais o PCP sofreu um revés dá-se a formação do governo do PS sozinho (23.7.76), governo minoritário apoiado pela direita, que marca o lançamento da ofensiva sistemática contra as conquistas de Abril. O Governo do PS tendo como Primeiro Ministro Mário Soares, declarou inicialmente no seu programa defender as conquistas da revolução. As orientações e as medidas tomadas foram em sentido contrário. Com o governo PS sozinho começa o que classificámos na altura a política de recuperação capitalista, agrária e imperialista, ou seja o desencadeamento do processo contra-revolucionário violando abertamente a Constituição e a legalidade democrática.

Sucessivos governos (do PS, do PS/CDS, de iniciativa presidencial, do PS/PSD, do PSD/CDS, do PSD) prosseguiram a ofensiva contra-revolucionária tendo como objectivo estratégico a destruição das grandes conquistas da revolução de Abril (nacionalizações, reforma agrária, controle de gestão e outros direitos dos trabalhadores, poder local democrático e outras) e a restauração do capitalismo monopolista. Esse processo desenvolve-se há já 18 anos, não está terminado e é o governo do PSD de Cavaco Silva que se propõe terminá-lo.

O facto de que as grandes conquistas democráticas foram realizadas num curto espaço de tempo (1974/1975) e de que a sua destruição já leva 18 anos sem estar terminada significa que elas correspondiam a necessidades objectivas e a aspirações profundas de vastíssimos sectores da população e representaram progressos notáveis no reconhecimento de direitos e na melhoria das condições de vida do povo português.

terça-feira, 5 de novembro de 2013

Comício Comemorativo do centenário de Álvaro Cunhal (Saída de Campo Maior)

 

 

Comício Comemorativo do centenário de Álvaro Cunhal

Lisboa, 15:00

Comício Comemorativo do centenário de Álvaro Cunhal, pelas 15h00, no Campo Pequeno, em Lisboa.
 
Sai um autocarro de Campo Maior pelas 8:30 do Jardim Municipal (Junto ao Ciclo).


Vida, pensamento e luta: exemplo que se projecta na actualidade e no futuro