A 9 de Maio de 1945, o Exército Vermelho decretava o "Dia da Vitória"

sábado, 12 de junho de 2010

Álvaro Cunhal, o homem, 5 anos depois da morte


De Álvaro Barreirinhas Cunhal, haverá certamente milhares de artigos políticos para o descrever, centenas de desenhos, pinturas e fotografias para o retratar, dezenas de obras literárias onde poderia certamente ser confundido com alguma das personagens, tal a intimidade e proximidade com que as descrevia. Várias tezes de doutoramento para se poder estudar todas as suas capacidades. Infelizmente não contamos com esse espaço nem capacidade para fazer trabalho tamanho. E, não o vamos fazer, principalmente porque o próprio nunca se viu em nenhuma destas situações por sua iniciativa. Limitando-se apenas a dar o seu melhor em prol dos outros, os mais desfavorecidos e oprimidos.

Vamos fazer uma modesta homenagem ao homem e à figura que comandou o Partido Comunista Portugês durante 31 anos. "Filho adoptivo do proletariado" como se descreveu em 1950 perante o tribunal.

Um homem à frente no seu tempo, como o prova a tese que defendeu em 1940 na Faculdade de Direito em Lisboa. Sobre a realidade social do aborto, onde consegui um 16 mesmo sendo avaliado por altas figuras do regime salazarista.

Foi no dia 13 de Junho de 2005, que nos deixou o nosso saudoso camarada, o mais importante militante do partido, o camarada Álvaro Cunhal.

O camarada Álvaro por diversas vezes esteve em Campo Maior, participando em várias iniciativas, desde comícios, sessões, encontros com a população e convívios como foram os casos de um almoço na sede da banda ou num convívio no centro trabalho no largo do terreiro, a seguir a um célebre comício, realizado debaixo de chuva intensa.

Quem teve a sorte e a felicidade de participar nestas importantes iniciativas, ficou com toda a certeza, mais rico, mais sábio e mais humano. Porque o camarada era um homem bom e um grande, grande amigo dos trabalhadores e de todos os que não tinham voz, e toda a sua vida foi feita de luta por uma sociedade melhor, mais justa, tendo como objectivo o Socialismo e o Comunismo.

Passados cinco anos da sua morte aqui te dizemos: obrigado por tudo o que nos deste.

Servindo-nos do prefácio de Francisco Melo no lançamento das Obras Escolhidas de Álvaro Cunhal que dizia o seguinte que passamos a citar:

"A obra teórica e politica de Álvaro Cunhal imprimiu de tal modo a sua marca no percurso de luta do PCP ao serviço dos trabalhadores, do povo e do país durante sete dezenas de anos que lhe conferiu a matriz da sua identidade própria e do seu projecto revolucionário. Estes, ao terem mostrado ser capazes de resistir e afirmar-se contra ventos e marés adversos da história, constituiram-se em património inalienável do partido a que Álvaro Cunhal dedicou a sua penetrante intelegência, a riqueza da sua multi facetada personalidade e a sua inexcedível capacidade de trabalho. Esse património, ao perviver e frutificar no quadro duma globalização capitalista rapace e terrorista, substancia uma responsabilidade iniludível do PCP. Na medida em que dá um alcance internacional, não obstante as suas originalidades e particularidades ,à sua experiência histórica de transformação revolucionária da sociedade."
Preservar esse património, desenvolvendo-o e enriquecendo-o, é a melhor prova do nosso reconhecimento, da nossa fidelidade à mensagem mais profunda de Álvaro Cunhal.

A luta continua.






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