A 9 de Maio de 1945, o Exército Vermelho decretava o "Dia da Vitória"

segunda-feira, 2 de abril de 2012

CDU Campo Maior disse NÃO À EXTINÇÃO DE FREGUESIAS em Lisboa

 
Cerca de 200000 cidadãos de norte a sul, litoral ao interior, continente e ilhas disseram NÃO À EXTINÇÃO DE FREGUESIAS proposta pelo governo PSD/CDS-PP atravéz da Lei 44/XII (sobre a reorganização administrativa, que mais não é que a extinção de mais de um terço das freguesias através da agregação). Numa manifestação organizada pela ANAFRE. Sábado em Lisboa. 
 

O Alentejo, e em particular o distrito de Portalegre também se fez representar com cerca de 15 autocarros (Freguesia de: Vale do Peso - Crato, Gáfete - Crato, Alagoa - Portalegre, Tolosa - Nisa, St. Aleixo - Monforte, Assumar - Monforte, Chancelaria - Alter do Chão, Todas as freguesias de Avis, etc..). O eleito da CDU Campo Maior seguiu em transporte da Câmara Municipal de Monforte.
 
 
Esta manifestação ultrapassou fronteiras políticas e ideológicas, pois pretende combater:
 
-Enfraquecimento da democracia participada
-Perda de capacidade de afirmação, representação, luta e defesa dos interesses das populações, com a perda dos seus porta-vozes e representantes mais próximos
-O despedimento ou a mobilidade dos trabalhadores das freguesias a extinguir.
 
A participação na manifestação não era apenas dirigida às juntas de freguesia e municípios em perigo de extinção. Ela demonstrou ao governo o importante significado que tem a junta de freguesia para as populações, especialmente as rurais e distantes da sede do município. E reforçou a unidade das mesmas. A CDU local deu resposta positiva não só nesta manisfestação como pelas acções apresentadas na Assembleia Municipal de Campo Maior.

O Governo se pretende levar a cabo uma verdadeira reorganização administrativa, deve começar pela regionalização. Em lugar de atacar o primeiro pilar da democracia.

2 comentários:

A disse...

Na verdade,lá estivemos, como era nosso dever e, foi um dia inesquecível, pela luta politica de que se revestiu mas também, pela grande festa, que decorreu no percurso compreendido entre o Marquês e o Rossio, levando a Lisboa, senão a maior, uma das maiores manifestações de cultura popular, que a capital já viveu! Todo o país, de norte a sul e com prolongamento até às ilhas, esteve extraordinàriamente bem representado, com bandas, ranchos folclóricos, grupos corais e de música popular, tocadores de bombos, cabeçudos e gigantones e um grande desfile de trajes tradicionais, de todas as nossas regiões, que foram um regalo para os olhos de quem os viu passar, avenida abaixo e donde se destacava um grupo de 10 mulheres alentejanas, trajando de ceifeiras, lembrando os tempos heróicos e de grande progresso da reforma agrária, onde se puseram os campos da Alentejo e do Ribatejo a produzir e se acabou
com o flagelo do desemprego mas, a que Mário Soares (o pai da contra revolução) e o seu ministro da agricultura de então, António Barreto (figura sinistra da nossa jovem democracia)puseram fim e já com Cavaco Silva como 1º.ministro acabou com o que restava da nossa agricultura e das nossas pescas,
condenando novamente o nossao país ao atraso e a termos de importar 75% dos produtos que consumimos. Mas esses, que ao longo dos últimos 35 anos conduziram Portugal a esta grande humilhação, mais tarde ou mais cedo serão julgados pela História e irão parar ao lugar que lhes está destinado: caixote do lixo! O que nos resta é continuar a luta, como fizemos no passado sábado, dia 31 de Março, contra as politicas deste (des)governo de extrema direita e que, no caso, o ministro Relvas leve por diante o seu plano diabólico de tentar liquidar o Poder Local Democrático (uma das grandes conquistas de Abril) e voltarmos às Câmaras e Freguesias duma só cor, como no tempo do fascismo! 25 de Abril Sempre, fascismo Nunca Mais!

Antonio Joao Gonçalves disse...

O comentário de dia 4 de Abril não está assinado, porque no momento em que o autor o ía autenticar, o sistema entrou em actualização e já agora quero acrescentar que essa enorme jornada de luta que vivemos (os que lá fomos) no passado dia 31 de Março, também a queremos partilhar com aqueles que pelas mais diversas razões, não puderam ir mas que se identificam, com o Poder Local Democrático e sobretudo com os valores de Abril! Também é deles aquele gigantesco protesto do passado sábado, e que ecoou por todo o Portugal, despertando mais e mais consciências adormecidas ou, enganadas por estes governantes mentirosos e sem escrúpulos, que custe o que custar terão que ser derrotados!