A 9 de Maio de 1945, o Exército Vermelho decretava o "Dia da Vitória"

quarta-feira, 29 de março de 2017

XI Congresso da JCP - 1 e 2 Abril 2017 - Setúbal



NOVA LOCALIZAÇÃO: AUDITÓRIO JOSÉ AFONSO // SETÚBAL

XI Congresso da JCP «Conquistar o presente, construir o futuro – É pela luta que lá vamos!» no Fórum Luísa Todi em Setúbal.


GROGNation e Peste & Sida confirmados! O 11º Congresso da JCP é luta, alegria e também música. No Sábado, dia 1 de Abril, às 22h no Auditório José Afonso, concerto do 11º Congresso da JCP, com GROGNation Peste & Sida Oficiall. Vem ao Congresso da JCP, dias 1 e 2 de Abril em Setúbal - transportes de todo o país.

Participa Jerónimo de Sousa, Secretário-Geral do PCP.

quinta-feira, 9 de março de 2017

ROTEIRO CONTRA A PRECARIEDADE: DISTRIBUIÇÃO JUNTO AO PINGO DOCE DE PORTALEGRE



O CESP – Sindicato do Comércio, Escritórios e Serviços de Portugal e a USNA – União dos Sindicatos do Norte Alentejano, estiveram hoje junto ao Pingo Doce de Portalegre, no Centro Comercial da Fontadeira, numa acção de contacto e denúncia da precariedade, incluída no Roteiro Contra a Precariedade da CGTP-IN que decorre até ao dia 17 de Março.

As grandes superfícies são focos de precariedade em todo o país. Existem lojas que, das dezenas de trabalhadores que empregam, apenas os chefes de secção têm um vínculo de trabalho efectivo com o grupo para qual trabalham. Todos os outros têm vínculos de trabalho precário, a maioria a prazo e através de empresas de trabalho temporário.

segunda-feira, 6 de março de 2017

Protesto mostrou o outro lado dos lucros da EDP - CGTP-IN


Ontem à tarde, no momento em que a EDP exibia 961 milhões de euros de lucros do último ano (mais 5% do que em 2015), dirigentes e activistas da Fiequimetal e dos sindicatos concentraram-se à entrada da sede do grupo e chamaram a atenção para alguns factos, ocultados pelos altos responsáveis da administração e ignorados pela generalidade da comunicação social. Os lucros da EDP são pagos pelos trabalhadores, pelos consumidores e pelo País.

Os mais relevantes desses outros dados ficaram expressos num comunicado distribuído no local e nas intervenções de João Torres (em nome da Comissão Executiva da CGTP-IN), Rogério Silva (coordenador da Fiequimetal) e Joaquim Gervásio (dirigente da Fiequimetal que acompanha o Grupo EDP).

Só nos últimos cinco anos, a EDP acumulou mais de seis mil milhões de euros de resultados líquidos. Estes lucros foram alcançados com o esforço dos trabalhadores, com o aumento da tarifa em cerca de 20% e com a generalizaçãoo dos vínculos precários, designadamente nos centros de atendimento a clientes e nas lojas, na reparação de avarias e nas leituras, entre outras áreas técnicas.

O volume das remunerações auferidas pelo Conselho de Administração da EDP é um escândalo obsceno. Nestes mesmos cinco anos, os seus membros receberam mais de 50 milhões de euros, com destaque para o presidente. O Eng. António Mexia poderá arrecadar este ano mais 2,5 milhões de euros.
Já o presidente do Conselho Geral e de Supervisão, Dr. Eduardo Catroga, arrecada 515 mil euros ao ano.

Ainda nestes cinco anos, os accionistas beneficiaram de dividendos num valor superior a três mil milhões de euros, ou seja, mais de 50% dos resultados líquidos.

Enquanto isso, também nos últimos cinco anos, as actualizações salariais ficaram sempre bastante abaixo dos 2% e, nas negociações para este ano, a administração pretendia arrumar o processo negocial impondo uma actualização de 0,7%. Este valor foi rejeitado pela Fiequimetal/CGTP-IN, que o considerou bastante insuficiente, face aos resultados obtidos, e exige que seja alterado no sentido de maior justiça na distribuição da riqueza.

Torna-se cada vez mais evidente que a EDP - hoje uma empresa privada, detida maioritariamente por capital estrangeiro (incluindo uma empresa estatal) - privilegia os accionistas, aumenta os custos aos consumidores, estimula os vínculos precários e está no topo das empresas cujos presidentes de Conselho de Administração, entre outros elementos, auferem vencimentos que representam uma desvalorização de quem trabalha. É um verdadeiro escândalo, a que deveria ser posto termo.

FONTE: FIEQUIMETAL