A 9 de Maio de 1945, o Exército Vermelho decretava o "Dia da Vitória"

segunda-feira, 7 de novembro de 2011

Declaração apresentada na reunião da Assembleia Municipal de 27 de Setembro de 2011 (post 3/3)

DECLARAÇÃO


Campo Maior, entre 27 de Agosto e 4 de Setembro, esteve uma vez mais na ribalta da informação e das grandes realizações, através das suas belas Festas do Povo e de todo o ambiente que as envolve.

Os campomaiorenses mobilizaram-se e empenharam-se durante cerca de seis meses para construírem, senão a mais bela uma das mais belas manifestações de cultura popular que se conhecem, não só no nosso país, mas, por esse mundo fora.

Foi comum ouvirem-se os mais rasgados elogios, de muitos que nos visitaram durante esses breves mas gloriosos nove dias, para enaltecer a inspiração, a imaginação, a arte e eu sei lá quantos adjectivos mais, que este povo merece mas, sobretudo a grande lição de unidade que dá ao país e ao mundo, quando as condições climatéricas lhe são adversas, como uma vez mais lhe aconteceu, vê grande parte do seu laborioso e artístico trabalho destruído e em vês de chorar a desgraça acontecida, levanta-se, ergue-se, e com a garra e determinação que o caracteriza, reconstrói de novo o paraíso criado, para todos os que nos visitam.

Também na área económica, as nossas Festas do Povo, proporcionam aos empresários da restauração e da hotelaria, não só locais mas também regionais, receitas que em condições normais jamais atingiriam.

No entanto e apesar das hossanas cantadas, pena é que alguns dos responsáveis, ou seus representantes, pala governação do país, nas últimas décadas, e que por cá passaram, não consigam seguir-nos neste belo exemplo de construir e a única coisa que tem feito, dentro da sua mediocridade política, é destruir o país.

Destruíram a nossa agricultura e as nossas pescas, fecham fábricas, escolas e centros de saúde, cortam salários e abonos de família das nossas crianças, congelam reformas e pensões, cortam nos direitos dos trabalhadores, pagam milhões a banqueiros, que arruinaram os seus bancos e que não controlaram, endividaram escandalosamente o país e permitiram que o mesmo acontecesse na Madeira, sem que nada aconteça, e agora, preparam-se para nos roubar uma quantia significativa do nosso subsídio de Natal.

Um autêntico ajuste de contas com o Portugal de Abril, nascido da generosa e libertadora acção dos militares do MFA, liderados por Salgueiro Maia.

Vieram, passaram por cá, pela escola da flor de papel, mas dentro da sua pequenez, qual feira das vaidades, não aprenderam a lição.

Não mereceram a visita.

Campo Maior, 27 de Setembro de 2011

O eleito da CDU

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