A 9 de Maio de 1945, o Exército Vermelho decretava o "Dia da Vitória"

quarta-feira, 21 de março de 2012

Motivos para os campomaiorenses aderirem à Greve Geral de 22 de Março



Antes de mais, pretendemos salientar que a próxima Grande Greve Geral de 22 de Março é organizada pela CGTP-IN, que no distrito de Portalegre conta com o apoio da União dos Sindicatos do Norte Alentejano e tem todo o apoio da CDU - PCP, PEV e ID entre outras forças partidárias que sentem as dificuldades do povo e dos mais carenciados.

Esta é mais uma forma de protesto, justa, legal, constitucional e que ao contrário do que muitos dizem por ai (mentindo ao povo e aos trabalhadores) tem muito impacto e importância. Caso contrário, não a tentariam travar desde há várias décadas. Os que estão preocupados com um dia de prejuízo para Portugal deveriam defender o país nos restantes dias do anos em vez de sugar o capital público.

Quando é convocada uma Greve Geral todos os trabalhadores, independentemente de serem ou não sindicalizados, podem e devem aderir. É da lei laboral. E comparecer nos Piquetes de greve.

Existem demasiados motivos para os campomaiorenses aderirem à Grande Greve Geral de 22 de Março de 2012. Como por exemplo:

Os sucessivos cortes na saúde, de onde se destacam o encerramento do Centro de Saúde de Campo Maior (às 20:00 horas nos dias úteis e às14:00 aos Sábados, Domingos e feriados) e o difícil acesso ao transporte de doentes pelo excessivo custo. Com a agravante da deslocalização das populações rurais, de Degolados e Ouguela.

A falta de segurança na vila, com constantes assaltos e roubos.

O sucessivo adiamento da recuperação paisagística e cultural do Mártir Santo (apesar da forte manifestação da população nesse sentido). Com o realojamento da população residente.

A miserável situação de muitos dos reformados e pensionistas de Campo Maior. Que com as suas reformas de miséria mal conseguem pagar uma alimentação digna e muito menos os medicamentos.

As constantes alterações às leis laborais que empurram os trabalhadores para uma situação de escravatura moderna. E completa desigualdade face à entidade patronal.

O sucessivo aumento do custo de vida face ao pouco ou nulo aumento nos ordenados, a falta de pagamento das horas extra ordinárias e progressão na carreira.

Os sucessivos e excessivos aumentos das energias (electricidade, gás e gasolina).

O corte orçamental na verba que foi atribuída à autarquia e que prejudica o seu apoio à população.

O difícil acesso à justiça (Campo Maior nunca teve um tribunal face a concelhos com menos população).

A fraca rede de transportes públicos que satisfaça as necessidaddees da  população com ligações a Portalegre e Elvas.

Pelo futuro das novas gerações que está em causa com todas estas medidas de austeridade quer a nível nacional ou internacional. Todos os trabalhadores, desempregados, estudantes e pensionistas devem aderir à Grande Greve Geral de 22 de março.

É com a CGTP-IN que os trabalhadores contam há 41 anos.

1 comentário:

CDU Campo Maior disse...

Não esquecer a privatização da água pela Aqualia e as sucessivas más políticas locais.