A 9 de Maio de 1945, o Exército Vermelho decretava o "Dia da Vitória"

terça-feira, 21 de dezembro de 2010

Debate entre Francisco Lopes e Manuel Alegre


No passado Sábado (18.12.10) Francisco Lopes realizou o seu segundo debate televisivo, desta vez frente ao candidato que, provavelmente, mais anos tem de representação na Assembleia da República (PS). Consequentemente ao longo destas legislaturas assinou dezenas de Orçamentos de Estado e milhares de diplomas que conduziram ao actual estado do país.

Logo à partida as diferenças eras significativas. Justificando plenamente a candidatura apoiada pelo PCP e PEV e milhares de cidadãos, numa clara mudança de rumo com as políticas que causaram este desastre.

Francisco Lopes é a alternativa a Cavaco Silva, sendo a única candidatura que se mostrou contra o actual orçamento, Alegre disse anteriormente que era o orçamento necessário. Pois não bastam palavras são precisos actos, e nesses o deputado Alegre esteve maioritariamente contra os trabalhadores.
Manuel Alegre esteve ao lado do tratado de Maastricht e tratado de Amesterdão levando a uma quebra de 20% da produção nacional e consequente quebra de soberania de Portugal. Através da moeda única criada em 2000 pelo BCE, que executa um saque contra Portugal, vendendo dinheiro a bancos privados alemães, franceses e até portugueses com juro a 1% que é posteriormente vendido a Portugal com juro de 7% levando desta forma a riqueza criada pelos portugueses, com o consentimento dos vários governos e apoiado pelo presidente da república. Francisco Lopes propôs que o Presidente da República estimule a defesa os interessas nacionais no quadro do enquadramento de um país em altrenativa a estas políticas de subserviência por parte dos governantes portugueses face à União Europeia.

Ambos criticaram o actual presidente da república pelo facto de este não ser a voz de Portugal mas sim dos mercados internacionais, baixando desta forma a importância de uma democracia e de estado soberano como é Portugal. Ao dizer que os especuladores é que ditavam as regras. Cedendo vergonhosamente face ao grande capital nacional e europeu.

Francisco Lopes voltou a referir a necessidade de colocar Portugal a Produzir face à importação.

Aproveitar os recursos nacionais, apostar mais nos serviços públicos, acabar com a injustiça fiscal em que os cidadãos pagam elevadas taxas de impostos face à banca e aos grandes grupos económicos foram apontadas como alternativa. Enquanto os salários são cortados, os mesmos grupos que pagam os salários acumulam milhares de milhões de lucro!
O objectivo deste executivo é cortar nas pensões, nos subsídios e apoios socias. Dando desta forma mais dinheiro e beneficíos aos grandes grupos económicos como a PT, BPN e BPP. Sem se ouvir uma única palavra de Cavaco Silva. Que é no fundo um dos seus papeis.

Manuel Alegre esteve no debate como na campanha, tal contorsionista político, com um pé na oposição, e o outro ainda bastante conotado com o actual estado da situação. Numa clara figura de quem quer andar à chuva sem se molhar! Ora não se pronunciando sobre a greve geral ora dizendo que a apoia (mas só do lado do BE). A mesma indefinição marcou a posição face ao orçamento.

Francisco Lopes reforçou ainda as diferenças: « A candidatura do Manuel Alegre é um direito e é a candidatura que está em melhores condições do que minha de mobilizar todos aqueles que apoiam a política do governo» Por seu lado a candidatura apoiada pelo PCP PEV e milhares de cidadãos está em melhores condições de mobilizar todos aqueles que estão contra estas políticas do governo e as suas consequências.

Referiu ainda que é chocante ver aqueles que num dia promovem a pobreza, cortam nos subsídios, rendimentos, congelam salários e pensões, no dia seguinte venham anunciar que estão precocupados com a pobreza e subtitui-la por acções de caridade.

No minuto final referiu que a alternativa existe a todas estas políticas que tem destruído o capital e produção nacional. Essa alternativa passa pela candidatura e eleição nas presidenciais em 2011 de Francisco Lopes.

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