A 9 de Maio de 1945, o Exército Vermelho decretava o "Dia da Vitória"

terça-feira, 4 de dezembro de 2012

Resumo do XIX Congresso do PCP segundo Portalegre

Intervenção de Sérgio Farinha - Membro do Executivo da DORPOR
 
 
O XIX Congresso do PCP, realização de máxima importância para o Partido Comunista Português, teve início prático uma semana antes e fim uma semana depois da data marcada para as intervenções e votações. Realizado com o generoso trabalho de militância dos membros, simpatizantes e apoiantes do partido (muitos deles a aproveitar o seu tempo de férias para dar apoio), contou com a fundamental colaboração das entidades apoiantes do evento. A elas agradecemos todo o apoio dado.
 
De destacar a grande participação dos 1219 delegados, a presença de mais de 60 partidos estrangeiros, as mais de 100 intervenções, a excelente presença de membros, militantes, convidados, apoiantes, simpatizantes, da juventude e presença do povo em geral que inundou a sala de fraterno calor humano. A maioritária votação de apoio ao novo Comité Central, a aprovação do todos os órgãos do partido por unanimidade assim como a unânime reeleição de Jerónimo de Sousa para Secretário Geral.
 
Deste congresso o Partido Comunista Português saiu mais forte, mais unido, mas sobretudo mais capaz de dar resposta aos problemas de Portugal e do seu povo.
 
 
A Organização Regional de Portalegre fez-se representar por 25 delegados e em número semelhante de suplentes/convidados ao XIX Congresso do Partido Comunista Português que se realizou nos dias 30 de Novembro, 1 e 2 de Dezembro de 2012 em Almada.
 
O distrito manteve os três membros no Comité Central.
 
Campo Maior foi representado por um delegado.
 
Toda a informação sobre o XIX Congresso do PCP aqui.
 
Intervenção de Sérgio Farinha - Membro do Executivo da DORPOR:
"Camaradas
No trabalho preparatório, na Organização Regional de Portalegre, mereceram aceitação unânime as propostas submetidas à apreciação da organização do Partido.
Chegado o XIX Congresso, saudamos os delegados e convidados, confiantes de que o PCP se fortaleceu e está mais preparado para combater a política de direita, de modo a derrotar o pacto de agressão e contribuir para a política e o governo patrióticos e de esquerda, de que Portugal e os portugueses necessitam.
O distrito de Portalegre é uma região cada vez mais pobre, envelhecida, abandonada pelo poder central, marcada pelo desinvestimento central, pela deslocalização e degradação dos serviços públicos, pelo encerramento de empresas, pela destruição da agricultura, da indústria agro-alimentar e demais produção industrial autóctone, pela liquidação do pequeno comércio, com reflexos directos no aumento do desemprego.
Os efeitos negativos da política de direita no sector agrícola, no País, no Alentejo e no distrito de Portalegre, como foi a destruição da reforma agrária; o estrangulamento das pequenas e médias explorações agrícolas e a agricultura familiar, têm contribuído para a concentração e o abandono das terras, enquanto os grandes proprietários recebem milhões de euros para não produzir.
O sector industrial da cortiça, têxteis e rochas ornamentais, que tinham algum peso no distrito e davam trabalho a milhares de trabalhadores, foram gradualmente arruinados pelas políticas do PS, PSD e CDS, levando ao seu encerramento.
No sector público, a ofensiva iniciada em 1993, pelo Gov. PSD de Cavaco Silva, foi continuada pelos sucessivos (des)governos, fazendo o distrito perder poder político e decisório, ficar mais isolado, mais dependente, e as populações mais abandonadas e desprotegidas.
Portalegre é o único distrito sem ligação directa à rede de autoestradas; apenas servido pela ferrovia de mercadorias; e a rede de transportes rodoviários é desajustada às necessidades das populações e à deslocação de pessoas e bens.
No distrito, os comunistas lutam, reivindicam, e fazem propostas de políticas que enfrentem os problemas do interior e que promovam o desenvolvimento das potencialidades existentes.
Quanto à organização do Partido, temos vindo a sofrer uma redução do corpo de funcionários e mesmo enfrentando dificuldades e nem sempre conseguindo avançar como seria necessário e desejável, demos alguns passos no reforço orgânico.
A nossa organização acompanha o envelhecimento que atinge o distrito, mas existem potencialidades para o recrutamento entre os jovens.
Nos últimos 4 anos, aderiram ao PCP, 71 novos camaradas, realizaram-se 10 Assembleias da Organização, responsabilizaram-se 30 novos camaradas, e promovemos 3 acções de formação ideológica.
Os efeitos da política de direita conduzida contra os trabalhadores, tem reflexos negativos na situação financeira do Partido.
Existem aspectos que temos de continuar a melhorar:
- o recebimento da quotização, e ter mais camaradas nesta tarefa.
- melhorar a discussão e a compreensão de que os cargos públicos são do Partido, e de que o princípio de não ser prejudicado nem beneficiado é um dever estatutário e como tal deve ser encarado e cumprido.
- o aumento da receita e a redução de despesas é fundamental para melhorar o trabalho orgânico e político do Partido.
Estamos convictos de que as conclusões do nosso Congresso darão força à organização para:
- reforçar a intervenção e a organização nas empresas e locais de trabalho;
- recrutar e responsabilizar mais camaradas pelas tarefas partidárias;
- melhorar a atenção prestada à formação politico-ideológica dos militantes e à difusão da imprensa do Partido;
- continuar o contacto com os militantes e o esclarecimento da ligação com o Partido.
- continuar a trabalhar pelo reforço da intervenção do Partido no Poder Local, contribuindo para um bom resultado eleitoral no distrito, na região e no país;
Só uma organização forte tem capacidade para responder às necessidades do nosso povo.
Só um povo consciente consegue transformar a sociedade e construir um País melhor.
 
Viva o XIX Congresso do PCP
Viva o Partido Comunista Português"

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