A 9 de Maio de 1945, o Exército Vermelho decretava o "Dia da Vitória"

quarta-feira, 1 de junho de 2011

Apresentação das propostas da CDU para Portalegre.





A Terra e a Água
Riqueza do Distrito de Portalegre
Estruturante para o desenvolvimento e o emprego.

A terra, vista enquanto instrumento de produção, a água disponível em quantidade apreciável nos rios que banham o distrito, em várias barragens e charcas e ainda espaço e terrenos irrigáveis para a construção de outras, bem como a recuperação e construção de pequenos regadios tradicionais, traçam um cenário de extraordinárias potencialidades para a produção agro-pecuária no distrito de Portalegre.

Se aliarmos a isto um clima que nos permite produzir das melhores hortofrutícolas do País, e o saber fazer dos nossos agricultores e operários agrícolas, estão criadas as condições, não só para o aumento da produção, mas também para uma produção de qualidade, o que valorizará ainda mais esta actividade.

Para o desenvolvimento e travar a recessão económica e social do distrito de Portalegre é necessária uma política que invista e apoie a agricultura e a agro-indústria transformadora, questão estruturante para a fixação das novas gerações, atracção de nova gente ao Distrito e para assegurar a dignidade destas actividades económicas e de quem nelas trabalha e delas vive.

Teve consequências desastrosas para o Distrito e para o país o encerramento de agro-indústrias, de maior ou menor dimensão, essencialmente à volta dos perímetros de rega do Caia, Maranhão e Montargil, em que a indústria transformadora de tomate tinha a dianteira.

Num tempo como o que atravessamos, com uma crise avassaladora no País, e quando o défice da balança comercial do sector atinge os 75% - cerca de 4.000 milhões de Euros anuais - não se entende, que o Ministério da Agricultura, volte a colocar na mesa, novos desligamentos de ajudas comunitárias. E menos se compreende porque são os estudos do próprio Ministério que comprovam ter sido essa estratégia a principal responsável pelo abandono da actividade produtiva, transformando a terra, não num instrumento de produção, mas num negócio em que, quem mais terra tem mais recebe, de preferência para não produzir.

Nestes novos desligamentos, assume destaque especial o tomate, com produtores que irão receber anualmente mais de 750 mil euros (150.000 contos), sem terem que produzir um único tomate, bastando para tal manter a terra.

Hoje, no que respeita ao regadio, mais de 50% dos terrenos, continuam sub-aproveitados, incorrectamente utilizados, ou mesmo abandonados. Esses regadios mantém-se com infra-estruturas sem manutenção, sem melhorias, nem modernização. Mais grave ainda é termos barragens construídas há anos, sem que as suas infra-estruturas de rega tenham sido implementadas, como acontece com a barragem de Abrilongo, no concelho de Campo Maior.

A situações excepcionais impõe-se responder com medidas excepcionais, e de concretização urgente, em nome dos superiores interesses do nosso povo, do nosso país e do nosso Distrito. A CDU defende:

A conclusão das obras das infra-estruturas de rega em falta na barragem de Abrilongo e a construção da Barragem do Pisão;

A recuperação, manutenção e modernização das infra-estruturas de rega já existentes nos perímetros de rega do Distrito;

A abertura imediata de negociações com a União Europeia, para que as ajudas sejam atribuídas a quem efectivamente produz;

A criação de uma reserva de terras que permita a sua utilização por jovens que pretendam produzir e fixar-se nos territórios rurais e a reforma da estrutura fundiária que racionalize a estrutura, posse e uso da terra, aplicando o estabelecido na Constituição da República;

A intervenção imediata do Estado, no controle dos preços dos factores de produção, impedindo a sua aquisição no estrangeiro, nomeadamente na vizinha Espanha;

A criação progressiva de quotas internas de aquisição de alimentos de origem vegetal e animal, para as grandes redes de distribuição a operarem no mercado nacional, assegurando assim o escoamento da nossa produção interna;

A criação de um organismo de concentração de oferta de produção com vista à exportação dos excedentes não consumidos no mercado interno.

Em toda a esfera da sua intervenção e luta, a CDU tudo fará para defender o correcto aproveitamento dos recursos hídricos e dos solos, através de uma agricultura cuja produção nacional defenda e salvaguarde a economia e os interesses nacionais, produzindo mais e melhor, que adopte medidas especiais de apoio às pequenas e médias produções agro-pecuárias, que aumente muito mais o número de postos de trabalho no distrito de Portalegre, criando mais riqueza e justiça social e que contribua para que o nosso país seja auto-suficiente dos produtos da terra.

Barragem de Abrilongo, 29 de Maio de 2011


A Candidatura CDU prelo Círculo Eleitoral de Portalegre.
 
Apresentação das propostas da CDU para Portalegre em Conferência de Imprensa. Que as rádios e jornais locais, apesar do convite, não quiseram ouvir.

2 comentários:

Antonio João Gonçalves disse...

Através da leitura do documento apresentado pela candidatura da CDU do distrito de Portalegre às eleições legislativas do próximo domingo, ficámos a saber que se os candidatos da CDU forem eleitos deputados para a Assembleia da Republica, se irão bater para que a barragem do Abrilongo seja posta ao serviço dos agricultores e da agricultura da nossa região, que foi para isso que ela foi construida e inaugurada há mais de 10 anos, pelo então ministro da agricultura, Capoula dos Santos do PS e que está votada ao mais completo abandono desde essa altura, com os inerentes prejuízos para a nossa região e para o país. Este documento é sem dúvida uma excelente ferramenta de trabalho para a próxima legislatura se, a CDU, como se espera e deseja, venha a ver eleito algum dos seus candidatos a deputados, porque se assim não acontecer, vai continuar na gaveta do esquecimento como tem acontecido até aqui. Apesar da importância do documento e do conteúdo da proposta, a imprensa local (Radio Campo Maior) e regional, convidada para uma conferência de imprensa no local (barragem do Abrilongo) domingo pelas 09,30 h, não compareceu! Pelo menos a RCM, já tinha feito a cobertura das candidaturas do PS e do PSD, quando passaram por Campo Maior, cumprindo e muito bem,a sua função de informar os seus ouvintes, outrotanto não aconteceu com os candidatos da CDU!Recuso-me a admitir que tenha sido pura marginalização para com a Coligação Democrática Unitária, escondendo ou silenciando uma bela proposta de desenvolvimento para os agricultores e para a agricultura da nossa região! Como desconheço as verdadeiras razões da sua ausência, vou "atirar" com uma hipótese: fecharão aos domingos para descanso do pessoal? Saudações democráticas

Antonio João Gonçalvdes disse...

Depois da tempestade climatérica de domingo passado(mas também nas urnas dos votos, pois a grande maioria dos portugueses vão sentir na pele a eleição desta troika à portuguise)que provocou alguns estragos no equipamento de informática dalguns campomaiorenses, entre os quais o nosso, só hoje me é possivel comentar o comportamento, negativo, da radio Campo Maior para com a CDU, durante a última campanha eleitoral. Pensava eu, que a não comparência da radio local à conferência de imprensa, para a qual foi convidada, no passado dia 29 de Maio pelas 09,30h na barragem do Abrilongo, era por outras razões que não a marginalização da Coligação Democrática Unitária.Puro engano!Foi mesmo marginalização, sem tirar nem pôr, para esconder e não dar a conhecer ao eleitorado, as propostas da CDU, para o distrito de Portalegre e particularmente para o concelho de Campo Maior(não fosse o diabo tecê-las), onde a barragem do Abrilongo foi construida e inaugurada e que os comunistas e seus parceiros da coligação querem pôr a funcionar, para bem da agricultura e dos agricultores da nossa região. E digo que foi marginalização, porque na sexta-feira 3 de Junho e último dia da campanha eleitoral, a RCM convidou para os seus estúdios os cabeças de lista do PS e do PSD(vejam bem!)para apresentarem as suas propostas mas, não teve a mesma atitude, por exemplo, com a cabeça de lista da CDU, que tinha também o direito de ser ouvida, penso eu! A RCM reduziu a democracia desta campanha apenas a dois partidos, prestando um péssimo serviço à nossa já muito mutilada vida democrática aliàs, na senda doutros órgãos de informação regionais e nacionais, que estão ao serviço de partidos que servem outros interesses e que não os da maioria do nosso povo e do nosso país. Têm que se modernizar e deixar essas ideias bolorentas fora da vossa programação, pois o sol quando nasce é para todos! Termino, lembrando a pergunta do ex-seleccionador nacional de futebol, Luis Filipe Scolari, numa célebre conferência de imprensa, para os jornalistas: "e o burro
sou eu?" Saudações democráticas