A 9 de Maio de 1945, o Exército Vermelho decretava o "Dia da Vitória"

sexta-feira, 22 de junho de 2012

Cavaco Silva, PSD, CDS/PP, UGT e PS aprovam mais trabalho forçado e gratuito



As graves alterações ao código do trabalho agora promulgadas pelo Presidente da República (Cavaco Silva). Já antes tinham sido aprovadas na generalidade pela maioria PSD, CDS/PP (à excepção de José Ribeiro e Castro do CDS/PP) e contaram com a abstenção do Partido Socialista (numa atitude de quem não é de esquerda e se recusa a defender os trabalhadores e os mais desfavorecidos) (votou contra a deputada Isabel Moreira do PS).

Ao lado do PCP e contra este gravíssimo ataque aos trabalhadores, com a aplicação de mais trabalho forçado e gratuito esteve o PEV e BE. Votando contra. Recorde-se que a CGTP-IN não assinou este documento por ser prejudicial aos trabalhadores (para que serve uma Central Sindical, como a UGT, que defende os patrões?).

O PS, que se tinha abstido de proteger os trabalhadores alinhando com a UGT em defesa dos patrões e do "acordo" assinado com a TROIKA, aprofundou os retrocessos sociais e civilizacionais votando favoravelmente na especialidade:

Da redução do direito de descanso compensatório;

Redução para metade do pagamento do trabalho suplementar, nos dias de descanso semanal e feriados;

Facilidade do contrato de trabalho de muito curta duração (favorecendo a precariedade);

Despedimento por inadaptação e da redução das indemnizações por despedimento;

Do banco de horas;

Roubo de 3 dias de férias e do ataque à contratação colectiva.

O PS proclama a defesa dos trabalhadores mas promove o agravamento das condições de vida para quem trabalha em Portugal.

Esta atitude do Presidente da República, «desrespeito absoluto pelo juramento de cumprir e fazer cumprir a Constituição» pois «estas alterações são profundamente inconstitucionais» colocando o Presidente «fora da lei fundamental».

Esperamos que o povo e os trabalhadores, com o apoio do PCP e CGTP-IN, saibam dar resposta a estas medidas injustas e muito graves.

segunda-feira, 18 de junho de 2012

Reunião da CIMMA e da Assembleia Municipal esta semana.

A CDU Campo Maior convida a população de Campo Maior e do distrito de Portalegre para as duas reuniões públicas que se vão realizar esta semana. A participação de todos é fundamental em democracia. 


Reunião extraordinária da (CIMAA) Comunidade Intermunicipal do Alto Alentejo. A realizar dia 19 de Junho (Terça) no castelo de Alter do Chão pelas 21:00.

A reunião ordinária da Assembleia Municipal de Campo Maior será dia 21 de Junho (Quinta) pelas 16:00 no Salão Nobre dos Paços do Concelho. Este é, mais um, dos locais apropriados para a população apresentar exercer o seu dever cívico. Assim como perceber o que os eleitos estão a propor/decidir para manter o Estado Social. Garante da qualidade de vida para todos os Campomaiorenses.

É com a CDU que os Campomaiorenses podem contar.

domingo, 17 de junho de 2012

A voz de Portalegre nas ruas de Lisboa

A USNA-CGTP-IN defendeu os trabalhadores do distrito

O secretário-geral da CGTP disse hoje ser inevitável o aumento do salário mínimo nacional, considerando a manifestação desta tarde, em Lisboa, uma censura às políticas do Governo.
 
"Esta manifestação é de censura ao Governo e às suas políticas, mas é simultâneamente de exigência e de apresentação de propostas para as saídas que consideramos importantes e que vamos apresentar", afirmou Arménio Carlos, à Agência Lusa, durante o percurso entre o Marquês de Pombal e o Rossio.

Rodeado por manifestantes, o secretário-geral avançou com algumas ideias que a CGTP espera que tenham sucesso.

"Nomeadamente para a criação de emprego, o combate ao desemprego jovem e às políticas que visam retirar a protecção social aos desempregados. No que respeita à melhoria dos salários, é inevitável o aumento do salário mínimo nacional e também é preciso aumentar as pensões", defendeu o secretário-geral da intersindical.

Arménio Carlos preferiu não adiantar um número de manifestantes hoje presentes em Lisboa, mas mostrou-se satisfeito com a moldura humana.

Multidão contra as políticas do governo PSD/CDS-PP e Troika (apoio do PS)
 
"Estamos perante uma grande manifestação vivida com intensidade e com esperança e confiança e que é necessário alterar estas políticas e dar resposta a uma conjunto de necessidades e desejos dos trabalhadores e da população", referiu o secretário-geral da CGTP.

quarta-feira, 13 de junho de 2012

Álvaro Cunhal (10.11.1913 - 13.06.2005) "Uma Chama não se prende"

 
 
Uma chama não se prende

Rodeado de paredes
rodeadas de muros altos
que foram depois muralhas
um preso encarcerado
ao longo da terrível década de 50

inteira
Não cedeu.

Levado a tribunal
em 3 e 10 de Maio de 1950

só então fica a saber que Militão e Sofia
presos com ele torturados não «falaram»

não cederam E que esse grande patriota Militão
Ribeiro fazendo greve da fome foi morto
Perante o tribunal acusa os seus acusadores
Defende o seu Partido a sua acção
e a sua orientação política

Ponto a ponto responde às calúnias
que são os porcos argumentos do ódio
e do terror de estado Ponto a ponto
responde com o orgulho do homem livre
e o vigor da inteligência Responde por si
e pelos seus como quem acusa
e ameaça Ameaça o inimigo que o tem preso
Dos 11 anos seguidos, preso,
14 meses incomunicável,
8 anos em isolamento
E não cedeu Nunca cedeu
Agora na humidade salina da cela
contra o eco do estrondo do mar
que não esquece/e grita/contra a fortaleza
contra a corrente contínua dos dias e das noites
este homem livre é uma chama
uma lâmpara marina

Não cede lê e desenha lê
e estuda e escreve este homem livre
que está preso e é uma chama
açoitada pelo vento e pelo silêncio
numa cela
Não cede e escreve
A Questão Agrária
As lutas de classes em Portugal nos fins da Idade Média
e escreve uma tradução do Rei Lear
e escreve
Até Amanhã, camaradas

o homem livre encarcerado
fugiu enfim
colectivamente
a 3 de Janeiro de 1960

e nunca mais foi apanhado
 
Manuel Gusmão

(de «Três Curtos Discursos em Homenagem Póstuma a Álvaro Cunhal»)
 
 

domingo, 10 de junho de 2012

ALENTEJO - Ester Cid



ALENTEJO

 Alentejo meu orgulho
minha terra e meu chão
Nesta plana altitude
beija-me o rosto a aragem
e as searas de pão

Alentejo meu amor
na solidão da planície gritante
cegonhas de longas asas abertas
com seu olhar penetrante
eu que não tenho asas
percorro-te em sonhos
em longos voos esvoaçantes

Alentejo meu orgulho
nos teus campos solidão
papoilas rubras grito vermelho
reforma agrária
fartura trabalho pão

 Alentejo meu amor
no tempo de primavera
teus campos cheios de flores
o sol dourado alegria
juntas o cante das gentes ao canto da cotovia
esqueces a tua dor
és forte, és belo és camarada és rosto da igualdade
és pastor és mineiro
ceifeiro abegão
agricultor manageiro
és celeiro e és brancura
és antifascista preso
nos tempos da ditadura

Alentejo meu orgulho
que amo tanto de verdade
és Abril revolução és a voz da Liberdade

Poema de Ester Cid - Fotografia de Carlos Cascalheira

terça-feira, 5 de junho de 2012

IX Assembleia da DORPOR - 10.Junho.2012 - Crato




Vai realizar-se dia 10 de Junho (Domingo) a IX ASSEMBLEIA DA ORGANIZAÇÃO REGIONAL DE PORTALEGRE DO PCP.

A sessão decorrerá entre as 9:30 e as 13:00 no Auditório Municipal de Crato.

Intervenção de encerramento às 13:00 pelo Secretário geral do PCP - Jerónimo de Sousa.

Reforçar a Organização, Reforçar a Intervenção!